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23 janeiro 2007

Timor-Lorosae e o enclave de Oécussi

"O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, entregou hoje ajuda alimentar do Governo e das Nações Unidas ao enclave de Oécussi, um dia depois de a sua coluna ter sido travada na fronteira indonésia.
Ramos-Horta constatou nesta visita as grandes dificuldades burocráticas da via terrestre entre Díli e o enclave, através de território indonésio.
A coluna humanitária saiu de Díli segunda-feira, mas foi impedida de at ravessar a fronteira por não possuir todas as autorizações necessárias.
Ramos-Horta repetiu hoje que, "apesar da boa-vontade do Governo central indonésio", o incidente fronteiriço resultou da ["má-vontade" e de "falta de comunicação" entre a embaixada de Jacarta em Díli e a guarda fronteiriça indonésia[????]." ( os parênteses rectos e as interrogações são meus... ler o resto aqui).

Bem pode gritar Ramos Horta que o Oécussi é a aldeia mais leste da ilha "Timor é uno, de Oécussi a Tutuala" ou que Xanana vá ao cinema com os antigos inimigos porque estes se estão nas tintas.
Enquanto for a Austrália a determinar a vida regional e a Indonésia sentir que nunca será beliscada Timor nunca verá os seus direitos válidos e aduiridos.
Seria nestes casos que a CPLP deveria fazer a sua voz (oito [mais dois] países falam mais alto que um) em defesa dos interesses de um dos seus membros, mas...

07 dezembro 2006

Indonésia proíbe curta-metragem sobre Timor

Apesar de estar seleccionado para o Festival Internacional de Cinema da Indonésia – JiFFest – a curta~metragem de animação do realizador português Vítor Lopes “Timor Loro-Sae” foi impedida de participar no mesmo, por “razões de segurança”.
Segundo o autor, esta curta-metragem foi baseada em factos históricos e não poupou as três potências que estiveram em Timor-Lorosae: Portugal, EUA e Indonésia.
Além desta realização, foi igualmente proibida a projecção dos documentários “Contos de Crocodilos”, da Holanda, “Passabe”, de Singapura, e a australiana “A Estrada Negra” por, segundo os censores indonésios, poderem trazer riscos para a segurança interna do país.
A vida continua mas os problemas e as (más-)consciências subsistem.

03 fevereiro 2006

Timor, as vítimas da ocupação indonésia

Aí estão os primeiros números recolhidos, oficialmente, pela Comissão de Acolhimento Verdade e Reconciliação (CAVR) timorense e referentes à permanência da Indonésia em Timor-Lorosae.
De acordo com os dados oficiais – colocados, à revelia da CAVR e do Governo timorense, na Net pelo International Center for Transitional Justice (ICTJ) – a ocupação indonésia resultou em qualquer coisa como 102.800 vítimas.
De notar, todavia, que não foi tudo obra dos indonésios. Também cerca de 10% de pró-independentistas terão contribuído para esse número. Mas como afirma a CAVR, ao contrário dos indonésios os libertadores assumiram os seus actos e colocaram-se integralmente à disposição da Comissão.
O Relatório come cerca de 2500 páginas e efectuado ao longo de 18 meses pode ser lido no sítio do ICTJ e, uma súmula dele, no Notícias Lusófonas.
Por mim abstenho-me de mais comentários; salvo, talvez, o facto dos indonésios terem desmarcado uma reunião entre os presidentes dos dois países e isto ainda antes da divulgação publica do citado relatório…

01 outubro 2005

E o terrorismo continua...

© Foto retirada da Globo(O)nline
Voltou a incerteza
Tal como há uns anos a estância turística indonésia de Bali volta, de novo, a ser palco de um acto execrável terrorista e, uma vez mais, com a chancela – pelo menos tudo o assim o indica – da Jemaah Islamyiah, próxima da al-Qaeda.
Várias dezenas de vítimas, entre mortos e feridos, são o resultado de mais um acto “corajoso” dos defensores de uma reflexão dogmática que se diz islâmica.
Tal como há cerca de 3 anos, este acto terrorista acontece logo após a um outro no ímpio Ocidente (Londres, Julho) e outro no islâmico Egipto (também em Julho). Em Outubro de 2002 foi como uma “celebração” ao aniversário do infame acto do 11 de Setembro de 2001.
E desta vez celebram o quê?
Até quando se vai permitir que um bando de execráveis terroristas utilize o bom-nome de uma religião para justificar os seus fins?
Bem apregoam aqueles que, bem intencionados, vão avisando que o terrorismo não tem religião, nem cor, nem pátria. Mas será que eles também o sabem?