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24 março 2016

E sob o princípio dos Direitos Humanos, tudo é posto em causa - artigo

"Desde o 9-11 (11 de Setembro de 2001) que tudo tem sido colocado em causa em nome de um princípio que deveria ser sagrado para a Humanidade: os Direitos Humanos.

O efeito devastador pós 9-11 levou a ataques, ditos cirúrgicos – ainda que, na realidade, retaliadores – a países que supostamente suportavam e apoiavam ideologicamente os autores dos mortificos atentados de Nova Iorque, Washington DC e Pensilvânia.

Afeganistão foi o principal visado, dado que a autoria teria sido reivindicada pela al-Qaeda que se acoitava neste país, levando ao fim do domínio – mas não ao seu desaparecimento – dos extremistas talibãs.

Em paralelo, aconteceram punições militares ao Iraque, com o derrube de Saddam Hussein, à Líbia, com a deposição de Kadhafi, o quase desmembramento da al-Qaeda com a captura e morte do seu líder Osama bin Laden, a chamada «Primavera árabe» em vários países do Norte de África e da Península arábica e, mais recentemente, o surgimento do inicial Califado, mais tarde reconvertido em Estado, Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL ou EI) (ou ISIS ou IS na versão anglófona, ou Daesh, na versão pejorativa árabe).

Ora foi com o EI e a sua progressiva e acelerada conquista territorial no Iraque e na Síria, que parece tudo se ter desencadeado com maior amplitude. E este tudo, mais não é, que o terrorismo urbano.

É certo que este terrorismo urbano só começou a ser efectivo, quando o Ocidente, baseado numa eventual prorrogativa concedida pelo Conselho de Segurança, e apoiado por alguns países árabes, passou a intervir militarmente – ainda que através de surtidas aéreas – desde Setembro de 2014; a estes se juntou, mais tarde, a Rússia.

O EI passou a ameaçar os países integrantes da coligação anti-Daesh de intervir e aterrorizar os seus países ou interesses, com atentados levados a efeito por suicidas e militantes jihadistas, naquilo que eles chamam de «dias negros».

Se o avisaram, assim o fizeram. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no Novo Jornal, edição 424, de 25 de Março de 2016, página 19 81º caderno)

17 fevereiro 2015

Quando o terrorismo serve para perpectuar o poder…


(A comunidade internacional anda muito distraída...; imagem daqui)

"No próximo domingo, a Nigéria estava preparada para ir a eleições gerais. Estava! Porque os militares, evocando a situação social e militar, que acontece só numa parte do País, solicitaram à Comissão Eleitoral que adiasse as eleições de 14 de Fevereiro.

As eleições estão agora programadas para 28 de Março, as presidenciais, e 11 de Abril, as legislativas.

Segundo Sambo Dasuki, um assessor dos militares e conselheiro de segurança do presidente Goodluck Jonathan, em seis semanas “todos os campos conhecidos do Boko Haram serão desmantelados”. Também os militares disseram terem resgatado as meninas raptadas pelo Boko Haram e até hoje nunca ninguém as viu, se não, aqueles que conseguiram fugir ou que os radicais islamitas enviaram com “recados”.

Como pode um exército fazer em 6 (seis) semanas o que não conseguiu em quase uma década? Destruir o Boko Haram. Ou será que a corrupção, que eventualmente haja no seu seio, é tão evidente que já não podendo disfarçar tenta anular o que antes não conseguiu?

Por outro lado, até agora nunca nenhum exército da região – e aqui incluem-se, os da Nigéria, Camarões, Chade e Níger – conseguiram qualquer desenvolvimento efectivo e real contra os radicais.

Como recorda o matutino português, Público, e cito com a devida vénia, é certo que “acaba de ser aprovada uma força regional de 8700 membros do Chade, do Níger, das Camarões e do Benim para se juntarem aos nigerianos, mas grande parte destes militares e polícias vão operar nas regiões de fronteira.” Como também é verdade que só o Chade, e de momento, “está envolvido em batalhas no Nordeste da Nigéria.

Ora os radicais nigerianos do Boko Haram já avisaram – e nisso, não pedem meças aos militares nigerianos, se ameaçam, fazem – que é sua firmeza desestabilizar outros países, nomeadamente o Níger, onde já têm lançado ataques quase diários, ou os Camarões, onde o exército os tem confrontado. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 367, de 13 de Fevereiro de 20155, página 21 (1º Caderno)

21 março 2012

Não é uma «teoria da conspiração», mas…

Recentemente o Mundo civilizado foi horrorizado com a fria morte de três crianças e de um rabi, numa escola judaica, em Toulouse, França.

Segundo algumas testemunhas, este ignóbil e hediondo acto, teria sido perpetrado por um único indivíduo, que se fazia transportar numa mota.

As primeiras reacções indicariam que este seria o terceiro acto de uma “peça” já conhecida das autoridades francesas porque, tudo o indicava, que o assassino/executor seria o mesmo que teria praticado actos similares contra militares de origem magrebina 8de confissão muçulmana) e franco-caribenha.

Estranhamente, e segundo a revista Le Point, as autoridades francesas, numa primeira reacção, davam como tendo sido ex-militares expulsos, próximos dos neo-nazis, os autores destas três tristes e abomináveis façanhas.

Posteriormente, e fazendo fé, nas declarações públicas das testemunhas do ataque à escola judaica, tiveram de fazer uma inversão e já admitiam ter sido, talvez só um ex-militar com muita prática.

O actual e ainda presidente da República Francesa, Nicolas Sarkosy, também ele filho de imigrantes e casado com uma imigrante, e que tem criticado, mais que implicitamente, os imigrantes – parece estar a tentar roubar votos à extrema-direita francesa – tal como o seu primeiro-ministro, diz que tem de ser combatido estes actos xenófonos.

Mas… (os dois textos seguintes foram escritos na minha página do Facebook:)

[- Como pode Sarkozy prometer uma coisa que ele próprio, inadvertidamente, admito, criou com as "sanções" para os imigrantes. E esta já parece não ter sido original dado que o mesmo atirador poderá ter estado por detrás da morte de pára-quedistas franceses na semana passada."

"- É interessante que o que até agora era difícil de se apurar - quem era quem – seja tão rápido a ser apanhado e pertencer à Al-Qaeda. Logo uma pessoa que além de ter morto judeus também matou magrebinos, logo, islâmicos, e franco-cribeanos, que nada têm haver com a "Palestina".

Talvez, se analisarmos bem, talvez que pertença à mesma organização que matou um fotógrafo num navio do Greenpeace, em N. Zelândia, ou, como já se especulou e não foi pouco, também tentou - e parece quase conseguiu - destruir a vida política de DSK, evitando assim, que o Poder instituído se reafirmasse e mantenha.

Não esqueçamos que foi o Poder o primeiro a vir a público chorar "lágrimas de crocodilo", logo aproveitado por aqueles que ao Poder desejam subir...

Como acima titulo, não defendo uma “teoria de conspiração”, mas que quem ler as “histórias” da DGSE (Direction Générale des Services Spéciaux) ou das suas antecessoras e da sua subserviência política ao Poder – qualquer que seja a cor de momento – verifica que têm sido muitos os actos praticados e nunca assumidos que se assemelham a autênticos actos terroristas como os acima referidos.

E sempre a favorecer os interesses instalados dos Poderes instituídos.]

Reafirmo que não estou a defender uma qualquer eventual “teoria de conspiração”, mas…

Entretanto, as notícias dão como estando na perspectiva de detenção do alegado assassino, que segundo algumas fontes se terá identificado como membro da Al-Queda. Ora como esta anda, ultimamente, com as costas tão largas – até quando um dos alegados financiadores do senhor Sarkozy também o denunciava como todos os actos praticados no seu país derivavam deles, um tal Kadhafi – já acredito em tudo.

Não é que esteja a defender uma qualquer eventual “teoria de conspiração”, mas…

11 setembro 2011

Foi há 10 anos!!…

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1(Entre as duas Torres) 2(N.York visto do miradouro do WTC)
(©Fotos Elcalmeida, 1988)

Nos inícios de Abril de 1988 estive num dos edifícios do World Trace Center e num dos seus maravilhosos miradouros, como mostram estas fotos que eu fiz.

Infelizmente, a 9 de Setembro de 2001, indivíduos, sob a capa de valores que ainda ninguém conseguiu, realmente, sejamos honestos e frontais, descortinar nem perceber, enviaram duas aeronaves repletas de pessoas inocentes contra as duas Torres provocando os seus colapsos e, com eles, a morte de mais de 3 mil pessoas em que a única culpa que tinham era de estarem nos referidos edifícios do WTC!

A religião, a economia e a política têm sido os leitmotiv para os casos e subsequências posteriores que ainda persistem…

30 março 2010

Quando uma conversa só sai ao som do Terror…

(Uma entrada do Metro de Moscovo, foto Elcalmeida, Março 1989)

Moscovo acordou – ou reacordou – ontem para uma realidade que há muito parecia estar esquecida e que só se verificava mais no Ocidente e no Médio Oriente: ataques suicidas!!

O Metro moscovita, mais especificamente as estações de Lubyanka e de Park Kultury, um dos mais belos ícones da capital dos antigos czars, foi alvo de um abominável e ignóbil ataque suicida em princípio terá sido levado a efeito por duas mulheres que, segundo se crê, a fazer fé nas palavras dos principais responsáveis russos e dos serviços secretos (FSB), teriam motivações político-religiosas de cariz fundamentalista islâmico.

Pensa-se que poderão ser mulheres ligadas aos movimentos insurgentes fundamentalistas chechenos ou inguchenos.

Mas também não deixam de colocar como hipótese motivações mais externas. E, aqui, não me surpreenderia que os russos estivessem a pensar nos ses vizinhos georgianos…

07 fevereiro 2010

O terrorismo não se faz só com armas

(imagem daqui)

"As Nações Unidas e os principais países que formam este areópago global que é a nossa Casa, a Terra, têm, e sempre o fizeram sempre que as circunstâncias e as oportunidades de interesses particulares se sobrepunham aos valores mais globalizadores, declarado guerra a todas as formas de terrorismo.


Nada mais natural. Não é permissível que o terror se sobreponha a um nível de vida cível onde a cultura da Liberdade seja colocada em causa.


Todavia, nem sempre o terrorismo é caracterizado, como habitualmente nos oferecem os meios de comunicação social e os indiferenciados meios governamentais, pela existência de veículos de terror bélico, como, por exemplo, o que tele-assistimos no Afeganistão, no Sudão, ou, mais recentemente, no estúpido e inaudito ataque das autoproclamadas FLEC-PM à comitiva do seleccionado do Togo que ia estar presente no CAN2010, na província angolana de Cabinda.


E se os momentos de terror que se verificam no Afeganistão e no Sudão se devem a razões religiosas, primeiras, económicas e territoriais como segunda razão, em Cabinda sobrepõem-se razões territoriais e económicas e, que muitos se esquecem porque se esquecem da História, antropológicas.


Muitos esquecem-se que cerca de 2/3 de Cabinda pertenceram ao antigo Reino do Congo, cuja sede era em Mbanza Congo, na província angolana do Uíge. Esquecem-se alguns cabindas, como se esquecem muitos angolanos, principalmente aqueles que estão sentados na gravitação do Poder.


Mas não se esquecem, por certo, todos os bakongo (os (ba - congo) caçadores), dos dois lados da fronteira, nem aqueles que, em Angola, no longínquo dia de 22 de Janeiro de 1993 foram perseguidos só porque falavam mal – ou deficientemente – português. Isto também é uma forma néscia de terror, logo terrorismo. Não se esquecem os bakongo, como não se têm esquecido ao longo dos anos com a criação e reactivação periódica do grupo político ABAKO (Alliance des Bakongo, criada por Joseph Kazavubu, nos anos 50 do século XX, e que visava a união de todos os bakongo).


Por isso alguns se insurgem quando afirmo que por detrás de alguns dos grupos separatistas cabindenses estão não só indivíduos de Cabinda mas, principalmente, interesses dos dois Congos (Democrático e Brazza) na perspectiva de uma possível divisão do território entre ambos tal como chegou a ser debatido no finais da década de 60 inícios de 70, do século XX, entre os regimes de Marien Ngouabi, do CongoBrazza, e Mobutu, do Congo Democrático, ex-Zaire. Isto, apesar do primeiro se intitular socialista e ter criado a República Popular e o segundo ser apoiado pelas sucessivas administrações norte-americanas que, desde muito cedo, exploraram e exploraram o petróleo de Cabinda.


É certo que constatamos que as armas predominam no explanar do terror. Foi e tem sido essencialmente assim. Mas também sabemos e a História africana é pródiga em o confirmar que os terroristas de ontem são os heróis de hoje e sê-lo-ão os de amanhã. Foi-o na Palestina, foram-no os maquis em França, na 2ª Guerra Mundial, foram-nos os movimentos de esquerda na América Latina, como o foram os pais da Liberdade nos EUA, para já não falar nos diferentes movimentos emancipalistas que vingaram em África e que deram novos Países ao Mundo. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no , edição 249, de 6/Fev./2010

18 janeiro 2010

Cabinda, a quem agrada o actual barril de pólvora?

(vamos fazer que as crianças de Cabinda continuem a sorrir... custa assim tanto? ©foto Tonspi)


Quem efectivamente está a tirar dividendos da actual situação em Cabinda?

Por certo que não serão nem a população da província de Cabinda, nem os Angolanos.

O combate ao terrorismo não se faz com manifestações espontâneas onde pautam dirigentes partidários governativos.

O terrorismo combate-se procurando saber as razões porque existe – se é que existem razões para isso – e os movimentos secessionistas diluem-se procurando conceder-lhes algumas das razões porque existem. E algumas são bem evidentes e pertinentes!

Recordemos como a História nos diz que alguns “terroristas” de hoje são heróis amanhã!

Vamos conversar e não encarcerar (
Diário Digital, N. Lusófonas, A Bola, Público, R. Renascença, África21, Google ou o Pravda.RU com a Angop e o JAngola preferirem calar o assunto) só porque há quem não comunga da opinião oficial. Só assim haverá Paz efectiva em Angola!

Além de que é a imagem do País que está em causa numa altura que todo o Mundo está com os olhos em Nós!

06 janeiro 2010

O Carnaval chegou mais cedo?

(foto ©FELIX ADAMO/AP-JN/SAPO)

A que chega a psicose do terrorismo e da super-prudência ou a mania da perseguição e da conspiração…

A notícia que se segue é tão caricata que se não fosse estarmos num novo período de tudo pode ser terrorismo até se pensaria que o Carnaval já teria chegado, e mais cedo…

O aeroporto de Meadows Field, na Califórnia, foi evacuado e encerrado durante várias horas depois de ter sido encontrada, na bagagem de um passageiro, uma substância que deu positivo em testes de explosivos. Mas afinal, eram apenas frascos de mel.

Apenas 5 frascos de mel que um incauto e inocente passageiro ia levar para familiares. Bons sensores, não há dúvidas… Mas provavelmente se levasse algum produto de plástico de características explosivas já não seria detectado.

Tal como os que têm entrado nos eventos do senhor Obama e sem convites;
e já são três

27 novembro 2008

Quando a infâmia continua a falar mais alto

(O luxuoso hotel Taj Mahal, em Mumbai, em chamas devido ao atentado de ontem; imagem AFP)


O que se passou ontem em Mumbai (Bombaim) é o sinal claro que o terrorismo, do mais baixo e bárbaro que se possa imaginar, continua a pensar – e se pensa, não hesita em executar – que as diferenças ideológicas, sociais, antropológicas, económicas, em suma, as diferenças, se resolvem com tiros, com bazukadas, com reféns, com atentados.

E o desplante com que fazem isto, inclusive seleccionar quem queriam raptar e, ou, matar tornam estes casos ainda mais preocupantes. Prova-o as inúmeras vítimas mortais e ferias e raptadas.

E quem fala nos atentados de ontem de Mumbai, dever-se-á, também, falar no ataque pirata que, ainda hoje, aconteceu na Costa Ocidental de África, ao largo da Serra Leoa, ou os que sistematicamente e ao arrepio das esquadras que parecem já haver no Golfo de Adém, os piratas vão levando a efeito nas costas do Corno de África.

E se nos recordarmos que uma corveta indiana parece ter destruído um dos barcos-piratas principais, ao largo da Somália e a organização – pelo aparato e coordenação, teve de ser uma empresa bem organizada – que reivindicou os atentados, a Decann Mujahideen, é desconhecida, então, talvez possamos juntar dois mais dois…

Por isso, é, no mínimo, perigoso começar, tal como já fizeram alguns responsáveis indianos, a “bombardear” acusações quanto à proveniência dos bárbaros assassinos; não consigo dizer terroristas ou militantes islâmicos porque estes, ainda assim e em princípio, têm objectivos que vão para além do simples terror ou destruição!

20 setembro 2008

Estavam sossegados…

(interior do Marriot Hotel após ataque; foto ©AFP)

Depois do Iémen agora o Paquistão.

Os terroristas, que se dizem islâmicos mas que contrariam tudo o que o Islamismo ensina e Maomé retransmitiu aos muçulmanos, relembraram do efeito 11 de Setembro e voltaram a carga.

Primeiro no Iémen onde atentaram contra uma embaixada norte-americana mas que só atingiram, essencialmente, a economia e população iemenitas e deram mais um motivo ao senhor Bush para manter a absurda e inconsequente política de “polícias do Mundo” esquecendo-se que grande parte dos seus problemas começa em casa onde deveria começar por limpar.

Hoje atacaram um hotel no Paquistão, do grupo Marriot, provocando, no imediato, entre 40 e 60 mortos e cerca de 200 feridos (interessante este título do Folha Online “Número de mortos em explosão em hotel de luxo no Paquistão sobe para ao menos 40” – será que desejavam mais? Também num artigo anterior diziam que “Ao menos 15 hóspedes ficaram presos entre as chamas no hotel” – sem comentários); é possível que estes números possam aumentar devido ao risco de derrocada do edifício onde ainda se encontra isolados cerca de dezena e meia de pessoas.

Apesar de ainda não reivindicado, é pertinente pensar que foi levado a efeito por terroristas pró-talibans, principalmente se tivermos em linha de conta que uma das medidas mais importantes do discurso de tomada de posse do novo presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, passou precisamente pelo maior empenhamento governamental no combate ao terrorismo.

E como a maioria das tribos próximas da fronteira com o Afeganistão têm afinidades, ou são muito próximas, dos talibans é natural que tenha sido um pérfido aviso.

25 junho 2008

USA, alguém pediu uma teoria da conspiração?

(foto ©Público/Kevin Lamarque/Reuters)

Depois das infelizes palavras do senhor Charlie Black (terão sido mesmo, ou não fosse este "o" estratega da campanha?), considerado como um dos mais próximos assessores do candidato presidencial republicano, John McCain, à revista Fortune, tudo é expectável até 4 de Novembro próximo…

Black terá afirmado à revista Fortune numa entrevista que só será publicada na próxima semana, que caso ocorresse um ataque terrorista como o do 11de Setembro, o candidato republicano beneficiaria fortemente dessa situação. Não terá sido isto um medir do pulso ao eleitorado, já que Black é "o" estratega?
.
E se a isso juntarmos que o candidato republicano começa a ver que a sua distância para o candidato da mudança, e presumível candidato democrata, Barak Obama, já vai em 15 pontos percentuais

22 dezembro 2007

Será que Charles de Menezes ainda vai ser inculpado?

Lembram-se do cidadão brasileiro electricista Charles de Menezes que foi morto (desculpem esta palavra simpática, porque o que penso não posso escrever…) numa carruagem do metropolitano londrino por polícias londrinos por ter sido confundido com um terrorista após os actos de 2005?
Hoje foi dado o veredicto pela Comissão Independente de Queixas à Polícia (IPCC). Segundo esta Comissão os quatro polícias que intervieram na morte do cidadão brasileiro foram absolvidos da acusação que sobre eles pendia.
Por este andar ainda vamos ver o cidadão brasileiro ser inculpado de terrorismo como parece ser vontade dos ingleses…

11 setembro 2007

Fim ao Genocídio, ao Terrorismo, às Bombas

(Enquanto se puder falar em Terrorismo, relembra-se 9/11 ou 11 de Setembro)
Só de uma mente iluminada poderia vir a proposta que hoje/ontem surgiu na Internet via União Europeia, admitindo que tenha sido mesmo isto dito.
Segundo uma notícia aqui lida o Comissário (só esta palavra faz-me logo arrepios) Europeu da Justiça, Liberdade e Segurança, senhor Franco Frattini – se o nome quer dizer alguma coisa quanto à ascendência, está tudo explicado – propôs, ou pensa apresentar essa proposta aos eurocratas nacionais(??) que a Internet deixe de poder utilizar palavras como “Genocídio”, “Terrorismo” e “Bombas” que possam levar potenciais indivíduos que pensem provocar actos de terror – ou seja, terroristas, genocidas e bombistas, dizê-lo enquanto não for proibido – de aceder a portais e sites onde possam aprender fazer e manusear artefactos susceptíveis de provocar danos enormes – ou seja, bombas!
Realmente, é capaz de ter razão.
Se não se falasse em Terrorismo já há muito se tinha acabado a saga do 11 de Setembro que hoje, porque ainda não é proibido falar, relembramos os cerca de 3000 mortos causados pelo impacto de 4 aviões desviados nos EUA por pessoas que não poderemos, no futuro, chamar de terroristas.
Se não se escrevesse sobre Genocídio, provavelmente já teria acabado a saga de Darfur. Teriam sido todos exterminados sem que se soubesse. Nem se saberia dos seis italianos mortos na Alemanha devido aos senhores do código fechado muito característico de um País a que pertence o senhor Comissário.
Se não se contasse o que tem acontecido com Bombas desconheceríamos o que aconteceu em Londres, a 7 de Julho, em Madrid, a 11 de Março, em Beslan, a 1 ou 2 de Setembro ou, mais recentemente, o atentado de Argélia. Nem se falaria dos atentados na Turquia, no Iraque, na Indonésia, etc.
Ou seja, o Mundo era a tranquilidade absoluta!!!
Quase diria, e sem querer roubar protagonismo ao próprio, que isto é um proto-Bushismo!
Por vezes, ao quererem mediatismo, leva-os a dizer asneiras tão grandes. Ou teria sido uma deficiente interpretação do jornalista, ou interlocutor, que o ouviu? Como no caso de Madeleine McCann onde que já se traduzia “Full Match” por "100%" numa matéria, como o DNA, impossível de acontecer.
Enfim, é por estas e por outras…

12 abril 2007

Depois de um descanso…

(foto ©BBC.Mundo)

Eis que os grupos afectos à al-Qaeda e outros radicais islâmicos apresentam-se de novo activos e sanguinários.
Há dois dias em Casablanca, ontem em Argel – estes dois atentados foram reivindicados por uma organização que se intitula al-Qaeda do Magreb Islâmico e que antes se chamaria Grupo Salafita para a Prédica e o Combate – e hoje, para não esquecer e não variar, Bagdad.
Também para não se pense em esquecer, o juiz espanhol Baltazar Garzón volta a relembrar que Espanha está muito próximo de ser de novo atacada pelos radicais afectos ao obscurantismo, dito religioso, dos próximos da al-Qaeda.
Até quando o terrorismo continuará a ditar a ordem de trabalhos da Comunidade Internacional? Mas também não será com “fortalezas” ou balcanização de alguns países árabes que certas regiões continentais impedirão essa propagação…

01 março 2007

As FARC e Portugal

(foto surripiada aqui onde tem sido não poucas as vezes lembrada Ingrid Bétancourt)

"Li hoje no Jornal de Notícias que uma senhora, que penso ser latino-americana, Josephine Rosano, vai solicitar os bons ofícios de Portugal para libertar um filho que está refém das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia - Ejército del Pueblo (FARC-EP ou simplesmente FARC) desde Fevereiro de 2003.
O refém em questão, Marc Gonsalves, é luso-americano e foi sequestrado pelas milícias da FARC após a queda de uma avião onde seguiam em missão de vigilância sobre as culturas de estupefacientes que proliferam naquele país e que as FARC também costumam utilizar como suporte financeiro para as suas actividades guerrilheiras – a mais antiga milícia em actividade na América Latina.
Até aqui nada há de mais.
Portugal e os portugueses são reconhecido por serem humanistas e estarem sempre prontos a ajudar os próximos, esquecendo, pró vezes de ajudar os mais próximos, salvo quando envia 25 tendas para abrigar os refugiados. Mas isto, são outras mukandas! (...)"
podem continuar a ler o resto deste artigo de opinião no .

16 janeiro 2007

A crítica situação do delta do Níger

(milícias do delta do Níger)

As milícias anti-petrolíferas nigerianas continuam a não respeitar as vidas humanas independentemente de serem, ou estarem, afectas aos negócios do petróleo e das grandes companhias que o exploram e exportam.
Nesta altura, são já mais milícias anti-regime do que propriamente para aquilo que, de início, diziam praticar: ataques a instalações petrolíferas e sequestro de trabalhadores, tanto estrangeiros como nacionais; a grande maioria destes grupos mais não são que mafias locais, em intra-disputas, pois muitos dos sequestros que praticam visam a obtenção de avultadas somas em dinheiro para ganhar poder na zona onde operam.
No último domingo uma emboscada matou 12 pessoas, incluindo chefes tradicionais, que se dirigiam ao reino de Kula, no estado de Rivers. O ataque, e uma vez mais, foi efectuado na região do oleoduto da petrolífera Shell no Delta do Níger que viu, também, um barco da sua estação petrolífera Ekulama 2 ser incendiado. Os responsáveis daquela empresa petrolífera já mandou retirar as suas equipas que estão nesta estação temendo mais ataques, a maioria devido a lutas entre milícias.
Mas se este foi o último ataque, desde Dezembro último que um grupo de milícias mantém sequestrados 3 italianos e um libanês, todos trabalhadores da italiana Agip e desde Janeiro 5 chineses empregados da Telecom estão também sequestrados por outra milícia.
Para quem é o 8º produtor mundial de petróleo, e o maior de África, e diz querer dominar a corrupção, estas notícias não são animadoras.

10 janeiro 2007

O que tem pernas curtas?

(Vôos da CIA na base aérea de Ramstein, na Alemanha ©foto daqui)
Em Portugal, tal como numa parte considerável da Europa, discute-se se houve ou não violações aéreas e de Direitos Humanos perpetrados pela CIA com o transporte de prisioneiros devido ao terrorismo, nomeadamente em ilegais campos de detenção na Europa ou para o campo de Guantánamo.
Uma discussão que mais parece fútil que produtiva; mais inconsequente que creditícia; mais para vox pop que para o fim que dela se deveria retirar: impedir atropelos aos Direitos Humanos, mesmo quando em causa estão ignóbeis terroristas.
De um lado, países e dedos acusadores; do outro, acusados a sacudirem a água do capote.
Tem sido quase sempre assim, principalmente desde que uma comissão euro-parlamentar decidiu investigar a estória e, na generalidade dos casos os ministros de Defesas e das Relações Exteriores dos países visados, embora nunca claramente negando, vão diplomaticamente dizendo que não há registos e movimentos que provem as violações.
Agora vem uma revista portuguesa, Visão, afirmar que, durante a sua investigação, no cruzamento de listas de voo entre a empresa portuguesa que controla o tráfego aéreo (NAV) e os memorandos da norte-americana US Transcom que coordena missões com aparelhos militares e comerciais, classificados como secretos, parecem indicar que, de facto, passaram por Portugal voos dispensáveis e inoportunos.
E o interessante é que o partido governamental português, apesar de no seu seio haver quem tenha e venha denunciando estes voos, nomeadamente, nos Açores, não aceita que se crie uma comissão de inquérito para estudar e debater com honestidade esta matéria (também se compreende, em Portugal comissões de inquéritos perduram, subsistem e nada fazem…).
Agora afirmar que nada houve, ou que se desconhece a sua existência, e parecer que há provas contrárias e evidentes faz-me lembrar aquela frase muito simpática: a inverdade (ou será, desverdade, olhem, a mentira) tem perna curta e tal como o óleo vem sempre ao de cima.

09 janeiro 2007

Se a desfaçatez pagasse imposto…

(foto ©EFE/lasprovincias)

«ETA reivindica atentado Barajas, mas diz cessar-fogo em vigor
O grupo terrorista basco ETA reivindicou hoje a autoria do atentado contra o aeroporto de Barajas, em Madrid, mas afirma que o cessar-fogo permanente iniciado a 24 de Março de 2006 «continua em vigor».”
»

Comentário: Pelo que se vê a Batasuna tem muito poder… ou será ela quem tem mesmo o poder decisório final? Reparem que a assumptividade do acto foi menos de 24 horas depois do líder do Batasuna ter proferido as declarações públicas de manutenção das tréguas sem, contudo, condenar o atentado de Barajas.

19 julho 2006

Resposta proporcional face ao terrorismo?

Pode haver proporcionalidade numa qualquer resposta de um qualquer país face a ataques terroristas, mesmo, e principalmente, se estes vêm de organizações teoricamente políticas mas com milícias mais bem e melhor organizadas e armadas que as forças armadas dos próprios países onde estão sedeadas?
Esquecem os analistas que consideram haver desproporcionalidade da resposta israelita o que aconteceu com a resposta norte-americana após o 11 de Setembro?
Deslembram-se esses analistas que o ataque ao Afeganistão, considerado então como o poiso dos terroristas que praticaram um dos mais imundos e inumanos actos de terror, acabou por ser política e estrategicamente legitimada pela Comunidade Internacional além de o ter sido também pelo Direito Internacional Público?
Perante estas evidências e face há existência de partidos(?) com milícias armadas – fortemente armadas, casos do Hezbollah e do Hamas, – que não reconhecem o direito à vida e à existência de Israel sob a estúpida e inconsequente desculpa do dogma religioso, pode haver proporcionalidade na resposta dos atacados?
Um país tem o direito – e face à opinião pública interna, o dever – de se defender de ataques terroristas, venham eles de onde vierem.

ADENDA: Este assunto, em forma de artigo, pode ser lido, na íntegra, no site Africamente.com.

13 julho 2006

A vilania continua

(foto © daqui)
Um ano depois dos atentados de Londres (7 de Julho de 2005) uma grande metrópole financeira internacional foi atingida por um ignóbil e bem pensado atentado: Mumbai/Bombaim, na Índia.
Apesar da minha vontade ter sido logo aqui gritar contra mais este acto desprezível, mas temendo poder ser injusto na condenação até porque tudo indicava os autores, quis, primeiro, tentar saber quem seriam eles mesmos.
Quis evitar o que se passou com Londres. A condenação imediata dos fundamentalistas islâmicos quando, mais tarde, começaram a surgir certas dúvidas quanto à legitimidade do ataque ter sido perpetrado pelos fundamentalistas, facto que, ultimamente, recomeçam a surgir. Se houve momentos que se duvidou, até pela legítima paranóia pós-traumática, agora parece que essas dúvidas começam a esmorecer e reconfirmar que as células autónomas da al-Qaeda estiveram por detrás daquele abjecto acto.
E fiz bem. Porque os principais “instigadores” do fundamentalismo islâmico na Índia, procedentes de Jamur-Caxemira, não só já desmentiram qualquer envolvimento no acto terrorista, que já contabiliza 200 mortos e mais de 700 feridos, como, embora não muito explicitamente, o reprovaram. E eles não costumam ter tibiezas em aprovar os seus ignóbeis actos.
Provavelmente haverá outras células autónomas que não desejam a reaproximação indo-paquistanesa. E isso a Comunidade internacional deve ajudar a procurar.
Ontem, na Índia, amanhã…