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08 setembro 2009

Ainda há sítios onde o Parlamento funciona...

(imagem Internet)

"Em Timor-Leste o Parlamento – leia-se, os deputados – decidiu impedir a saída do Presidente da República, José Ramos-Horta, enquanto este não explicar, com clareza, os motivos que levaram a autorizar a libertação do antigo chefe das milícias pró-indonésias, Martenus Bere, que se encontrava em prisão preventiva e referenciado por crimes contra os direitos humanos devido a um massacre ocorrido em 1999, na Igreja do Suai.

Acredito, ou quero acreditar, que por razões meramente humanitárias (deixem-me continuar acreditar nisto) e não por razões económicas e diplomáticas (leia-se, submissão à potência regional e vizinha).

Apesar de ser minoritário enquanto grupo, mas o maior enquanto partido, a Fretilin conseguiu incorporar outros deputados, incluindo quatro deputados da actual maioria governativa para vetar a saída do Presidente.

O que já não sei é se essa deliberação foi da iniciativa do Presidente Ramos-Horta, na linha do seu pensamento quando dos 10 anos do Referendo onde propôs uma amnistia geral para a total pacificação do País – se pensarmos bem, por certo que, também, entre militantes e dirigentes da resistência devem ter acontecido actos que os envergonha pelo que se aceita essa visão presidencial –, ou se, pelo contrário, houve intervenção do Governo liderado por “Xanana” Gusmão, ou seja, se amizades políticas e económicas não se sobrepuseram aos interesses nacionais que não os do Estado.

Volto a dizer que quero acreditar que a libertação do eventual líder e autor do massacre de Suai, tenha sido libertado por razões humanitárias. Por razões iguais, o autor – não confesso, mas tacitamente aceite pelo país de origem e pelos países das vítimas – do atentado de Lockerbee foi, também ele, libertado por razões humanitárias.

E nessa altura, ao contrário de agora, ninguém viu a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, pedir responsabilidades nem criticar o líder do Estado onde estava detido o referido autor, por causa de sua libertação. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
©Publicado na rubrica "Manchete", do , em 8.Set.2009, com o título “Parlamento timorense impede a saída de José Ramos-Horta”

14 agosto 2008

Reinado foi executado a sangue-frio?

Segundo um relatório das autópsias os executores da tentativa de assassinato dos principais – sejamos mais específicos, do presidente José Ramos-Horta – dirigentes de Timor-leste, o major Alfredo Reinado e um dos seus acompanhantes, teriam sido mortos à “queima-roupa e na nuca” o que no decorrer de um tiroteio seria muito difícil.
Ou seja e para ser mais explícito, Reinado foi executado a sangue-frio como um qualquer criminoso num qualquer local de guerra ou como acontece em certos lugares onde a Liberdade é uma palavra vã.
Já em Fevereiro de 2008, num artigo publicado no Notícias Lusófonas “Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas” e que chamei a atenção aqui neste blogue eu levantava dúvidas quanto à forma como teria decorrido o – parece cada vez mais hipotético – ataque a Ramos-Horta e nas condições transmitidas ao domínio público.
Na altura as dúvidas eram legítimas face ao histórico anterior do “relacionamento” entre o Presidente Ramos-Horta e o major fugitivo e entre este e o actual Chefe de Governo “Xanana” Gusmão.
Era estranho que alguém tão “bem” formado militarmente não tivesse conseguido neutralizar uma pessoa tão desprotegida como, segundo rezavam as crónicas da altura, estaria Ramos-Horta.
E a estranheza vai se acumulando até que alguém consiga fazer sair para fora do “escuro” a verdade do “Golpe”.
Mas também não deixa de ser estranho que só agora este assunto venha à ribalta, principalmente quando parece que os proventos do petróleo timorense aumentaram...

28 junho 2008

E Timor-Leste parece ter perdido uma oportunidade…


(imagem da internet)
"Quantos não estariam a suspirar em Dili para ver pelas costas o presidente José Ramos-Horta, torcendo e retorcendo as mãos na esperança que Ramos-Horta aceitasse o honroso convite para se candidatar ao cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Só que tanto torceram e retorceram que Ramos-Horta condoído com as expressões de dor dos seus concidadãos acabou por rejeitar a hipótese de candidatura ficando-se nos futuros próximos por Dili.

Um homem de palavra. Quando se candidatou e ganhou a presidência afirmou que iria governar o País até ao limite das suas forças.

O problema é que não sabemos se Timor-Leste ainda tem forças para aguentar com os políticos que tem.

Basta recordar as palavras do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas Timorenses, Taur Matan Ruak, quando, recentemente, afirmou que os problemas timorenses de 2006 foram políticos e não militares causados por factores que foram aproveitados para precipitar a situação", nomeadamente, "a questão entre os lorosae e os loromonu" que mais não foi que uma invenção de "quem queria tirar vantagem".

Simples e directo! Tão simples e directo que perante a hipótese de uma possível futura candidatura sua à presidência Matan Ruak terá afirmado que está "traumatizado" com a política e que preferia poder fazer "outra coisa" na vida civil. (...)" (Continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Colunistas", de hoje, sob o título acima

NOTA: Já agora será que alguém nos esclarece quem ofereceu a ideia a Ramos-Horta para ser candidadto a candidato? Segundo o Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon não foi este de certeza...
E, assim, parece que se põe em causa, ou alguém o quer fazer crer, a credibilidade das instituições timorenses.

18 abril 2008

Timor: Nada como pôr a boca no trombone… salvo seja!

(Reinado passeando na prisão australiana, em Timor, como qualquer outro militar...DDR)
"Ontem o recém-regressado a Dili, – e quase miraculoso sobrevivente –, José Ramos-Horta, presidente de Timor-Leste, após a longa convalescença a que teve direito por via dos tiros recebidos durante a tentativa(?)de assassínio [desculpem se ainda duvido, mas os anteriores desenvolvimentos nada indicam que Alfredo Reinado fosse assim tão louco como querem pintar e depois de 18 meses de negociações entre ambos], em 11 de Fevereiro passado, terá afirmado que a Indonésia haveria recebido no seu seio alguns dos membros da equipa de Reinado, entre eles o ainda – sê-lo-á? – foragido Gastão Salsinha.

De acordo com o presidente, recebido como um herói, a acção de Reinado (qual?) teria sido planeada por elementos externos – estaria a referir-se, uma vez mais, à Indonésia ou ao seu neo-colonizador vizinho do sul? – “interessados em desestabilizar o país e lançá-lo numa guerra civil”.

Segundo certas fontes citadas pelo presidente Reinado teria estado em Maio de 2007 na Indonésia. Mas era com tropas australianas que Reinado melhor se dava, como comprovam muitas fotos durante a sua detenção, antes da fuga(?) que levou à “intentona”…

Na mesma altura o altruísta presidente propôs a Salsinha se rendesse a um pároco que merece a confiança de ambos porque já seria tempo de o fazer e acabar com a “aventura” (qual?) e porque agora qualquer tentativa de fuga seria coarctada (ora aqui está uma palavra que o novo Acordo Ortográfico vai impedir de fazer erros; ninguém lê o “c”…) de imediato e sem contemplações para a sua própria vida (assim como assim, ninguém duvida que haverá quem queira Salsinha como Reinado, não vá também ele soprar fortemente o trombone…).(...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Colunistas", de hoje.

11 fevereiro 2008

Muitas dúvidas e poucas certezas...

“Timor-leste acordou hoje sob o espectro de um eventual atentado – leia-se Golpe de Estado(?!) – contra as principais figuras do Estado timorense. E segundo quase todas as fontes externas, o responsável principal por este acto tresloucado e cobarde teria sido o renegado e fugitivo antigo líder da Polícia Militar, o major Alfredo Reinado.
Não se contesta nem se duvida dos atentados que o presidente Ramos-Horta e o primeiro-ministro “Xanana” Gusmão foram alvos. Nem tão pouco se duvida que o presidente tenha sido atingido durante o atentado. Tal como não se duvida que o major Reinado possa ter sido recolhido morto – não dizemos que tenha sido morto – no local do atentado ao presidente. E não afirmado que tenha sido morto porque há muitas contradições neste duplo atentado.
Por um lado, enquanto o presidente foi alvo de um atentado à sua residência quando estava fora dela (de acordo com Xanana o presidente Ramos-Horta estava a fazer os seus exercícios físicos fora da residência), tendo decidido voltar para esta em vez de se pôr a salvo, o que parece querer demonstrar uma falta gritante de conhecimento dos problemas sociais do país, o que não queremos crer, mas que não previa algum tipo de ataque à sua pessoa, o chefe de Governo, “Xanana” Gusmão era alvo de uma emboscada quando regressava a Dili, levado a efeito por um segundo líder, o tenente Salsinha.
E todo este imbróglio, segundo fontes externas, teve como responsável o renegado e foragido major Reinado!
Ora, é aqui que começam as contradições.
Sabe-se que tanto Ramos-Horta como Xanana “protegiam” o major Reinado de eventuais tentativas de detenção que a polícia das Nações Unidas e um juiz do Tribunal timorense tentaram levar a efeito.
Por outro lado sabia-se que nem os australianos, nem as forças internacionais da ISF faziam alguma coisa para deter o renegado e foragido antigo líder da Polícia Militar porque nem Ramos-Horta e, também, nem Xanana o permitiam. Realce-se que ainda há poucos dias Reinado numa “entrevista” acusava Xanana de ser o principal responsável pela situação e ameaçava-o de, caso fosse detido e julgado, “levar” Xanana com ele e solicitava à ONU que demitisse o Governo de Xanana e entregasse o poder a Ramos-Horta. E Xanana chegou a afirmar que Reinado não era “ uma ameaça real à estabilidade de Timor-Leste”.
Logo se o major Reinado queria que o poder fosse para Ramos-Horta, e como relembrou hoje Mari Alkatiri, começava a haver um consenso de estabilidade no país, como se justifica o atentado e sob as ordens de Reinado.(…)” (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na Manchete de hoje do , sob o título “Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas”

10 fevereiro 2008

Atentado a Ramos-Horta?

Segundo notícias veiculadas nas televisões portuguesas e a partir de telex da Reuter e da Lusa o presidente timorense Ramos-Horta terá sofrido uma emboscada, em sua casa(?) sofrendo ferimentos no estômago.
Ainda de acordo com as tais notícias o líder da eventual emboscada teria sido o major Reinado que foi abatido.
Por mim e sem querer pôr em causa a notícia e apesar de ser de domínio público que Reinado não morria de amores por Ramos-Horta era neste que mais “apoio” encontrava; relembremos como por mais de uma vez Ramos-Horta se encontrou com Reinado e como impediu um juiz de fazer cumprir um mandado de captura. Por outro lado, já a sua “aversão” a Xanana era quase proverbial.
Por esse facto é um pouco estranho este eventual atentado e com ele como líder. Mais estranho que tenha sido a única vítima mortal no tal ataque.
Um atentado a Ramos-Horta com ferimentos no “protector” e a morte do “protegido”…
Porque seria? Uma estória um pouco mal contada e cujo desfecho parece agradar mais a estranhos que aos timorenses!
.
NOTA Complementar: Segundo o correspondente da RTP em Dili também Xanana terá sido alvo do atentado o que complica mais este imbróglio. Ora se Ramos-Horta estava em casa e o atentado foi ao princípio da manhã como Xanana estava também lá? Ou terá sido que o "atentado" iniciou-se na casa de Xanana e acabou na de Ramos-Horta?
E porque é que os australianos que estão, pretensamente, a proteger os dois estadistas estavam tão distraídos para deixarem aproximar dois carros aos tiros?
Ou será que o que parece mentira será mais uma verdade encoberta e este eventual duplo atentado vai mais longe do que parece?
e como é tão interessante que em vez de serem as autoridades timorenses a falarem seja o ministro do exterior australiano que irá falar, segundo afirmou o Governo aussie, que está acompanhar a situação.
Um enredo muito hollywoodesco para ser levado tão levemente...

24 janeiro 2008

Julgamento de Reinado adiado

(Reinado ladeado por dois miliatres autralianos foto ©AP Photo/Mark Baker; sem comentários)

De acordo com notícias provenientes de Díli o julgamento do major pelos vistos ainda o é) Alfredo Reinado foi adiado devido à sua falta de comparência no Tribunal, a segunda, (ao fim de três faltas dá direito, salvo erro, a descida de divisão).
É natural que Reinado não tenha comparecido dado que o seu principal – se não o é, às vezes parece – “advogado” e “defensor público” está fora do País e o arguido tenha receio de fazer um confronto com aquele que ele considera o principal responsável da situação no País.
Por outro lado Reinado, que aguarda a volta de Ramos-Horta para “resolver o conflito de forma pacífica” ameaça desencadear mais acções pelo País caso não seja reintegrado nas Forças Armadas timorenses.
Isto é que vai cá uma Democrácia…
Mas também quando se critica quem faz bem, só porque querem respirar mais liberdade, para manter o apoio político de quem está automaticamente eleito apesar de haver quem pareça que espere milagres…

29 novembro 2007

Do que será que Ramos-Horta receia?

(os acordos são para se cumprir mesmo que não se goste...)
Juiz português destacado em Timor-Leste, ao abrigo dos protocolos celebrados entre a ONU e este país lusófono do Indopacífico, quer fazer cumprir a Justiça mandando deter, por todos os meios, tal como já tinha sido determinado por tribunais timorenses, o “rebelde” major Alfredo Reinado, considerado por muitos como o principal rosto da crise de 2006.
Por sua vez, o presidente Ramos-Horta determinou à Força de Estabilização Internacional que não cumpra as ordens do juiz que mostrou uma "atitude arrogante e Colonial deste magistrado revela, afinal, ignorância sobre a realidade histórica, política e social da comunidade em que a ordem jurídica, que deve servir, opera e produz efeitos"; ou seja, embora Ramos-Horta acuse o juiz de se intrometer em assuntos de Estado(?) foi o presidente que se intrometeu em esferas da competência exclusiva da Justiça. Às críticas do juiz que considerou a atitude de Ramos-Horta como “uma manifesta interferência no poder judicial por parte de outro órgão de soberania” respondeu este que o juiz "abusou da sua função” e “intrometeu-se noutras esferas do poder”, assumindo uma postura que prejudica “a construção do sistema judiciário em Timor-Leste" (sobre esta matéria ver aqui e aqui).
Do que será que Ramos-Horta receia, quando Timor-Leste celebra mais um aniversário da sua independência?

06 agosto 2007

Ramos-Horta quer incendiar o país?

(os apoios pagam-se...)
Utilizando da sua excelsa prorrogativa como Chefe de Estado, interpretando a Constituição “à la lettre”, mas desprezando a vontade popular, não medindo as consequências do acto e apesar de ter dito que queria um Governo de consenso, José Ramos-Horta depois de tantos adiamentos acabou por fazer aquilo que já há muito se previa e que melhor seria se tivesse logo feito evitando este período de lapso de tempo que não interessa a ninguém e que só atrasou a feitura do Governo.
Ou seja, Ramos-Horta decidiu-se por chamar “Xanana” Gusmão para
formar Governo sem Fretilin e, pelos vistos, já sem um dos seus iniciais apoiantes na Aliança para a Maioria Parlamentar (AMP), coligação formada após as eleições entre a CNRT e três dos partidos mais votados com assento no Parlamento.
Só que um governo da AMP, sem Fretilin,
dificilmente, na actual conjuntura, conseguirá sobreviver.
A prova está que já há desacatos em Dili e a ONU, pela primeira vez desde os incidentes de Kosovo que resultaram na morte de duas crianças, autorizou a polícia onusiana utilizar
balas de borracha.
Ramos-Horta, ou quem por
detrás mexe cordelinhos, parece querer incendiar o País do crocodilo. E já vimos quando o crocodilo se aborrece…

12 junho 2007

Bahasa 1 - CPLP/Tétum 0

Ora aqui está como se consegue sobreviver no intrincado mundo da diplomacia mesmo que em causa esteja a Constituição do País – no caso Timor-Leste – ou os seus vizinhos do Sul.
O título, mais correctamente, deveria ser, “Indonésia 1 – Coligação CPLP/Tétum/Austrália 0” tal a tareia futebolística que José Ramos-Horta deu a estas três entidades.
Então não é que o recém-empossado presidente de Timor-Leste – dizem que é membro de pleno direito da CPLP onde a Lusofonia (que é isto????) predomina –, na tomada de posse, e perante o Parlamento Nacional, se exprimiu não em tétum, ou em português, as duas línguas oficiais do país, mas fez parte do seu discurso “em bahasa, para gáudio dos jornalistas indonésios presentes na cerimónia, que comentaram na ocasião o seu "sotaque ocidental" e o "bom domínio" da língua indonésia”.
E não é que repetiu a gracinha – como é que os “aussies” engoliram este sapo? – no jantar de gala em sua honra, afirmando que “o bahasa indonésio ocupa um lugar especial na nossa vida diária como língua de aprendizagem e de comunicação”.
Por isso não surpreende que o presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono, tenha declarado ter a intenção de fomentar a criação, em breve, de um departamento de bahasa indonésio na Universidade Nacional Timorense, “a nossa ex-colónia indonésia” como afirma, ou relembra, o Jakarta Post.
Também quando José Ramos-Horta afirma que é sua intenção fomentar e colocar o bahasa e o inglês – uma no cravo, outra na ferradura – na Constituição como línguas obrigatórias, dado que esta já as considera como línguas de trabalho.
E a CPLP a vê-los passar…
Ou mudam-na, ou fechem-na!
Inicialmente publicado no

Ver igualmente um comentário no Alto Hama, de Orlando Castro

10 maio 2007

Com o mesmo DJ…

… ou talvez por isso mesmo, parece que no salão o disco vai mudar mas a música será a mesma.
Os timorenses escolherem e agora terão que arcar com a escolha.
Fizeram-na, de certeza, responsável e conscientemente esperando que todos respeitem a sua vontade, qualquer que ela seja.
Parece que sai Xanana e entra Ramos-Horta, salvo alguma surpresa de última hora como aconteceu na 1ª volta em que parecia tudo definido e quando chegaram os votos interior o resultado era bem diferente…
Esperemos que o DJ, apesar de tudo, respeite a vontade dos “bailarinos” que vivem a norte.
Manter 1000 homens no país porque querem, mesmo que seja sob pretexto de ocorrer umas legislativas calmas é minorar a inteligência e a vontade do povo timorense.
Os australianos parecem que já esqueceram a 2ª Guerra Mundial e a tareia que os japoneses – e mais recentemente, os indonésios, – sofreram nas montanhas timorenses.
Se os políticos, por vezes, têm memória curta, os povos não!
É que os timorenses já mostraram saberem ser pacientes, mas, também, muito sagazes e não gostam que lhes tomem por tolos…
.
NOTA: E parece estar confirmado que José Ramos-Horta é o 2º presidente de Timor-Lorosae e pareceu, por uma entrevista dada, em português - repito, em português -, que quer colidir com interesses australianos ao contestar a atitude australiana quanto ao major Reinado.
Das duas uma, ou os australianos - que viram um seu avião de espionagem cair em Timor-Leste - parecem não querer que Reinado seja apanhado vivo - porque será? - ou Ramos-Horta acha que mais vale tê-lo na mão vivo que cantar como um passarinho semi-livre.
Vamos ver como será o resultado final. O certo é que um dos contestatários do ainda premiê timorense, o deputado Leandro Issac disse ter votado em Ramos-Horta sem que o incomodassem.

23 janeiro 2007

Timor-Lorosae e o enclave de Oécussi

"O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, entregou hoje ajuda alimentar do Governo e das Nações Unidas ao enclave de Oécussi, um dia depois de a sua coluna ter sido travada na fronteira indonésia.
Ramos-Horta constatou nesta visita as grandes dificuldades burocráticas da via terrestre entre Díli e o enclave, através de território indonésio.
A coluna humanitária saiu de Díli segunda-feira, mas foi impedida de at ravessar a fronteira por não possuir todas as autorizações necessárias.
Ramos-Horta repetiu hoje que, "apesar da boa-vontade do Governo central indonésio", o incidente fronteiriço resultou da ["má-vontade" e de "falta de comunicação" entre a embaixada de Jacarta em Díli e a guarda fronteiriça indonésia[????]." ( os parênteses rectos e as interrogações são meus... ler o resto aqui).

Bem pode gritar Ramos Horta que o Oécussi é a aldeia mais leste da ilha "Timor é uno, de Oécussi a Tutuala" ou que Xanana vá ao cinema com os antigos inimigos porque estes se estão nas tintas.
Enquanto for a Austrália a determinar a vida regional e a Indonésia sentir que nunca será beliscada Timor nunca verá os seus direitos válidos e aduiridos.
Seria nestes casos que a CPLP deveria fazer a sua voz (oito [mais dois] países falam mais alto que um) em defesa dos interesses de um dos seus membros, mas...

05 setembro 2006

Ramos Horta já está cansado?

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(cartune ©daqui)
A fazer fé numa notícia de hoje do Jornal de Notícias assim parece.
Se não é essa a sua intenção como se explica que José Ramos Horta tenha tido o desplante de elogiar a capacidade negociadora de Mari Alkatiri perante Alexander Downer, o MNE da nova “potência colonizadora” de Timor-Leste, durante a reunião tripartida Timor-Leste, Austrália e Indonésia.
Ramos Horta reportava-se às negociações petrolíferas no Mar de Timor, levadas a efeito pelo antigo Chefe de Governo timorense, que retirou uma parte significativa do crude explorado pela Austrália.

08 julho 2006

Timor-Lorosae com uma troika a chefiar o II Governo

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(Ramos Horta de camisa, acenando em ©foto @EPA/Antonio Dasiparu /sapo.pt)
Ele já lá está. Foi difícil, não está sozinho porque tem a companhia de dois preponderantes da Fretilin, Estanislau da Silva e Rui Araújo, como vice-primeiros- ministros, numa interessante troika; mas… já lá está, a chefiar o II Governo Constitucional de Timor-Leste.
Parece é que não começou lá muito bem. Ou foi um lapsus linguae do professor “australiano”, ou foram palavras de circunstância para o momento, mas nem por isso muito avisadas, ou, então, foi mal interpretado. É que segundo a Comunicação Social, Ramos Horta terá dito que a política petrolífera de Timor-Leste se vai manter inalterável porque ela terá sido bem conduzida por Alkatiri e com o total acordo dele. Ai se a Austrália ouviu e ouviu mal …
Por outro lado reforçou – ou quer reforçar – a aposta nas relações com a Austrália, a Indonésia, a China, o Japão, os EUA, Cuba (?, outro lapsus linguae, num momento tão a quente?), assim como com Portugal, que considera um dos países mais amigos de Timor-Leste, e, inevitavelmente, com a CPLP (principalmente, com esta, que nada, mas mesmo nada, fez excepto chegar com o “sistema” resolvido).

26 maio 2006

Instabilidade ou necessidade de afirmação?

© "Tão felizes que nós éramos"; foto de arquivo do JN

O que realmente se passa em Timor-Leste?
Há instabilidade como os actos das últimas semanas nos querem fazer crer ou, pelo contrário, uma luta de clãs consubstanciada nos pseudo-grupos Leste/Oeste (lorosae/ loromonu), como alguns parecem ter interesse em acentuar, ou uma clara falta de autoridade governativa – dois ou três elementos para o mesmo poleiro – que já levou o presidente Xanana, através, de terceiros deixar entender que não acredita no actual Governo e assumir directamente o contacto com as forças estrangeiras de interposição?
Quem mandou militares fazerem o papel de polícias e provocar mortes entre civis?
Quem está a ordenar a morte de familiares de polícias?
Porque Xanana e Ramos Horta tiveram contactos com os “revoltosos” sem que nada houvesse e fossem estes a solicitar a presença de forças estrangeiras, contra a inicial vontade de Alkatiri, e só agora realmente essas forças chegaram?
E porque há diferenças assinaláveis entre a atitude do presidente Xanana, conciliador, e o primeiro-ministro Alkatiri, que parece estar em bicos de pés exigindo o reconhecimento de uma unidade governativa – que não parece haver; Horta fala de uma forma que é corroborada pela mulher de Xanana, a australiana Kirsty Sword , e o ministro do Interior anda “desaparecido” – e de uma coordenação com a presidência sobre uma segurança que, mais não é que uma falácia.
E já agora, porque é que esta crise se acentuou depois do Congresso da Fretilim de votações por mãos no ar?
E porque é que os australianos e os neo-zelandeses enviaram uma força de cerca de 1300 homens fortemente armados para subjugar cerca de 50 homens revoltados* e, segundo parece, deficientemente armados?
Será que o petróleo timorense que abastece Austrália está em perigo? Ou será que os australianos pensam que uma mudança radical do actual governo poderia questionar, uma vez mais, o Timor Gap?
E quem agradará esta instabilidade?
Iremos ver uma nova colonização timorense, se bem que encapotada?
Pois!! Tantas perguntas e ainda nenhuma resposta plausível. Nem a inicial.
O que se passa em Timor-Leste? Instabilidade ou necessidade de afirmação?

Adenda: Muita desta matéria sobre a questão timorense pode ser lida no Notícias Lusófonas e no Jornal de Notícias.

*Adenda2: Pelos vistos o grupo inicial de 50 militares já vai em 600... porque será?

10 maio 2006

Quem é que tem razão?

O primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri diz que o país está calmo e o que houve foi, tão-somente, uma crise passageira; o que aconteceu foi um grupo de jovens que criaram problemas e aos primeiros tiros para o ar fugiram; daí que Timor-Leste não é o Iraque e que está tudo bem com a população de Dili toda em casa excepto 25 mil pessoas, num universo de 260 mil habitantes, que fugiram (ver entrevista na revista Sábado, ed. 106 de 11-17 de Maio, pág 71).
Já o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Ramos Horta, solicitou ao Secretário-geral Koffi Annan ajuda militar para restabelecer a ordem, de preferência soldados portugueses da GNR que merecem respeito e simpatia da população timorense…
Se isto é em Timor e com timorenses, o que dizer dos ministros portugueses e sobre a mesma questão.
O primeiro-ministro Sócrates garantia ao meio da tarde de hoje que ainda não teria havido alguma solicitação do Governo de Timor-Leste para o envio de militares da GNR; por sua vez, o seu número 2, o ministro do Estado e Administração Interna, António Costa, revela que já chegou um pedido informal, embora ainda não haja “decisão nenhuma sobre a matéria neste momento”, que Portugal está a trabalhar em diálogo com as Nações Unidas e com o Governo de Timor-Leste e quando houver uma decisão será tornada pública.
Alguém não está a dizer a verdade toda ou, pelo menos, não se entendem… e tudo isto acontece quando as NU se vão reunir para decidirem se prorrogam a sua permanência naquele país dos antípodas que quer ser asiático, mas que está sob vigilância atenta dos australianos.

29 março 2006

Timor-Leste, uma nova Somália?

Image hosting by Photobucket "A espiral de violência nalguns bairros de Díli já provocou oito feridos, entre os quais um elemento da força de elite da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL). Os confrontos com as autoridades têm sido desencadeados por antigos combatentes, expulsos do Exército, que exigem agora melhores condições de vida."

Perguntar-me-ão o porquê do absurdo do título.
Também na Somália os acontecimentos começaram assim. Por outro lado, num comentário a um último apontamento sobre Timor, Carlos Narciso alertava que os problemas de Timor-Leste estavam nos clãs que emergiam – tal como na Somália.
A Comunidade Internacional, que ainda acompanha Timor-Leste não deve deixar que esta Nação caia no mesmo abismo.
Os timorense que tão bem souberam conduzir a sua independência e auto-gestão devem-na continuar a manter. Até porque - é bom que não se esqueçam - têm no seu seio um potencial candidato a Secretário-geral da Nações Unidas, o ministro Ramos Horta.