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09 fevereiro 2017

EUA-México: Um Muro de Trump ou a Continuação da ‘Operation Gatekeeper’?


Discutir sobre um Muro que já existe: a Operation Gatekeeper
Muito se tem falado e criticado a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, em insistir construir um muro na fronteira entre os EUA e o México – e bem, na minha opinião enquanto humanista e respeitador das liberdades individuais desde que sempre respeitadoras do outro –; é um direito, como governante, que lhe assiste e que, Trump, sempre disse em campanha eleitoral que o faria!
Todavia, parece que nos esquecemos que já existe uma parcela significativa de um muro entre estes dois países, iniciada na administração George Bush, nos anos 80, e impulsionada e implementada, em 1994,na administração Bill Clinton, com o programa anti-imigração-ilegal ‘Operation Gatekeeper‘ (Operação Guardião) e continuado pelas administrações subsequentes, havendo já secções de muros nas fronteiras entre Tijuana (Baja Califórnia) e San Diego (Califórnia) e nos estados de Arizona, Novo México e Texas, numa extensão de cerca de 33% da fronteira entre os dois países.
O mundo e os seus outros muros
Mas esquecemos de outros muros – físicos ou políticos – que também existem entre outros países, como por exemplo, um recentemente falado, entre o próprio critico México e Guatemala (ainda que haja muitas vozes mexicanas – até porque a foto usada para o provar é a da que separa Tijuana de San Diego – afirmarem que é um bulo” (mentira) enquanto imprensa guatemalteca sente alguma preocupação nessa construção; na dúvida fica o registo).
Aqui ficam alguns registos de outros muros e cercas que separam países e, mesmo, localidades: (...) (continuar a ler no blog "Changing Word" do CEI-IUL)

05 outubro 2006

O novo muro da vergonha

(O novo muro da vergonha...)

Com a desculpa que é necessário conter a imigração clandestina, George W. Bush, presidente dos EUA, ratificou a proposta aprovada no Senado de construção de uma cerca/muro entre os EUA e o México.
E são ambos co-fundadores, juntamente com o Canadá, do acordo de livre de circulação de comércio da América do Norte (NAFTA)...
Com vizinhos e amigos destes quem precisa de má-vizinhança.

21 setembro 2006

Uma presidência bicéfala no México?

Isaac Bigio, analista internacional e ex-professor da London School of Economics, num artigo publicado no peruano “Correo” sob o título “Bicefalia mexicana” questiona com, agudeza e pertinência, o grande problema em que caiu a política interna do México: a legitimação oficial de Felipe Calderón, como presidente do México, e a auto-proclamação popular de Lopez Obrador igualmente como presidente mexicano.
Será que o segundo maior país hispânico – cujo dia nacional ocorreu no passado dia 16 de Setembro – está em condições de suportar um revolta popular, mesmo que com características gandhiesas, ainda por cima às portas de um, os EUA – um país que, segundo Hugo Chavez, tem um presidente possesso, mentiroso e tirano –, que, além de já ter criado uma fronteira de betão e arame farpado entre os dois países, se apresenta, cada vez mais, como um despeitado e pouco acreditado polícia do Mundo?

25 agosto 2006

Calderón parece confirmado como o próximo presidente do México

(Calderón, em cima, e Obrador; será que o IFE confirma mesmo esta posição? ©foto Dallasnews)

Com situações criadas como foram as do México como poderemos exigir a países saídos(?) de fortes, monásticas e autocráticas ditaduras que se comportem com elevação democrática (vidé o apontamento abaixo)?
Ao fim de quase 2 meses de indefinições e contestações várias – as eleições foram, a 2 de Julho – os mexicanos parecem já saber qual será o seu próximo presidente – será que sim? – e Congresso.
É que apesar de haver uma diferença mínima de votos entre os dois primeiros candidatos (244 mil votos, ou seja, uma diferença de 0,58%) e do candidato derrotado, Lopez Obrador pela esquerda, exigir a recontagem dos votos “um-a-um”, o Instituto Federal Eleitoral (IFE) do México confirmou, ontem, Filipe Calderónn, do PAN, como presidente e o Partido de Acção Nacional (PAN), de Direita, ter obtido a maioria do Congresso mexicano, conseguindo 206 dos 500 deputados, mais 52 senadores (entre 128).
Esperemos por ver o que dirá o Tribunal Federal Eleitoral… ou será que o IFE estava mandatado por este para divulgar os resultados finais?

02 julho 2006

México quem provará o próximo taco?

A República Federativa do México está hoje numa roda-viva não só devido às eleições presidenciais como à escolha de governadores de quatro estados, incluindo o Distrito Federal (Ciudad de México), mais de cem alcaides, além da renovação do Congresso de la Unión e de várias câmaras legislativas regionais.
Para a presidência perfilam-se dois fortes candidatos, embora um terceiro não seja de excluir de imediato. Os principais candidatos são Andrés López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD) – conotado com a esquerda coligado com o Partido del Trabajo y Convergencia na aliança Coalición por el Bien de Todos –, e Felipe Calderón Hinojosa, do Partido Acción Nacional (PAN) – considerado o homem da continuidade e muito amigo de Bush, já que é apoiado pelo quase despedido Vicente Fox –; todavia, e porque o sistema eleitoral mexicano tem sido, ultimamente, pródigo em surpresas estranhas, não devemos esquecer o candidato daqueles que dominaram o poder entre 1929-2000, o Partido Revolucionário Institucional (PRI), Roberto Madrazo, que tem o apoio dos verdes do Partido Verde Ecologista do México (PVEM), assente na Alianza por México. Além destes há uma senhora que quer ser a primeira presidente mexicana, a candidata Patricia Mercado, do Partido Alternativa Socialdemócrata y Campesina (PASC).
Numa campanha
muito cara, e onde parece tudo ter valido, apesar do Estado ter distribuído “rodos” de dinheiro para evitar corrupção eleitoral, que durou cerca de 160 dias, custou qualquer coisa como 51 milhões de dólares e onde tudo valeu, os mexicanos podem colocar, e pela primeira vez, um candidato da esquerda no Distrito Federal, mais concretamente em Los Pinos.
Se houve ou não corrupção durante a campanha, isso só os analistas mexicanos poderão aquilatar. No entanto, algo já sobressaiu na véspera das eleições. O antigo presidente Luis Echeverría Álvarez foi detido sob acusação genocídio contra manifestantes em Outubro de 1968, por alturas dos Jogos Olímpicos do México; só que, estranhamente, esta acusação já terá
prescrito em Outubro de 2005.
Veremos então quem amanhã surge como o sucessor de Vicente Fox, o presidente cessante que falhou quase todas as suas “promessas”. Não esquecer que o sistema eleitoral mexicano não prevê segundas voltas pelo que todos os candidatos saberão a sua posição quando o escrutínio fechar e os cerca de
71,3 milhões de mexicanos tiverem votado.
Quem sucederá ao “liberal” Fox? O “esquerdista” Obrador, que o candidato conservador Calderón compara a Chavez (
o fantasma da campanha) – se ganhar, como prevêem as sondagens, de que modo irá se posicionar o poderoso vizinho do Norte? Será por isso que já estava a levantar um muro na fronteira e não por causa da imigração clandestina? – ou haverá uma surpresa no final da “lide” e será outro candidato a recolher as orelhas e o rabo e deliciar-se, no fim, com um bom e picante taco?

02 dezembro 2005

Muro de Berlim!!! Volta, estás perdoado!!!

O próximo, foi respigado do jornal brasileiro GloboOnline.
O México combaterá as propostas de erguer um muro na fronteira do país com os Estados Unidos, disse nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores mexicano, Luis Ernesto Derbez.
Preocupados com o grande número de imigrantes ilegais que atravessam a fronteira e com a possibilidade de que essas passagens sejam usadas por terroristas, muitos membros do Congresso americano defendem a construção ali de uma barreira semelhante ao Muro de Berlim.

Tudo porque, e na sequência das palavras do iluminado presidente George W. Bush que prometeu ir “intensificar o uso de aviões-robôs, cercas e outras tecnologias para aumentar o controle sobre a fronteira”, o deputado republicano Duncan Hunter propôs “erguer duas cercas paralelas, de aço e com arame farpado, entre o Golfo do México e a costa do Oceano Pacífico”.
Comparada com esta muralha quer a da China, quer a israelita, são meras caricaturas.
Volta Muro de Berlim!!! Estás perdoado.
Aqui fica sem mais comentários