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27 janeiro 2009

Para que não adormeça a qualidade!

Embora nada indique que o Jornal de Notícias vá ser fechado, apesar do previsto – e quase já certo – encerramento de algumas importantes secções como, nomeadamente, e a que mais me afecta enquanto analista político e académico, a secção de “Mundo”, há que evitar que adormeça e acabe como mais um título no Museu, ou por outras palavras, acabe por ser mesmo encerrado!

Porque há quem se sinta como “gato escaldado de água fria tem medo” ou “macaco velho”, por já ter visto situações análogas em outras ocasiões e com outros títulos de qualidade, um grupo de personalidades afectas e não afectas ao Jornalismo, mas, acima de tudo, defensoras da manutenção da qualidade do Jornalismo em detrimento do jornalismo, decidiu colocar na Internet uma petição para evitar o eventual encerramento do Jornal de Notícias.

Assim, quem quiser aderir e subscrever esta petição deverá entrar
aqui e colocar o seu “descontentamento”!

Por mim, e porque há muito que aprendi a respeitar um matutino que também me deu a oportunidade de dar a conhecer os meus pensamentos à comunidade internacional, em geral, e lusófona, em particular, já cumpri a minha missão e pedir ao grupo Controlinveste que pondere se é mais importante ter Jornalistas, mesmo que pagos pelo ordenado mínimo, ou “jornalistas” e pagos a preço de ouro (porque as empresas de conteúdos e as agências fazem-se pagar caro, diria muito caro, pela deficiente qualidade dos conteúdos – e não poucas vezes, erradas – que às alternativamente oferecem e lemos nos diversos jornais e portais).

07 junho 2005

Petição por Nigéria-Angola

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Senhor Presidente da República de Angola;
Senhor Primeiro-Ministro da República de Angola;
Senhores Ministros de Informação da República de Angola e da República Portuguesa;
Senhores Ministros dos Desportos de Angola e de Portugal;
Senhor Presidente da Televisão Pública de Angola (com sítio fora de serviço há bastante (demasiado) tempo)
Senhor Presidente de Rádio e Televisão de Portugal;
Senhor Director de Programas da RTP-África;
Exmos. Senhores,
O(s) abaixo(s) assinado(s) ve(ê)m mui respeitosamente solicitar a V. Exas, se dignem em pôr em marcha o Protocolo de Luanda, de 2003, e assinado por, entre outros, o então Ministro da Informação de Angola, senhor Hendrick Vaal Neto.
Por esse protocolo era crível que a Diáspora – qualquer que fosse a sua nacionalidade – iria gozar do prazer de ver eventos relacionados com a sua génese nacionalista.
Parece, todavia, que, e uma vez mais, os interesses daqueles que realmente poderiam ganhar com a implementação desse Protocolo ficaram num qualquer espaço quimérico.
Ora tudo isto tem a haver com a sistemática não transmissão de eventos desportivop-culturais pela empresa que, em teoria, poderia ser o elo de ligação entre os povos dos PALOP, a RTP-África.
Ao contrário da sua congénere radiofónica, a RDP-África, que retransmite os relatos provenientes dos países afro-lusófonos, a televisiva prima pela ausência.
Oferece-nos, um programa às terças-feiras, de cerca de meia-hora, com sintéticas informações desportivas.
Tudo isto para quê?
Meus caros Senhores, muito simplesmente para vos rogar o favor da transmissão, do importantíssimo jogo que oporá as duas primeiras classificadas do grupo 4, entre a fortíssima Superáguias e a nossa amada selecção dos Palancas Negras, ou seja, entre a Nigéria e Angola, cuja vitória de uma delas - e que seja de Angola – colocará quase, inevitavelmente, essa selecção no Mundial de Alemanha, em 2006.
Meus Senhores,
Tendes uma semana e meia para pensar na alegria que dariam à Diáspora.
Já que os senhores da RTP-África falharam o importante jogo que opunha Cabo Verde, segunda classificada, à África do Sul – agora principal favorita para vencer o grupo, que não falhem com Angola.
Fico(amos) à espera.
A Diáspora

Nota: quem a quiser subscrever retransmita-a e passe-a.