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05 setembro 2011

Jornal de Notícias... Quo Vadis?


Há cerca de 13 horas surgia no Facebook esta mensagem com parte de uma informação escrita do Jornal de Notícias que não merece qualquer comentário, salvo... Jornalistas, voltem, estão perdoados!

Vá lá, agora quando entrei no artigo para me deliciar um pouco mais, verifiquei que alguém deve ter recolhido um pouco de sanidade mental e rectificou o triste lapso...

15 abril 2009

Despedir é que está a dar…

(imagem daqui)

Com a devida vénia ao Jornal de Notícias e aos 119 funcionários colocados no desemprego pela actual gestão do grupo Controlinveste aqui vai a prova inequívoca de como despedir é que está a dar:

"JN lidera audiências e soma mais de um milhão de leitores
16h39m
O “Jornal de Notícias” (JN) foi o diário mais lido no primeiro trimestre de 2009, captando uma audiência média de 12,2% - equivalente a um milhão e 14 mil leitores -, segundo os dados divulgados pelo Bareme Impresa da Marktest.

O JN alcançou a liderança das audiências ao ultrapassar o concorrente mais directo, “Correio da Manhã”, que registou uma percentagem de 12%, situando-se abaixo do milhão de leitores.

Nos restantes diários de informação geral, o balanço para as publicações do grupo Controlinveste, a que o JN pertence, é positivo. O “Diário de Notícias” posicionou-se à frente do “Público”, com 4,7% e 4,6% respectivamente. O “24 horas” subiu 0,6 pontos percentuais para 3,2%. O desportivo “O Jogo” tem agora uma audiência de 5,6%, o que representa uma subida face ao trimestre anterior no qual registou 5,2%.
"

De notar que este artigo (integral) é do portal do próprio Jornal de Notícias e não de um qualquer outro meio de Comunicação Social!!!

27 janeiro 2009

Para que não adormeça a qualidade!

Embora nada indique que o Jornal de Notícias vá ser fechado, apesar do previsto – e quase já certo – encerramento de algumas importantes secções como, nomeadamente, e a que mais me afecta enquanto analista político e académico, a secção de “Mundo”, há que evitar que adormeça e acabe como mais um título no Museu, ou por outras palavras, acabe por ser mesmo encerrado!

Porque há quem se sinta como “gato escaldado de água fria tem medo” ou “macaco velho”, por já ter visto situações análogas em outras ocasiões e com outros títulos de qualidade, um grupo de personalidades afectas e não afectas ao Jornalismo, mas, acima de tudo, defensoras da manutenção da qualidade do Jornalismo em detrimento do jornalismo, decidiu colocar na Internet uma petição para evitar o eventual encerramento do Jornal de Notícias.

Assim, quem quiser aderir e subscrever esta petição deverá entrar
aqui e colocar o seu “descontentamento”!

Por mim, e porque há muito que aprendi a respeitar um matutino que também me deu a oportunidade de dar a conhecer os meus pensamentos à comunidade internacional, em geral, e lusófona, em particular, já cumpri a minha missão e pedir ao grupo Controlinveste que pondere se é mais importante ter Jornalistas, mesmo que pagos pelo ordenado mínimo, ou “jornalistas” e pagos a preço de ouro (porque as empresas de conteúdos e as agências fazem-se pagar caro, diria muito caro, pela deficiente qualidade dos conteúdos – e não poucas vezes, erradas – que às alternativamente oferecem e lemos nos diversos jornais e portais).

16 janeiro 2009

Jornais da Controlinveste podem, naturalmente, perder leitores.

Interessante o texto de um leitor de jornais da Controlinveste actualmente algures em Maputo mas que não deixa de, com muita clareza, evidenciar o que pensarão muitos dos leitores do Jornal de Notícias e do Diário de Notícias. Principalmente, se estes forem não-portugueses ou tenham interesses em outras paragens que não em Portugal. Onde é que vamos ler o pouco, quase nada, que se falava de e sobre outras paragens que não as habituais, como, por exemplo, África?

Tal como ele vou ponderar se vou continuar a optar por comprar algum dos jornais da Controlinveste. Desde logo o desportivo, que raramente compro, deixarei mesmo de o fazer. Não há outros, não se compra. Como também o dinheiro começa a rarear em Portugal e há outros produtos mais importantes que um jornal desportivo não afectará.

Mas vai, e por certo, afectar pessoas que, como eu, usam o jornal não só como veículo de informação, mas, também, como meio de investigação. Quanto mais não seja para perceber que a razão principal das mortes em Moçambique se devem aos cocos ou que o CFB começa em Luanda e acaba algures na fronteira (mimos que não foram escritos por Jornalistas da(s) casa(s) mas por aspirantes ou retirados de agências ditas de informação).

Porque o texto de Jorge Eurico, sob o título “
Controlinveste dispensa qualidade para ficar com mediocridade” deve ser ponderado, até pelas implicações recentes e futuras aqui vos deixo, com a devida vénia e autorização do autor parte do seu conteúdo:

Pela pena da jornalista Dina Margato (em artigo publicado inicialmente no “Jornal de Notícias ”, JN) tomei conhecimento que, no último trimestre do ano que há cerca de 20 dias ouviu o seu «canto do cisne», foram lidos mais jornais diários graças à subida do JN que, segundo um estudo feito pela Markteste, foi o que registou um salto maior na audiência.

O artigo de Dina Margato e o estudo feito pela Markteste indicam que o negócio da venda de jornais em Portugal continente, regiões insulares e além fronteiras, pelo menos no que tange ao JN, está(va) de vento em popa.

Ora se assim é (era), como é que se explica que a administração da Controlinveste tenha decidido, por sua conta e risco, dar início a um processo de despedimento colectivo que abrange 122 colaboradores (chefes de família, na sua maioria) de diferentes áreas do grupo?

Há aqui qualquer coisa (muito esquiva) que - quanto a mim (e creio que não sou o único a olhar desta maneira para os factos em presença) - não bate certo.

A decisão da Controlinveste é muito (mas muito mesmo) estranha e faz mossa a qualquer pessoa atenta e de bom senso. E não seria exagero dizer que, salvo melhor opinião, estamos perante um caso flagrante de má-fé por parte da Controlinveste.

A informação que possuo dá conta que os jornalistas mais experientes (logo com alguma autoridade no que ao exercício da profissão diz respeito) foram proscritos dos quadros redactoriais do “Diário de Notícias” (DN) e do JN.

Foram despedidos porque os capatazes sabiam que não poderiam tratá-los como autómatos como irão fazer com aqueles que escolheram a dedo para ficar ou com os que foram arregimentados para tapar certos furos, que vão certamente deixar meter água por falta de experiência.

Corre igualmente à boca pequena que, sob o argumento da crise financeira mundial que nos últimos meses tem arrasado o mundo, o grupo Controlinveste pretende trabalhar apenas com estagiários e com jornalistas medianos a quem poderá pagar o que quiser, quando quiser e tratá-los como bem entender.

Ou seja, nas redacções do JN e do DN vai deixar de se fazer Jornalismo. Os habituais e fiéis leitores dos sobreditos jornais poderão, nos próximos tempos, ter tudo (e mais alguma coisa) nas páginas destes dois matutinos lusos de referência, mas não terão a acutilância, a argúcia jornalística a que nos habituamos ao longo de muitos anos.(…)
” (Por favor, deve, continuar a ler aqui)

24 junho 2008

Despotismo continua a ganhar em África

A edição impressa, de hoje, do Jornal de Notícias dá-me a honra de publicar, na página 36, uma análise sobre a actual situação no Zimbabué.

A edição impressa, porque a edição online omite a citada análise (que pode ser lida aqui).

Penso que só deve ter sido por uma única razão. Como ninguém acredita que seja devido aos festejos de S. João, presumivelmente será devido à foto colocada na edição impressa que se fosse colocada na edição online provavelmente faria os leitores fugirem. Ora é legítimo que os editores website procurem salvaguardar as sensibilidades dos seus leitores.

Mas já que se esqueceram de colocar a minha análise proponho-vos uma leitura atenta ao excelente artigo de Orlando Castro, nesta mesma edição, cujo título na edição impressa é “País quase a explodir pela mão de Mugabe” transformada na edição online em “Líder da Oposição do Zimbabwe pede protecção à Holanda”.

Provavelmente a expressão “explodir” faria as pessoas passarem por cima do artigo – talvez temendo que se referisse a Portugal – e não ler a excelente peça. Compreendo!

17 fevereiro 2008

A CPLP, Timor-Leste e a crise…

Orlando Castro, enquanto jornalista do matutino português Jornal de Notícias, faz uma análise ao que (ainda não) fez a CPLP na actual situação de Timor-Leste, sob o título “CPLP só pode intervir teoricamente”.
Para aquela sua análise, Orlando Castro juntou o contributo de terceiros onde se inclui este vosso escriba e que passo a citar: “Em termos políticos, de acordo com o especialista angolano em Relações Internacionais Eugénio Almeida, "o grande problema da CPLP é não ter, ao contrário da britânica Common-wealth ou da Communauté Française, um Estado com capacidade de projecção e liderança que defina e determine as linhas de actuação da Comunidade, tal como faz Londres ou Paris".
O facto, "ainda não ultrapassado e se calhar de difícil solução, de a CPLP não falar a uma só voz, de não ter uma voz de comando que determine o rumo a seguir, leva a que, em situações de crise num dos seus membros, sejam terceiros a resolver o problema", diz Eugénio Almeida.

Já agora e para elevar mais as suspeições às estórias mal-contadas, nomeadamente, à diferença horária entre os atingidos major Reinado e o presidente Ramos-Horta, a notícia que este estava a pensar em convocar eleições antecipadas para 2009, conforme parece ter confidenciado a “Xanana” usmão e a “Lula” da Silva.
Cada vez mais me convenço que os alvos eram precisamente o major Reinado, para não “falazar como nunca teria falazado” (Asterix dixit) sobre as suas estranhas relações com os australianos e com alguns políticos timorenses, e o presidente Ramos-Horta, por não querer, talvez, continuar a pactuar com o neo-colonialismo australiano.
Como relembra a embaixadora e eurodeputada portuguesa Ana Gomes, numa entrevista hoje publicada no JN, Ramos-Horta tentou sempre a que Fretilin fizesse parte de um Governo de unidade nacional, por considerar aquele movimento/partido como “um pilar da construção democrática”.
E sabendo que dentro da Fretilin há personalidades que não morrem de amores pela Austrália e que são duros de negociar como os próprios aussies o reconheceram por mais de uma vez, relembremos os acordos sobre o petróleo…
Já agora porque o Governo autorizou as buscas efectuadas pelas Falintl-FDTL e não lhes entregou mandados de busca? Pensa(vam) o Governo/Ministério Público e os militares que os “renegados” estariam descansados “a tomar uma cerveja numa esquina e a fazer sinal do tipo "estou aqui"” e venham-nos prender?

30 maio 2007

Entrevista ao JN sobre as eleições em Timor

O Jornal de Notícias publica hoje uma pequena entrevista que me fizeram relativo ao período eleitoral timorense que agora se iniciou.
Entrevista:
"Xanana como líder do CNRT nada garante" (título do Jornal de Notícias)

(JN) Os cabeças de lista são os mesmos que concorrem às presidenciais. Isso revela o quê? (EA) Mais do que uma eventual imaturidade política ou falta de quadros, o problema timorense, e de todas as independências que não tiveram um período mais largo de preparação e formação de quadros e elites políticas, prende-se com o facto de os actuais políticos timorenses serem os mesmos que já existiam durante o período pré-revolucionário que antecedeu a primeira independência e terminou na ocupação indonésia.

Tudo indica que o CNRT de Xanana vai ganhar. Será? O facto de Xanana estar a liderar o novo CNRT não lhe garante nada. Muitos dos que votaram Ramos-Horta já dizem que não votam CNRT. O eleitorado timorense gosta de castigar os políticos que não provam ter estofo nem capacidade para manter a estabilidade política.

Então a vitória será para quem? A FRETILIN será dos mais votados. Quanto ao CNRT, tenho dúvidas. Xanana não anda de muito boas relações com a Igreja. E, quer queiramos, quer não, foi a Igreja Católica que influenciou a votação presidencial na segunda volta quando "impediu" que Lu-Olo ultrapassasse os 27,9% dos votos do primeiro escrutínio.

E os outros partidos? Não nos esqueçamos de que PSD, PD e ASDT conseguiram na primeira volta das presidenciais um resultado muito perto dos 40%.

E do ponto de vista dos países vizinhos? Aí temos a Austrália, que já se arvora, com o beneplácito dos EUA e do Reino Unido, no "gestor" das questões político-militares da região. A Austrália quer ser a potência regional em todo o subsistema do Sudeste Asiático.

E o petróleo? Este será o grande problema timorense. Caberá ao novo presidente e ao Governo conseguirem manter a cabeça fria face às investidas australianas, e por que não dizê-lo, também indonésias.

A entrevista pode ser igualmente lida aqui onde poderão e deverão também ler uma excelente análise às eleições legislativas timorenses de 30 de Junho. Só se lamenta que o portal do JN não tenha incluído a análise aos candidatos que o suporte papel traz e que seria de muita ajuda para analistas e investigadores que usam, com mais frequência, este suporte informático e, também por lapso, não identificam o entrevistado, talvez pensando que toda a gente conhece a chipala do dito.

29 dezembro 2006

Somália: Nada está definido - análise

No Jornal de Notícias de hoje, página 43, poderão ler uma análise minha que o jornalista Orlando Castro, amavelmente, recolheu e colocou em “caixa”, sob o título “Nada está definido
"Dada a situação actual da Etiópia, o país seria alvo de inúmeras convulsões caso se verificasse uma vitória completa dos Tribunais Islâmicos", salienta o especialista em Relações Internacionais Eugénio Costa Almeida, alertando para o facto de os etíopes "ainda não aceitarem o facto de terem ficado sem uma saída para o mar e de Djibuti não parece ser o caminho mais indicado para lá chegar". Este analista recorda a instabilidade de toda a região, "seja a oeste o Sudão com as crises que se conhecem, entre elas e a principal, em Darfur, seja a sul com um Quénia que, por vezes, nos oferece cíclicas perturbações sociais devido à incisiva penetração dos islamitas radicais". "Se a sudeste estiver um estado claramente islâmico, como poderia a Etiópia manter o actual estatuto de país-sede da União Africana, maioritariamente cristão, mas com uma comunidade islâmica superior a 30%?", interroga-se Eugénio Costa Almeida, afirmando que a situação na Somália "dará ao Sudão um pequeno intervalo nas pressões internacionais com nefastas consequências para o mártir povo de Darfur".

02 dezembro 2006

Angola, 2008


Li hoje no matutino português Jornal de Notícias que Angola deverá ter eleições em Maio ou Junho de 2008 (ed. de 02-Dez-2006, pág. 19, coluna da esquerda, ao centro).
Reconheço que só agora escrevo – em pleno vespertino – porque a informação estava num rectângulo tão pequeno que tive de ir buscar uma boa lupa a casa da minha mãe para ter a certeza que tinha lido bem a notícia.
Mas, verdade seja dita, não sou só eu que tive dificuldades em ler a notícia. Os próprios técnicos da empresa devem ter tido essa dificuldade já que a mesma não está no portal – secção Mundo – que suporta o website do JN.
Ainda me recordei em ir a outro dos matutinos do mesmo grupo editorial “Global Notícias”, o Diário de Notícias e o resultado… nada!!!
Nos portais da Lusa, do Público, ou do Correio da Manhã, o mesmo resultado: nada; provavelmente estão piores do que eu; não acreditam mesmo e por isso não divulgam ou então fazem com São Tomé: só depois de verem o diploma publicado é que notificam… e é se notificarem!!!!

20 novembro 2006

Os Direitos das Crianças

(imagem ©daqui)
“Faz o que eu mando, esquece o que eu faço”.
De acordo com um artigo do Jornal de Notícias tanto os EUA – a segunda maior democracia do Mundo (a primeira é a Índia?) – como a Somália são únicos dois países que, dezassete anos depois da sua entrada em vigor, ainda não ratificaram a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.
Porque será?
Na Somália não se surpreende dado ser um dos países que mais utiliza as crianças como “carne para canhão”, ou seja como crianças-soldados (facto que, infelizmente, não é único). E os EUA, desde sempre considerado e aceite como o paladino da defesa dos Direitos Humanos? Que os “burros” entrem depressa nas diferentes Câmaras para ver se fazem aquilo que a anopsia de um grupo impede.

30 setembro 2006

Alcides Sakala em entrevista ao JN

(foto©noticias lusófonas)

Uma interessante entrevista de Alcides Sakala, o actual líder parlamentar da Unita, ao jornalista Orlando Castro, do Jornal de Notícias.
Nessa entrevista Sakala aborda o seu novo livro “Memórias de um guerrilheiro; os últimos anos de guerra” (ed. D. Quixote, com prefácio de Maria Antónia Palla). Um livro que, infelizmente e apesar de já o ter há cerca de 2 semanas, ainda não tive oportunidade de o ler como desejaria, e cuja apresentação, em Lisboa, aconteceu na passada quinta-feira na Fundação Mário Soares; do livro Sakala realça que o mesmo não pretende ressuscitar fantasmas mas “permitir às presentes gerações entenderem melhor o passado, para construírem um futuro diferente, assente na tolerância, na inclusão e na justiça social”.
Mas Sakala, na entrevista ao matutino português, não se fica só pelo livro; será, talvez a parte mais currta da mesma. Vai mais longe.
Sobre Angola considera que 4 anos passados desde o fim da guerra civil já era tempo de haver uma verdadeira agenda política de reconciliação nacional realçando que o calendário eleitoral seria um dos mais importantes momentos num claro reencontro de angolanos; mas também aborda a reinserção social dos militares, a desminagem e o desarmamento civil, etc.
Aborda, ainda, as diferenças ideológicas entre a Unita e o Mpla, a centralização do poder e os vícios que ela encerra.

20 setembro 2006

A lixeira dos outros

(imagem ©daqui)

Um pequeno artigo do Jornal de Notícias despertou-me, uma vez mais, para uma realidade cada vez mais evidente de África continuar a ser a lixeira dos outros.
O referido artigo considera o continente africano, o “pobre continente africano” como o caixote de lixo dos países ricos.
Nada mais errado.
Somos isso sim o caixote de lixo de todos os outros e de nós mesmos.
Somos nós que não sabemos manusear os detritos diários e os resultantes da pouca actividade económica no continente. Além de não sabermos fazemo-lo mal e despreocupadamente. Perdemos a nossa ancestral matriz de respeitar os que lá vêm depois de nós.
E ao não sabermos fazer bem, ainda nos damos ao luxo de, a troco de umas suculentas migalhas devidamente colocadas em bancos de primeira ordem em locais devidamente seguros, recebermos aquilo que os países mais industrializados e os de desenvolvimento médio despejam.
É que nesses países o tratamento de perigosos resíduos industriais e tóxicos é caríssimo – qualquer coisa como cerca de 10 vezes mais que em África –, preferindo confrontar com pequenas, e por vezes ridículas quando está em causa o Ambiente, multas que possam ter de pagar pelos transportes em obsoletos e cadavéricos barcos, alguns dos quais servem de caixão para os resíduos, ou deixá-los algures a marinar numa qualquer baía de um qualquer corrupto país pobre e, de preferência, em crise ou em guerra.
Que se lixem a Convenção de Basileira ou a de Estocolmo sobre resíduos tóxicos e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climática.
Porque enquanto acontecerem nos outros os derrames tóxicos, os nossos terrenos e os nossos mares estarão sempre livres. Pague-se as multas e as migalhas.
Ainda se perde tempo em fazer Convenções sobre o tráfico de resíduos tóxicos…

05 setembro 2006

Ramos Horta já está cansado?

Photobucket - Video and Image Hosting
(cartune ©daqui)
A fazer fé numa notícia de hoje do Jornal de Notícias assim parece.
Se não é essa a sua intenção como se explica que José Ramos Horta tenha tido o desplante de elogiar a capacidade negociadora de Mari Alkatiri perante Alexander Downer, o MNE da nova “potência colonizadora” de Timor-Leste, durante a reunião tripartida Timor-Leste, Austrália e Indonésia.
Ramos Horta reportava-se às negociações petrolíferas no Mar de Timor, levadas a efeito pelo antigo Chefe de Governo timorense, que retirou uma parte significativa do crude explorado pela Austrália.

12 julho 2006

Os 10 anos da CPLP

Pelo 10º aniversário que ocorrerá a 17 de Julho próximo, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai se reunir de 12 a 17 de Julho, na VI Cimeira dos Chefes e Estado e de Governo dos “oito”, em Bissau, no novíssimo hotel bissauense cinco estrelas “Palace Hotel” e com a vantagem dos ilustres convidados se poderem locomover em 10 limusinas disponibilizadas pelo senhor Kadaffi, em ruas cheias de lixo
Mas se eles são só oito, porquê 10 "limos"? Ah! já me recordo; dois são para Portugal – um para o Presidente e outro para o Primeiro-Ministro – mas ainda sobra um… será que é engodo? claro que não, esquecia-me que o ditadorzeco Teodoro Nguema Mbasogo, da Guiné-Equatorial, vai estar presente na cerimónia que o irá consagrar como observador associado. E já agora, porque não Casamance, Galícia ou Macau...
Pois é! à falta de um, iremos ter vários sentados à volta de uma oval…
E já repararam com a CPLP poderia criar um cartel, tipo OPEP, tal a quantidade de produtores e exportadores de petróleo e mais um de gás natural… (Angola, Brasil, Guiné-Equatorial, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e quase a Guiné-Bissau e Portugal, que está em prospecções on-shore, só para o petróleo; e Moçambique no gás) - observação gentilmente citada, por Orlando Castro, no JN de 13.07.2006.
Se os dirigentes pensassem e melhor distribuíssem, os povos cplpianos estavam nas nuvens…
A CPLP, a Lusofonidade e os seus cerca de 220 milhões de falantes mereciam mais consideração por parte de quem os governam; e mereciam, também, ser, periodicamente, ouvidos; mas parece que os estatutos cplpianos o não prevê… não convém, pois não?

25 junho 2006

Ilhas Galápagos na Austrália?!

Por falar em asneiras e ignorância…
Como se entende que num órgão da estatura e estrutura do Jornal de Notícias surja um artigo, da edição de 24 de Junho, por acaso não assinado, sobre a morte do animal mais velho do Mundo, a tartaruga Harriet.
A dada altura do artigo, na página 5, escreve-se esta bela peça “… que tinha sido capturada nas ilhas Galápagos, no estado de Queensland, a noroeste da Austrália, em 1830…”.
Galápagos na Austrália?
Acho bem que certos motores de busca e certos atlas alterem já os seus dados. É que eles, tal como eu, pensávamos que as ilhas Galápagos, onde Darwin pôde estudar, um pouco, a evolução das espécies, ficava a cerca de 1000 km da costa pacífica do Equador e pertencia a este país?
As coisas que se aprendem às vezes na Comunicação Social.
É por essas e por outras que já não me admira que Benguela e Huambo fiquem um pouco mais a norte – tendo em consideração a oralidade da jornalista, seria a norte de Luanda – ou que o CFB fique lá para as bandas da Lunda-Norte ou ainda que em Moçambique a segunda causa de mortalidade é a queda de cocos de coqueiros sobre as cabeças dos moçambicanos.
Realmente o meu amigo jornalista angolano Jorge Eurico reclamava que raramente via em jornais de referência, informações sobre Angola ou outros PALOP com interesse ou relevância.
Pois é... Mas para escreverem ou dizerem disparates destes, mais vale, realmente, nada escreverem.
Sem comentários...

08 abril 2006

Eleições no Peru


Publicado na edição de hoje do Jornal de Notícias um comentário às eleições peruanas de amanhã, sob o título “Aos EUA já basta um Hugo Chavez”.
Na mesma edição, na secção Internacional, poderão aceder a dois interessantes artigos de Orlando Castro onde a problemática eleitoral latino-americana está em análise, em particular a chegada ao poder de partidos e individualidades de Esquerda mas que mantém cerebralmente uma economia de Direita.
Só assim se percebe porque a administração norte-americana EUA ainda deixa a América Latina tão sossegada.

17 dezembro 2005

A entrevista ao JN


A entrevista dada ao Jornal de Notícias pode ser igualmente lida aqui e a análise clicando (e depois procurando o sinal de aumento) na imagem acima.

Adenda: Esta entrevista está citada, na íntegra, no Notícias Lusófonas (acedam aqui - espero!!)

Entrevista no JN

Segundo me alertaram hoje, na edição de amanhã do Jornal de Notícias - ou de hoje, 17.Dez.2005, consoante a hora que estiverem a ler este apontamento - sairá uma página sobre este vosso escriba e o livro "África, Trajectos Políticos, Religiosos e Culturais" bem assim uma entrevista efectuada há pouco tempo.
Vamos lá a ver como me saí. Aceitam-se críticas...

16 julho 2005

Bissau acorda com tiros, um aviso?

Uma vez mais, a Guiné-Bissau está na boca do Mundo e pelas razões menos agradáveis.
Um grupo “não identificado” tentou assaltar o Ministério do Interior tendo mantido uma troca de tiros (cerca de uma hora) com a defesa interna do Ministério (por acaso membros do serviço de inteligência nacional, o SIE).
Do acto já resultaram dois mortos, um ferido e quatro detidos.
Uma pergunta. Onde estava a Polícia de Ordem Pública, que, por acaso, a sede do comissariado é tão próximo do Ministério e do palácio presidencial?
A uma semana da 2ª. volta das presidenciais e cerca de 24 horas depois de um dos “financiadores de “Nino” ter sido detido no aeroporto de Bissau quando tentava entrar com dinheiro, não declarado, no país, eis que o Ministério da tutela é “assaltado”.
O que quererá isto dizer; mera coincidência, ou um aviso? Há coincidências demasiado inoportunas e avisos muito preocupantes.
Mais ainda quando, numa primeira impressão – e segundo a POP, mas entretanto desmentida – os “atacantes” seriam militares do Regimento dos Pára-Comandos; interessante.
Uma vez mais chamo a atenção para o artigo “Estranha calma dos militares” que pode ser relido no JN, ou no NL.

Adenda:
Entretanto podem ler no Image hosted by Photobucket.com, de 17/Jul/2005, um artigo de Orlando Castro, intitulado "Armas fizeram-se ouvir a uma semana das eleições" onde um comentário deste vosso escriba é citado, para o que apresento os sinceros e honrados agradecimentos.

05 julho 2005

Cabo Verde, 30 anos de desenvolvimento

Image hosted by Photobucket.com (JN 05.Jul.2005)

A minha homenagem a Cabo Verde pelos 30 anos de independência que hoje decorrem, através do artigo publicado no Jornal de Notícias sob o título “O exemplo para a Lusofonia” e que pode ser lido, na íntegra, no Image hosted by Photobucket.com.