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15 setembro 2012

Às vezes tem de se dizer Basta!

(manifestação em Lisboa contra a troika, imagem via Twitter)


No dia em que se comemora ou recorda o Dia Internacional da Democracia talvez seja bom recordar que há alturas, há momentos, em que se precisa de dizer ao abuso e à falta de vergonha: Basta!

Basta de utilizar o Povo como cobaias para as manobras e teses económicas sem valor universitário ao abrigo de pseudos acordos/memorandos celebrados em nome do Povo para continuarem a protegerem-se dos erros de gestão que estão a praticar há mais de 25 anos! Daí que, por exemplo, a República Portugiuesa já tenha pedido 3 (três!) ajudas externas ao FMI para regularizar as suas contas e continue na mesma com a porca (o Estado) e engordar alegremente e os contribuintes a pagarem esse eterno desmando com a sobrecarga de impostos e similares sob a capa de taxas encapotadas.

Também enquanto os governantes e autarcas não tiverem de responder criminalmente pelos actos danosos, muitos deles, continuarão a estar protegidos…

Basta de fazer o Povo de parvo em eleições pouco dignas e pouco claras onde o juiz em causa própria demonstra sempre a sua pouca transparência e enorme liberdade de criticar quem o critique, às vezes usando termos que nem os maiores arruaceiros o fariam.

Como se pode fazer uma reclamação in loco se os factos reclamados se verificaram a posteriori?

Há sempre o Tribunal Constitucional para gerir e regular as acções menos claras de quem, administrativamente, as pratica. Como devemos esperar sempre a maior cobertura clara e honesta de um Tribunal e dos seus juízes, também eu espero que os acórdãos saídos, mesmo que não como espere, sejam, e de facto resultantes de um acto bem pensado e bem julgado.

Como também devemos gritar Basta quando pseudos jovens revolucionários que, na prática, só enegrecem a imagem de quem dizem apoiar, estarem a querer impedir a tomada de posse dos deputados dos partidos da Oposição e parecerem estar protegidos.

É alturas dos Povos, neste Dia da Democracia, dizerem: Basta!

Partilhado pelo portal do Jornal Pravda (
http://port.pravda.ru/news/cplp/19-09-2012/33726-dizer_basta-0/)

26 outubro 2010

Transparência Internacional e a Corrupção em 2010

Uma vez mais, e infelizmente, Angola ocupa os lugares cimeiros entre os países considerados mais corruptos (o 11º mais corrupto com 1,9 pontos – sendo 10 pontos para os sem corrupção e 0 pontos para os totalmente corruptos) entre os 178 países analisados pela ONG International Ttransparency.


Apesar de manter o mesmo valor percentual que no ano anterior, Angola caiu várias posições pela melhoria verificada em outros países.


Ainda assim, uma verdade é indesmentível. Ao contrário de outros que negam ou parecem negar a sua existência, como um que se encontre entre os 30ª, Angola, mal ou bem, reconhece que esse é um dos seus maiores cancros.


Já agora assinale-se as pontuações dos restantes países lusófonos: Brasil manteve os 3,7 pontos embora melhorando a sua posição, Cabo Verde manteve os 5,1 pontos, Guiné-Bissau melhorou para os 2,1 pontos, Moçambique também melhorou passando de 2,5 para 2,7 pontos, Portugal obteve 6,0 pontos, classificando-se em 32º lugar, São Tomé e Príncipe 3,0 pontos, quase entrando nos 100 países menos corruptos, e Timor-Leste registou uma pequena melhoria passando de 2,2 para 2,5 pontos.


Dinamarca, Nova Zelândia e Singapura são considerados os menos corruptos com 9,3 pontos cada. Na posição extrema oposta estão o Sudão, o Iraque e a Somália

20 novembro 2009

Corrupção, doença ou naturalidade?

(uma imagem daqui)


Comenta-se, e bem, sobre a queda que Angola, Guiné-Bissau e Moçambique etambém, embora pequena, Portugal e Brasil, sofreram no quadro dos Países mais corruptos do Mundo.

De acordo com o
Transparency International (TI), Angola e Guiné-Bissau estarão entre os países mais corruptos e onde se registaram as maiores quedas, estando relativamente perto da posição 180 onde está o mais corrupto de todos. Melhor estarão Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe – este terá subido mais de uma dezena de posições – para já não falar de Cabo Verde que mantém um rácio acima da metade, cerca de 5,1 em 10 pontos possíveis (só os menos corruptos conseguem chegar perto deste número).

Portugal e Brasil estarão perto das posições 30 e 80, sendo que o Brasil está bem atrás de Cabo verde que ocupa uma posição entre as posições 45 e 50, ou seja, muito perto de Portugal.

Por curiosidade a França está numa posição próxima do 25º país, oiu seja, entre os menos corruptos.

E falo por curiosidade na França como também em Portugal porque estes dois países por razões diversas andam nas bocas do Mundo – e ambos ligados a Angola – como países onde a corrupção parece estar bem implantada, embora, a Justiça dos dois países esteja em pouco sintonia com a transparência que os processos exigiriam.

Em Portugal, fala-se e comenta-se que 30% dos produtos de luxo vendidos pelas lojas da especialidade, leia-se, de luxo, são-no
aos angolanos. Primeiro foi a empresa de televisão SIC que o noticiou – o que levou o nosso confrade Wilson Dada, no seu “Morro da Maianga” a perguntar se seria mais uma «Campanha da SIC» no que foi hoje retomado na portuguesa RTP e no Jornal Nacional.

Isto só por si não infere que os angolanos estejam a contribuir para a corrupção em Portugal. Pelo contrário, estão a manter viva uma actividade económica que , apesar de tudo, não sofre muito com a crise internacional.

O problema é que em Portugal começam a aparecer certos sintomas de corrupção, embora ainda de
face oculta, mas onde entram pessoas próximas do Estado, com conversas gravadas e escutadas junto de personalidade do Governo, e de empresas, algumas das quais com forte implantação em Angola, um dos escutados até é – ou foi – o presidente de uma instituição financeira que também está estabelecida em Angola, embora já tenha capitais angolanos, tal como em Portugal; mas só o era da parte estabelecida em Angola, ressalve-se... a parte portuguesa, teoricamente privada, tem mostrado que pertence ao Estado português, via CGD…

E Portugal está numa posição relativamente segura entre os menos corruptos. Olha se não estivesse…

Já a França, claramente melhor posicionada que Portugal entre os menos corruptos parece que vive no mesmo lodaçal. Só que há quem consiga ter um Estado mais blindado e por isso passa menos para a opinião pública os escândalos que norteiam os Champs Élysées. Mas quando os amigos se zangam ai que vem tudo ao de cima.

Todos se recordam, por certo, do processo Angolagate e das condenações que houveram e daquelas que morreram para não “ofender” relações políticas e económicas. Só que houve quem parece que não gostou de ser condenado e ver outros a cirandarem pelos Campos Elísios alegres e felizes.

De acordo com
Charles Pasqua o antigo ministro do interior e ex-candidato às presidenciais francesas, um dos condenados, os serviços secretos franceses (DGSE) teriam dado conta ao Estado francês e a algumas das suas mais altas individualidades das negociatas com as armas para Angola.

Ou seja, os amigos nem sempre são para as ocasiões. Mas o que mais ressalva nesta questão é que não vale a pena mandar pedras aos vizinhos quando se têm vidros tão finos ou paredes tão elásticas.

Condenemos, e bem e fortemente, a corrupção. Mas olhemos com olhos de ver para todos. É que na lista da TI que merece uma ponderação bem vincada há países que parecem ser o que não o são na realidade ou seja se mantém atractivamente apelativos como locais aprazíveis de se viver em liberdade e sem corrupção.

Recordemos que Portugal até Outubro de 2005 ou 2006, isto é, até uma declaração do presidente português Cavaco Silva parecia desconhecer a palavra “corrupção”. Só conhecia “a cunha”, “os esquemas” e “os favores”. Agora parece que dia si, dia sim, aí está mais um caso…

Será que a corrupção deixou de ser uma doença na sociedade para ser um acto natural?
Reproduzido, posteriormente, no portal , na coluna "Malambas de Kamutangre", em 23/Nov./2009

17 dezembro 2008

Transparência de negócios?

A oposição liderada pela UNITA quer mais transparência nos negócios e investimento do e no Estado angolano e justificações presidenciais à Assembleia Nacional – ou não fosse, ainda, um regime semi-parlamentar (ou semi-presidencial) o que vigora em Angola (Kabango bem quer que, com a nova Constituição, continuem separados os dois pólos administrativos nacionais, mas…) – quando faz e porque faz viagens ao estrangeiro.

Perfeitamente legítimo esta solicitação num País democrático e num Estado de Direito…

E já agora, que negócios tão vantajosos para Angola que o presidente Eduardo dos Santos rubricou na China e que
tipo de aprofundamento se referia o presidente Hu Jintao?

E alguém explica como é que a TAAG poderá sobreviver com viagens a Pequim? Não é a TAAG que está em refundação? Justifica-se uma nova rota quando fecharam a de Adis Abeba?

Será esta uma das razões que levam Jintao a apelar ao “investigamento” – aprofundar significa investigar, logo aprofundamento… – de parcerias sino-angolanas?