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23 setembro 2011

Zâmbia tem novo presidente

(foto ©Truly Zâmbia)

Os zambianos decidiram escolher um novo presidente nas eleições presidenciais da passada terça-feira.

Michael Chilufya Sata, o “Rei Cobras”, líder da Frente Patriótica (PF), apesar de faltarem ainda 7 das 150 mesas de voto, já está confirmado como presidente eleito presidente, obtendo cerca de 43% dos votos dos eleitores zambianos à frente do até agora presidente (eleito nas recentes intercalares após a morte de Levy Mwanawasa) Rupaih Bwezani Banda, do Movimento pela Democracia Multipartidária (MMD), que não foi além dos 36%.

Esta foi a 4ª tentativa de Sata ascender ao poder. Na anterior tinha perdido precisamente para Banda por 2 pontos percentuais.

Sobre o heterónimo “Rei Cobra”, Sata deve-o à sua verborreia agressiva, nomeadamente, contra a presença chinesa no país e nos interesses africanos (começam mal as relações com os seus poderosos vizinhos ocidentais, daí que, provavelmente e por isso, só a terceira figura de Estado, o presidente da AN, Paulo Kassoma, é que vai estar presente na sua tomada de posse) e, pasme-se, admirador confesso da política de confisco de fazendas de Mugabe (bom, como Eduardo dos Santos não gosta de viajar e “Nandó” parece que vai fazer uma visita particular a Londres, já se entende agora a ida da 3ª figura, é um prémio pela simpatia a Mugabe).

O certo é que tem a simpatia de uma larga franja de zambianos, nomeadamente dos desempregados e daqueles (cerca de 70%) que, apesar do desenvolvimento da Zâmbia (cresceu mais de 7% em 2010, devido em grande parte à subida do valor do cobre), não auferem mais que 1 dólar/dia (onde é que já li isto ou semelhante?).

O certo é que a votação da passada terça-feira (desculpem mas ainda não me apresentaram, a fundo, o novo Acordo Ortográfico) foi supervisionada por instituições internacionais, em particular, a União Africana e a União Europeia (upsss!!) que deram como terem decorrido de forma “pacífica, transparente e correcta”.

10 agosto 2009

Angola perspectiva revisão fronteiriça

O comandante da Polícia de Guarda Fronteira, comissário Jorge "Jojó" Antunes, segundo a ANGOP, considera, face aos anos de guerra com que o País passou que levou ao “desleixo” de algumas das suas zonas terrestres, ser conveniente uma revisão dos limites territoriais de Angola.

Uma das fronteiras que deve ser revista, e com muito bom senso, será a do R. D. Congo, que tem cerca de 2.511 Km, embora não sejam de descurar as fronteiras com a Namíbia (1.376 Km), com a Zâmbia (1.100 Km) e com a República do Congo (201 km).

Dada a importância de Angola no actual contexto afro-central africano e a vontade do Congo Democrático em apostar na paz com os seus vizinhos – o que a acontecer levaria ao acordar do grande jacaré africano e com ele alguma desestabilização na zona – é possível que estas negociações, nomeadamente com Kinshasa – recordemos que o Congo Democrático anda a “ameaçar” com queixas diplomáticas as fronteiras marítimo-fluviais da foz do Zaire –, possam passar por um período de tensões várias.

Aguardemos…

03 novembro 2008

Zâmbia tem novo presidente… oficial

(imagem daqui)

O Chefe de Estádio interino, Rupiah Banda, no poder após a morte de Levy Mwanawasa, falecido em Agosto na sequência de um ataque cerebral, foi eleito Presidente de Zâmbia por somente 40,09% dos votos válidos, contra 38,13% do principal opositor Michael Sata, de acordo com o anúncio do presidente da Comissão eleitoral, Florence Mumba.

Numas eleições onde só votaram!! 45% das pessoas inscritas nas listas eleitorais, ou seja, cerca de 1,8 milhões eleitores, o candidato eleito, Banda, tem a contestação de Sata que, nos primeiros resultados de sexta-feira passada (as eleições foram no passado dia 29 de Novembro), davam um largo avanço sobre o presidente interino.

Para evitar os conflitos e motins ocorridos nas eleições de 2006 a Polícia e o Exército foram mobilizados e, mesmo assim, não puderam evitar os desacatos registados no bairro pobre de Mandevu, na capital Lusaka, onde dispersar uma multidão em cólera, aliados de Sata incendiaram o mercado local.

O novo presidente, de 71 anos, é antigo diplomata, com um perfil mais tecnocrático mas que prometeu continuar com a política económica levada à cabo pelo falecido Mwanawasa, que conseguiu conter uma inflação enorme e galopante.

19 agosto 2008

Os críticos vão e ele fica

A Zâmbia perdeu hoje o seu presidente, Levy Mwanawasa, falecido em Paris, onde se encontrava em tratamento depois de sofrido, há cerca de 2 meses, um ataque cardíaco.
Mwanawasa assumia, actualmente, também o cargo de presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e perfilava-se na região como o maior e mais acutilante crítico de Robert Mugabe.
Relembre-se que foi o único Chefe de Estado da África Austral que teve a coragem e a frontalidade de acusar Mugabe de ditadura. De condenar a violência política no Zimbabwé, de pedir aos estados membros da SADC que impedissem a entrada nos seus portos do navio chinês, que transportava armas para o Zimbabwé, depois das eleições parlamentares e presidenciais de Março passado e de exigir o adiamento da segunda volta das eleições presidenciais de Junho, defendendo que o ambiente no País de Mugabe era desfavorável à organização de eleições livres e justas.
As disputas entre Mwanawasa e Mugabe eram de tal ordem que os "homens" de Mugabe chegaram a dar o estadista zambiano como morto e levar o "ingénuo" Mbeki fazer-lhe uma "homenagem" fúnebre de que depois teve de pedir desculpas públicas.
Os críticos vão passando e Mugabe vai se mantendo no cargo, com um passo em frente e cinco atrás nas rondas que vai mantendo com Tsvangirai, sempre com o “ingénuo” beneplácito de alguns Chefes de Estado vizinhos…
O, até agora, vice-presidente Rupiah Banda, vai assumir a chefia de Estado até que sejam cumpridos os requisitos constitucionais zambianos.