22 agosto 2011

O fim do Príncipe dos Príncipes?...

(Imagem da Internet)

Segundo os meios audiovisuais, como por exemplo a AlJazeera, e cibernautas Muamar el-Kadhafi já não manda em Tripoli e dois dos seus filhos terão mesmo sido detidos pelas forças rebeldes e as suas “gloriosas” forças militares verdes ter-se-ão rendido às forças insurgentes.

É o fim de mais um ditador em África.

Parece que já restam 3 “eternos”(?) dinossauros autocratas no Continente.

Até quando?

Ou até quando eles irão manter-se fechados à mudança e à voz do Povo?

20 agosto 2011

Reeleição de Obama já está sob fogo intenso… (artigo)

"A agência de notação Standard & Poor’s (S&P) baixou, pela primeira vez desde a sua criação, em 1941, e desde que existem empresas de rating ocidentais – as empresas chinesas já há muito o tinham feito –, a nota dos EUA de Triple A para AA+.

Um golpe forte na chamada maior economia do Mundo e uma severa “humilhação” para a superpotência global.

Mas também um golpe nas intenções de Obama em ser reeleito em Novembro do próximo ano.

Sejamos claros. Este rebaixamento (downgrade) da dívida norte-americana tem mais efeitos políticos – e analistas da S&P já o admitiram em entrevistas – do que económicos para os EUA que não tanto, sublinhe-se e, embora ainda assim um pouco preocupante, para os seus credores.

Recordemos que por quando do crash do imobiliário e do Lehman Brothers nenhuma das agências (S&P, Moodys e Fitch) teve a coragem, como continua a não ter, como já fizeram questão de o preanunciar, de colocar em causa a nota máxima dos norte-americanos. (...)" (continuar a ler aqui)
Publicado na secção de Economia, do semanário , edição de 19 de Agosto de 2011

17 agosto 2011

A lei eleitoral e a UNITA

Ontem, a Assembleia Nacional votou e aprovou o Projecto de Resolução sobre o Pacote Legislativo Eleitoral só com os votos do MPLA.

E porquê? Porque a UNITA, discordando do conteúdo, o que para partido da oposição é perfeitamente natural, não quis dar a sua concordância.

Até aqui nada demais. É o que torna a democracia mais interessante o direito à diferença de opinião.

Agora o que já não é natural é um partido responsável abandonar no acto da votação como contestação á mesma.

Não é natural nem satisfatório mesmo que o Projecto apresentado seja ferido de constitucionalidade, porque para isso existe o tribunal Constitucional para sancionar, ou não, no fim o Projecto e, ou os seus artigos objectos de refutação.

Por outro lado, queira a UNITA, queiramos nós eleitores e povo em geral, ou não queiramos, goste a UNIT, gostemos nós, ou não o facto é que o MPLA obteve nas últimas eleições legislativas uma maioria suficientemente qualificada para, que os partidos da oposição, mesmo que todos eles, caso abandonem o Hemiciclo, este terá sempre quórum e manda a obediência – vai haver novas eleições no próximo ano… – que se vote conforme determina os chefes do partido.

E até porque a FNLA e o PRS, embora talvez não concordando com o Projecto, não abandonaram e abstiveram-se.

Por isso, o acto de abandono da sala do parlamento em vez de ser um acto de protesto acabou por ser mais, na minha opinião, um acto de rebeldia e de desrespeito pelos eleitores.

Quem não concorda, segundo as regras da boa educação democrática, vota contra.

E não foge!

Este apontamento foi citado e transcrito no portal Angola 24Horas, de 18/Agosto (http://www.angola24horas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=5563:la-lei-eleitoral-e-a-unitar-eugenio-costa-almeida&catid=14:opiniao&Itemid=24)

12 agosto 2011

E Luanda deve estar sorrindo ... (artigo)

(imagem ANGOP, via Internet)

"Apesar de me merecer toda a simpatia pelo seu sucesso enquanto foi presidente, embora num sistema arcaico e retrógrado, mas sancionado num referendo pré-independencial, Manuel Pinto da Costa ao ser eleito para substituir Fradique de Menezes, deu a maior alegria que poderia dar a Luanda e ao seus “patronos”.

Os santomenses, na 2ª volta das presidenciais, deram a Manuel Pinto da Costa cerca de 52,9% dos votos (cerca de 35,1 mil votos), apoiado pelos outros candidatos preteridos e pelo MLSTP e pela ADI, actualmente no poder, contra os quase 48% (cerca de 31 mil votos) de Evaristo Carvalho.

Ora esta eleição tornou possível a trilogia que a Cidade Alta da capital muxiluanda precisava para sentir as ilhas maravilhosas mais perto da sua influência geopolítica: um presidente, um primeiro-ministro e dois partidos próximos do MPLA – o MLSTP e a ADI.

Não há dúvidas que Luanda deve estar feliz e sorrindo!

E para que a felicidade seja total só falta que o candidato próximo do PAICV, em Cabo Verde, acabe eleito na 2ª volta das presidenciais cabo-verdianas como poderá indiciar os resultados das eleições de 7 de Agosto passado que parecem indicar a necessidade de uma nova etapa entre o candidato apoiado pelo MpD, Jorge Carlos Fonseca, e o apoiado pelo PAICV, Manuel Inocêncio. (...)" (continuar a lar aqui ou aqui)
Publicado no , em 8 de Agosto passado

E Luanda sorrindo...

Ver artigo pulblicado no Perspectiva Lusófona, na secção "Mundo", em 8/Ago/2011, sob o título "E Luanda deve estar sorrindo...", sobre a eleição de Manuel Pinto da Costa, em STP, e como Luanda deve estar satisfeita.

http://perspectiva-lusofona.weebly.com/5/post/2011/08/e-luanda-deve-estar-sorrindo.html

07 agosto 2011

Obama já está sob fogo intenso…

A agência de notação Standard & Poor’s (S&P) baixou, pela primeira vez desde a sua criação, em 1941, e desde que existem empresas de rating ocidentais – as empresas chinesas já há muito o tinham feito –, a nota dos EUA de “Triplo A” para “AA+”.

Um golpe forte na chamada maior economia do Mundo e uma severa “humilhação” para a superpotência global.

Mas também um golpe nas intenções de Obama em ser reeleito em Novembro do próximo ano.
Sejamos claros. Esta “queda” tem mais efeitos políticos – e analistas da S&P já o admitiram em entrevistas – do que económicos.

Recordemos que por quando do crash do imobiliário e do Lehman Brothers nenhuma das agências (S&P, Moodys e Fitch) teve a coragem de colocar em causa a nota máxima dos norte-americanos.

Havia a expectativa de quem iria tomar o poder em Washington DC e como evoluiria a economia norte-americana.

Por outro lado, não esqueçamos que a colossal dívida federal norte-americana está, em grande medida – há quem aposte que na sua grande maioria – nas mãos dos chineses (cerca de 1,15 biliões “milhões de milhões” de dólares) e na dos japoneses (cerca de 1 bilião de dólares), embora a Índia se perfile como uma das apostadoras no dólar.

Por outro lado, os chineses têm vários milhares de milhões em reservas em moeda estrangeira essencialmente conectados ao dólar.

Ora, esta queda no rating norte-americano mais do que afectar – e de que maneira – o prestígio, já um pouco abalado, de Obama afecta a economia dos credores dos norte-americanos e, por extensão, toda a economia global e, principalmente, a emergente que depende da estabilidade que emana das margens do rio Potomac.

Não há dúvida que Barack Obama está sob fogo intenso dos mais conservadores e da inoperância dos democratas…
6/Ago/2011