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02 junho 2015

Angola e o actual ordenado mínimo


Segundo um artigo do Semanário Angolense, assinado por N. Talapaxi S., nas páginas 12 e 13, Angola tem (ou terá, pelo menos, em teoria) o 3º maior vencimento médio da SADC, apesar do nosso ordenado mínimo estar nos 15.003,00 Kwanzas.

Todavia o nosso vencimento médio está entre os 15.003,00 Kz e os 22.504,50 Kz  (cerca de 202,00 USD) onde só somos ultrapassados pelo Botswana (cerca de 229,83 USD), e da África do Sul (213,41 USD). de notar, sublinha o jornalista, que as ilhas Seychelles não estão reflectidas nos gráficos da SADC, o que, dado o seu elevado PIB poderá estar à nossa frente, ou, talvez, superar e encimar a lista, dado que alguns especialistas sugerem que o vencimento médio dos seychellinos deverá rondar os 400,00 USD. Recorde-se que as Seychelles têm um rendimento per capita de mais de 25.000,00 dólares, tornando este Estado africano como um dos mais ricos do Mundo.

Também a Namíbia (tal como o Zimbabwe) não disponibilizou qualquer informação, em parte devido à liberdade de salário. Mas, segundo o articulista, o vencimento médio dos namibianos, após descontos, no mês de Março, andavam pelos cerca de 650,00 USD.

Já agora, Cabo Verde apresenta um vencimento médio de cerca de 153,75 USD; Guiné-Bissau de cerca de 73,41 USD; e São Tomé e Príncipe cerca de 70,00 USD.

NOTA Complementar: Não se deve esquecer que, apesar destes valores, isto corresponde a menos de 1 USD/dia para (sobre)viverem os angolanos - segundo parâmetros internacionais, significa elevada pobreza -, principalmente para os que vivem numa das cidades mais caras do Mundo!

02 dezembro 2014

STP: campanha #HeForShe lançando um filme sobre Violência Doméstica (ou #ElsaFigueira)

(A violência doméstica não tem sexo nem idade! - imagem da internet)

Esta recebi via email e é com prazer que reproduzo, esperando que o seu efeito, não sendo total, possa abranger o máximo de pessoas. O indicativo é #ElsaFigueira e trata-se de uma questão cadente na sociedade actual: género!


«São Tomé e Príncipe responde à campanha #HeForShe lançando um filme sobre Violência Doméstica na plataforma Kickstarter.

O filme intitulado “Elsa Figueira” conta a história de uma mulher que se impõe perante a violência do homem que ama. “Estamos a criar uma personagem feminina forte para inspirar mulheres de todo o Mundo a empoderarem-se,” contou Katya Aragão, Produtora Executiva do filme, no seguimento dos anúncios da Islândia e India, também em resposta à campanha #HeForShe.

“Elsa Figueira” faz parte da série de filmes "Wê" cujo título se inspira na palavra “olhos” na língua de São Tomé. “O que os nossos olhos vêem, nós podemos mudar,” explicou Pekagboom, músico e autor da história. O filme é co-produzido pela ONG santomense Galo Cantá, organizadora da conferência TEDxSãoTomé e realizado por Kris Haamer da HAAM-GEN-Z, a produtora transmídia criadora de experiências para a Geração Z.

“Elsa Figueira” é um tributo ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de Novembro. “Tal como no TEDx, o objectivo é o de mudar mentalidades e, através das mentalidades, mudar realidades,” referiu Enerlid Franca e Lagos, co-produtora de Wê e da TEDxSãoTomé.

Para finalizar as gravações do filme, os produtores irão angariar 10.000 USD na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter. A campanha decorrerá até o Dia dos Direitos Humanos que celebra-se no dia 10 de Dezembro. Os patrocinadores do projeto serão recompensados com ofertas únicas e experiências exclusivas. O filme concluído será lançado no Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro 2015. Para saber mais e tornar-se patrocinador, visite a plataforma Kickstarter: 

https://www.kickstarter.com/projects/krishaamer/elsafigueira-kua-ku-we-ka-be-non-ka-po-muda

Contatos mídia: 

Kris Haamer / Realizador
kris@haam.co
+372 53073123 (EE)

Katya Aragão / Produtora Executiva
kdaragao@gmail.com
+239 9958971 (STP)

Enerlid Franca e Lagos / Co-Produtor
enerlid@tedxsaotome.com
+2399990640 (STP)

Carla Rebelo / Relações Publicas 
crebelo27@yahoo.com (TW)

Mário Lopes / Relações Publicas 
mariolopes@tedxsaotome.com
+351 927483997 (PT)

Daena Neto / Relações Publicas 
daenac@hotmail.com
+44 7778 601210 (UK)

Nella Santo / Relações Publicas 
nela_jacob@hotmail.com
+31 625003714 (NL)


Facebook Oficial: https://www.fb.com/ElsaFigueiraOfficial»

29 janeiro 2013

São Tomé e o petróleo do Golfo


São Tomé e Príncipe quer saber como andam os dossiês do petróleo que, por acaso, e só por mero acaso, estão nas mãos dos nigerianos que, por sua vez, demonstram estar disponíveis para os divulgar.

Recordemos que quando assinaram a parceria – em 2001 foi criada uma Comissão parlamentar conjunta para fiscalizar o processo de exploração de petróleo da zona de sobreposição entre os dois países – a Nigéria ficou com 60% do petróleo explorado na zona da aplicação do contrato celebrado entre os dois Estados (Nigéria e São Tomé e Príncipe) com a Guiné-Equatorial a ver o panorama…

Isto foi em 2001.

Estranhamente o actual responsável pelo departamento que deveria controlar este(s) dossiê(s) terá afirmado que a não existência dos referidos documentos – nem de relatórios das reuniões dos dois responsáveis ministeriais do petróleo – se devia ao facto do organismo, entretanto criado, ser novo – por só ter 4 anos…

Ora, de 2001 a 2013 são… 12 anos e não 4 anos. Será que alguém parou no tempo? A criação de um novo organismo não para o desenvolvimento da exploração do petróleo...

Ou, como se previa, os santomenses continuam a fazer o papel de acanhados perante uma potência regional que manda, dispõe e… nada contrapõe! Ou seja, não paga nada do que usufrui em proveio próprio?!

Em 12 anos de exploração dos hidrocarbonetos – que dão grandes fundos à Nigéria e á Guiné-Equatorial – como é possível que STP continue sem ver retorno dos mesmos? Será que, por mero acaso, claro, só a zona santomense não dá petróleo?

A ser verdade não se compreende que haja interessados a pagarem os direitos de prospecção e exploração na área santomense do Golfo…

Este texto foi igualmente publicado no Notícias Lusófonas (como Manchete) e transcrito no portal do Pravda.ru

12 dezembro 2012

STP, e vão 15 Governos…


(MLSTP-PSD de novo no poder total)


Há dias o executivo de Patrice Trovoada, da ADI, viu ser chumbado pelo Parlamento devido a uma moção de censura votada e aprovada pelos deputados presentes representando vários partidos. Na base desta votação esteve a recusa da Oposição em aceitar o Orçamento para 2013 apresentado pelo executivo de Trovoada.


A ADI (Acção Democrática Independente), maioritariamente pautou pela ausência da votação esperando, talvez, que a sua vacuidade representasse falta de quórum. Um xicoespertismo que lhe saiu caro, dado que levou à queda do Governo.

Nos termos constitucionais, o presidente Manuel Pinto da Costa convocou o partido mais votado, a ADI, para nomear e liderar um novo executivo. A ADI, naturalmente, voltou a colocar na mesa das conversações o nome de Patrice Trovoada para a liderança do novo executivo, facto rejeitado por Pinto da Costa.

Creio que a ADI esqueceu-se de um facto muito importante e que não deveria ter sido olvidado. Os apelidos Pinto da Costa e trovoada não se dão bem em coexistência há muitos anos. Ambos representam duas diferentes correntes sócio-antropológicas do País: os Forros e os Tongas/Moncóis*.

Ora, não foi, portanto, surpresa a recusa de Pinto da Costa em aceitar o nome de Patrice Trovoada. Se aquele recusou este, a ADI manteve-o e recusou apresentar outro nome.

Face a isto, Pinto da Costa convocou o MLSTP-PSD (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata), segundo partido mais votado das últimas eleições, para indicar um nome e apresentar um novo executivo, facto que aconteceu hoje com a tomada de posse do XV Governo constitucional liderado por Gabriel Arcanjo da Costa, até agora bastonário dos advogados e antigo primeiro-ministro – liderou um governo durante cerca de seis meses em 2002 – e antigo diplomata em Lisboa.

O novo Governo está composto por elementos do MLSTP-PSD, do Movimento Democrático Força da Mudança- Partido Liberal (MDFM-PL), do antigo presidente Fradique de Menezes, e de independentes, e apoio do Partido da Convergência Democrática (PCD), onde se destaca pela sua já longevidade – e preocupante longevidade – o Ministro da Defesa e da Ordem Interna é, uma vez mais, o tenente-coronel, na reserva, Óscar Sarmento e Sousa.

Parece uma forma de dizer que o poder castrense santomense continua firme e controlador nos Governos civis do País…

De acordo com o discurso de tomada de posse do novo primeiro-ministro este deseja implementar as relações com Angola bem assim, e sem tomar em conta outros países, com a Guiné-Equatorial e com a República do Congo (Brazzaville).

Ou seja, nada de novo no Golfo da Guiné…

*STPríncipe: Notas para um estudo sócio-político

Publicado em simultâneo no Notícias Lusófonas (Manchete) com o título: "São Tomé Príncipe, e vão 15 Governos…"

12 julho 2012

São Tomé e Príncipe 37 anos como Nação


(Cão Grande ao longe... Rio Grande à vista; foto ©Professora Brígida Brito)

Comoram-se hoje os 37 anos de independência da República Democrática de São Tomé e Príncipe (STP).

Trinta e sete anos de charneira entre a potência do norte e a sua congénere irmã do sul. Ou seja, 37 anos a dirimir, com pinças de ouro, o periclitante equilíbrio entre o viscoso expansionismo nigeriano e a umbrella angolana, com o não desinteressado apoio guinéu-equatorial entre os dois.

19 setembro 2011

Jogos Africanos Maputo 2011 - Classificação final de Medalhas


Dos 4 países afro-lusófonos, só Cabo Verde não conseguiu arrecadar qualquer medalha, embora estivesse perto, por mais de uma vez.

Fonte: http://196.28.226.22/ENG/ZZ/ZZS100A_@@@@@@@@@@@@@@@@@ENG.htm

12 agosto 2011

E Luanda deve estar sorrindo ... (artigo)

(imagem ANGOP, via Internet)

"Apesar de me merecer toda a simpatia pelo seu sucesso enquanto foi presidente, embora num sistema arcaico e retrógrado, mas sancionado num referendo pré-independencial, Manuel Pinto da Costa ao ser eleito para substituir Fradique de Menezes, deu a maior alegria que poderia dar a Luanda e ao seus “patronos”.

Os santomenses, na 2ª volta das presidenciais, deram a Manuel Pinto da Costa cerca de 52,9% dos votos (cerca de 35,1 mil votos), apoiado pelos outros candidatos preteridos e pelo MLSTP e pela ADI, actualmente no poder, contra os quase 48% (cerca de 31 mil votos) de Evaristo Carvalho.

Ora esta eleição tornou possível a trilogia que a Cidade Alta da capital muxiluanda precisava para sentir as ilhas maravilhosas mais perto da sua influência geopolítica: um presidente, um primeiro-ministro e dois partidos próximos do MPLA – o MLSTP e a ADI.

Não há dúvidas que Luanda deve estar feliz e sorrindo!

E para que a felicidade seja total só falta que o candidato próximo do PAICV, em Cabo Verde, acabe eleito na 2ª volta das presidenciais cabo-verdianas como poderá indiciar os resultados das eleições de 7 de Agosto passado que parecem indicar a necessidade de uma nova etapa entre o candidato apoiado pelo MpD, Jorge Carlos Fonseca, e o apoiado pelo PAICV, Manuel Inocêncio. (...)" (continuar a lar aqui ou aqui)
Publicado no , em 8 de Agosto passado

E Luanda sorrindo...

Ver artigo pulblicado no Perspectiva Lusófona, na secção "Mundo", em 8/Ago/2011, sob o título "E Luanda deve estar sorrindo...", sobre a eleição de Manuel Pinto da Costa, em STP, e como Luanda deve estar satisfeita.

http://perspectiva-lusofona.weebly.com/5/post/2011/08/e-luanda-deve-estar-sorrindo.html

20 julho 2011

Aprender sempre e sempre III

Algumas pessoas, daquelas que às vezes fazem o favor de ler algumas destas linhas colocaram a hipótese de eu ter visto mal já que a RTP-África, no seu espaço do “Repórter” de hoje, não se ter retractado nem rectificado a gafe (ou cacha, como diz o meu amigo e jornalista Orlando Castro) de ontem que sistematicamente colocou em “nota de rodapé” nos dois espaços diários do “Repórter”.

Ora, nem eu esperava outra coisa. Seria assumir o erro, algo que os grandes sábios nunca, ou raramente, fazem. Até porque, apesar de não ter dúvidas que o Pululu é lido na RTP-África (já ouvi notícias que por mero acaso, e acredito que é por mero acaso, são quase ipsis verbis iguais aos do Pululu escritos horas antes) também não tenho hesitações em avocar que é difícil adoptar certas gafes.

Mas para que não tenham dúvidas podem rever a edição que está no espaço do portal da RTP (aqui).. tal como a foto documenta…!

18 julho 2011

Aprender sempre e sempre II


Em vez de rectificar a RTP-África ainda inflama mais.

Na secção da tarde do "Reporter" em rodapé "STP-GUINÉ-BISSAU....".

Sem mais comentários!!!!

Para quê?!

Aprender sempre e sempre

Hoje na RTP-África, no programa Repórter, fiquei a saber que São Tomé e Príncipe (ainda que um dos candidatos à presidência e apurado para uma segunda volta afirmasse que gostaria de ver STP abrir as suas fronteiras a Angola) passou a ser parte integrante da Guiné-Bissau.

Ora nas notas de rodapé do referido programa passava a mensagem “PRESIDENCIAIS NA GUINÉ-BISSAU os candidatos Manuel Pinto da Costa…”; e não foram poucas as vezes até ao final do referido programa

Depois queixam-se que os africanos não ligam ao referido canal.

Sem mais comentários!!!

17 julho 2011

Quem sucederá a Fradique?

Os santomenses, cerca de uma centena de milhar de eleitores, foram hoje às urnas para escolher o sucessor de Fradique de Menezes que cumpre o segundo dos dois mandatos consecutivos a que pode se sujeitar e cujo mandato se completa no próximo dia 3 de Setembro.

Depois de analisados, recusados e readmitidos, são 10 os candidatos a votação.

Segundo as primeiras estimativas - se entre elas, a do próprio Patrice Trovoada, o primeiro-ministro santomense - não deverá ser eleito nenhum à primeira volta.

Para ajudar esta dúvida o facto de ter havido alguns constrangimentos nas mesas de voto, nomeadamente em Angola, por problemas nos cadernos eleitorais - onde já ouvi isto? -, ou em Portugal, com atraso na constituição da mesa, e pelo facto de, em certas mesas santomenses, haver necessidade de se proceder a uma segunda "secção" como são nos casos de Capela, no distrito de Mé-Zóchi, e de Santa Catarina, no distrito de Lembá, devido a boicotes dos eleitores.

Se a isto juntarmos o "velhinho" problema chamado banho - "compra" de votos -, então mais discutidas serão as eleições.

Vamos aguardar pelos próximos desenvolvimentos e pelas próximas banhadas...

NOTA: as primeiras projecções da CEN indicam que só no próximo dia 7 de Agosto com a realização da segunda volta entre os dois mais voados neste escrutínio: o antigo presidente monopartidário e primeiro após a independência, Manuel Pinto da Costa, com cerca de 36% e o actual líder do Parlamento apoiado pela ADI, do actual premiê, Evaristo Carvalho, com pouco mais de 21%, se saberá quem será o sucessor de Fradique de Menezes.

De ressaltar a boa prestação de Maria das Neves, do MLSTP mas que se apresentou, tal como Pinto da Costa, como independente, e de Delfim Neves, do PCD, por esta ordem, que obtiveram quase 14% cada.

Nos lugares imediatos ficaram Elsa Pinto, igualmente também do antigo partido único . o MLSTP deu muitos candidatos -, com cerca de 5%, o candidato oficial do MLSTP-PSD, Aurélio Martins, que não foi além dos 4,2%, logo seguido de Filinto Costa Alegre, que teve cerca de 4%.

Os restantes candidatos, Jorge Coelho, Hélder Barros e Manuel de Deus Lima terão obtido votações residuais, inferiores a 1%.

28 junho 2011

STP: 14 candidatos ao Palácio Cor-de-Rosa

"São Tomé e Príncipe vai a eleições presidenciais no próximo dia 17 de Julho para eleger um novo presidente da república santomense após termo do segundo mandato – e último – de Fradique de Menezes. É a quinta eleição desde a implantação do multipartidarismo.


Depois de numa primeira fase o Tribunal Constitucional (dito, Tribunal Supremo) ter aceite só 13 candidaturas ao Palácio Cor-de-rosa e da impugnação de uma recusa inicial, há, efectivamente registados, 14 candidatos ao cargo máximo do País.

Surpresa pelo elevado número? Talvez, mas não se considerarmos que são só, sublinhe-se SÓ, necessários 200 eleitores para propor um candidato ao mais alto cargo da chefia do Estado o que num universo de cerca de centena e meia de milhar de eleitores é muito pouco, o que permite esta dispersão.

Mas se há 14 candidatos registados, a saber: Aurélio Martins, Carlos Espírito Santo, Delfim Neves, Elsa Pinto, Evaristo Carvalho, Gilberto Gil Umbelina, Filinto Costa Alegre, Francisco Rita, Jorge Coelho, Leberato Moniz, Manuel de Deus Lima, Manuel Pinto da Costa, Maria da Neves a que se juntou, posteriormente, o recuperado Hélder Barros, é também verdade que, até ao momento que se escrevem estas linhas, só um candidato, o primeiro, tinha conseguido preencher todas as prorrogativas eleitorais. (...)" (Continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado na secção "Mundo" do Perspectiva Lusófona em 27/Jun/2011

09 março 2010

Alda Espírito Santo, a minha Homenagem

"O sangue caindo em gotas na terra
homens morrendo no mato
e o sangue caindo, caindo...
Fernão Dias para sempre na história
da Ilha Verde, rubra de sangue,
dos homens tombados
na arena imensa do cais."

(retirado do Malambas)

Acabei de saber agora de São Tomé e Príncipe.

A cultura Lusófona, em geral, e santomense, em particular, perdeu mais um grande vulto. Faleceu a poetisa Alda Espírito Santo.

Vai o corpo, fica a sua monumental obra!

31 janeiro 2010

Em São Tomé os telefones têm mais um dígito…

A partir de hoje os telefones fixo e móvel em São Tomé e Príncipe passam a ter mais um dígito, ou seja, os santomenses e, ou, quem com eles contactar devem digitar 7 números em vez dos habituais 6 dígitos.

Assim, os telefones fixos passam a ser precedidos do nº 2 (um telefone que fosse 213456 passa a ser 2 213456) e os telefones móveis passam a ser precedidos do dígito 9 (se fosse 987654 passa a ser 9 987654).

30 novembro 2009

Quando o lúdico e a segurança se conflituam…

"Segundo algumas notícias que se vão ouvindo no éter radiofónico, nomeadamente na RDP-África, a região autónoma do Príncipe está em polvorosa, nomeadamente o Governo Regional, porque um radar de segurança colocado naquela ilha interfere com as emissões de rádio e da televisão, em particular, com as emissões para África da RDP e RTP.

O radar em questão foi colocado na ilha ao abrigo dos acordos de segurança rubricados entre o Ministério da Defesa santomense e as autoridades de defesa marítima norte-americanas tendo em vista não só a defesa do Golfo, onde parece haver muita gente que se esquece que está a caminhar a passos largos para ser uma nova Somália no que toca à pirataria marítima, como se enquadra no programa afro-norte-americano AFRICOM.

Recordemos que, inicialmente, era intenção dos EUA colocar vasos de guerra estacionados na região, nomeadamente, em São Tomé ou no Príncipe, fazendo destas ilhas umas novas Port Arthur.

Todavia, a manifesta “má-vontade” de Angola e Nigéria as potências regionais em emergência e em “conflito” pelo domínio da região centro-africano e do Golfo, e o facto da presença das forças navais – e com ela outras forças militarizadas – não seria muito bem quista por outros Estados da região nem por aqueles que continuam a considerar que África é um feudo particular – recordemos como a França continua a olhar para o continente Africano e para as regiões onde foi potência colonial – levaram o departamento de Defesa norte-americano a ponderar pela não presença dessas forças mas pela colocação do referido radar.(...)
" (continuar a ler aqui)
Publicado no , edição 242, de 28/Novembro de 2009

12 julho 2009

São Tomé e Príncipe, 34 anos!

Se há algo que nunca morre e os africanos não deixam nunca esmorecer, é a esperança.

E há 34 anos que o povo
santomense espera que a esperança seja mais que uma eterna expectativa e se torne numa realidade palpável.

E enquanto o petróleo, o turismo, a pesca e os serviços não arrancam, e a agricultura não morra de vez, os santomenses vão vibrando com o desejo de que no próximo ano já haja algo mais do que… esperança!

01 março 2009

Dicionário de Administração Eleitoral vai ser apresentado

“Dicionário de Administração Eleitoral – Organização de Eleições Democráticas, Transparentes e Livres”, é uma obra do santomense Jorge Castelo David que no próximo dia 6 de Marco, na Mediateca do Banco Internacional de São Tome e Príncipe, entidade que patrocinou a obra, em São Tomé, vai ser, finalmente, apresentada ao grande público (e não porque o autor não tivesse querido fazê-lo mais cedo, nomeadamente, antes das eleições angolanas; contingências que o ultrapassaram e que nada tiveram a ver com o patrocínio impediram-no de o fazer).

A obra, a que tive a honra de estar associado por via do Prefácio que escrevi, aborda os diferentes estágios que os pensadores políticos devem tomar em consideração quando querem apresentar a Democracia ao Povo.

Na Introdução, que pós-inicia com uma citação do antigo Secretário-geral das Nações Unidas, Boutros-Boutros-Ghali, sobre a Democracia não como sendo um modelo a copiar mas um objectivo a (re)conquistar por todos os Povos, Jorge Castelo David afirma que “A Democracia é uma vasta experiência humana que implica o desenvolvimento da consciência cívica e da cidadania. Ela é baseada na ideia de que cada cidadão e cada cidadã devem ter, ou melhor, têm o direito (natural) de se pronunciar sobre a forma como o seu país deve ser governado e a quem essa nobre missão deve ser confiada. O direito de escolher os responsáveis da Nação tem a dimensão de um dever de respeito obrigatório. Trata-se de um direito que não deve ser negociado mas sim um direito que deve ser exercido eternamente e por isso, defendido a qualquer preço. A democracia permite a livre expressão e a livre união para eleger os que mais garantias dão quanto à capacidade de interpretação correctamente das GOP (grandes opções do plano) das populações. O povo é realmente quem detém poderes naturais para administrar o património nacional. Através da eleição, ele cede/confia essa responsabilidade à um determinado grupo de compatriotas seus. Nessa cedência o povo vinca subentendidamente a necessidade da gestão ser feita na base da constituição da república e de legislações suplementares aplicáveis.

Uma obra enriquecida com várias fotos do autor e de anónimos com que ele cruzou durante as suas actividades enquanto Especialista em Logística Eleitoral da MONUC (Congo Democrático) e dividida em 12 capítulos, o último dos quais é um Dicionário onde os termos eleitorais são colocados de forma clara e objectiva para todos o compreenderem.

Como afirmo no final do Prefácio, “Esta vai ser uma obra para os nossos futuros dirigentes, analistas e cientistas políticos terem sempre em cima da sua secretária ao lado dos dicionários e de livros de referência de autores clássicos como a “História de África Negra”, de Ki-Zerbo, ou “Paz e Guerra entre Nações”, de Raymond Aron, ou o “Sistemas Políticos Africanos”, de Fortes e Evans-Pritchards, ou de mais recentes como M. Hardt e A. Negri (Império), Max Weber, Robert Michels (Para uma Sociologia dos Partidos Políticos na Democracia Moderna), entre outros.

Que este seja o primeiro de muitos ensaios de Jorge Castelo David.

24 fevereiro 2009

Fradique diz nim, mas…

O presidente santomense Fradique de Menezes, na declaração que hoje fez ao País na sequência da crise dos ex-Búfalos e afins, decidiu não renunciar ao cargo presidencial mas, segundo ele, não quer continuar a ser factor de instabilidade ou de desestabilização do País.

O problema do presidente Menezes é que muitas vezes são praticados actos que têm por meta, directa ou indirectamente, o próprio presidente santomense.

Por isso não sei como Fradique de Menezes vai conseguir subsistir sem acabar por não renunciar antes do fim do mandato.

Com tantos sisões internos e externos a rondá-lo…

22 fevereiro 2009

Quem não quer a estabilidade em São Tomé e Príncipe?

(palácio presidencial santomense; imagem internet)
"Ciclicamente e quando tudo parece que está a estabilizar São Tomé e Príncipe é abanada por convulsões sociais ou paramilitares.

Recentemente um líder sindical foi detido por actividades que, segundo o Estado não estariam bem de acordo com a sua natural convicção social, ou seja, não estaria em actividade sindical, já que algumas reivindicações que levaram a ser auscultado iam para além do admissível.

Na passada quinta-feira a cidade de São Tomé acordou com um aparato militar e policial que visariam não só a proteger os palácios presidencial e de governo e do quartel general das Forças Armadas, como sitiaram o edifício onde estavam membros da Frente Democrática Cristã, partido sem assento parlamentar, incluindo o seu presidente, Arlécio Costa, que pertenceu ao extinto Batalhão 32, mais conhecido por “Batalhão Búfalo”. Juntamente com mais três dezenas de companheiros seus, foi detido, bem assim capturado algum, e não pouco material e munições paramilitares.

Arlécio Costa também é representante em São Tomé de um grupo financeiro e turístico sul-africano “Falcon Group.

Segundo parece, pelo que pude ouvir e ler, os membros do extinto “Batalhão Búfalo” têm mostrado uma capacidade financeira e interventora nas questões sociais e, porque não dizê-lo, políticas, que parecem pouco extravasar os limites admissíveis.

Depois de há alguns meses os ex-Búfalos terem sitiado o Tribunal de Contas (TC), agora parece que queriam uma “mudança” do Poder. Em 2003, foram co-autores de outra tentativa de golpe contra o governo da 1ª Ministra Maria das Neves, enquanto o Presidente da República estava na Nigéria. (...)" (continuar a ler aqui)
Publicado no semanário , edição 204, de 21/Fev./2009