Mostrar mensagens com a etiqueta Obama. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Obama. Mostrar todas as mensagens

06 novembro 2012

Quem se segue?


Hoje há eleições na USA (Estados Unidos de América), para o 45º presidente da União, bem assim, e que muitos se têm esquecido, para uma parte do Senado e para a (quase) totalidade da Câmara dos Representantes.

Nada demais se não fosse o caso de, frente-a-frente estarem os dois principais candidatos separados por um ou dois pontos percentuais. Há mais, ou costuma haver mais, mas que a imprensa, por norma, faz questão de omitir

De um lado, o afro-americano democrata e evangélico Barak Obama que tenta a sua recandidatura.

Do outro o republicano e mormon Mitt Romney.

Quem será o 45º presidente?

Para a Europa, que não defende a austeridade a qualquer custo, e para uma parte significativa do Mundo, será Obama o preferido. Para outros, nomeadamente, para os chineses com quem já teve profícuas relações, o candidato a eleger será Romney.

02 maio 2012

Obama e Bin Laden…


(imagem da Internet)

Hoje, há momento, ouvi na RTP o senhor Obama a dizer – ou terá dito – no Afeganistão que conseguiram levar Bin Laden à Justiça; mas então ele não foi morto há cerca de um ano e teria sido “enterrado” no alto mar, cumprindo os preceitos islâmicos?

Em que ficamos?

20 agosto 2011

Reeleição de Obama já está sob fogo intenso… (artigo)

"A agência de notação Standard & Poor’s (S&P) baixou, pela primeira vez desde a sua criação, em 1941, e desde que existem empresas de rating ocidentais – as empresas chinesas já há muito o tinham feito –, a nota dos EUA de Triple A para AA+.

Um golpe forte na chamada maior economia do Mundo e uma severa “humilhação” para a superpotência global.

Mas também um golpe nas intenções de Obama em ser reeleito em Novembro do próximo ano.

Sejamos claros. Este rebaixamento (downgrade) da dívida norte-americana tem mais efeitos políticos – e analistas da S&P já o admitiram em entrevistas – do que económicos para os EUA que não tanto, sublinhe-se e, embora ainda assim um pouco preocupante, para os seus credores.

Recordemos que por quando do crash do imobiliário e do Lehman Brothers nenhuma das agências (S&P, Moodys e Fitch) teve a coragem, como continua a não ter, como já fizeram questão de o preanunciar, de colocar em causa a nota máxima dos norte-americanos. (...)" (continuar a ler aqui)
Publicado na secção de Economia, do semanário , edição de 19 de Agosto de 2011

02 maio 2011

Bin Laden out?

De acordo com uma notícia veiculada por muitos órgãos de informação, o presidente Obama terá ontem, dia 1 de maio de 2011, dia da beatificação do papa João Paulo II, anunciado a morte do homem mais procurado pelos EUA: Usāmah Bin Muhammad bin 'Awæd bin Lādin mais reconhecido por Osama bin Laden!

Segundo Omaba o cérebro do 11 de Setembro e do primeiro ataque ao metro das torres gémeas, cerca de 2 ou 3 anos antes, terá sido abatido após confrontos com forças especiais no Paquistão e, cumprindo as tradições muçulmanas de imediato enterro, enviado o seu corpo para o mar.

Ou seja, os EUA evitam um lugar de peregrinação ao mártir islâmico mas criam um natural e mais que certo ponto de conflito para as autoridades de Islamabad.

Por certo que os seguidores de bin Laden e a al-Qaeda não ficarão sossegados.

E para que o dia não acabasse só com esta emoção, pelo manos para os norte-americanos e para todos os que, directa ou indirectamente, já foram afectados pela al-Qaeda e suas ramificações, o Ocidente - leia-se a NATO - atacou uma eventual base militarizada da família Kadhafi provocando, segundo fontes próximas deste. a morte do filho mais novo e de três netos.

De acordo com essa mesma fonte, Kadhafi estaria no local atingido mas que teria sobrevivido.

O certo é que as imagens mostram três ou quatro corpos amortalhados mas nunca o rosto das vítimas como também não mostraram o líder líbio após o ataque.

Pelo que todas as conjecturas são válidas...

Uma coisa é clara; se as eleições presidenciais norte-americanas fossem hoje bem que poderia não haver opositores porque Barak Obama estaria reeleito com maioria mais que qualificada!

09 outubro 2009

Barak Obama, Prémio Nobel da Paz 2009!

(imagem Internet e já aqui anteriormente divulgada)


Em Oslo (ao contrário dos restantes são os académicos noruegueses que atribuem o Prémio Nobel da Paz) foi hoje anunciado que o Prémio Nobel da Paz 2009 foi atribuído a Barak Obama, presidente dos EUA.

De acordo com os responsáveis da Academia, o presidente Obama mereceu este Prémio devido aos “seus extraordinários esforços de reforço da diplomacia internacional e cooperação entre povos, capturar a atenção de todo o mundo e dar ao seu povo esperança para um futuro melhor», fundamentou a sua diplomacia «no conceito de que os que lideram o mundo devem fazê-lo com base nos valores partilhados pela maioria da população mundial», tem-se mostrado um trabalhador incansável para que exista um «mundo sem armas nucleares» e, enquanto presidente criou «um novo clima na política internacional. A diplomacia multilateral recuperou uma posição de destaque, com ênfase no papel das Nações Unidas e de outras entidades internacionais».

Como irão reagir os seus detractores e aqueles que vêem nele um “perigoso” pacifista que quer a existência – tão rápida quanto possível – de dois Estados e dois Países na Região da Conflitualidade, ou seja, Israel e Palestina irmanados num mesmo ideal, a convivência pacífica entre ambos.

Sabe-se que em Israel e na Palestina, por razões diferentes, há quem não o deseje; tal como nos EUA, diga-se…

20 janeiro 2009

Sim, eles quiseram poder (can) e conseguiram-no

(imagem Sapo.pt)

Aos 20 dias da Graça do Senhor, do mês de Janeiro, do ano de 2009, às 12,06 horas locais, Washington DC, os EUA e o Mundo viam ser concretizado o primeiro grande passo oficial para a concretização do sonho de muitos, de Luther King e, principalmente, de Obama e dos norte-americanos.

Os EUA deixam de ver somente na vida ficcionada dos pequenos e grandes ecrãs um presidente negro (afro-americano) e passam a ter a realidade na Avenida Pensilvânia.

Pela primeira vez, 40 anos depois de Martin Luther King ter divulgado ao Mundo o seu sonho, 43 anos depois dos atletas (membros e, ou simpatizantes) do Black Power terem mostrado ao Mundo o seu punho cerrado nas Olimpíadas do México, pouco mais de 20 ou 30 anos depois do KKK começar a sentir, fortemente, o peso da Justiça americana e ver os seus membros serem condenados a pesadas penas de prisão por ataques a todos os que não evidenciavam, geneticamente, a sua arianidade, os EUA têm, oficialmente, um afro-americano sentado na Sala Oval da Casa Branca a mandar os destinos da ainda Nação mais poderosa do Mundo.

Barack Hussein Obama é, desde hoje, oficialmente, o 44º Presidente dos EUA, acompanhado por Joe Biden Jr como seu vice-presidente e, entre outros, por Hillary Clinton como Secretária de Estado.

Os Estados Unidos da América, o país dos sonhos, das liberdades, da multirracialidade – embora esteja ainda um pouco mitigada – provaram hoje que podem, realmente, conseguir atingir a sua meta.

De facto, o primeiro grande passo oficial para o conseguirem já foi dado. Que outros, nomeadamente em África, sigam o exemplo e consigam eleger políticos geneticamente diferentes e tal como os americanos escolham a “esperança em vez do medo”…

O primeiro grande discurso de Obama foi claramente mais para dentro do País que para o Mundo.

Todavia não deixou de mostrar as mãos nuas ao exterior e pedir que mostrem que estarão disposto a acompanhar a América na luta pela Paz, pelo fim do Terrorismo e forte combate aos Extremismos, pela maior intervenção das Nações em vias de Desenvolvimento, pela luta contra o fantasma do Aquecimento Global.

Vamos aguardar os próximos discursos e as primeiras medidas da nova Administração para no fim dizermos que o seu “Yes, We Can” se torne no “Yes, They really succeeded”!

24 novembro 2008

O Pululu pelos leitores: “Obama…”

(a partir de uma imagem no Google)

Sempre que se proporcionar e o conteúdo for merecedor disso terei todo o prazer em trazer à estampa os comentários dos leitores. Não o tenho feito, porque quem quer, pode sempre aceder aos mesmos na rubrica comentários.
(Re)comecemos hoje com um sobre o
artigo publicado no semanário santomense Correio da Semana sobre Obama e alertado aqui.
Mas porque o que segue é, não só interessante como tem observações pertinentes, como quando se refere à pouca visibilidade de – adoptemos a sua terminologia que adoptou para americanos e brasileiros – afro-portugueses na vida política portuguesa. Que me recorde só dois afro-portugueses tiveram rosto na Casa dos Portugueses, ou seja, na Assembleia da República: Fernando Ká, pelo PS, e de ascendência guineense, e Hélder Amaral, do CDS. Há, apesar de não ser de ascendência africana, uma outra personalidade não-branca com posição de destaque, Presidente de uma das principais câmaras portuguesas e que já chegou a ser hipótese para liderar o seu partido. Mas…
Lamentavelmente, e é só o que lamento, o artigo foi colocado como anónimo. Nem umas iniciais. Pelo conteúdo fico com a ideia que é um angolano, um compatriota. Todavia, agradecia que, de futuro, as pessoas assinassem, pelo menos, com as suas iniciais. Há que deixar o medo para os ditadores e autocratas.
Aqui fica o texto:

Amabilíssimo Pululu,
Gosto muito do seu blog e deleito-me durante longos fios do pouco tempo livre que tenho tido a ler boas e imparciais análises contidas nos seus artigos. Quanto ao presente artigo, tenho simplesmente a incentivar-lhe a encontrar - mesmo que isso venha a exigir da sua parte ter um coração negro - as motivações que estiveram e estão ainda, infelizmente, na origem de um sentimento de revolta e que agora se transforma quase em "exclusão", embora eu nem sequer partilhe desse sentimento de vítima, dado que até em Angola, p.ex.,os brancos e mulatos - que não constituem 14% como os negros nos EUA - ocuparam e ocupam sempre bons e até melhores lugares e se eu disser que em muitos casos, são eles a excluírem a maioria negra e eles próprios a autoafirmarem-se mulatos e não negros e, no caso de brancos, angolanos só quando isso convém, sei que não me vai acreditar ( E então eu devia ter mais motivos de escrever as minhas lamúrias...). A única coisa que vai acreditar é que o branco nunca foi escravo do negro e nunca se submeteu aos desprezos mais humilhantes à custa da cor da sua pele; e acho que confirma também esta: o negro nunca se considerou superior ao branco, mas sempre lutou e teve que lutar, por si próprio, pela dignidade e igualdade. A essa luta juntaram-se mais tarde outros não-negros de quem os negros nunca se vão esquecer, porque a eles rendem homenagem. E existem muitos ainda hoje, e sobretudo hoje, na mesma senda. Creio que sua senhoria também está do lado dessa luta, embora neste artigo revele mais o interesse de promover quem sempre se auto-promoveu e nunca foi despromovido por ninguém, aproveitando-se do "caso Obama" que é simplesmente uma vitória do Povo maduro americano maioritariamente branco que foi acompanhando essa luta sem armas.
E nem penso que este seja o fim da luta; é o princípio...! Obama terá de usar as suas competências não só para lutar contra a corrente dos preconceitos, mas também e sobretudo para defender a cor. Tudo o que vier a correr mal durante a sua governação já náo terá como causa o Presidente americano Obama, mas o Presidente afro-americano (negro) Obama. É mesmo assim, enquanto uns são americanos, brasileiros, outros são afro-americanos, afro-brasileiros.
Contra a minha vontade tive de recordar-lhe só alguns de muitos factos a que devemos estar atentos quando pretendemos que acontecimentos dos EUA sirvam de exemplo para Angola, Moçambique, etc. Sigamos a história, curemos as feridas do passado com muito respeito, tolerância, serenidade, mas sobretudo com espírito de perdão( e nós que apenas obtivemos a independência em 1975 e com uma guerra civil que só terminou há 6 anos, ainda estamos nessa fase). Ainda temos um longo caminho a percorrer: em Angola (onde já desde o ano da independência existem mulatos e brancos em cargos públicos importantes, incluindo governadores provinciais porque foram vistos simplesmente como angolanos e o são!) , em Portugal (se calhar também ai existem negros portugueses - quem são eles na política ou noutros sectores importantes?), no Brasil, em Moçambique, na França, na Holanda, na Bélgica, na Zâmbia, no Zimbabwe, na Inglaterra, na Itália, na África do Sul(também aí, apesar de os negros ainda terem as cicatrizes do apartheid bem visíveis, não me parece que os brancos estejam a ser vítimas de exclusão nem política nem social) , na China...
Andemos devagar, invistamos nas nossas fazendas sim mas também nos valores humanos, respeitemos o povo e a sua cultura viva, nos ocupemos dele, lutemos pelo seu bem-estar, apresentemos as nossas propostas inteligentemente, que a nossa política convença o eleitor (como o fez Obama), façamos jogo democrático limpo, na harmonia e na paz, e então poderemos ( “we’ll be able”, futuro do presente “we can” de Barack Obama) chegar ao poder sem condescendência de ninguém nem precisaremos de usurpá-lo de ninguém, mas por mérito próprio e reconhecimento do povo!

22 novembro 2008

Obama é um marco mas não o exemplo…

"O passado 4 de Novembro do corrente ano da graça judaico-cristã de 2008 pode ser, e é-o certamente, um marco na vida política mundial. Neste dia um afro-americano realizou, 40 anos depois da sua apresentação, o sonho de Martin Luther King de ver uma América para além da raça e da pessoa.

Barack Obama, afro-americano, ao ser eleito como 44º presidente dos EUA tornou-se, indiscutivelmente, um marco na vida política mundial.

Mostrou que a raça é efectivamente uma única. A raça humana. Que credos, cores epidérmicas não são nem podem ser razões válidas para se singrar e se afirmar.

Barack Obama foi e é um marco na vida política mundial mas não é, ao contrário do que muitos querem fazer crer e laurear o exemplo. (...)
" (se quiser saber quem já foi "o" exemplo, e foi-o em África, aceda aqui ou, quando estiver disponível, aqui)
Publicado no semanário , edição 192, de 22/Novembro/2008

15 novembro 2008

O que aconteceria se Obama fosse candidato africano?

(montagem de fotos recolhidos na Internet/Google)

Corre no espaço internáutico um texto que terá saído da pena do escritor moçambicano Mia Couto, sob o título “E se Obama fosse africano?”, e, eventualmente, publicado no semanário moçambicano Savana, na edição de 14 de Novembro de 2008.

Como infelizmente este órgão informático moçambicano não está na Internet – pelo menos ainda não consegui descobri-lo –, não posso, em consciência, confirmar a autenticidade do mesmo nem do autor. Todavia, há algo que não se pode deixar de afirmar; o texto está “enorme” e contem passagens que merecem uma maior divulgação.

Assim, e porque o merece deixo aqui alguns trechos retirados da mensagem:
“Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos. (...)
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?”

O texto apresenta 6 pontos interrogatórios sobre se Obama fosse africano e o que (não) aconteceria:
“1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.”

Ou seja, e como o texto conclui, entre outras “inconclusivas conclusões” que:
“Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.”

Concluindo com este parágrafo que subscrevo na íntegra e que mereceria uma ponderação de todos e de muitos que persistem em governar contra o povo, em nome do povo:
“Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.”

Se o texto não é de Mia Couto mas de um outro autor desconhecido curvo-me perante a ignorância do seu nome. Se foi, de facto escrito por Mia Couto, apresento-lhe as minhas desculpas por lhe ter furtado alguns trechos , certo que ele compreenderá o abuso.
.
NOTA: Mão amiga, embora de forma anónima o que lamento, porque gostaria de lhe agradecer de outra maneira, fez-me chegar o acesso a "A Savana". Não consegui confirmar a autenticidade do texto quanto ao autor. Mas fica aqui o acesso ao semanário moçambicano.

05 novembro 2008

4-44: O número da Revolução e da História

Que o 4 de Novembro não tenha sido em vão e que o 44º Presidente eleito – o primeiro afro-americano na História da Casa Branca – não desiluda os americanos e o Mundo.

De saudar, igualmente, a vitória Democrata nas eleições para a Câmara de Representantes e nas intercalares para o Senado o que poderá ser um bom suporte para a nova Administração da Avenida Pensilvânia.

04 junho 2008

Estarão os EUA preparados para receber esta dupla?

(foto da Net)

Barak Obama já se assume como candidato oficial dos democratas às presidenciais do próximo dia 4 de Novembro.
E assume-se porque, apesar de ainda não ter colocado um fim à campanha, Hillary Clinton – está a auscultar o que pensam os eleitores no seu portal – já terá dado os parabéns ao primeiro efectivo candidato afro-americano da história presidencial norte-americana.
Porque já quase assumiu a derrota e porque ainda está e pensar sobre a campanha é pertinente presumir que os Democratas vão apresentar, na Convenção de 25 a 28 de Agosto, esta dupla de peso como os seus candidatos à Presidência e Vice-presidência.
Estarão os EUA preparados para tão profunda mudança?
Ou ainda haverá algum volte-face em Denver?
Dos EUA, e até ao fechar das urnas, tudo é espectável!

07 janeiro 2008

Os EUA estarão mesmo preparados para a mudança?

Amanhã, em New Hampshire, haverá o segundo grande teste nas primárias para a presidência norte-americana quer para os democratas quer para os republicanos – estes já tiveram um caucus intercalar em Wyoming onde, desta feita, o vencedor foi Mitt Romney que garantiu 8 dos 12 delegados.
Mas a grande questão continua a ser a hipótese dos democratas escolherem para candidato uma mulher (Hillary Clinton) ou um afro-americano (Barack Obama) embora não se deva esquecer John Edwards.
As previsões, tal como em Iowa, dão Hillary como possível vencedora. Mas, tal como em Iowa, Obama poderá surpreender e sair vencedor (segundo a AFP, e tendo por base o eleitorado feminino, Obama deve ganhar em New Hampshire).
E se isso acontecer será que acreditam que os norte-americanos vão eleger um candidato que, além de ser “afro-americano” (o politicamente correcto para indivíduo não branco, ou caucasiano, nem hispânico, ou latino-americano) é ou parece indiciar ter um apoio que uma larga, larguíssima, franja de apoiantes norte-americanos nunca aceitará ver na 1600 Pennsylvania Avenue?
Ou seja, e tomando como válida a acusação de certos sectores políticos, eventualmente mais moderados, norte-americanos, a maioria dos presidentes que ocuparam aquele reconhecido número de uma conhecida vivenda “Casa Branca” seriam apoiados pelos dólares de uma importante comunidade cuja sede nacional está, e muito bem para raiva de alguns outros povos, numa parte da Palestina.
Isso mesmo, pelos judeus e pelo seu capital.
Por isso pergunto se será possível que um senhor que viveu uma significativa parte da sua vida na maior e mais populosa república islâmica, a Indonésia, e tem como sobrenome Hussein, poderá, alguma vez ocupar a Casa Branca?
Exacto! O pré-candidato Obama, filho de um queniano e de uma norte-americana, chama-se, de seu nome oficial completo, Barack Hussein Obama e nasceu em Honolulu, Hawaii, tendo, parece, sido educado por um padrasto indonésio, que o levou muito novo - entre os 6 e os 10 anos - para a Indonésia.
Por isso, a minha dúvida não só quanto à sua eleição como a quase certeza de um eventual desconhecimento de parte do eleitorado norte-americano sobre as suas raízes onomásticas, tão discreta quanto subtilmente ocultas na sua página de candidatura.
Porque, se assim não for, e os norte-americanos realmente o conhecerem, então acredito que o Mundo vai dar uma grande volta…

Publicado n', ed. nº 129, de 9-Jan-2008, na rubrica "O Mundo dos Outros", sob o título "Clinton e Obama Tiram teimas em New Hampshire"