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30 novembro 2006

Isto é que vai uma poloniodemia

Na véspera do Dia Mundial do HIV-Sida/Aids interessante a nova endemia que começa a proliferar por certos locais europeus.
Primeiro terá tido início em Londres; agora já se fala em Moscovo e, provavelmente, por outras cidades e capitais europeias e, ou, de outros continentes onde os “emissários” terão interesses.
E estes, segundo uns o principal culpado, e inocente, segundo outros, terão como precedência um nome em comum e a quem a liberdade parece querer dizer pouco ou nada: Vladimir Putin.
Há poucos dias faleceu um coronel do extinto (substituído) KGB, Alexander Litvinenko, segundo parece envenenado com Polónio-210, um isótopo obtido a partir do bombardeamento de neutrons de urânio numa placa de bismuto, e que foi detectado em vários locais de Londres por onde terá passado a vítima que, por mero acaso, estava a investigar a morte da jornalista Anna Politkovskaia e que, segundo aquele, tudo indiciava como tendo havido mão de pessoas afectas ao Kremlin.
Agora, vários aviões, nomeadamente da empresa britânica British Airways, estão em quarentena por terem sido detectados vestígios de polónio nos mesmos. Por acaso, terão viajado nesses aviões cerca de 30 mil passageiros. Coisa pouca, a confirmarem-se os mais pessimistas receios.
Entretanto, o antigo primeiro-ministro do consulado de Boris Yeltsin, Yegor Gaidar, foi acometido de doença súbita quando se preparava para dar uma Conferência em Irlanda e os sintomas apresentados parecem indicar um eventual envenenamento com Pulónio-210. Interessante o facto de quererem associar a morte de Litvinenko a esta indisposição súbita através de uma terceira personalidade, Andrei Lugovoy, um gaurda-costa de Gaidar e também ex-KGB.
Mas os nomes não ficam por aqui.
Um dos opositores de Putin, o milionário Boris Beresovski, viu os seus escritórios serem selados pela Scotland Yard depois de ter sido detectado no local resíduos daquela substância radioactiva.
Não há dúvidas que anda por aí uma poloniodemia estranha…

21 novembro 2006

Militares discretamente no poder?

Depois do general Agostinho Nelumba “Sanjar”, que passou de CEMG Forças Armadas para o cargo de vice-Ministro da Defesa, agora é o general Mateus Miguel Ângelo“Vietnam” a mudar de um cargo militar para uma função civil.
O general Vietnam passou de Chefe de Estado Maior do Exército para vice-Ministro da Assistência e Reinserção Social.
Será que, desta feita, com um militar no cargo, os problemas com a reinserção dos desmobilizados das FAA e dos ex-guerrilheiros da Unita vão ser, finalmente, regularizados?

12 outubro 2006

Qual a estratégia europeia para África?

O jornalista Orlando Castro, no seu blogue "Alto Hama" faz uma pequena e incisiva análise ao falhanço da estratégia europeia para África.
Orlando Castro alicerça o seu comentário nas palavras do assessor político do presidente da Comissão Europeia - por acaso um português de nome José Manuel (Durão) Barroso e que também foi primeiro-ministro de Portugal sem que se vislumbrasse alguma política estratégica para África (nem a dele nem a dos sucessores ou antecessores directos) - durante uma palestra na Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento (FLAD).
E já agora, além de pegar em sacos - de certeza que não foi para a chapa do paparazzi que o senhor Barroso e companhia o fizeram - qual era o efectivo "conceito estratégico" que a Comissão Europeia preconiza, ou preconizou?
Será que alguma vez existiu? além do celebérrima e nunca efectuada Reunião UE-África, todos os anos chamada à colação?

19 junho 2004

Os negociantes de armas e a protecção eterna!


Na sua edição de 16.Jun, o jornal português Público, estampava um interessante artigo de Ana Dias Cordeiro intitulado “Protecção dos Estados torna intocáveis os negociantes de armas”.
Relativamente a África, o Continente Mater foi dos que mais “ganhou” com o fim da guerra-fria, ao ser o caixote de lixo do armamento que resultou quer da implosão da ex-URSS e do Pacto de Varsóvia, quer das negociatas francesas nos consulados socialistas, quer ainda do armamento excedentário norte-americano. Em todos os momentos os traficantes gozaram, ou têm gozado de total impunidade e imunidade.
A articulista vai mais longe ao deixar perceber, citando Patrice Bouveret, um investigador francês do Centre de documentation et recherche sur la paix et les conflits (CDRPC), que os traficantes acabam sempre por ter uma completa imunidade, mesmo quando, numa primeira análise, deixam de ter utilidade. Na prática acabam por ficar sempre numa área, em tudo semelhante ao seu mercado “cinzenta”.
Ela remete-nos para casos como o do francês Pierre Falcone, que goza de imunidade diplomática devido ao seu cargo na UNESCO (representante de Angola), onde a França tem criticado, por vezes não discretamente os inquilinos do Fetungo, mas que, na prática,, nada têm feito. Não é em vão que esta personalidade, apesar dos diversos por mandatos de detenção, junto da Interpol, e que passa livremente por Lisboa, sem que as autoridades portuguesas informem os franceses. Também não é necessário. Como afirma aquele especialista francês sobre os traficantes, em geral, e o caso de Falcone, em particular “...demonstra é que em matéria de comércio de armas, há ligações entre o Estado e os traficantes...Se o Governo [francês] fosse até ao fim, através da justiça, mais nenhuma outra pessoa voltaria a aceitar ocupar-se disso sabendo que depois também não seria protegido”.
Por alguma razão, os documentos solicitados pelo juiz francês que lançou “Angolagate” nunca conseguiu que o governo francês desclassificasse determinados documentos relacionados com a venda de armas a Angola. A França é uma parte interessada na exploração petrolífera angolana. Não convém criar hostilidades inoportunas.
Por outro lado, alguns traficantes, quando presos são libertados “de uma forma inexplicada” ou nunca detidos mesmo em países onde têm mandado de detenção. Falcone é uma vez mais exemplo ao ser afirmado que “esteve também na Grã-Bretanha, Suíça - onde é igualmente perseguido - e em Espanha, sem nunca ser incomodado”.
Ou seja, enquanto persistirem guerras ou crises militares, haverá sempre “excelentes e desinteressados lavradores” que semearão os conflitos com as suas bélicas sementes obtidas, sabe Deus aonde e com o sempre cativante beneplácito do Diabo.

29 maio 2004

Cooperação militar EUA-Angola?

A Sub-secretária Adjunta do Departamento de Defesa para os Assuntos Africanos, Teresa Whelan, de visita a Angola e após contactos com o CEMGA, general Nelumba “Sanjar”, afirmou que os americanos não desejam instalar bases americanas no Continente africano, mas tão só criar bons amigos em África.
Se assim é, então porque continuam a pensar na necessidade de instalar uma base naval em São Tomé, ou será somente disparates dos “media”, no caso da insuspeita BBC News, em Agosto de 2001 e reafirmado pelo general da Força Aérea C. Wald, segundo comandante do comando militar dos Estados Unidos na Europa e responsável pela maior parte da África, em declarações nos finais do ano passado.
Nunca, como hoje, a velha frase diplomática goza de tanta oportunidade: Os Estados não têm amigos nem inimigos; têm interesses a defender. E realmente, neste momento os interesses norte-americanos a defender passam por procurar limpar a péssima imagem que estão a deixar no Médio Oriente, em geral, e no Iraque, em particular.