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24 fevereiro 2009

Fradique diz nim, mas…

O presidente santomense Fradique de Menezes, na declaração que hoje fez ao País na sequência da crise dos ex-Búfalos e afins, decidiu não renunciar ao cargo presidencial mas, segundo ele, não quer continuar a ser factor de instabilidade ou de desestabilização do País.

O problema do presidente Menezes é que muitas vezes são praticados actos que têm por meta, directa ou indirectamente, o próprio presidente santomense.

Por isso não sei como Fradique de Menezes vai conseguir subsistir sem acabar por não renunciar antes do fim do mandato.

Com tantos sisões internos e externos a rondá-lo…

17 fevereiro 2009

Os “amigos da onça” ganharam?

Chegou-me aos ouvidos que o presidente Fradique de Menezes estará farto de tanta confusão e ponderará bater com a porta.

Será que os “amigos da onça” ganharam o round?

Caberá aos santomenses dizer que não e defenderem o seu País das tentativas externas em condicionar a política das ilhas maravilhosas.

22 novembro 2008

Obama é um marco mas não o exemplo…

"O passado 4 de Novembro do corrente ano da graça judaico-cristã de 2008 pode ser, e é-o certamente, um marco na vida política mundial. Neste dia um afro-americano realizou, 40 anos depois da sua apresentação, o sonho de Martin Luther King de ver uma América para além da raça e da pessoa.

Barack Obama, afro-americano, ao ser eleito como 44º presidente dos EUA tornou-se, indiscutivelmente, um marco na vida política mundial.

Mostrou que a raça é efectivamente uma única. A raça humana. Que credos, cores epidérmicas não são nem podem ser razões válidas para se singrar e se afirmar.

Barack Obama foi e é um marco na vida política mundial mas não é, ao contrário do que muitos querem fazer crer e laurear o exemplo. (...)
" (se quiser saber quem já foi "o" exemplo, e foi-o em África, aceda aqui ou, quando estiver disponível, aqui)
Publicado no semanário , edição 192, de 22/Novembro/2008

22 agosto 2006

A lição dos santomenses – artigo

"É “claro que dos nossos irmãos angolanos nós não temos nada a aprender porque eles têm um grande deficit de democracia. Até hoje só realizaram uma eleição. Isto quer dizer que em matéria de democracia, eles têm que aprender com os pequenos como nós”.
Estas palavras, dardejadas à delegação angolana presente, terão sido proferidas por Fradique de Menezes na tomada de posse para o segundo mandato presidencial e nela encerram tudo o que os santomenses pensaram do apoio directo externo a um dos candidatos presidenciais.
"
O resto deste artigo pode ser lido aqui; publicado no Correio da Semana, edição 78 de 19.Ago.2006.

31 julho 2006

Fradique sucede a Fradique

As eleições presidenciais de 30 de Julho reconduziram Fradique de Menezes na Presidência santomense, com cerca de 60% dos votos contra cerca de 38% de Patrice Trovoada e de cerca de 0,6% de Nilo Guimarães, para uma abstenção – alguns países deveriam pôr os olhos nos santomenses - de 36,6%.
Ou seja, o eleitorado santomense, uma vez mais, não foi em “banhos” impróprios e na sua sensata e ponderada análise preferiu a continuidade presidencial e, com ela, a estabilidade governativa.
Assim os adversários de Fradique e de Vera Cruz os deixem trabalhar.

08 setembro 2005

De novo em bolandas?

De acordo com notícias veiculadas pela Panapress e oriundas de São Tomé, o presidente Fradique de Menezes terá afirmado no decorrer do 29º aniversário das Forças Armadas que determinadas forças estão a tentar levar a efeito um Golpe de Estado contra a sua presidência.
Fradique chega mesmo a apontar nomes que têm sido pressionadas para executar aquele eventual plano. Segundo o presidente “os tenentes-coronéis Óscar Sacramento e Sousa e Idalécio Pachire, respectivamente ministro da Defesa e Ordem Interna e comandante do Exército, têm resistido a todo o tipo de pressões para o derrubar” elogiando-os por conseguirem manter a manter a cabeça fria e imunes aos diferentes tipos de suborno para o derrubar.
Ou seja, perspectiva-se no horizonte mais um conflito diplomático entre Angola e Nigéria para ver qual dos dois consegue sossegar e acalmar as forças político-militares em terreno.
E com isto outros haverão que estão jogando peças no xadrez no Golfo centro-africano mas deixando o ónus para aquelas duas emergentes potências regionais e candidatos a um hipotético lugar permanente num, cada vez mais hipotético, Conselho de Segurança alargado.
É que alguns ainda não esqueceram que foram a CPLP, no todo, e Angola e Nigéria, no particular, que evitaram e solucionaram a tentativa de 16 de Julho de 2003.
Por outro lado não esqueçamos que São Tomé e Nigéria estão a renegociar o acordo de exploração petrolífera e também se adivinham novos e, desta feita, proveitosos contratos. Nos tempos que correm…
ADENDA: Artigo de Opinião mais desenvolvido e que pode ser lido no Image hosted by Photobucket.com sob o título "São Tomé e Príncipe, de novo em bolandas?"

16 setembro 2004

Maria das Neves, Out?

De acordo com este sítio, Maria das Neves foi, esta madrugada, demitida do cargo de primeira-ministra, por Fradique de Menezes.
Segundo o Africanidade, esta demissão deve-se à sua alegada participação no caso do "saco azul", desde sempre negada por aquela ex-governante.
Já por sua vez o JornalST confirma essa demissão e chama a atenção para a "Mensagem à Nação" lida por Maria das Neves onde, claramente, acusa o presidente santomense de a ter demitido sem justa causa e que a demissão do seu governo aconteceu através de uma «macabra e hedionda mascarada» e que serviu para demonstrar o apego "pelo poder totalitário" do presidente Manezes.
Aguardemos novos equatoriais desenvolvimentos tão caros ao tropicalíssimo arquipélago.