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07 março 2006

Uma procissão vigiada e uma visita por fazer.

Interessantes duas análises lidas hoje no Notícias Lusófonas.
Uma de Joffre Justino sobre a liberdade religiosa – ou falta dela – em Angola, mais concretamente, em Cabinda e outra de Orlando Castro sobre as 113 visitas internacionais do quase ex-presidente português, Jorge Sampaio.
No primeiro caso, JJ questiona da intempestividade da polícia nacional angolana em querer impedir um procissão em Cabinda pondo em causa as autoridades locais, que a tinham aprovado, e, mais grave, ainda, as próprias autoridades de Luanda quando é sabido que o Governo e o Fórum cabindense estão a analisar as relações actuais e futuras entre a província e as autoridades centrais.
Sobre as relações futuras entre Cabinda e Luanda tenho uma opinião pessoal que, oportunamente, será publicamente publicada.
Até parece que haverá quem queira dinamitar essas conversas. Ou será que é isso mesmo? Uma procissão católica num país maioritariamente cristão sob vigilância policial não lembraria nem ao diabo…
Na análise efectuada por OC ressalta que o quase ex-presidente, em 10 anos de magistratura portuguesa, pura e simplesmente – ou será que não – se ter baldado a visitar Angola e, mais grave quando Angola está, a fazer fé nas recentes notícias do Palácio das Necessidades – deve ser isso mesmo, há imensas necessidades em Portugal – onde reside o MNE português considerar Angola como um dos principais países para implementação da Cooperação portuguesa – se alguém souber o que isso é, solicito escreva nos comentários que agradeço – facto que levou à demissão, segundo parece pecou por tardia, do Cônsul em Luanda – e à próxima visita de Sócrates.
E já agora, não foi só Angola que não conseguiu ver um pequeno tempinho na preenchida agenda de Sampaio; por acaso, também a Guiné-Bissau não esteve nas cogitações sampaístas.
Ou seja, tivemos visitas luso-presidencial por fazer.
E ainda falam em Lusofonia e defesa da CPLP; e ainda admiram-se que alguns angolanos digam, publicamente, que não sabem o que raio é a Lusofonia ou a CPLP…

24 janeiro 2006

Ainda as presidenciais portuguesas

Fica aqui uma análise e uma questão pertinente, principalmente se constatarmos que Cavaco Silva ganhou esta primeira volta com menos votos que Freitas do Amaral quando teve de ir a uma segunda onde perdeu para Mário Soares.

Cavaco Silva venceu à primeira, com mais 64.138 votos do que todos os seus adversários juntos. De certo modo foi à tangente, sobretudo se pensarmos que 58.868 pessoas optaram por votar em branco e 43.405 anularam o seu voto.
Quantos destes eleitores que votaram branco ou nulo estariam com vontade de votar em Manuela Magno ou Luís Filipe Guerra, os dois dos candidatos a candidato que foram excluídos da eleição por questões meramente burocráticas? E quantos dos apoiantes destes candidatos terão ficado em casa, a contribuir para as estatísticas da abstenção?


Podem continuar a ler o resto aqui.

Ou leiam uma brilhante análise de Joffre Justino aqui sob o título "Ainda não deram por isso? O povão está mesmo zangado"