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15 julho 2009

Partido dono de uma praia, não será exagero?

(Será isto? Foto ©Elcalmeida, Maio 2009)

De acordo com um artigo na última edição do Novo Jornal (edição 77 de 10 de Julho de 2009, página 15) uma parte duma praia lobitanga – será da Restinga(?) e se bem me recordo é quase na ponta e onde parece havia em construção um espaço de lazer – estará vedada porque, de acordo com o texto de Flávio Neto, no artigo “Eventual desalojamento de 248 famílias no Lobito Sociedade civil apela à intervenção da Assembleia Nacional”, e citando Carlos Pacatolo, da Administração do Lobito (tem a área social do município) após uma ironia do presidente da Associação Omunga, José Patrocínio, sobre a tal vedação, o terreno em questão seria ou pertenceria ao MPLA.

Dada a estranheza de uma tal observação de alguém que conheço e sei que luta para que o Lobito seja uma cidade aberta e dos lobitangas, contactei-o e confirmou-me que não era bem como tinha sido escrito mas que avisou que era uma parte particular de uma empresa ligada ao MPLA que terá bens junto da beira-mar e por isso estará a fazer obras.

Por vezes é bom investigar-se primeiro e malhar depois. De contrário toda a razão perdemo-la e outros factos deixam de ter credibilidade o que é mau. Mas também não me parece correcto que contactado o MPLA na pessoa do seu 2º secretário este tenha descartado resposta e remetido para o 1º secretário.

Talvez não fosse mal que o(s) articulista(s) e o presidente da Omunga além de denunciarem, e muito bem, os problemas sociais, também deveriam se preocupar em tentar saber porque a Cidade está sem nomes de ruas e porque alguns edifícios de interesse público, como por exemplo, o Museu, é difícil de se dar com ele. E soube que está algures numa transversal na Restinga.

Como também sei de pessoas que têm encontrado artefactos que gostariam de dar ao Museu e desconhecem a sua existência!

30 setembro 2008

Dia da Quitandeira

(O Pregão da vendedora de milho; Tela de Tóia Neuparth)

Angola celebra hoje o Dia da Quitandeira.

Quantas ocasiões não foram elas, muitas vezes trôpegas e com enormes e pesadas kitandas à cabeça, que nos saciaram a fome e a sede com as suas frutas frescas e perfumadas recolhidas na penumbra do matinal cacimbo.

Quantas vezes suculentos abacaxis, maravilhosas espigas de milho, lindas laranjas, perfumadas pitangas, belas papaias, magníficas bananas, ou deliciosas mangas ou goiabas nos caíram nas nossas mãos ávidas da frescura que elas nos transmitiam esquecendo-nos das longas caminhadas já percorridas pelas, por certo, cansadas quitandeiras.

Associando-me a esta data relembro parte do poema de Luandino Vieira “Canção para Luanda”: E você / mana Maria quintandeira / vendendo maboques / os seios-maboque / gritando, saltando / os pés percorrendo / caminhos vermelhos / de todos os dias? / "maboque, m'boquinha boa / doce docinha; ou, então, propondo-vos uma leitura no Malambas do poema de Agostinho Neto “Quitandeira” ou "Névoas" de Namibiano Ferreira.

07 março 2008

Um interessante autocolante...

Segundo me constou, por e-mail recebido, este autocolante está a ser encontrado na maioria dos carros de Brasília e que está a ser disseminado por todo o Brasil.
Mas, pensando bem, um autocolante que pode também ser disseminado não só para o Brasil como para outras regiões do Mundo, onde pouquíssimos têm muitos milhões e milhões, sem nada, vêem pavões cirandar...
Isto será um sintoma claro que como o Povão anda a ver e olhar os políticos, sejam no Brasil ou em qualquer outra parte do Mundo. Penso que será altura daqueles começarem a parar para pensar... se souberem o que isso é!

04 outubro 2007

Prisão de Luanda em convulsão

Pela primeira vez em muitos anos, talvez desde o 27 de Maio, a Cadeia Central de Luanda viu uma tentativa de fuga em grande escala. Aconteceu no passado dia 1 de Outubro, mas só agora começa a ter desenvolvimentos com a criação de uma Comissão de Inquérito.
Segundo a Angop o caso resultou em 2 mortos e alguns feridos, entre os quais dois guardas prisionais. De acordo com o Angonotícias os mortos elevar-se-ão a cerca de 30 mortos, entre os presos.
Em qualquer dos casos alguma coisa não deve estar bem para se ter verificado esta anómala situação, por norma muito comum em cadeias superlotadas ou quando nela estão indivíduos cuja detenção é, no mínimo, estranha ou…
E mais anormal, para além de ser a horas estranhas (cerca das 20,30 horas) é o facto dos prisioneiros bramirem catanas, machados e armas de fogo – como é que elas entraram? – e, aqui não tão estranho assim, tubos metálicos.
Também inaudito o facto da polícia ter utilizado balas verdadeiras em vez de borracha para dominar os presos…