Apesar do governo moçambicano não precisar de ajuda (vejam apontamento aqui recentemente deixado) ainda assim o Estado português, através da magnanimidade da sua embaixada, ofertou ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) 25 (por extenso para se ler bem, vinte e cinco) tendas para ajudar a suprir a escassez de abrigos existentes nos centros de acolhimento de refugiados das cheias do Zambeze; cerca de 71.106 pessoas..
Apesar do sentido lamento do meu amigo Orlando Castro por Portugal só ter oferecido as tais 25 tendas sempre é mais que aquilo que os catalães da Agência Catalã de Cooperação para o Desenvolvimento (ACCD) e da Cruz Vermelha ousaram oferecer: cinco mil mantas, 3.000 lonas para tendas de campanha, mil "kits" de cozinha e 2.300 bidões de água de 20 litros cada.
É que as 25 tendas, são 25 tendas e já não precisam de ser montadas ao contrário das lonas catalãs…
E depois, nesta altura do ano, para que são precisas mantas se se está na época quente?
E para que são necessários os bidões? só pode ser para gozar! Então com tanta água à volta, para que haveriam os refugiados moçambicanos de suportar o peso de um bidão de 20 litros?
Que falta de sensibilidade catalã…
Orlando Castro propunha que os moçambicanos devolvessem as tendas para que Portugal protegesse os seus mendigos, principalmente nesta época de fortes intempéries e muito frio.
Por mim propunha que as devolvessem, sim, mas para acolher as dezenas de pessoas que, diariamente, vão para as bichas – perdão, filas – dos ainda abertos Centros de Saúde e Hospitais até serem atendidos em tempo útil!
Haja pachorra e depois não se admirem que a Lusofonia seja gozada face a estas simbólicas ofertas, porque quero acreditar que isto mais não foi que uma simbólica oferta até Portugal saber das reais necessidades moçambicanas.
É que eu ainda quero acreditar nas pessoas e na solidariedade!!
Apesar do sentido lamento do meu amigo Orlando Castro por Portugal só ter oferecido as tais 25 tendas sempre é mais que aquilo que os catalães da Agência Catalã de Cooperação para o Desenvolvimento (ACCD) e da Cruz Vermelha ousaram oferecer: cinco mil mantas, 3.000 lonas para tendas de campanha, mil "kits" de cozinha e 2.300 bidões de água de 20 litros cada.
É que as 25 tendas, são 25 tendas e já não precisam de ser montadas ao contrário das lonas catalãs…
E depois, nesta altura do ano, para que são precisas mantas se se está na época quente?
E para que são necessários os bidões? só pode ser para gozar! Então com tanta água à volta, para que haveriam os refugiados moçambicanos de suportar o peso de um bidão de 20 litros?
Que falta de sensibilidade catalã…
Orlando Castro propunha que os moçambicanos devolvessem as tendas para que Portugal protegesse os seus mendigos, principalmente nesta época de fortes intempéries e muito frio.
Por mim propunha que as devolvessem, sim, mas para acolher as dezenas de pessoas que, diariamente, vão para as bichas – perdão, filas – dos ainda abertos Centros de Saúde e Hospitais até serem atendidos em tempo útil!
Haja pachorra e depois não se admirem que a Lusofonia seja gozada face a estas simbólicas ofertas, porque quero acreditar que isto mais não foi que uma simbólica oferta até Portugal saber das reais necessidades moçambicanas.
É que eu ainda quero acreditar nas pessoas e na solidariedade!!
.
Adenda: E como já não bastasse as cheias o centro de Moçambique foi “atravessado” por um ciclone, o Favio, com ventos na ordem dos 180 km hora que obrigou os turistas do resort da ilha Bazaruto (distrito de Inhambane) a serem evacuados para a ilha de Inhaca, ao largo de Maputo (cerca de 600 quilómetros a sul).
O ciclone desloca-se para norte e deverá passar pela cidade da Beira esta madrugada devendo inflectir para o interior do país, para os distritos de Nhamatanda e Muanza e atravessar o Zambeze onde deverá perder parte substancial da sua força destruidora.
O ciclone desloca-se para norte e deverá passar pela cidade da Beira esta madrugada devendo inflectir para o interior do país, para os distritos de Nhamatanda e Muanza e atravessar o Zambeze onde deverá perder parte substancial da sua força destruidora.

