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09 setembro 2009

Miala hospitalizado de urgência?

(imagem de arquivo reconhida na Internet)

De acordo com o portal noticioso Club-K, e apoiando-se em informações de familiares, o general Miala terá sido hospitalizado de urgência num hospital de Luanda não explicando claramente os motivos embora o portal, citando a rádio Ecclésia, deixe como hipótese e causa-efeito uma eventual tomada de anti-palúdicos.

Ora o artigo deixa, precisamente no ar, acusações veladas de testes de medicamentos anti-palúdicos indianos em detidos angolanos. A ser verdade caberá às autoridades explicarem se os mesmos têm completa garantia sanitária e se os detidos deram o seu acordo aos referidos testes…

01 julho 2009

Isto não pode continuar a acontecer…

Casos como estes (ou seja, uma morte por falta, ou recusa?, de assistência) não podem continuar a acontecer num país que almeja ser potência regional e um “farol” em África.

É certo que o Ministro da Saúde, José Van-Dúnem já veio a terreiro manifestar a sua mágoa pelo ocorrido, mas isso não devolve a vida perdia nem, o mais grave ainda, impede que a doença que padecia pudesse, entretanto, ter se propagado a transeuntes por quem a desditosa e mãe passaram. É que, parece, a jovem padecia de meningite! E por falta de cama?!

É preciso recordar que Angola vai ser sede do CAN2010 – Campeonato Africano de Nações, em futebol, e que muita gente estará, nesta altura, com vontade de ir à terra da Rainha Njinga.

Mas, assim, quem é que pensa se aventurar quando um bem precioso, a saúde, está dependente de uns míseros Kwanzas para um transporte ambulatório?

E, além do CAN2010, Angola apronta-se para ser, pelo menos já se perfilou para isso, como um dos países limítrofes da África do Sul para acolher países que desejem preparar para o Mundial que vai acontecer em terras sul-africanas. Ora, como se sabe, atrás dos respectivos países vão sempre muitos apaniguados.

Como alerta a Ordem dos Médicos, há que responsabilizar quem deve ser responsabilizado. E, pessoalmente, não me parece que o pessoal do Hospital, em causa, tenha procedido, como procedeu de forma, tão leviana e extemporânea se não tivesse a percepção que poderiam ser, eventualmente, essas as ordens superiores.

Vamos aguardar pelos inquéritos e que eles não morram numa esconsa gaveta, eternamente!

E que, de uma vez, se começa a acabar com a “maldita” gasosa, já que parece que seria isso o que queriam para haver uma ambulância…

06 maio 2009

Uma estória para re(ver)...

(imagem ©daqui)

Passando por cima de qualquer publicidade ou subjugação e subserviência patriótica ou partidária e porque o texto de José Ribeiro, director do único diário luandense (e de Angola), o Jornal de Angola, parece transmitir mais do que uma simples estória normal mas uma alegoria sobre alguém muito próximo e porque é belo e tocante tomo a liberdade de o retranscrever. Até porque também o que é bom deve ser louvado!

"Com olhos de ver
Uma menina adolescente está cega de um olho e o outro está a perder faculdades. Ainda não tinha um ano quando uma “sombra” começou a apoderar-se do seu olho esquerdo. Depois surgiu uma bolinha branca que aos poucos foi crescendo e à medida que crescia, a menina ficava cega.
Quando chegou ao Ensino Secundário já tinha perdido a visão no olho esquerdo porque a bolinha branca cresceu muito. A menina ficou com medo porque começou a ver mal do olho direito. E quando se via ao espelho, o olho bom mostrava que no centro do olho doente já só existia uma mancha branca.
Vaidosa, como todas as meninas adolescentes, começou a esconder o seu belo olhar no chão. Tinha vergonha da sua enfermidade. Magoava-a mais do que não ver. É muito triste quando uma menina com toda a força e vontade de viver vai perdendo a visão antes de saber nada do mundo.
Um dia a menina pediu ajuda. Queria ir a um sítio qualquer, no mundo que lhe fugia dos olhos, para os médicos lhe restituírem a visão. Ela queria muito associar à frescura e alegria da juventude a luz dos dias de paz que Angola vive.
No estrangeiro as consultas são caras, as viagens caríssimas, as hospedagens ainda mais. Se Angola está em paz e já temos tantos hospitais, tantos médicos, tantos meios auxiliares de diagnóstico, pode ser que haja solução para a menina que quer ver o mundo com os seus olhos.
E a menina, numa madrugada serena, partiu para Benguela. Amanhecia quando passou a ponte do Kwanza. O sol ia alto quando na baía de Benguela-a-Velha, mais conhecida por Porto Amboim. Depois o Sumbe a fervilhar de vida e com os morros repletos de casas que desafiam a lei da gravidade. Na Canjala e seu mercado de estrada pediu para parar. Via o mundo desequilibrado e sentiu náuseas. Vomitou. A mãe disse que é frequente acontecer. E depois o Lobito, verdadeiro canteiro de obras.
Em Benguela, o Hospital Provincial, de cara lavada, tem uma unidade nova, inaugurada o ano passado pelo Presidente da República. Vai lá gente de toda a Angola procurar remédio para as suas doenças da visão. É uma clínica oftalmológica de ponta, ao nível do melhor que há no mundo. Estou a minimizar. É a melhor do mundo em afecto, em solidariedade, em amor pelo próximo. Uma equipa de bonitas e simpáticas médicas cubanas estava à espera da menina. Receberam-na como se fosse filha delas.
De sala em sala, de exame em exame, a menina chegou à frente de um especialista que olhou para ela e disse: - Cataratas! Mais exames, mais carinho, mais competência, mais amor. A menina, no dia seguinte, foi operada com as técnicas mais avançadas do mundo. À noite já se ria como todas as meninas da sua idade. Na manhã seguinte foi tirar o penso e descobriu que via do olho cego!
“Ainda vejo um bocadinho fosco, mas vejo”, disse a menina. Mas o olho que estava cego, via outra vez. As médicas cubanas tinham restituído à menina a luz do dia e a alegria de viver. De regresso a Luanda, pela estrada nacional, não voltou a vomitar. As náuseas acabaram.
Quanto custou a operação da Nareth? Nada. Ela e a sua família ficaram apenas com uma imensa dívida de gratidão para com a equipa médica. E a equipa médica diz que a dívida está paga, desde que os povos de Angola e de Cuba deram as mãos no combate comum pela dignidade e pela liberdade.
Angola tem uma clínica oftalmológica que está ao nível das melhores do mundo. Mas melhor do que o pessoal médico, técnico, de enfermagem, da recepção, da limpeza, da portaria, de toda a clínica, não há no universo. A Nareth tem um país onde é bom viver e onde é óptimo estar com olhos de ver. A clínica oftalmológica de Benguela é resultado do único milagre em que acredito: a solidariedade entre os povos e o respeito pelos seres humanos.
"

03 dezembro 2008

Mugabe está cada vez mais espartilhado, mas não desiste

Como já não bastasse a depauperada e desfalecida economia do país, que Mugabe acusa terceiros de serem os causadores, da enorme epidemia de cólera com milhares de infectados e centenas de vítimas, de um apego ao Poder inusitado com o apoio silencioso e cobarde de alguns países limítrofes e de alguns dirigentes políticos africanos, o Zimbabué vê as suas forças de segurança combaterem entre si.

No passado dia Mundial do Combate ao Sida em vez de todos se juntarem para combater esta doença,
Polícias e soldados da guarda pretoriana de Mugabe envolveram-se em confrontos.

A falta de dinheiro é um dos factores considerados considerado importante para a crise social e política do Zimbabué.

Mas como habitualmente, Mugabe acusa o Mundo que não lhe é afecto de ser o grande causador de todos os males da sua economia…

22 agosto 2008

Atenção aos corações... mesmo os Fortes

Apesar do atleta português Marco Fortes o ter dito, e assim sempre o interpretei, sob piada e como forma, talvez, de mandar a raiva da derrota para atrás das costas, que a manhã era para estar na caminha – anedota que lhe provocou imensos amargos de boca e um convite claro para abandonar a delegação portuguesa mais cedo – parece que, sem o saber, o atleta luso estava certo.
Segundo ouvi hoje num vídeo aqui publicado e repescado numa notícia da portuguesa RTP, a manhã é a pior altura do dia, aquele onde acontecem mais problemas cardíacos, podendo ir até
3 vezes mais que em outros períodos.
Talvez seja bom que os detractores e os “trombudos” e sorumbáticos, mas sempre “vencedores atléticos”, portugueses – por isso é que o COI português tem tantas medalhas olímpicas nas suas vitrinas – comecem a procurar entender melhor as piadas e não fazer logo juízos de valor e, também, talvez tomarem mais precauções de saúde…

24 abril 2007

Angola, a Malária de cair para 50%

(imagem daqui)

"Costuma-se a dizer quem não aparece é esquecido ou que os políticos gostam muito de ficar sentados à espera que os acontecimentos aconteçam para depois surgirem como heróis que conseguiram debelar o mal. Ou seja, em qualquer dos casos adormecem.
O Ministro da Saúde, Anastácio Ruben Sicato, parece querer fugir a esta regra.
Desde que deixou Lisboa que pouco ou nada – diria mesmo nada – se ouvia dele o que deixava no ar a ideia inicial que estava à espera que a fruta caísse de madura e pudesse regressar à sua actividade profissional: médico.
Pois parece que nada era mais incorrecto que esta perspectiva.
Ou talvez não.
Anastácio Sicato estava, de facto, a pôr em acção a sua actividade profissional – médico cuja o sentido é salvar vidas – só que em vez de um hospital ou numa clínica, em prole de todo um País. (...)" (continuar a ler acedendo aqui)
Parte do artigo de Opinião publicado no de hoje com o título "Angola quer atacar a Malária de vez" e tendo por base uma notícia hoje publicada na Manchete do Notícias Lusófonas.

09 fevereiro 2007

A entrevista de Sebastião Veloso ao Angolense: ou como se consegue governar sem poder…

(©foto daqui)
O demitido ministro da Saúde, Sebastião Veloso, concedeu uma entrevista ao Angolense onde, entre outros assuntos – ou como Orlando Castro escreve no seu Alto Hama verdades “duras (muito duras) mas inócuas” – alerta para o facto de estarem a se degradar ambulâncias novas que custaram caro ao erário público angolano só porque alguém não quer que as mesmas sejam distribuídas, como faria sentido, pelos municípios e por aqueles que as deveriam utilizar para transportar com dignidade e segurança, os doentes; ou, como Veloso afirma, em vez de irem em ambulâncias vão em cangulo...
Mas não é só esta uma das anomalias que Veloso encontrou no Ministério. De acordo com antigo Ministro um aparelho de ressonância magnética está por ser montado porque alguém poderá estar a ganhar muito dinheiro com o actual “status quo”; segundo parece do citado aparelho foi mandado parar a sua instalação porque o mesmo tem de ser montado e monitorizado por técnicos estrangeiros até que os angolanos aprendam. E quanto mais tempo os angolanos estiverem por aprender… mais os técnicos e quem os apoia, ganham!
Ou seja, não se deve fazer ondas. Será porque se deve seguir um ditado angolano que diz, mais ou menos, “se estiver na barriga de alguém, tem de estar quieto”? é que de acordo com a entrevista de Veloso quem comanda o Ministério não é o Ministro mas o vice-Ministro que, segundo Veloso, manda em 70% dos actos políticos do ministério.
Ora como um era da UNITA – e fazia importantes e claras promessas – e outro do MPLA, que se prestava a fazer chegá-las ao conhecimento da Cidade Alta...
Talvez assim se explique porque foi “despedido”.
Só não acredito é que o novo Ministro, Anastácio Sicato, um conceituado médico e um técnico que, ainda por cima, já conhece alguns cantos à casa, consinta, sossegadamente, esta situação…
Agora o que continuo a não entender é como se vão aconchegar, Ministros, vice-Ministros e Secretários de Estado, nomeadamente, estes dois últimos, na nova “salada russa” como lhe chama o Semanário Angolense.

Publicado no em 9/Fevereiro/2007 com o título ”As verdades de Sebastião Veloso ou como se consegue governar sem poder

02 fevereiro 2007

Angola tem novo Ministro da saúde?

De acordo com o Diário Digital, o hematologista Anastácio Ruben Sicato vai ser o novo Ministro da Saúde em substituição de Sebastião Veloso.
Conhecendo pessoalmente, como conheço o dr. Anastácio Sicato, creio que o presidente Eduardo dos Santos, apesar do outro "candidato" ser igualmente um nome credível para levar a bom porto a grande nau que é a Saúde, escolheu uma pessoa certa para este cargo, um cargo que já não lhe é estranho e que largou por razões políticas que quem com ele privou sabe que quase teve de o fazer.
A confirmar-se esta indigitação só posso desejar felicidades ao Dr. Anastácio Sicato nestas suas novas funções..

ADENDA: O Angonotícias confirma esta nomeação pela transcrição do Comunicado de presidência que informa també, a exoneração da actual vice-Ministra, Natália do Espírito Santo, e nomeação para o mesmo cargo, de igualmente uma senhora, Evelize Frestas. Já agora, e tendo em consideração que as últimas movimentações no Governo foram devidas ao facto de também começarem a ser nomeados Secretários de Estado nos diferentes Ministérios, quem são os novos Secretários na Saúde. Será que não foram nomeados por respeito ao novo Ministro e o presidente desejar concertar com ele a futura equipa da Saúde? Se assim for, e permitem-me que me mantenha céptico, já começa a haver certas mudanças, mesmo que tímidas.

21 janeiro 2007

Nova remodelação governativa em Angola

Mais uma remodelação no Governo angolano e, uma vez mais, com a chancela do Presidente da República. Substituiu Ministros e reimplantou as Secretarias de Estado
Uma vez mais se estranha que seja o presidente Eduardo dos Santos a determinar a saída e alterações dos membros do governo quando, constitucionalmente, a República de Angola é semi-presidencialista; ou seja, cabe ao Chefe do Governo, o primeiro-ministro, determinar essas alterações propondo-as ao Presidente da República que as aceitas, no quadro constitucional e institucional, ou as rejeita e propõe ao primeiro-ministro que apresente novos nomes.
Segundo uma notícia do portal AngoNotícias, uma das alterações que ocorreram no GURN, a exoneração do Ministro da Saúde, Sebastião Veloso, foi determinada pela Presidente que terá, segundo uma fonte da Presidência, avisado previamente o presidente da UNITA, Samakuva – o ministro foi indicado pela UNITA –, desta alteração e que o ministro exonerado também terá sido avisado pelo primeiro-ministro.
Acontece que tanto o porta-voz da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, como o ministro demitido – que tomou conhecimento oficial da sua exoneração quando estava a preparar a agenda da semana seguinte – afirmam que ninguém teve prévio conhecimento desta medida.
Não está em causa as alterações visadas, nomeadamente as do Ministro da Saúde. Reconheçamos que, por muito que tenha feito a nível da saúde, nomeadamente nos hospitais, como se infere pelos comentários anexos à notícia, situações houve que não deram um largo campo de manobra para o manter: desde logo ter sido uma segunda escolha, a UNITA terá proposto Carlos Morgado que dos Santos rejeitou; o deficiente combate à febre hemorrágica de Marburg, de início no Uíge e depois pelo país, com um saldo superior a 200 vítimas; a desautorização de um governador provincial aose permitir demitir, à revelia do ministro, o Director de um Hospital; o aparecimento de um novo surto hemorrágico grave, uma vez mais no Uíge, cuja identificação viral só agora foi possível, uma tifóide da família das salmonelas.
Independentemente das motivações que estarão por detrás desta exoneração, parece continuar a haver quem queira dinamitar as relações entre José Eduardo dos Santos e Isaías Samakuva.
Não me admiro que a presidência tenha querido avisar Samakuva como afirmam os serviços da presidência. Falta saber se o mensageiro não se enganou no destino…

04 janeiro 2007

Ano Internacional do Golfinho

(Dois dos maiores e mais correctos amigos do Homem;
imagem surripiada não me lembro aonde)
.
Não sei se sabiam. Cá por mim assumo o meu total desconhecimento deste facto.
Mas como não podemos evocar sempre o desconhecimento para continuarmos a estragar o que há nossa volta de melhor há, aqui fica o aviso.
Este ano de 2007 é o Ano Internacional do Golfinho.
Perguntar-me-ão, e que temos nós com isso? É mais um Ano…
Verdade!! Pelo menos, neste último facto.
São tantos, e na maioria dos casos, disparatados, os Anos Internacionais – tal como os Dias Internacionais ou Mundiais, como recordou e muito bem Brígida Brito – que a maioria ou nos passa despercebida ou nunca é lembrada, tal, como infelizmente, o que agora começámos a celebrar. E se deveria ser tido mais em conta não só por ser um animal que muito pode contribuir – e tem-no – para o bem-estar da Humanidade como é um animal muito querido das crianças e, porque não dizê-lo, dos adultos.
Desde muito pequeno, que os mais-velhos do meu país (kotas, secúlos, sobas) nos ensinavam que há alguns animais que nos indicam onde podemos estar descansados porque, aí, não há, ou quase nem se dá por ela, poluição: certos pássaros (como os papa-mamões), abelhas, borboletas e golfinhos.
E, acreditem, é uma verdade claríssima.

19 novembro 2006

MSF saiem de Angola

Quando em Angola se contacta um acréscimo de doenças tropicais, nomeadamente, malária, cólera, doença do sono, bem assim da tuberculose e do sida, recebe-se a triste notícia que os Médicos Sem Fronteiras – Angola era a maior da missão externa do MSF –, vão sair do país devido à falta de apoio do Governo de Luanda; belgas e espanhóis deverão sair já em Dezembro, suíços e holandeses até Junho de 2007.
Demos por terminada a nossa missão de emergência humanitária. Agora cabe ao governo de Angola, país rico em diamantes e segundo maior produtor de petróleo em África, responsabilizar-se pela saúde do povo, apesar de haver muita falta de serviços, de medicamentos e de infra-estruturas” assim o afirmou a responsável dos MSF, Erna Vangoor
Será que Angola já pensou que os vai substituir ou a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto consegue “produzir” médicos em cakulo e por isso a saúde pública em Angola vai estar precavida?
Ou será que como uma Universidade consciente e “humana” a Agostinho Neto sabe que tal não é possível e, por isso, Angola; também o ministro da Saúde, Sebastião Veloso, reconheceu que será difícil substitui-los por técnicos de saúde angolanos; pelo que não será uma tarefa nada fácil. Daqui que se pergunte se Angola vai receber mais brasileiros e chineses?
Se forem Médicos venham eles porque curandeiros e kimbandas temos bons e com fartura!!

16 novembro 2006

Angola vê OGE/07 aprovado e doenças a aumentar

Sem votos contra – a Unita e a FNLA abstiveram-se e os restantes votaram a favor – foi aprovado, em Luanda, o Orçamento Geral de Estado, para 2007, e o Programa Geral do Governo para o biénio 2007-2008, apresentado pelo actual Governo de Unidade e Reconstrução Nacional (GURN).
Apesar de pertencer ao GURN, (e, pelos vistos, parece que por muito mais tempo dado que as eleições nunca mais se realizam, embora o primeiro passo já esteja dado) a Unita, em termos parlamentares está entre os partidos oposicionistas.
Todavia, não podemos deixar de registar que os dois principais partidos oposicionistas não deixaram de fazer as suas críticas quanto a alguns pontos que consideram – e bem – ainda longe de estarem satisfeitos, nomeadamente, no sector da saúde.
Por alguma razão as doenças endémicas continuem a matar indiscriminadamente em Angola, enquanto postos de saúde se debatem sem fármacos.
O grupo parlamentar da Unita, liderado por Alcides Sakala, alertou para o facto dos dois documentos não contemplarem, devidamente, os interesses das populações urbanas e rurais, bem assim o combate à pobreza, corrupção, falta de emprego e transparência governativa estarem aquém do desejável.
Talvez porque as doenças endémicas continuem a matar indiscriminadamente em Angola, enquanto postos de saúde se debatem sem fármacos.
Já a FNLA propôs a melhoria do salário mínimo para a função pública (350 US dólares) e apontou o pouco progresso nos sectores da educação, habitação e saúde factos que levam ao progressivo aumento de endemias como a cólera, malária, sarampo, doença do sono, sida, tuberculose, etc.
Talvez, por isso, é que as doenças endémicas continuem a matar indiscriminadamente em Angola, enquanto postos de saúde se debatem sem fármacos.
Por sua vez, os outros grupos parlamentares (PRS e os que formam o grupo Misto) preferiram falar na descentralização financeira, na adopção de um salário mínimo condigno e invariavelmente na falta de água potável e electricidade que podem, conjugados, aumentar os índices de falta de salubridade pública.
Talvez, por isso, é que as doenças endémicas continuem a matar indiscriminadamente em Angola, enquanto postos de saúde se debatem sem fármacos.
Talvez por isso, e de acordo com Ana Fernandes, do Programa Nacional de Luta contra a Malária, citando o Ministério da Saúde, no ano passado verificaram-se 2,2 milhões de casos de malária que provocaram 12.702 óbitos.
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*(imagens retiradas daqui)
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ADENDA: Este texto foi publicada no portal "Africamente.com" sob o título "Orçamento para 2007"

Anorexia

Será que os espanhóis foram mesmo mais papista que o Papa?
O caso da modelo brasileira recentemente falecida e hoje largamente comentado e noticiado na Comunicação Social parece indicar que a entidade espanhola organizadora da Moda Madrid não foram tão exageradamente exigentes como alguns têm querido fazer crer.
Se a anorexia é grave a bulimia – tal como a obesidade – não lhe fica atrás.
Não será, por certo, com medidas radicais que se acabarão com estes extremos mas com uma educação cívica mais clara e uma atitude mais ponderada da OMS e um chamar de atenção das entidades empregadoras e agenciadoras da(o)s modelos.

03 novembro 2006

Se mais países aplicassem esta medida…

(às vezes são com instrumentos como estes, rombos, enferrujados e sem desinfecção que se pratica a excisão)

Um Tribunal norte-americano (saúde-se) aplicou uma pena de 10 (DEZ) anos de prisão a um indivíduo, de origem etíope, por ter excisado a filha, quando tinha dois anos e com um par de tesouras… A excisão é proibida nos Estados Unidos desde 1997.por ser um atentado aos Direitos da criança.
Um medida a se saudar mas que não deixa de ter críticos, conforme pude constatar numa reportagem televisiva onde uma mulher(?!?!) esperava que o tal indivíduo fosse justiçado, ou seja, pasme-se, libertado!!!!
A excisão, um costume praticado em muitos países, nomeadamente em África e em países islâmicos, em meninas quase sempre com idade inferior a dez anos, devia ser ainda mais penalizada.
Mas se falamos na excisão em meninas muito jovens, porque não falar, também, na circuncisão que, em certas culturas, o fazem quase em recém-nascidos.
Tanto um caso, como o outro, deveria ser um acto de livre vontade e só quando atingissem uma idade onde a vontade própria já pode ser considerada inimputável, chamemos assim.
Se mais países, em particular aqueles que apesar de penalizarem quase impedem as crianças de ser salvas, começarem a aplicar, como o Tribunal de Geórgia, penas deste tipo, provavelmente a excisão começará a decrescer radicalmente…

31 agosto 2006

A camada do Ozono

(imagem ©daqui)
Andávamos nós todos felizes e contentes a chatear o senhor Bush porque não permitia a redução de fumos e outros compostos para atmosfera que criava o chamado “efeito de estufa” e reduzia, também, a celebérrima camada do Ozono, fomentadora do não menos célebre “Buraco – não, não estamos a falar de Mateus, da celebrada falta de dinheiro e afins – do Ozono” e eis que vem a NASA estragar todos os nossos simpáticos planos de “martelar” a cabeça do “cóubói” e dizer que a camada está a recuperar.
Graxistas…
Bom! pelo menos parece que um dos protocolos já está a ter efeitos: o Protocolo Internacional de Montreal, de 1987. Já só falta o de Quioto.
Até quando?

12 maio 2006

A cólera, uma perigosa assassina das crianças angolanas

Um oportuno trabalho jornalístico do Notícias Lusófonas junto da UNICEF, em Angola, sobre a epidemia da cólera no país e o seu mortal impacto junto das crianças angolanas. Uma assassina que contribui, em larga escala, para os 18% da mortalidade infantil em Angola nas doenças diarreicas.
Oportuno, principalmente quando é o próprio bastonário da Ordem dos Médicos a questionar o tipo de ajudas que autoridades angolanas desejam do exterior.
Há que combater a Cólera por todos os meios e não esperar que as chuvas parem para estancar a doença.
Também não é com o fim da época das chuvas que o paludismo (malária) desaparece – responsável pela morte de 23% das crianças angolanas – e, também este, é transmitido por mosquitos, no caso, que povoam charcos, mangais e lagunas, a grande maioria criados pelas chuvas.
Será tudo uma questão de prevenção.
Prevenção da salubridade pública e privada. Para isso muito devem contribuir os meios de comunicação social.
Daí o meu contributo com a imagem acima, embora as mãos não sejam as únicas a serem lavadas. Também a fruta e os legumes devem ser bem lavados e a água purificada ou fervida.

10 abril 2006

A cólera em Angola

("Crianças brincando, ou sorvendo, no meio do lixo" uma das muitas fotos que Estevão LaFuente enviou para os órgãos de informação e que mostram o outro lado da riqueza angolana, retirada daqui).

De acordo com notícias de Angola e transmitidas pelos Médicos sem Fronteiras, Angola está a atingir o ponto de ruptura quanto à capacidade para receber e tratar doentes de cólera.
Segundo aquela organização, em informação prestada à RDP-África, directamente de Luanda, há já quatro províncias onde a pandemia está totalmente "implantada": Luanda, Bengo, Benguela e Kwanza Norte; onde já se registaram entre 3700 e 4000 casos confirmados e mais de 150 mortos.
Porque será? Será por causa de factos como os que mostram a fotografia?
Será por causa da deficiente confecção da comida, da falta de higiene, de alguns esgotos a ceú-aberto, ou terá sido por causa das chuvadas intensas que cairam em Luanda, na passada semana?
A presença dos empresários portugueses foi positiva e é de saudar. Mas não seria também de saudar se Sócrates tivesse levado apoio médico quando já se sabia que a epidemia da cólera estava a alastrar por todo o país? Deve se lembrar das dificuldades que a sua comitiva teve para se vacinar...

07 abril 2006

Dia Mundial da Saúde

Em África a saúde continua a ser o parente pobre dos inúmeros Governos nacionais.
O Sida, o paludismo/malária, a cólera são endemias para as quais não se vislumbra um fim. A seca mata milhares na zona do Sahel.
Seis mil pessoas morrem diariamente em África com Sida, mas nem por isso certos governantes permitem que sejam dados retrovirais ao seu povo;
A morte por paludismo (malária), em África, representa cerca de 80% dos mortos mundiais, num universo de 1 milhão de mortos/ano, custando à economia africana cerca de 12 mil milhões de USDólares;
A UNICEF avisa que, na CPLP e nos próximos quatro anos, devido ao Sida o número de crianças órfãs deverá aumentar cerca de 25%.
Em Angola, a cólera que já afectou cerca de 3700 pessoas, matou 155.
Moçambique, regista cerca de 320.000 crianças órfãs de pais vítimas de sida, sendo que 80.000, serão já portadoras da doença.
Na Guiné-Bissau, por causa do Sida, a constante falta de médicos leva as populações acorrerem à medicina tradicional, às ervas e aos irãs.
No Níger cerca de 300 mil pessoas poderão morrer devido à “endémica” falta de água
Estes, são exemplos como outros mais que se poderia aqui deixar neste Dia Mundial da Saúde.

15 março 2006

José Sócrates em Angola… sozinho?

Pois segundo que parece é o que poderá acontecer ao primeiro-ministro português na visita oficial a Angola.
Segundo o matutino português Correio da Manhã a comitiva do Chefe de Governo português poderá ficar em terra caso se mantenha a inconcebível situação que está a acontecer com os serviços de vacinação lisboetas.
Ora, de acordo com aquele órgão informativo, Lisboa deixou esgotar o stock de vacinas contra a febre-amarela não sabendo quando o mesmo será reposto. Segundo parece só o Porto e Faro ainda mantém algumas vacinas (além de Angola, também São Tomé e Príncipe carece da respectiva dosagem). Por esse facto, a Direcção-Geral de Saúde propõe aos viajantes que desejem deslocar a Angola que mudem as suas férias.
Ora aí está uma coisa interessante.
Os funcionários da DGS portuguesa devem ter a faculdade de mudarem de períodos de férias sempre que quiserem ao contrário de outras pessoas. Mas, também esquecem, que as viagens para Angola – e felizmente cada vez mais – são de ordem económica e não de prazer. Se isto é com a febre-amarela nem quero pensar se houver a pandemia da gripe aviária. Agora começo a entender o porquê dos 100.000 fundamentais…

30 novembro 2005

Doentes graves africanos depositados em pensões obscuras*

*Título do Público
"Os doentes dos PALOP com cancro, insuficiência renal e outros diagnósticos graves, transferidos para Portugal ao abrigo de acordos de saúde, são instalados em apartamentos repletos de baratas e ratos, sem quaisquer condições de segurança e conforto. Muitos deles marcados pela morte prematuramente, vêem-se abandonados nos seus quartos imundos, húmidos e escuros, longe do seu país, longe de Portugal, longe da vida.
A embaixada de Cabo Verde, responsável por mais de 90 por cento destes alojamentos, admite a situação, mas lamenta não ter meios financeiros para propiciar melhores condições. "A escolha é dramática", afirma o responsável diplomático em Lisboa. "Ou tentamos que estas pessoas se curem, passando por este suplício, ou deixamo-las morrer em Cabo Verde.
"
O artigo poderá ser lido, na íntegra, clicando no aqui.
Se estes são os acordos que os PALOP celebram com Portugal...
Ou como afirmava, no fim da reportagem, uma caboverdiana "Nós viemos para ser tratados, não para ficarmos ainda mais doentes. Fomos enganados. Na viagem para aqui, disseram-me que esta pensão até era das melhores."
Não há quem proteja e defenda a dignidade humana?