08 julho 2011

F.C.Cabinda – Petro Luanda em Cabinda, mas...

(imagem chimunada do JDesportos)

Na 16ª jornada, a primeira da segunda volta do Girabola, o Petro Atlético de Luanda desloca-se a Cabinda para jogar com o Futebol Clube de Cabinda e quer jogar no Estádio Nacional de Chiazi e não no do Buço Mabele, em Buco Zau, porque afirmam que para "se chegar a este recinto é preciso escolta policial por razões de segurança. O estádio de Buco Mabele localiza-se há duas horas de distância em relação a cidade de Cabinda", a norte desta cidade-capital da província (in: Jornal de Desporto, de hoje).

Mas então não está a província de Cabinda totalmente inserida na segurança nacional como é apregoada por quem manda e o que, por vezes, ocorre são actos esporádicos e sem importância?

Talvez seja altura, ou talvez - e uma vez mais, o desporto a ajudar - se deva realmente olhar para o caso da província com olhos mais bem abertos e sem pruridos ou indefinições políticas.

É que assim, de certeza, ganha a Democracia e ganha o Povo!

Sudão do Sul, o 53º Estado africano

Às 0 horas locais, 22 horas de Angola, de 9 de Julho, nasce a 193ª nação mundial e 53ª a nível africano – embora a União Africana também reconheça a Rep, Saauri Democrática, pelo que alguns falam em 54ª –, denominada República Sul-Sudão ou Sudão do Sul ou Sudão Meridional (Janūb as-Sūdān, em árabe), com capital, e principal cidade, em Juba.

O novo País resulta do Tratado de Naivasha (Comprehensive Peace Agreement), de 9 de Janeiro de 2005, e do referendo de 9 e 15 de Janeiro do corrente ano, quando cerca de 98,8% dos eleitores recenseados votaram a favor da secessão da parte norte do Sudão, ocorridos após a 21 anos de guerra civil entre o norte, islamita, e o sul, cristão e animista.

Um conflito, que causou mais de 2 milhões de mortos e começado em 1983 quando o Governo de Cartum impôs a sharia (a lei islâmica) em todo o país.De notar que o Sudão, já reconheceu, ainda antes da independência oficial, o novo Estado, sublinhando, e isso é importante devido à questão do rico enclave de Abyei, pelas fronteiras de 1 de Janeiro de 1956”.

Mas não é só na região de Abyei – onde se encontram a maioria dos 75% das reservas de petróleo de todo o Sudão – que se registam as maiores preocupações internacionais com a estabilidade do novo Estado. Também na de Kordofán do Sul, situada a norte daquela e onde se encontram as restantes reservas sudanesas, ocorrem distúrbios que os dois Estados terão de resolver com vista a evitar possíveis conflitos fronteiriços que colocarão em causa a estabilidade – pouca, reconheça-se – tanto da região como do próprio continente e com naturais reflexos, em outros países onde questões de secessão se colocam com singular acuidade e, por vezes, bem sanguífero.

E não precisamos de ir muito longe…

Mas são grandes os desafios com que irá defrontar o novo País. Desde logo a enorme pobreza – apesar do seu potencial energético e de que a China é o principal cliente – mas também a demarcação final das fronteiras, o desenvolvimento de uma constituição, a gestão dos recursos naturais, a partilha da dívida e as receitas do petróleo, bem assim o estabelecimento de serviços básicos fundamentais, como são a saúde, a educação, ou desnutrição por que passa a maioria das populações daquela região incluen-se a Etiópia, a Somália e o norte do Quénia).

A comunidade internacional que tanto lutou para que o Sudão se dividisse tem aqui uma palavra importante a dizer.

Alguns dados do novo País:

Capital: Juba;
Área: 619 745 km²;
População: cerca de 8,3 milhões;
Línguas oficiais: árabe, inglês e alguns idiomas locais, como por exemplo dinka, nuer, zande, bari ou o shilluk;
Presidente: Salva Kiir Mayardit;
PIB: cerca de 5% (2010 estimado)

NOTA: Quando escrevi este apontamento tinha a sensação que seriam 53 os países africanos já existentes. Porque, como qualquer ser humano também tenho lapsos, ou esquecimentos, quis confirmar essa ideia e acedi ao portal da União Africana e contava-se lá 54 Estados, incluindo a República Saauri Democrática. Pois esqueci-me de um facto importante: o Reino de Marrocos não está na União Africana, tendo saído da antiga OUA precisamente porque esta aceitou a integração dos secessionistas saauris na organização.

Assim, rectifico e a República do Sul-Sudão é, efectivamente, o 54º Estado africano oficial!

07 julho 2011

Agência de notação coloca a Europa sob fogo

Uma das três principais agências de notação (ou ratings), a Moody's – as outras duas são a Standard & Poor’s e a Fitch – colocou Portugal na classe «lixo» (junk).

O ministro das finanças alemão critica o oligopólio destas empresas rating, que por acaso são norte-americanas, mas não apresenta como diminuir o seu impacto na economia global.

Até porque as empresas de rating foram acusadas de nada terem previsto por quando da crise de 2008, com a falência do banco Lehman Brothers, também ele norte-americano.

Pessoalmente, e conhecendo o que conheço destas empresas – talvez por antiga deformação profissional – acredito que previram mas preferiram omitir para, com isso, obter mais dividendos sabendo que a sua credibilidade estaria intocável, como se vê, quando os países e as empresas que os contratam fazem-no a preços elevadíssimos...

E sabendo que as ratings só notam os países e empresas que lhes pagam para isso não seria mais cordato os europeus abandonassem todos, e a uma só voz, as empresas de rating?

É que com a crise que parece “reinar” na dívida norte-americana, e por extensão, no dólar, não me parece que sobrevivessem sem os euros da Europa!!!

Por que com a crise do dólar e do euro quem está a ganhar é o ouro – que vai em preços recordes – e, com este, os que andam a investir fortemente nele, como um certo país que parece mostrar ter mais em caixa do que realmente terá para manter uma certa influência económica…

04 julho 2011

Cartune do Jornal de Angola 1

Como às vezes um cartune simples pode dizer tanto e tão incisivamente
in: Jornal de Angola Online

Girabola 2011 no final da 1ª volta

Terminou ontem a primeira volta do Campeonato Nacional de futebol de Angola, vulgo Girabola, de 2011 com a liderança, talvez um pouco surpreendente, do Kabuscorp do Palanca.

De salientar se positivamente há a liderança do Kabuscorp, pela negativa a deficiente primeira volta do campeão Interclube, embora só na última jornada deste primeiro ciclo tenha perdido pela primeira vez e frente a um dos últimos e em casa, e os dois últimos lugares das duas equipas que vou acompanhando, a do Benfica de Luanda, a minha equipa do coração e de quem já fui sócio, e a da Académica do Lobito, a da minha cidade.

Eis os resultados e classificação ao final da 15ª jornada, termo da primeira volta.

Progresso - Petro de Luanda, 0-0

ASA - 1º de Agosto, 0-0

FC Bravos do Maquis – 1º de Maio de Benguela, 3-0

FC de Cabinda – Recreativo do Libolo, 1-0

Interclube - Benfica de Luanda, 0-1

Recreativo da Caála - Académica do Soyo, 1-1

Académica do Lobito - Sagrada Esperança, 1-0

Kabuscorp -Santos FC, 1-2

Classificação:

Kabuscorp----------------------30 pontos

2º Petro Atlético de Luanda--------27

3º Recreativo do Libolo------------24

4º 1ºde Agosto--------------------23

5º Interclube-----------------------22

6º Bravos do Maquis--------------20

7º Santos FC----------------------20

8º 1º de Maio de Benguela---------19

9º Progresso do Sambizanga-------19

10º Sagrada Esperança------------18

11º ASA--------------------------18

12º FC de Cabinda----------------18

13º Recreativo da Caála-----------18

14º Académica do Soyo-----------17

15º Benfica de Luanda-------------16

16º Académica do Lobito----------12

Fonte ANGOP

03 julho 2011

Marrocos referenda reformas constitucionais

Na passada sexta-feira, 1 de Julho, mais de 98% dos cerca 73% dos 20 milhões de eleitores marroquinos, que foram às urnas para o Referendo à nova Constituição da nação, tocante às reformas sugeridas pelo monarca Mohammed VI, aprovaram a sua implementação.

A nova Constituição vai significar um decréscimo dos poderes do monarca que deixa de ser considerado “sagrado” pela nova Constituição, mas mantendo sua liderança religiosa como “Comandante dos Crentes” e um reforço significativo dos do primeiro-ministro (que passa a denominar-se “Chefe de Governo”) bem como uma ampliação da influência do parlamento, além a consagração da separação de poderes, a que se junta o reconhecimento do “Amazigh” como segunda língua oficial.

Além disso, a nova Constituição ressalva e indicia a promoção da “preservação da cultura Hassani”, ou seja, saariana – uma forma de cimentar a ocupação –, bem como passam a ser consagrados os direitos humanos de forma mais abrangente, constantes tanto no art º 19 com o estabelecimento da igualdade de género, a nível “civil, político, económico, social, cultural e ambiental”como no art º 22 que proíbe todo o “atentado à integridade física ou moral” de qualquer pessoa, bem como a tortura que passa a constituir crime punido por lei.