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05 fevereiro 2007

E agora Timor?

Mari Alkatiri viu o seu processo judicial arquivado por falta de provas, pelo Procurador-geral da República (PGR) tendo já dito que espera um pedido de desculpas de Xanana e Ramos Horta.
Perante estes novos factos, quais serão, agora, as posições do primeiro-ministro Ramos Horta e do presidente Xanana? E, mais importante ainda, da Austrália, um dos seus mais encarniçados “acusadores”?
E se, face a este novo desenvolvimento, Alkatiri concorrer, como o já terá dado a entender, às presidenciais, pela Fretilin, em 9 de Abril próximo, como se posicionará o primeiro-ministro Ramos Horta perante este partido, apesar de já dele se ter desvinculado?

20 dezembro 2006

Processo contra Alkatiri arquivado

Uma vez mais Timor-Lorosae mostrou quanto Portugal foi (tem sido) um bom professor e formador.
Pelo menos no que à Justiça diz respeito. O antigo primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, viu o arquivado processo que dizia respeito à distribuição de armas pelos civis.
Lá, como em Portugal, os arguidos nunca conseguem fazer provar a sua inocência.
Lá, como em Portugal, quando o Ministério Público não consegue provas substantivas e qualitativas contra os arguidos impede-os de, em Tribunal, provarem a sua inocência e, por extensão, a clara incapacidade do Ministério Público em provar os factos.
Lá, como em Portugal, quando isso acontece, arquiva-se um Processo ficando o arguido com a sempre suspeição de… seria, ou não seria culpado? se arquivaram foi porquê? por não encontrarem provas… então ele pode não ser inocente…
Meus senhores, por uma vez, deixem de arquivar processos e permitam aos arguidos saírem dos Tribunais acusados ou inocentados.
Acabemos, de vez, com a tendência em deixar a Espada de Demóstenes nas cabeças dos arguidos, ou seja, a eterna manutenção da suspeição.

06 julho 2006

Timor, Alkatiri, Austrália e Petróleo

Alkatiri diz que a sua demissão se deveu a «uma conspiração orquestrada» dos australianos e por arte dos media e alguns políticos australianos por «não gostarem» do modo como ele tratou as negociações sobre o petróleo do Mar de Timor e como defendeu – bem ou mal, só o tempo o dirá – os interesses de Timor-Leste.
Porque é que não me surpreende?
Mas já me surpreende que as armas que o chefe do Esquadrão da Morte, Vicente da Conceição "Railos" , diz terem sido fornecidas por Rogério Lobato e, eventualmente, por Alkatiri, para serem utilizadas contra os adversários deste, só sejam entregues daqui as uns dias, mais especificamente, a 11 de Julho.
Se a situação está quase normalizada e Xanana Gusmão tem conhecimento destas armas e de quem a possui porque é que tão tarde, algumas semanas após a quase regularização da situação no país, as armas serão entregues. Enquanto isso o major Alves Tara, um oficial das forças armadas timorenses que abandonou em Maio a cadeia de comando, e que é o coordenador-geral da auto denominada Frente Nacional Justiça e Paz (FNJP), já entregou as que tinha em posse aos militares australianos.
Não há dúvidas que Timor-leste, Alkatiri, Austrália e Petróleo é um senhor cocktail…
Há coisas que realmente não se entendem… Será?!?!?!...

26 junho 2006

Alkatiri demite-se…

(e quem ri no fim?)
…e o presidente Xanana, muito altruistamente, aceita o pedido de demissão, com efeitos imediatos – não fosse o premiê arrepender-se do acto – e convoca o Conselho de Estado para “garantir o bom funcionamento das instituições democráticas e uma gestão eficaz da crise nacional enfrentada” por Timor-Lorosae.
Mas, será que alguém entende estes muadiés?
Mari Alkatiri apresenta a sua disponibilidade para resignar e o partido não só não aceita como pede a Xanana para se manter no poder e no dia seguinte – um Day After – Mari Alkatiri apresenta a demissão a Xanana que aceite com efeitos “a partir de hoje”.
Resultado deste campeonato asiático-oceânico:
Austrália 1 – Selecção de Timor-Lorosae/ONU/Portugal/CPLP 0000000000 (é o que valem!!!!!)
E quem garante a estabilidade do povo timorense?
Bem razão tem João Craveirinha num seu comentário aqui deixado.
Esperemos pelo novo Day After e pela nova língua oficial de East Timor!!!!

ADENDA:
Nem de propósito, e tendo como ponto de partida - para esta adenda, note-se - os comentário que escrevi ao lado da foto acima, proponho-vos uma leitura atenta à interessante reflexão que Orlando Castro, muito pertinentemente, faz na sua rubrica Alto Hama, no Notícias Lusófonas, sob o título "Austrália apaga Timor do mapa".

23 junho 2006

Mari Alkatri vai resignar?

(não percebem que há certos amigos inoportunos)

Assim parece ser, de acordo com notícias que são dadas como veiculadas por Ramos Horta ao meio diplomático e ONG’s; segundo Horta, o premiê Mari Alkatiri vai resignar do cargo devido às pressões internas externas – mais estas, que aquelas, – que tem sofrido e para o partido, Fretilin, – a que Ramos Horta pensa voltar – recolha, de novo, a confiança do povo timorense.
Pode-se dizer que foi mesmo um “Ai k tiro” de Xanana!!!
Se isto for o melhor para o país, então que o seja, mas…
Só espero para ver o que vi fazer a nova potência neo-colonizadora.
Ah! E pelo que se consta, o sempre pronto para premiê, poderá ter sido ultrapassado por uma senhora, a Ministra de Estado, Ana Pessoa, e por proposta, parece do próprio Alkatiri.
É mesmo um grande “Ai k tiro”!!!!
Ah” e alguém ouviu, ultimamente, o MNE português? Uf!! mas “Ai k tiro” no porta-aviões “CPLP”!!!!

22 junho 2006

Timor-Leste, ou ele ou eu

(Xanana ou Alkatiri, quem ganha? © foto daqui)

Não há dúvidas que muito bem vai Timor-Lorosae quando um presidente ameaça, publicamente, apresentar a sua demissão caso o primeiro-ministro não se demita.
Mas será que a Constituição timorense não dá esse poder ao presidente para este esperar pela demissão do premiê?
É que as acusações apresentadas, nomeadamente no que toca à compra de congressistas – e algumas foram publicamente manifestadas antes e durante o Congresso da Fretilin ao ponto de haver candidatos que não se assumiram e outros que se retiraram – são mais que suficientes para terem uma tomada de posição clara de Xanana, gostemos ou não.
E o Conselho de Estado parece ter dado esse poder ao presidente.
Daí que se estranhe este ultimato público de “ou ele, ou eu”.
A quem interessa, realmente, este desassossego em Timor-Lorosae?
Por outro lado, espero que isto não seja também uma clara disputa entre o cristianismo (a que pertence a maioria da população timorense e pela potência que a quer dominar) e o islamismo (que é professado pelo premiê).

26 maio 2006

Instabilidade ou necessidade de afirmação?

© "Tão felizes que nós éramos"; foto de arquivo do JN

O que realmente se passa em Timor-Leste?
Há instabilidade como os actos das últimas semanas nos querem fazer crer ou, pelo contrário, uma luta de clãs consubstanciada nos pseudo-grupos Leste/Oeste (lorosae/ loromonu), como alguns parecem ter interesse em acentuar, ou uma clara falta de autoridade governativa – dois ou três elementos para o mesmo poleiro – que já levou o presidente Xanana, através, de terceiros deixar entender que não acredita no actual Governo e assumir directamente o contacto com as forças estrangeiras de interposição?
Quem mandou militares fazerem o papel de polícias e provocar mortes entre civis?
Quem está a ordenar a morte de familiares de polícias?
Porque Xanana e Ramos Horta tiveram contactos com os “revoltosos” sem que nada houvesse e fossem estes a solicitar a presença de forças estrangeiras, contra a inicial vontade de Alkatiri, e só agora realmente essas forças chegaram?
E porque há diferenças assinaláveis entre a atitude do presidente Xanana, conciliador, e o primeiro-ministro Alkatiri, que parece estar em bicos de pés exigindo o reconhecimento de uma unidade governativa – que não parece haver; Horta fala de uma forma que é corroborada pela mulher de Xanana, a australiana Kirsty Sword , e o ministro do Interior anda “desaparecido” – e de uma coordenação com a presidência sobre uma segurança que, mais não é que uma falácia.
E já agora, porque é que esta crise se acentuou depois do Congresso da Fretilim de votações por mãos no ar?
E porque é que os australianos e os neo-zelandeses enviaram uma força de cerca de 1300 homens fortemente armados para subjugar cerca de 50 homens revoltados* e, segundo parece, deficientemente armados?
Será que o petróleo timorense que abastece Austrália está em perigo? Ou será que os australianos pensam que uma mudança radical do actual governo poderia questionar, uma vez mais, o Timor Gap?
E quem agradará esta instabilidade?
Iremos ver uma nova colonização timorense, se bem que encapotada?
Pois!! Tantas perguntas e ainda nenhuma resposta plausível. Nem a inicial.
O que se passa em Timor-Leste? Instabilidade ou necessidade de afirmação?

Adenda: Muita desta matéria sobre a questão timorense pode ser lida no Notícias Lusófonas e no Jornal de Notícias.

*Adenda2: Pelos vistos o grupo inicial de 50 militares já vai em 600... porque será?

20 maio 2006

Alkatiri reeleito na Fretilin

Mari Alkatiri foi hoje reeleito secretário-geral da FRETILIN com 97,1 por cento do voto dos cerca de 560 delegados presentes no congresso decorre em Díli e, por exclusão, mantém-se como primeiro-ministro de Timor-Leste. (com base numa notícia do Notícias Lusófonas)
Ou seja, baralhou-se e voltou tudo a ficar na mesma.
Também quem esperava de um Congresso em que tudo foi decidido por “braço no ar” e, ainda por cima, com contagens por distrito a distrito?
À boa maneira socialista Alkatiri, nas suas primeiras declarações mostrou-se emocionado com a sua reeleição porque fundamentalmente “se trata de uma vitória que demonstra a confiança do povo e dos militantes da FRETILIN”. Ou seja, o povo é Fretilin e a Fretilin é o povo maubere.
Agora se entende porque houve a mãozinha no ar. Estava tudo em família.
Tudo, não! Tudo menos José Luís Guterres, embaixador de Timor-Leste em Washington, chefe da missão timorense na ONU e inicial candidato à chefia do partido que abdicou da candidatura quando o pré-Congresso decidiu-se pela mãozinha no ar. E viva a Democracia…

ADENDA (21.Maio.2006): Aproveitar para felicitar o povo timorense por mais um aniversário que hoje decorre pela independência - o 4º ano - e desejar que este período crítico não seja mais que um parágrafo na História que o povo maubere está a construir e que tão breve quanto o possível possa, enfim, afirmar que já não é o país mais pobre da Ásia e Oceania.

10 maio 2006

Quem é que tem razão?

O primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri diz que o país está calmo e o que houve foi, tão-somente, uma crise passageira; o que aconteceu foi um grupo de jovens que criaram problemas e aos primeiros tiros para o ar fugiram; daí que Timor-Leste não é o Iraque e que está tudo bem com a população de Dili toda em casa excepto 25 mil pessoas, num universo de 260 mil habitantes, que fugiram (ver entrevista na revista Sábado, ed. 106 de 11-17 de Maio, pág 71).
Já o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Ramos Horta, solicitou ao Secretário-geral Koffi Annan ajuda militar para restabelecer a ordem, de preferência soldados portugueses da GNR que merecem respeito e simpatia da população timorense…
Se isto é em Timor e com timorenses, o que dizer dos ministros portugueses e sobre a mesma questão.
O primeiro-ministro Sócrates garantia ao meio da tarde de hoje que ainda não teria havido alguma solicitação do Governo de Timor-Leste para o envio de militares da GNR; por sua vez, o seu número 2, o ministro do Estado e Administração Interna, António Costa, revela que já chegou um pedido informal, embora ainda não haja “decisão nenhuma sobre a matéria neste momento”, que Portugal está a trabalhar em diálogo com as Nações Unidas e com o Governo de Timor-Leste e quando houver uma decisão será tornada pública.
Alguém não está a dizer a verdade toda ou, pelo menos, não se entendem… e tudo isto acontece quando as NU se vão reunir para decidirem se prorrogam a sua permanência naquele país dos antípodas que quer ser asiático, mas que está sob vigilância atenta dos australianos.