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29 setembro 2011

Xanana não gosta de questões pertinentes?

Segundo o matutino português “I ”o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, terá ontem abandonado uma reunião, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com timorenses que estão a estudar em Portugal, pouco depois do seu início.

Segundo aquele matutino, Xanana saiu logo após um seu compatriota ter afirmado que “os discursos de ocasião são bonitos [mas] o que é preciso é uma política de educação

Pelos vistos o senhor primeiro-ministro e antigo herói nacional maubere não gosta, ou não está habituado, a ouvir certas verdades.

Vai sempre a tempo…

11 fevereiro 2008

Muitas dúvidas e poucas certezas...

Timor-leste acordou hoje sob o espectro de um eventual atentado – leia-se Golpe de Estado(?!) – contra as principais figuras do Estado timorense. E segundo quase todas as fontes externas, o responsável principal por este acto tresloucado e cobarde teria sido o renegado e fugitivo antigo líder da Polícia Militar, o major Alfredo Reinado.
Não se contesta nem se duvida dos atentados que o presidente Ramos-Horta e o primeiro-ministro “Xanana” Gusmão foram alvos. Nem tão pouco se duvida que o presidente tenha sido atingido durante o atentado. Tal como não se duvida que o major Reinado possa ter sido recolhido morto – não dizemos que tenha sido morto – no local do atentado ao presidente. E não afirmado que tenha sido morto porque há muitas contradições neste duplo atentado.
Por um lado, enquanto o presidente foi alvo de um atentado à sua residência quando estava fora dela (de acordo com Xanana o presidente Ramos-Horta estava a fazer os seus exercícios físicos fora da residência), tendo decidido voltar para esta em vez de se pôr a salvo, o que parece querer demonstrar uma falta gritante de conhecimento dos problemas sociais do país, o que não queremos crer, mas que não previa algum tipo de ataque à sua pessoa, o chefe de Governo, “Xanana” Gusmão era alvo de uma emboscada quando regressava a Dili, levado a efeito por um segundo líder, o tenente Salsinha.
E todo este imbróglio, segundo fontes externas, teve como responsável o renegado e foragido major Reinado!
Ora, é aqui que começam as contradições.
Sabe-se que tanto Ramos-Horta como Xanana “protegiam” o major Reinado de eventuais tentativas de detenção que a polícia das Nações Unidas e um juiz do Tribunal timorense tentaram levar a efeito.
Por outro lado sabia-se que nem os australianos, nem as forças internacionais da ISF faziam alguma coisa para deter o renegado e foragido antigo líder da Polícia Militar porque nem Ramos-Horta e, também, nem Xanana o permitiam. Realce-se que ainda há poucos dias Reinado numa “entrevista” acusava Xanana de ser o principal responsável pela situação e ameaçava-o de, caso fosse detido e julgado, “levar” Xanana com ele e solicitava à ONU que demitisse o Governo de Xanana e entregasse o poder a Ramos-Horta. E Xanana chegou a afirmar que Reinado não era “ uma ameaça real à estabilidade de Timor-Leste”.
Logo se o major Reinado queria que o poder fosse para Ramos-Horta, e como relembrou hoje Mari Alkatiri, começava a haver um consenso de estabilidade no país, como se justifica o atentado e sob as ordens de Reinado.(…)” (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na Manchete de hoje do , sob o título “Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas

10 fevereiro 2008

Atentado a Ramos-Horta?

Segundo notícias veiculadas nas televisões portuguesas e a partir de telex da Reuter e da Lusa o presidente timorense Ramos-Horta terá sofrido uma emboscada, em sua casa(?) sofrendo ferimentos no estômago.
Ainda de acordo com as tais notícias o líder da eventual emboscada teria sido o major Reinado que foi abatido.
Por mim e sem querer pôr em causa a notícia e apesar de ser de domínio público que Reinado não morria de amores por Ramos-Horta era neste que mais “apoio” encontrava; relembremos como por mais de uma vez Ramos-Horta se encontrou com Reinado e como impediu um juiz de fazer cumprir um mandado de captura. Por outro lado, já a sua “aversão” a Xanana era quase proverbial.
Por esse facto é um pouco estranho este eventual atentado e com ele como líder. Mais estranho que tenha sido a única vítima mortal no tal ataque.
Um atentado a Ramos-Horta com ferimentos no “protector” e a morte do “protegido”…
Porque seria? Uma estória um pouco mal contada e cujo desfecho parece agradar mais a estranhos que aos timorenses!
.
NOTA Complementar: Segundo o correspondente da RTP em Dili também Xanana terá sido alvo do atentado o que complica mais este imbróglio. Ora se Ramos-Horta estava em casa e o atentado foi ao princípio da manhã como Xanana estava também lá? Ou terá sido que o "atentado" iniciou-se na casa de Xanana e acabou na de Ramos-Horta?
E porque é que os australianos que estão, pretensamente, a proteger os dois estadistas estavam tão distraídos para deixarem aproximar dois carros aos tiros?
Ou será que o que parece mentira será mais uma verdade encoberta e este eventual duplo atentado vai mais longe do que parece?
e como é tão interessante que em vez de serem as autoridades timorenses a falarem seja o ministro do exterior australiano que irá falar, segundo afirmou o Governo aussie, que está acompanhar a situação.
Um enredo muito hollywoodesco para ser levado tão levemente...

06 agosto 2007

Ramos-Horta quer incendiar o país?

(os apoios pagam-se...)
Utilizando da sua excelsa prorrogativa como Chefe de Estado, interpretando a Constituição “à la lettre”, mas desprezando a vontade popular, não medindo as consequências do acto e apesar de ter dito que queria um Governo de consenso, José Ramos-Horta depois de tantos adiamentos acabou por fazer aquilo que já há muito se previa e que melhor seria se tivesse logo feito evitando este período de lapso de tempo que não interessa a ninguém e que só atrasou a feitura do Governo.
Ou seja, Ramos-Horta decidiu-se por chamar “Xanana” Gusmão para
formar Governo sem Fretilin e, pelos vistos, já sem um dos seus iniciais apoiantes na Aliança para a Maioria Parlamentar (AMP), coligação formada após as eleições entre a CNRT e três dos partidos mais votados com assento no Parlamento.
Só que um governo da AMP, sem Fretilin,
dificilmente, na actual conjuntura, conseguirá sobreviver.
A prova está que já há desacatos em Dili e a ONU, pela primeira vez desde os incidentes de Kosovo que resultaram na morte de duas crianças, autorizou a polícia onusiana utilizar
balas de borracha.
Ramos-Horta, ou quem por
detrás mexe cordelinhos, parece querer incendiar o País do crocodilo. E já vimos quando o crocodilo se aborrece…

01 maio 2007

Xanana presidente do novo CNRT

Dando mostras de uma democraticidade interna a toda a prova e de uma clara e saudável falta de apego ao poder – a prova está no facto de Xanana ter sido ” candidato à liderança por DUAS listas concorrentes – o ainda presidente José Alexandre Gusmão, (ou Kay Rala Xanana Gusmão) e mais reconhecido por Xanana Gusmão, vai sair de Presidente de Timor-Leste para presidente do renovado Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e futuro candidato a primeiro-ministro de Timor-Leste através das próximas legislativas.
Até lá, Xanana vai ficar na expectativa a ver quem irá ganhar as próximas presidenciais: se Timor-Leste ou se a Austrália; ou seja, se o presidente do Parlamento, Francisco Guterres "Lu-Olo", apoiado pela Fretilin e pela candidato Tilman, ou se o diplomata e actual primeiro-ministro, José Ramos-Horta, apoiado por Xanana, pela nova CNRT, e pelos restantes candidatos…
Porque até 9 de Maio todas as "espingardas" contarão. Até dos que estão foragidos...

14 novembro 2006

Xanana, Fretilin e o estado do Estado timorense

A Fretilin tem vindo a acusar que algumas pessoas – sem as identificar – estiveram por por detrás dos acontecimentos de, e posteriores, Maio passado, especulando que tudo não terá passado de “um plano bem traçado de contra-inteligência, tendo em vista a subversão da ordem constitucional”.
Xanana Gusmão, enquanto presidente de Timor-Lorosae tem exigido à Fretilin que identifique essas pessoas para que as mesmas sejam presentes às autoridades e respondam pelos actos.
Até aqui tudo bem.
Agora já não se compreendem são algumas das palavras que eventualmente terão sido imputadas ao presidente timorense “O Povo Unido até pode ajudar … a apanhá-las e metê-las em Becora [principal prisão em Timor Leste], para aprenderem a perceber que a nossa democracia não permite manifestações contra o Governo! Eu creio que o povo ficará contente e descansado por, finalmente, castigarmos esses profundamente anti-democráticos e golpistas!!!
Mas é anti-democrático fazer-se manifestações contra o Governo? Então não é esta uma das maiores premissas da Democracia o Povo se manifestar – dentro da legalidade exigida, lógico – sempre que os seus direitos estejam a serem violados, sejam pelo Governo ou por terceiros?
Em circunstâncias normais diria que teria havido uma eventual incorrecta tradução das palavras de Xanana Gusmão de tétum para português. Ora acontece que o documento presidencial estava em português sendo enviado à Agência Lusa e parcialmente publicado, em tétum, na edição de ontem do diário «Suara Timor LoroSae» pelo que os jornalistas não poderão ser culpabilizados de deficientes interpretações.
Poucos dias depois de ter sido recordado o 15º aniversário do massacre do cemitério de Santa Cruz não me parece curial toda esta polémica.

25 junho 2006

E agora Xanana?

Alkatiri não viu aceite pelo Comité Central da Fretilin a sua intenção de colocar disponível do partido, o seu lugar de premiê (atenção que, a fezer fé naquilo que fui ouvindo ao longo da tarde nas ondas hertzianas, porque estava em viagem, Mari Alkatiri não apresentou a sua demissão mas sim colocou o seu lugar à disposição do partido).
A Fretilin não aceitou a eventual resignação e pediu atmbém a Xanana que não se demita.
À Fretilin foi um direito que se lhe assiste o de manter o seu líder - constitucionalmente, ou não, foi reeelito como tal no Congresso - como primeiro ministro tal como prevê a Constituição.
Agora não entendo é:
1. Porque Xanana tem de se demitir como o "ele... ou eu"?
2. Porque é que a Fretilin quer que Xanana se mantenha na presidência se sabe que ele e Alkatiri já não se respeitam institucionalmente?
3. Perante as demissões que entretanto ocorreram - a de Ramos Horta e de dois ministros da Fretilin - se é de bom-senso manter este status quo?
4. Face às naturais movimentações sociais que esta atitude da Fretilin vai provocar, pensam os seus dirigentes que o povo timorense os vai perdoar?
5. E já agora, por que raio de água, Xanana ameaçou colocar o seu lugar à disposição do presidente da Assembleia Nacional e não toma a atitude que a Constituição lhe confere?
a. Demitir, tão só o primeiro ministro e esperar que a Fretilin apresente um novo nome ou mantenha o nome de Alkatiri assumindo, assim, as consequências do acto que vier a praticar;
b. Demite a Assembleia e convoca novas eleições?
Penso que esta seria a atitude mais correcta e socialmente menos dramática para o país, ou como se escreve em Portugal, para o território - às vezes creio que alguma certa imprensa portuguesa se esquece que Timor-Leste, ou Timor-Lorosae, é independente - mas, bom se o próprio presidente português também o já disse publicamente, já não surpreenderá esta santa ignorância.
Entretanto, o povo timorense vai sofrendo e outros vão-se abotoando com as suas riquezas...

22 junho 2006

Timor-Leste, ou ele ou eu

(Xanana ou Alkatiri, quem ganha? © foto daqui)

Não há dúvidas que muito bem vai Timor-Lorosae quando um presidente ameaça, publicamente, apresentar a sua demissão caso o primeiro-ministro não se demita.
Mas será que a Constituição timorense não dá esse poder ao presidente para este esperar pela demissão do premiê?
É que as acusações apresentadas, nomeadamente no que toca à compra de congressistas – e algumas foram publicamente manifestadas antes e durante o Congresso da Fretilin ao ponto de haver candidatos que não se assumiram e outros que se retiraram – são mais que suficientes para terem uma tomada de posição clara de Xanana, gostemos ou não.
E o Conselho de Estado parece ter dado esse poder ao presidente.
Daí que se estranhe este ultimato público de “ou ele, ou eu”.
A quem interessa, realmente, este desassossego em Timor-Lorosae?
Por outro lado, espero que isto não seja também uma clara disputa entre o cristianismo (a que pertence a maioria da população timorense e pela potência que a quer dominar) e o islamismo (que é professado pelo premiê).

26 maio 2006

Instabilidade ou necessidade de afirmação?

© "Tão felizes que nós éramos"; foto de arquivo do JN

O que realmente se passa em Timor-Leste?
Há instabilidade como os actos das últimas semanas nos querem fazer crer ou, pelo contrário, uma luta de clãs consubstanciada nos pseudo-grupos Leste/Oeste (lorosae/ loromonu), como alguns parecem ter interesse em acentuar, ou uma clara falta de autoridade governativa – dois ou três elementos para o mesmo poleiro – que já levou o presidente Xanana, através, de terceiros deixar entender que não acredita no actual Governo e assumir directamente o contacto com as forças estrangeiras de interposição?
Quem mandou militares fazerem o papel de polícias e provocar mortes entre civis?
Quem está a ordenar a morte de familiares de polícias?
Porque Xanana e Ramos Horta tiveram contactos com os “revoltosos” sem que nada houvesse e fossem estes a solicitar a presença de forças estrangeiras, contra a inicial vontade de Alkatiri, e só agora realmente essas forças chegaram?
E porque há diferenças assinaláveis entre a atitude do presidente Xanana, conciliador, e o primeiro-ministro Alkatiri, que parece estar em bicos de pés exigindo o reconhecimento de uma unidade governativa – que não parece haver; Horta fala de uma forma que é corroborada pela mulher de Xanana, a australiana Kirsty Sword , e o ministro do Interior anda “desaparecido” – e de uma coordenação com a presidência sobre uma segurança que, mais não é que uma falácia.
E já agora, porque é que esta crise se acentuou depois do Congresso da Fretilim de votações por mãos no ar?
E porque é que os australianos e os neo-zelandeses enviaram uma força de cerca de 1300 homens fortemente armados para subjugar cerca de 50 homens revoltados* e, segundo parece, deficientemente armados?
Será que o petróleo timorense que abastece Austrália está em perigo? Ou será que os australianos pensam que uma mudança radical do actual governo poderia questionar, uma vez mais, o Timor Gap?
E quem agradará esta instabilidade?
Iremos ver uma nova colonização timorense, se bem que encapotada?
Pois!! Tantas perguntas e ainda nenhuma resposta plausível. Nem a inicial.
O que se passa em Timor-Leste? Instabilidade ou necessidade de afirmação?

Adenda: Muita desta matéria sobre a questão timorense pode ser lida no Notícias Lusófonas e no Jornal de Notícias.

*Adenda2: Pelos vistos o grupo inicial de 50 militares já vai em 600... porque será?

06 maio 2006

Quem quer destruir o povo Maubere?

© foto Notícias Lusófonas

A independência não se consegue, ou não se constrói, com um simples içar da bandeira”, isto afirmava José Alexandre Gusmão, mais conhecido por Ray Kala “Xanana Gusmão”, numa entrevista concedida ao jornalista Orlando Castro e publicada no Jornal de Notícias nos idos de Fevereiro de 1999.
Sete anos depois as palavras soam ainda mais preocupantemente proféticas.
E tudo porque duas facções internas se digladiam pela afirmação do poder, pelo poder. De um lado os “lorosae” – ou os do leste – que parecem ter o efectivo poder, e do outro os “loromonu” – ou do ocidente – que se sentem discriminados e preteridos pelo poder instituído.
Entretanto uma grande fatia de militares e a elite da Polícia Nacional estão “em revolta” contra o poder da Fretilin dos hotéis de 5 estrelas. Segundo aqueles o país precisa de “justiça” e não querem que se torne num país do “comunismo, mas democrático”.
Daí que só reconhecem legitimidade ao seu líder máximo, Xanana Gusmão e querem a demissão dos políticos do exílio dourado de Maputo, Sydney e Lisboa que acusam de terem mandado matar população inocente.
Enquanto Xanana pede à Igreja Católica que tente congregar e sossegar a população e os revoltosos, a Austrália põe as suas forças armadas à disposição do Governo de Dili para sufocar os revoltosos. (Será por causa dos milhões que valem o petróleo de Timor?)
No meio disto pergunta-se onde está a Comunidade Internacional, a ONU e a CPLP?
E, já agora, por onde anda o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. A não ser que 70.000 refugiados nas montanhas e 12.000 nas instalações da NU, em Dili, talvez ainda não sejam suficientes…
Quo vadis povo Maubere.
Quem o quer destruir?
Outra Somália não, por favor…