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23 julho 2008

Angonotícias, que se passa?

Já repararam que desde as 15:35 horas de 19 de Julho passado e com o artigo “José Sócrates anuncia envio de professores para Angola” que o Angonotícias não nos oferece qualquer actualização?
E quem acede em Luanda – ou tenta aceder – dá sempre erro, normalmente “anuncia” com a resposta “FORBIDDEN – erro 403”?
E que mesmo o artigo do senhor Sócrates não se consegue abrir?
Será que é castigo por causa das palavras desatempadas de Sócrates quando anunciou a ida de José Eduardo dos Santos à VII Cimeira da CPLP, em Lisboa, sem ter sido encomendado para isso?
Ou será que o Angonotícias esqueceu-se de só dizer notícias boas para o “poder” e como consequência está… calado?
O Angonotícias pode ter muitos defeitos, e ainda bem que os tem porque significa que consegue não agradar a gregos e a troianos, mas calarem-no em vésperas de eleções é, no mínimo, estranho, muito estranho!
Esperemos que não tenha sido mais que um problema de browser…

26 abril 2007

Um comentário no Club-K

O que se segue foi um comentário colocado no portal Club-K e resulta de alguns comentários ali deixados em artigos meus publicados noutros órgãos informativos e que este portal de jovens angolanos no exterior mantém, provavelmente, com inúmeras dificuldades.
Os comentários são pertinente e devem ser sempre acolhidos até para que possamos alterar ou rectificar imprecisões e, ou, incorrecções quer nos temos, quer no formato quer no conteúdo.
Mas quando os comentários servem para dizer “olá aqui estou eu”, sem qualquer consistência, meramente pejorativos e, não poucas vezes, insultuosos, mais do que para quem escreve os artigos, para o próprio portal, no caso o Club-K, aborrece e de que maneira.
Por mim podem continuar a fazê-lo, só que acreditem ou não, não me afecta minimamente.
Só escrevi porque, um dos comentários no
artigo mais recente republicado no Club-K, também põe em causa terceiros, como o Angonotícias.
E…
“Só o respeito que nutro pelo Angonotícias e por alguns dos seus principais responsáveis, de quem me considero amigo e com quem já colaborei, é que me leva a responder ao comentário anterior.
Não me podem acusar de plágio pelo simples facto de ter escrito um artigo que parece ter alguma semelhança com outro publicado no Angonotícias.
Primeiro porque artigos de opinião são baseados em artigos já escritos ou em assuntos ocorridos; depois porque, ultimamente, ter dificuldades em aceder ao portal do Angonotícias – são mais as vezes que o sistema diz acesso recusado ou impossível – e; terceiro não consegui ver nenhum artigo para que possa servir de comparação na pesquisa que fiz no portal Angonotícias.
De notar que o meu artigo foi elaborado e publicado no passado dia 24 de Abril e o artigo mais recente do Angonotícias, sobre o assunto, é de
25 DE ABRIL!!! sendo o imediatamente anterior, pela pesquisa efectuado sobre a Malária no citado portal, de 4 de Abril pp.
Não vamos apropriar indevidamente de terceiros para criticar, só por criticar.
Por outro lado, é norma minha – deveria ser norma ética que quem escreve ou investiga fazê-lo sempre – citar as fontes tal como o faço no
artigo em questão, onde cito o Notícias Lusófonas, como também já o fiz com o Club-K em matérias ou ensaios por mim escritos.
É bonito e não fica mal a ninguém fazê-lo.
Critiquem à vontade porque num portal democrático, como o Club-K o quer demonstrar ser, é salutar e permite clarificação de ideias.
Mas critiquem com sobriedade e com correcção.
E esta deverá ser a última vez que comentarei aqui.
Nunca o afirmei, nem o divulguei, porque não achei conveniente nem necessário.
Mas deixem-me que vos esclareça, e o senhor José Gama, que pessoalmente não tenho o prazer nem a honra de o conhecer, o próprio o poderá fazê-lo, já fui convidado, por via de um contacto de uma pessoa próxima dos dois, para aqui deixar um artigo sobre a emergente Bolsa de Valores de Luanda e o que pensava sobre isso.
Foi enviado mas, porque provavelmente não se enquadrava no critério editorial ou porque não o receberam, nunca foi publicado.
Não levei nem levo a mal.
Temos de respeitar os programas editoriais e os superiores critérios dos seus editores.
Por outro lado nunca pedi nem solicitei ao Club-K para REPUBLICAR artigos meus cuja publicação aconteceu noutros órgãos informativos.
O Clube-K fá-lo, porque acha no seu largo critério de pluralidade, acha que deve fazê-lo. Acreditem, ou não sinto-me honrado, pela sua publicação e pelos comentários aqui deixados.
Mas…
Só que alguns, e não poucos, comentários como aqui são por vezes, e não poucas, publicados…
Considero pouco elegante e por vezes carregados de um ódio mesquinho, alguns comentários aqui normalmente deixados e em outros articulistas – que não só nos meus artigos –, nomeadamente sob a forma cobarde, repito COBARDE, do Anonimato ou de assinaturas que demonstram não parecerem ser muito credíveis enquanto tal e, ou, serem claramente pseudónimos.
Como também considero cobarde reportar a terceiros comentários aqui deixados por outros principalmente quando se evoca a não leitura de um determinado órgão mas sabendo, pelo que e como escreve, que nesse órgão comunicacional estão lá publicados artigos de fulano, beltrano ou sicrano.
Há quem faça isso e assine com vários heterónimos. Mas são tão atados que não percebem que pela forma como escrevem mesmo que assinem com identificações diferentes sabe-se quem o faz. Salvo quando fazem “corte e cola” como os cábulas e os falsários (e alguns reconheço-os por escrita anteriores e devidamente assinadas como sendo de portugueses que se querem, pondo-se de bicos de pés, afirmar angolanos e não de angolanos, mesmo com dupla nacionalidade, ou só angolanos).
Não tenho problemas em afirmar que leio todo o tipo de órgãos de comunicação nacionais (os angolanos) ou estrangeiros (nomeadamente africanos, brasileiros, portugueses e outros).
Só assim poderei fazer análises políticas com, o que considero, pelo menos para mim, um mínimo de objectividade!
Cumprimentos
Eugénio Costa Almeida
”
… E depois há idiotas que parecem desconhecer que Angolanos não têm cor mas amor pelo seu País!!!

03 janeiro 2006

África sem Fome...

© Foto Angonotícias
Segundo um artigo do Angonotícias, citando o Expresso, sob o sugestivo título "Será 2006 «o ano do fim do princípio do fim da pobreza»" África, de acordo com uma hipotética fórmula de John Stiglitz, irá ver diminuída a sua ancestral e continuada pobreza.

"Será 2006 «o ano do fim do princípio do fim da pobreza» em África, segundo a fórmula de John Stiglitz, vice-presidente do Banco Mundial e Prémio Nobel de Economia? Este banco e o FMI admiram-se perante as boas perspectivas económicas do continente, para o qual prevêem um crescimento de 5,9%, o maior desde a década de 70.
É certo que o crescimento global é puxado pelos altos preços do petróleo e outras matérias-primas, que não beneficia por igual todas as regiões. Mas há outras mudanças positivas na África subsariana, como a redução dos conflitos (em número e/ou intensidade), a estabilização macro-económica e o aumento dos investimentos. [...]"

Se não fosse tão absurda esta afirmação, tendo por base uma eventual fórmula (mágica?) de um economista nobelizado, diria que é um excelente argumento para um filme candidato aos óscares. E quereria saber em que cinema seria projectado.
É evidente que o artigo não se fica por aqui. Porque o resto do mesmo merece uma leitura atenta já que mostra que estes dois primeiros parágrafos são utópicos.
Por outro lado o artigo do Expresso, citado pelo Angonotícias - apesar de tudo em boa-hora porque nos obriga a meditar sobre o que alguns pensam de África -, mais parece um convite a uma meditação pré-voto.
É que quase parece que vai haver alterações no topo do FMI e a corrida aos votos já começou.
Um absurdo.

11 novembro 2005

ANGOLA, os 30 anos

Sobre os TRINTA ANOS da independência de Angola poderão ler dois artigos de opinião, abaixo assinalados, no Angonotícias e no Notícias Lusófonas
Trinta anos depois da Dipanda - Angola para os que a amam Image hosted by Photobucket.com

«Angola, que viabilidade, que prospectivismo!» Image hosted by Photobucket.com

Ainda sobre este temática, no Notícias Lusófonas, a critica de Orlando Castro, na rubrica Alto Hama, e a perspectiva angolana na crónica de Jorge Eurico.
De realçar, também, o excelente artigo de Ismael Mateus, no Angonotícias.

12 outubro 2005

O uso dos Símbolos Nacionais


Sob o título "Onde começa e acaba o uso dos Símbolos Nacionais" um artigo de Opinião meu que pode ser lido no AngoNotícias

Tudo por causa de uma opinião do deputado Alcântara Monteiro citada no novo sítio de fóruns angolano "Angola Acontece" que "considerou falta de patriotismo o excesso de utilização dos símbolos nacionais, às vezes até como meios veiculares publicitários."

31 agosto 2005

Presos falsos médicos e enfermeiros em Angola


Duzentas e 61 pessoas que exerciam ilegalmente a profissão de médico e enfermeiro foram, nos últimos seis meses, detidas em micro-operações realizadas pela Polícia Nacional. Os indivíduos em questão estavam vinculados à Função Pública. Da acção resultou ainda a apreensão de 22 toneladas de medicamentos e a detenção de outras 314 pessoas… [a Polícia terá realizado pequenos surtos] no Roque Santeiro, nos quais foram presos dois elementos e 15 quilogramas de fármacos diversos [e prevendo, ainda,] estender-se a outros mercados, estando já na sua mira o dos Kwanzas, no município do Cazenga. [Por outro lado, o responsável da Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas (DNIIAE), Alexandre Canelas afirmou que] a polícia tem apreendidas quantidades consideráveis de medicamentos, principalmente no Soyo, Noqui, Luvo e Santa Clara. (reportagem da ANGOP citado no Angonotícias)

Há dias denunciei num artigo de opinião no Angonotícias sobre a eventual falta de política de saúde em Angola e a sobreposição de interesses políticos sobre as qualificações técnicas dos fazedores da política.
No entanto ao ler ao artigo acima fica-nos a ideia que o ministro Sebastião Veloso está a querer começar a fazer alguma coisa na saúde angolana. Falsos médicos; falsos enfermeiros; falsas farmácias do Roque Santeiro; tudo pelo cano. E tudo isto cerca de um ano depois da mesma ANGOP ter denunciado que falsos Médicos praticavam medicina em clínicas ilegais.
E pergunta se põe também. Quem os admitiu não comprovou as suas qualificações técnicas. Os médicos não devem inscritos estar na Ordem dos Médicos?
Será uma medida do Ministério da Saúde, ou um mero caso de polícia, já que são estes que publicitam os casos?

05 outubro 2004

Angola: línguas nacionais em 2006

Mão amiga fez-me chegar via Net um artigo do AngoNotícias, de 9 de Setembro, para me lembrar que também Angola vai adoptar as línguas Nacionais como línguas oficiais.
Numa primeira fase parecem ser 6 as línguas nacionais a adoptar. O país tem, ao todo, cerca de 20 línguas nacionais ou de características nacionais.
Recordamos que, já, em 1987, o governo tinha aprovado, a título experimental, os alfabetos de seis línguas nacionais, nomeadamente o Kikongo, Kimbundu, Cokwé, Umbundu, Mbunda e o Oxikwanyama e as respectivas regras de transcrição.
Estaria tudo bem se o ministro da Educação, Pinda Simão, não tivesse afirmado ser necessário "ensinar a língua predominante na zona onde estiver implantada a escola".
Não será isto uma forma de fazer afirmar o regionalismo tribalista? É que a cada língua está indiscutivelmente associada um grande Nação tribal.
Quem deverá estar contente será Eduardo Kwangana, presidente do PRS, que defende, e com certa intransigência, o federalismo em Angola.
E tanto o MPLA como a UNITA sempre defenderam a Unidade Nacional. Mais tarde, talvez quem sabe. Agora, seria, por certo, a total shatterização do País.

09 setembro 2004

Angola: de novo a 2ª volta das presidenciais

Uma vez mais, a chamada oposição civil angolana, agrupada num tal Conselho Político da Oposição, vem pela voz de tal Anastácio Finda, porta-voz da "coligação" reclamar da realização da segunda volta das presidenciais angolanas que, por força e efeito de um trágico conflito militar, nunca se realizaram.
Chegam ao ponto de ameaçarem recorrer ao Tribunal Internacional e, ou à ONU.
Uma vez mais reitero o absurdo de reclamarmos a realização dessas eleições. Não vejo onde poderemos chegar. Impedir dos Santos de se candidatar a uma terceira reeleição. Não! Esta seria o sancionamento legal de primeira. Logo, quer queiramos, quer não, teria toda a legitimidade para concorrer a um 2º mandato oficial.
Também Joffre Justino, antigo destacado militante de cúpula da UNITA e com quem nunca tive a oportunidade de contactar directamente na Delegação de Lisboa - os nossos contactos foram sempre via press-releases e e-mails -, num comentário no AngoNotícias e que a seguir se transcreve verbera essa hipótese absurda e académica de realizar uma segunda volta.
"É uma pena estarmos a ver renascer um conflito que dói em todos os Angolanos. A UNITA, como sabemos nada tem a ver com estes imbróglios que estão a ser levantados por um pequeno grupo de partidos, respeitáveis enquanto instituições, mas que tomam, ao que se vê, posições que só magoam as pessoas. As eleições de 1992 são ainda uma ferida, mas, por outro lado, o Protocolo de Lusaka e o Memorando de Entendimento, enquadram as consequências da não realização da segunda volta de 1992. Hoje o que está em jogo são novas eleições. Não há razões para recuperar um Passado que foi ultrapassado por 12 anos. Por outro lado, o que parece pretender-se é impedir que a UNITA, por exemplo, assim como outros partidos, tenham um candidato, o que agrava ainda mais as feridas. Note-se que, na minha opinião, o MPLA e o eng. José Eduardo dos Santos nada ganham com esta manobra pseudo legal e o país, esse então, só perderá."
Penso que aqui JJ diz tudo ao pôr a mão numa ferida que ainda está aberta em muitos lares angolanos, apesar de todos os esforços que vimos fazendo para esquecer e procurar caminhar para uma frente em prole engradecimento do País, seja a nível político - parece o mais atrasado - seja social seja económico.
Por favor, esqueçamos, de vez as malfadadas eleições de 1992 e procuremos que as de 2006 sejam justas, transparentes e geradores do desenvolvimento do País.

24 agosto 2004

Eleições em Angola

De acordo com o Angonotícias, citando o Apostolado, o MPLA apresentou uma calendarização para as SEGUNDAS eleições legislativas angolanas "a sua proposta de calendário eleitoral, que prevê que as segundas eleições do país se realizem em Setembro de 2006".
Embora pense que as mesmas poder-se-iam realizar ainda no primeiro semestre de 2006 (acho um ano para preparar e realizar o registo eleitoral um pouco excessivo), é preferível que já existe um calendário sobre o qual os parceiros políticos possam preparar as suas estratégias, do que a actual situação que em nada beneficia a população angolana.
Esperemos que, agora, com esta proposta todos os partidos políticos, quer da oposição quer os do GURN, se acalmem e definam políticas consensuais para que aquela desejada realização não seja, uma vez mais, protelada.
Têm os nossos políticos a palavra para; se a utilizarem com poderação e inteligência terão, por certo, o nosso apoio.