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31 dezembro 2010

São Silvestre de Luanda fecha 2010 com chave etíope…

Com partida na Mutamba e chegada ao Estádio dos Coqueiros, num traçado de 10.000 metros e passagem por algumas das principais artérias luandense, e como era expectável, no último dia do ano, o etíope Haile Gebrsalassie venceu (e convenceu) a 55ª edição da corrida de fim de ano São Silvestre de Luanda, ao serviço do popular Kabuscorp do Palanca, ao fazer 28 minutos e 05 segundos (cronómetro oficial e novo recorde da prova), numa prova que teve como melhor angolano Avelino Dumbo (inicialmente a Angop deu Tiago Baptista como o melhor angolano).

Nos lugares imediatos ficaram o queniano Josphap Menjo, com 28 minutos e 34 segundos, e o etíope Bonsa Diba Direba, terminou em terceiro, com 28’e 37’’ (registe-se que este atleta tem somente 15 anos), à frente do campeão mundial dos 15 mil metros, o etíope Deriba Merga, com o tempo de 28’ e 48’’.

Em senhoras, de assinalar o domínio da argelina Belouniss Mohamed, seguida da moçambicana Hortência Domingos e da etíope Ehite Gebireyes. A melhor angolana foi Ernestina Paulino.

Fonte ANGOP
Publicado na secção Desporto do

22 agosto 2008

Atenção aos corações... mesmo os Fortes

Apesar do atleta português Marco Fortes o ter dito, e assim sempre o interpretei, sob piada e como forma, talvez, de mandar a raiva da derrota para atrás das costas, que a manhã era para estar na caminha – anedota que lhe provocou imensos amargos de boca e um convite claro para abandonar a delegação portuguesa mais cedo – parece que, sem o saber, o atleta luso estava certo.
Segundo ouvi hoje num vídeo aqui publicado e repescado numa notícia da portuguesa RTP, a manhã é a pior altura do dia, aquele onde acontecem mais problemas cardíacos, podendo ir até
3 vezes mais que em outros períodos.
Talvez seja bom que os detractores e os “trombudos” e sorumbáticos, mas sempre “vencedores atléticos”, portugueses – por isso é que o COI português tem tantas medalhas olímpicas nas suas vitrinas – comecem a procurar entender melhor as piadas e não fazer logo juízos de valor e, também, talvez tomarem mais precauções de saúde…

17 agosto 2008

Angola nas Olimpíadas de Beijing – IV (um eclipse?)

Se havia dúvidas que a participação angolana nos XXIX Jogos Olímpicos da idade moderna parecia a menos positivas desde que começou a sua participação na família Olímpica, nos de Moscovo 1980, os resultados mostram que essas dúvidas estão quase totalmente dissipadas.

Em Basquetebol a participação do seleccionado de Ginguba, depois dos excelentes desempenhos no CAN e nos troféus x x foi a pior dos últimos tempos esperando que consiga, ainda assim, fugir ao último lugar dos
Na penúltima jornada Angola baqueou face à Grécia por concludentes 61-102 com 28!!-43 ao intervalo. Na última jornada, amanhã, Angola irá medir forças com a fortíssima armada espanhola que é só a campeã Mundial em título. A esperança está em Angola levantar a cabeça e conseguir o feito dos jogos de Barcelona, ou seja, derrotar os espanhóis. Suspirar não custa…

Também no Andebol, a participação angolana da selecção feminina acabou por ser quase depauperante, dependendo do que o Comité decidir quanto à luta pelos lugares depois do 8º.
O melhor que conseguiram foi despedirem-se, na fase de grupos com um empate a 24 golos com o Kazaquistão (16-14 ao intervalo), deixando escapar nos últimos minutos uma vitória quase certa. Por enquanto fica a consolação de saber que as senhoras do Andebol estão a caminho de ganhar o prémio Fair-Play.
Segundo consta nos meios desportivos, um dos motivos por tão fraco empenho das atletas angolanas poderá passar pelos prémios recebidos pelo título de Campeãs africanas. De acordo com alguém que se identificou como atleta, e que parece ter sido corroborado por duas andebolistas contactadas pelo Semanário Angolense, os prémios terão sido distribuídos de forma diferenciada entre elas. Umas poderão ter recebido 50 mil dólares, outras 30 mil e outras somente 10 mil dólares o que contraria o que estaria concordado entre a Federação e as atletas.
A quem isto interessou?

Vamos aguardar que a participação angolana se tenha pautado só por um eclipse parcial já que ainda há a última jornada de Basquete, a da esperança, e a participação angolana na Canoagem, amanhã em C1 (500 e 1000 metros com Fortunato Pacavira) e na Maratona masculina, com João Ntyamba, no próximo dia 24 de Agosto.

E, depois, venham os Paralímpicos onde Angola já tem tradições medalhísticas!

Como nota complementar se assinalar que amanhã São Tomé e Príncipe vai estar em acção também em Canoagem, em Kayak K1, com Alcino Silva, em 1000 metros e na terça, em 500 metros; já em Atletismo realce, hoje, para a "velha senhora" moçambicana Lurdes Mutola que se qualificou para a final de amanhã dos 800 metros, com a sua melhor marca do ano, e já depois de ter limpo, na véspera, a sua série de 800 metros também com a melhor marca do Ano.

29 agosto 2007

A despedida de uma grande Atleta?

Sob o título "Bye, Bye Mutola!", um artigo publicado n' , na edição de hoje, nº 48, onde se reflete o quanto deveremos respeitar e saudar a grande Senhora e Atleta Maria de Lurdes Mutola e onde é igualmente evocado Nelson Évora e Obikwelu.
"Osaka parece ter sido o palco para a despedida de uma grande atleta chamada Maria de Lurdes Mutola.
A atleta mamba que até aos cerca dos 25 metros finais lutou por uma medalha – que parecia ser dela indiscutivelmente – nos 800 metros, a sua disciplina rainha.
O cansaço, a que, sejamos honestos e não escamoteemos, a idade e as responsabilidades enquanto dinamizadora do atletismo no seu país, traíram-na e impediram-na, e a nós, de vermos mais uma bandeira lusófona, no caso a de Moçambique, num dos mastros mais altos dos Campeonatos do Mudo de Atletismo, Osaka 2007.
Uma senhora Atleta que parece se ter despedido do Atletismo.
Saudemos uma Senhora Atleta, não a que foi, mas a que continua a ser! (...)
" (continuar a ler aqui)

28 agosto 2007

O adeus de uma grande Senhora Atleta?

(Mundiais de Atletismo 2007, em Osaka , Foto via TV)

A queda, a cerca de 25 metros da linha final dos 800 metros, de Maria de Lurdes Mutola pode ter significado o fim, não esperado e por certo não desejado pela Atleta, da sua participação no Atletismo, apesar de ainda haver, para o ano, os Jogos Olímpicos em Pequim.
Mas se foi o fim, que os moçambicanos saibam transmitir, no regresso ao País, o tributo que merece esta Grande Senhora e Grande Atleta moçambicana.
Obrigado Maria de Lurdes Mutola!!
Já agora os meus parabéns a dois atletas portugueses - e porque não três, já que Obikwelu ainda está em prova e nas meias-finais dos 200 metros - de origem afro-lusófona, Nelson Évora, medalha de ouro no triplo salto (filho de cabo-verdianos nascido na Costa do Marfim - um grande triplistas como IO aqui o chamou - e Naide Gomes que pereu, por somente 3 centímetros e no último salto a medalha de prata - nos três primeiros lugares ficaram outras tantas russas, por sinal as actuais melhores do Mundo...
Ou seja, dois - com hipóteses de serem três - grandes murros no estômago de uns imbecis que querem travar a entrada de imigrantes em Portugal.
Se não fossem estes não veriam e ouviriam o hino português...