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09 abril 2008

Inauguração de uma Escola pública ou partidária?

(foto via “Repórter” da RTP-África)
No Bairro do Palanca, em Luanda, no Kilamba Kiachi, foi inaugurada uma escola secundária, conforme nos mostrou o programa “Repórter” (ou, talvez por aqui, aqui [-8'35'']) da RTP-África.
Um acto que se sublinha e aplaude dado que aquele Bairro passa a dispor de uma escola primária, uma secundária e um Instituto. Ou seja, um ciclo escolar completo.
Até aqui nada de anormal, até porque é uma escola que prevê receber 1500 alunos, tem o que pareceu ser uma boa biblioteca, locais de diversão e actividades desportivas, salas amplas e uma entrada apelativa; pareceu ter para ser um aprazível local de estudo e de saber.
Agora o que não entendo é como numa escola, em princípio pública, inaugurada pela Responsável do Governo Provincial de Luanda, algumas bandeiras flamejadas e abanadas visíveis eram de um partido político e não da República de Angola (a única que vi estava à entrada, e bem, da escola).
Será que afinal era uma escola privado-partidária e não pública e a imprensa enganou-se no conteúdo?
Algo começa a não estar nada bem neste período pré-eleitoral…

07 março 2008

Um Estado neo-policial?

"Mas agora descobriu-se que existe uma nova classe de malfeitores, provavelmente, terroristas…

Desde 1974 que Portugal alvora a bandeira da Liberdade e da Democracia onde, teoricamente – não entremos na Utopia –, todos são iguais entre si, apesar de sabermos que, como relembrava o proscrito escritor britânico George Orwell, existem uns mais iguais que outros. Também sabemos, pelo menos os que habitam, e não poucas vezes, penam, na “West Coast of Europe” (WCE), que desde 2005 existe um Governo de maioria, por sinal, um Governo que deveria ser um dos mais pró-sociais deste País, dado que quem o suporta é o Partido Socialista.

Se a Utopia fizesse, realmente, escola, Portugal deveria ser um dos Países mais interessantes para se viver, justificando-se assim, que muitos imigrantes o procurem e tenham o devido acolhimento.

Ah! muitos emigrantes europeus e dos novos Estados da União, porque aqueles que durante centenas de anos estiveram sob as diferentes bandeiras e domínios portugueses esses continuam ver vedados o livre acesso a Portugal como se fossem… malfeitores ou terroristas, talvez.

O problema é que a maioria dos eventuais malfeitores ou são de alguns dos novos Estados da União ou estão lá juntos e entram em Portugal quase livremente trazendo com eles, mesmo que o não queiram, e tenho a certeza que o não querem, as respectivas máfias locais.

Mas agora descobriu-se que em Portugal existe uma nova classe de malfeitores, provavelmente, terroristas. Estão no sindicalismo e, ou, os que a ele estão afectos. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na "Manchete" do , de hoje sob o título "Portugal, Portugal- Estado neo-policial?"

19 agosto 2007

E assim vai a cultura e a investigação em Portugal

(estaremos perante uma nova Inquisição? imagem furtada...)

Portugal ocupa os lugares cimeiros da cultura e da investigação universitária quer a nível europeu como, e porque não dizê-lo, a nível mundial. Dúvidas? Então leiam o que se segue.
Quando no centenário de um dos poetas mais populares portugueses, Miguel Torga, o Ministério da Cultura – presumo que seja assim que se chame e é se existe – pautou para ausência oficial a nível de chefias ou que uma Universidade a quem lhe ofereceram duas obras – dois ensaios – por acaso, e só mesmo por acaso como adiante compreenderão, da minha autoria, a biblioteca não os aceitar previamente sem antes analisarem à lupa (dixit) as referidas obras é porque se nada em cultura em Portugal.
Se se entende, apesar de eu como autor, embora não tenha sido eu quem as ofertasse mas o meu editor, não goste desta forma de gerir uma Biblioteca que deve ser um local de consulta – e para isso de depósito sem restrições – de qualquer tipo de obra, principalmente se estas até são consideradas de consulta obrigatória como o são na universidade Agostinho Neto, em Luanda, ou na Universidade Lusíada, na mesma cidade, – ah! mas aqui devem estar atrasados na compreensão do que é cultura, provavelmente, – como se entende que numa universidade portuguesa, e receberiam, repito, por oferta, são tão “exigentes”?
Talvez pelas mesmas razões que a seguir descrevo.
Na Universidade Técnica de Lisboa (UTL), existe um Instituto, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) onde uma das suas principais vertentes lectivas, e como o nome sugere, está no estudo das Ciências Sociais (Ciências Políticas e Relações Internacionais).
Um dos suportes que os futuros licenciados, Mestres ou Doutores desta duas áreas era o Centro de Estudos do Pensamento Político (CEPP), cujo um dos seus principais dinamizadores e ex-Director foi o Professor José Adelino Maltez, agrupado, mais tarde, como portal no ISCSP que eu cheguei a aceder e de lá tirar inúmeras informações quer quando estava a fazer o meu Mestrado, quer agora como Doutorando.
O CEPP era, ultimamente, um portal onde se podia aceder a cerca de 12000 (DOZE MIL) ficheiros da Ciência Política portuguesa e universal com uma área de 183 Megabytes. Um enorme ficheiro que a cultura e o ensino muito agradeciam.
Mas como a cultura é um bem de luxo – daí se compreende que em certos aspectos e em certos produtos se pague IVA dos mais altos; se pague IVA – e como em Portugal não abundo o dinheiro, uma personalidade – não acredito que o tenha feito sozinho e sem apoio de outras – decidiu que este enorme tijolo que pesaria sobra as incautas e (in)cultas cabeças portuguesas – e que estrangeiros, inopinadamente e sem quaisquer custos, também tinham a mania de aceder – além de poder prejudicar, seriamente, os futuros utilizadores da UTL/ISCSP obrigando-os a pagar insuportáveis propinas (aquelas que já são das maiores da Europa, a nível de Universidades públicas), decidiu, escrevia, acabar com o CEPP e limpar dos acessos do ISCSP.
183 Mb deletados e mandados para o lixo como se de um antigo e inapropriado jornal ou livrinho de cordel se tratasse; 183 Mb daquilo que Pacheco pereira considerou como “...o execelente "site" sobre o pensamento político contemporâneo existente em Portugal”
Se Portugal soubesse o que é cultura – há quem diga que já o soube até porque tem uma das universidades, a de Coimbra, mais antigas do Mundo – e se houvesse um Ministro ou um Ministério que tutelasse a Cultura ou o Ensino Superior capazmente, de certeza que em vez de limparem o portal tê-lo-iam transferido para uma qualquer fundação – não é isso que um tal Ministério do Ensino Superior propôs às universidades públicas portuguesas? devo ter lido em jornal errado… – e ficaria disponível para quem quisesse aceder.
A pagar, gratuito, restrito, pois fosse assim. Mas ninguém ficaria prejudicado.
Assim… sigo o conselho de quem acha, e bem, que este assunto deve merecer melhor ponderação e pedir que reponham o acesso do CEPP no sítio que existia até encontrarem local mais apropriado. Parece que na Biblioteca do ISCSP não o é…
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ADENDA: Transcrito no Democracia Liberal, na rubrica "Hoje convidamos..." e citado na Manchete do Notícias Lusófonas