12 abril 2012

A Europa diz uma coisa, mas os britânicos…

(foto obtida no Aeroporto 4 de Fevereiro)

Bem roga a Europa – em claro nome da Airbus (embora não o confirmem, mas… ingénuos mas não tanto) – pela defesa e segurança dos ares europeus – leia-se, uma vez mais, pela venda de aeronaves da europeia Airbus.

Deprecam tanto que até mandam suspender os voos de muitas companhias aéreas, a maioria fora da Europa, em particular de África e algumas da Ásia, mas nenhuma das Américas ou Oceania, evocando, por norma e quase sempre, razões de segurança aérea.

A TAAG foi uma delas havendo, ainda, algumas mais angolanas. A companhia de bandeira moçambicana, LAM, bem assim todas as outras moçambicanas, está no lote das impedidas de voar para a Europa.

Se a TAAG já voa, ainda o faz com condicionalismos e só para alguns poucos, muito poucos, países europeus.

E o que as impede? Razões, ainda e sempre, de segurança e de salvaguarda de voo.

Qual o pecado mortal destas companhias? Todas, ou quase todas, raríssimas excepções para as que têm aviões russos (Tupolev ou Antonov) ou brasileiros (Embraer) e canadianos, são aviões da norte-americana Boeing.

No caso da TAAG, desde há cerca de 2 anos que voa para a Europa e outras regiões intercontinentais com aparelhos Boeing 777.

Isto é algo que já se conhece e se sabe há muito tempo.

O problema é que a Europa sempre foi um Continente com vários campos de acção e várias plataformas política e económicas em constante actividade e diatónica.

São conhecidos os diferendos político-militares ao longo dos últimos séculos entre os epirocratas (Espanha, França, Prússia/Alemanha, Impérios Austro-Húngaro e Otomano e Rússia) e talassocratas (Portugal e Grã-Bretanha). Só para referir os mais conhecidos.

Se Portugal acabou absorvido pelos interesses epirocratas da Nova Europa, liderados pela andrógena senhora Merckel e pelo seu sinonímico senhor Sarkozy, já os britânicos continuam orgulhosamente sós no seu porta-aviões “livres” da maioria dos ditames provenientes de Berlim e Paris via Bruxelas.

Foi assim no recente Tratado a que Portugal, muito orgulhosamente bem ensinado e conduzido vai ratificar, sabendo que os que virão muito dificilmente – ou NUNCA – conseguirão cumprir e, para o qual, os britânicos contrapuseram, rotundamente, com um NÃO.

E para que não haja dúvidas quanto à sua livre decisão, apesar de serem também accionistas da Airbus, embora minoritários, via BAE Systems, o actual primeiro-ministro britânico, senhor David Camerom decidiu fazer a sua visita de Estado à Ásia num Boeing 747 de uma companhia privada, no caso na Sonair, que, só por mero acaso, é subsidiária da companhia petrolífera… Sonangol (Sociedade Nacional de Petróleos de Angola E.P.).

Quando se é chefe de um porta-aviões, são sempre comandantes da flotilha por muito que os pseudo-influentes membros da “infantaria” ou da “artilharia” estrebuchem…

10 abril 2012

Mugabe agarrado?

(Da Internet)

As notícias que uma parte significativa – só no Google, versão inglesa, são mais de 392 notícias, e 9 na versão portuguesa – da comunicação social hoje nos oferecem sobre Robert Mugabe prende-se com a sua periclitante vida, de 88 anos, e a hipótese de estar a “lutar pela vida” em Singapura.

Isso é o que os idiotas da Comunicação Social transmitem. Porque tudo não passa de mentira. De acordo com um relatório oficial – da ZANU-PF, claro – ele está “well, on holiday” (como se o País estivesse em condições de lhe pagar as principescas viagens anuais a Singapura, Malásia e Hong Kong…).

Pois, é possível que seja um – mais um – rumor, mas quando até muito próximos, caso da ANGOP, também afirmam a “luta pela vida”…

Se uns, a grande maioria, dizem que Mugabe estará hospitalizado, em Singapura, em situação de risco, com o “ABC Online” a reafirmar que estará “gravely ill”, o britânico “The Telegraph” vai mais longe e admite que está já estará “no leito de morte”…

Vamos aguardar pelos próximos capítulos e se o “Fim” não estenderá para outros que Olhão para Mugabe como o seu “farol” para manterem os seus virtuais “status quo”…

Para onde corre Koumba?


"Recentemente, mais precisamente 18 de Março pp., Guiné-Bissau viu serem realizadas eleições presidenciais antecipadas, devido à prematura morte, por doença, do presidente Malam Bacai Sanhá.
Disseram os números divulgados pela CNE Bissau-guineense e confirma agora o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que os resultados implicam a realização de uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. No caso Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro-ministro e apoiado pelo PAIGC, e Koumba Yalá, antigo presidente derrubado, apoiado pelo PRS.
Num país democrático onde os resultados ditos pelo Povo são respeitados estaríamos a começar a olhar para a campanha eleitoral conducente à segunda volta e esperar qual o veredicto final das urnas.
Num país democrático e respeitador da legalidade.
Só que há muito que a Guiné-Bissau nos vem oferecendo algumas certezas quanto à dúvida da democraticidade plena dos seus políticos. Quer com os constantes “Coup d’ État” ou “Crises Sociais militarizadas” que, periodicamente, os militares provocam; quer através de manifestações anti-status provocadas por políticos (desculpem se ao apelidá-los disto, estarei a insultar os Políticos) incapazes, corruptos ou sem qualquer sentido democrático da Polis.
Uma vez mais, e logo quase no dia seguinte às eleições um grupo de candidatos menos votados, liderados por Yalá, criticou e considerou não válidas as eleições e questionou os resultados ainda antes destes serem reconhecidos quer pela CNE quer pela entidade supervisora final dos mesmos.
Esqueceram-se que, em democracia, existe uma coisa chamada “contestação de resultados em local próprio”. Ou seja tanto na CNE como no STJ.
Uma coisa é contestarem. Outra, bem diferente, é dizerem que o acto foi ilegal e corrupto sem darem oportunidade para as duas mais altas entidades reguladoras do acto se pronunciarem e, por causa disso, recusam-se a ir a uma segunda volta. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no Notícias Lusófonas "Manchete" de ontem

09 abril 2012

Missang terminou

Depois de tantas vezes ditas por próximos de políticos oposicionistas e por parte de alguns sectores castrenses Bissau-guineenses, parece que a Missão militar angolana na Guiné-Bissau (Missang), que visava reestruturar as forças armadas de Guiné-Bissau, tornando-as mais operativas e menos intervenientes na vida política do País, parece, dizia, ter terminado.

De acordo com uma notícia, há momento veiculada pela empresa televisiva portuguesa SIC Notícias, citando fontes das forças armadas guineenses, a missão da Missang terá terminada por indicação de Eduardo dos Santos.

A confirmar-se esta notícia isto é uma derrota pessoal de Eduardo dos Santos, do MPLA e do PAIGC/Carlos Gomes Júnior. E, de certa forma, de todos aqueles que viam na Missang uma alternativa para acabar com algumas dúvidas quanto à eventual "presença" dos militares guineenses no tráfico de narcóticos entre a América Latina e a Europa e África.

Veremos mais tarde...

Guiné-Bissau: como é possível?

Segundo o colega “Ditadura do Consenso”, do jornalista Aly Silva, sobre o que penso ser a opinião do STJ de Guiné-Bissau quanto à liberdade de um jornalista manter salvaguardada as suas fontes de informação, três juízes do Supremo Tribunal de Justiça terão dito:

"Ouvido o Conselho Nacional de Comunicação Social, em observância do disposto no Nr. 3 do art. 10 da Lei de Imprensa, emitiu parecer a fls. 23, 24 e 25, em que conclui que: "É improcedente o argumento vertido pelo suspeito de recusar a identificar a fonte da sua informação..."

Como é possível que num país que se diz e quer democrático o STJ aceite uma resposta desta do CNCS.

Parece que os ensinamentos do seu “padrinho” do Sul estão sortir algum interessante e inopinado efeito…

06 abril 2012

10 anos de Paz! (o artigo)

"Quando os leitores estiverem a ler estas linhas, já teremos, na passada quarta-feira, 4 de Abril, celebrado, e esperamos que continuemos a exaltar, por muitos mais anos, os 10 anos de Paz em Angola.

Recordamos a pungente assinatura celebrada por dois irmãos de armas e de Pátria mas desavindos em termos políticos, fomentado, em grande parte, por interesses terceiros.

Nestes 10 anos muito ocorreu, o que se saúda, mas, infelizmente, muito mais ainda está por ser concretizado ou mesmo, afinal, por planear, logo, por materializar.

Reconstruímos, ou estamos em vias disso, as ligações ferroviárias, grandes veículos de desenvolvimento económico local, regional e transnacional. Só se deseja é que alguma pressa não venha a ser inimiga de resistência e da inalterabilidade das vias.

Já houve eleições – embora e por enquanto só legislativas multipartidárias, desta vez, não belicamente contestadas – e prevê-se que ainda este ano, ocorram as segundas legislativas e, com elas, as hipotéticas primeiras presidenciais no decorrer do terceiro trimestre. Aguardamos que o povo, localmente, possa também ele dizer da sua justiça e escolher os seus governantes autárquicos.

Algumas centralidades – leia-se, novas localidades ou cidades-satélites, incorporadas em enormes e desajustadas metrópoles – estão a ser criadas com, no entanto, algumas críticas quanto à sua real sustentabilidade e operacionalidade. Como são recém-nadas e não haver reproduções de terceiras, vamos aguardar que as mesmas sejam, paulatinamente, melhoradas quanto às críticas nascidas.

As vias rodoviárias estão a ser recuperadas e, ou, novas emergem nas terras férteis de Angola. Todavia, e as fotos que correm nas páginas sociais e nos blogues são disso prova, nem todas estão a ser correctamente recuperadas dado que, quando as forças da natureza, tão fortes e pródigas no nosso continente, se assumem mostram como algumas recuperações foram feitas sem princípio, meio e fim, ou seja, sem uma verdadeira e clara consistência que evite novos custos quer de manutenção quer, mais grave, de re(re)cuperação.

E é por causa disso que algumas ONG reclamam de eventuais buracos na nossa economia e no nosso erário público. Alguns, fidedignos e verdadeiros tundavalas que levam aquelas a reclamarem junto das organizações político-económicas internacionais para a sua influência na resolução e esclarecimento das tais depressões. (...)" (continuar aqui)
Publicado no semanário (Angola), "Opinião", ed. 220, de hoje.