26 dezembro 2013
RCA em análise na RFI
Final do ano e análise para a RFI Português sobre a República Centro-Africana.
Bom ano a todos com os desejos que África olhe mais para a floresta e não tanto para alguma dispersa árvore e muito menos para o seu abstruso umbigo (na realidade o umbigo de muitos dos seus ineptos dirigentes)!
A análise pode ser "vista" aqui com acesso a audio.
20 dezembro 2013
Feliz Natal e Bom Dia de Família 2013
Para todos Vós que tendes paciência para lerem e comentarem os meus escritos e as minhas "lamentações"!
Angola compra porta-aviões?
Por mais de uma vez, inclusive na minha Dissertação de
Doutoramento, alertei que Angola se queria ser uma potência efectiva
necessitava de ter uma boa e sustentada marinha para proteger não só as suas
costas como as suas linhas de abastecimento, em particular a zona do Golfo da
Guiné.
Mas comprar, a confirmar-se – o semanário Novo Jornal também
fala no assunto esta edição –, uma flotilha de navios obsoletos e prontos para
serem desmantelados, como um porta-aviões e quatro navios patrulha (de origem
espanhola sem ter um submarino de protecção, não lembra o diabo (a não ser que
compre ou peça emprestado um dos submersíveis portugueses…)
Acresce a esta compra a já propalada compra efectuada à
Rússia de tanques e aviões, também eles prontos, segundo consta, para irem para
abate.
Parece que virámos sucateiros!
E, complementarmente, o citado porta-aviões só costumava
albergar aviões de descolagem vertical, tipo Harrier, de origem britânica. Que
se saiba não temos este tipo de aviões nem os que vêm da Rússia são deste tipo,
pelo que, das duas, uma, ou vamos virar agulhas para os britânicos e comprar
mais aviões e deste tipo ou o porta-aviões – dizem que é o desactivado “Príncipe
das Astúrias” – irá só operar com helicópteros.
Tudo isto enquanto se fala que as nossas forças estão
operacionalmente mal equipadas. Vozes da reacção por certo!
E, já agora, alguém sabe se os sul-africanos, melhor dotados económica e militarmente que nós, foram, por acaso, civilizadamente consultados?...
15 dezembro 2013
"Especial Mandela" na TVI24
13 dezembro 2013
Mandela versus dos Santos
(Foto do Google)
Pelas exéquias e homenagens a Mandela, um amigo próximo
fez-me um repto. Tentar verificar as semelhanças ou dissemelhanças entre os
líderes das duas maiores potências regionais da África Austral ou seja, entre
Nelson Mandela e Eduardo dos Santos.
Um repto nada mais difícil dado que um acabou de falecer e
já não era presidente há vários anos e outro mantém-se no poder há cerca de 35
anos.
Mas como não fujo a reptos tentei criar um quadro onde
pudesse colocar as características de cada um e, no fim, tentar fazer coexistir
as várias similitudes e, ou, diferenças entre eles. Realmente, nada mais
difícil. Mas, vejamos pois…
Mandela tal como dos Santos lutaram pelos seus ideais que
passaram por lutas revolucionárias, em alguns casos, armada. Mas enquanto
Mandela visava o direito à qualificação humana e ao direito a “um Homem um
voto”, dos Santos apontou sempre para a consolidação do Poder face àquilo que
considerava os inimigos de Angola.
Pelas suas ideias Mandela foi detido enquanto dos Santos
tornou-se o detentor do Poder após o falecimento de Agostinho Neto – já lá vão
34 anos bem medidos –; Depois da sua libertação Mandela apoiou a criação de uma
Comissão de Verdade e Transparência onde inimigos se auto-confessaram os
eventuais crimes cometidos contra terceiros e todos ficaram felizes e de
consciência tranquila. Ou seja, Mandela em vez de perseguir quem o perseguiu
conseguiu unificar e fortalecer um Nação, a que chamaram de “Nação Arco-íris”.
Já dos Santos, apesar de ter chamado alguns dos antigos combatentes da UNITA
para cargos ministeriais e militares, poucos, nada fez, ou parece ter tentado
fazer, para diluir as diferenças políticas entre os antigos contendores. E se
fez ou tentou, muitos dos seus correligionários mantém as velhas políticas de
“eles são os maus, os assassinos” e “nós os bons, os visionários”. Dúvidas,
basta ver o que estes escrevem nas páginas sociais.
Mandela concorreu e venceu as eleições legislativas e
presidenciais e ao fim de um mandato optou por devolver o cargo a novos
concorrentes ficando como a personalidade de referência nacional, o Líder; já
dos Santos, que entro por indicação do Comité Central do seu partido após o
falecimento de Neto, já concorreu a duas eleições, uma das quais não terminada
e prevê manter-se no cargo por dois, pelo menos oficiais, mandatos, ou seja,
deverá sair ao fim de cerca de 42 anos de Poder. Parece que quer ficar do
Guiness-Book de records como o líder que mais tempo esteve no Poder, isto se Obiang,
da Guiné-Equatorial, o deixar, já que está no poder há mais 1 ou 2 meses…
Finalmente e em análise simples e curta porque haveria muito
para apontar a ambos, Mandela após deixar o cargo presidencial ofereceu a sua
imagem e inteligência para uso – e abuso, muitas vezes – da Nação sul-africana
e criou uma fundação que visou a harmonização social no País. De dos Santos,
além da sua Fundação que também visa, reconheça-se, defender valores sociais,
hoje em dia aparece, levado pela forçada imagem que os seus assessores – ou
outro nome – fazem emitir como um líder afastado da população – não esqueçamos
as manifestações recentes – virado para farol de uma certa África que muitos já
não a reconhecem.
Resumindo, parece-me que é difícil estabelecer paralelos
similares ou não entre Mandela e dos Santos. Até porque as raízes políticas e
sociais de ambos são bem dissemelhantes. Se de um sabe-se que vem de uma
família nobre e de casta reconhecida, o outro mantém segredo quanto às suas
origens apesar dos seus assessores tentarem, periodicamente o que não ajuda,
fazer crer que é uma personalidade clara e bem formada. Eu acredito, mas será
que a população menos enquadrada e intelectualmente afirmada acreditará?
Vamos dar um pouco de espaço temporal e voltemos a esta
matéria quando as ideias estiverem mais assentes e frias…
(Este texto foi também hoje citado e publicado no Folha 8 conforme imagem, com os meus agradecimentos aos editores deste bissemanário!)
(Este texto foi também hoje citado e publicado no Folha 8 conforme imagem, com os meus agradecimentos aos editores deste bissemanário!)
06 dezembro 2013
Mandela (1918-2013) um dos 5 Humanistas do Século XX/XXI
(Só em 1 de Julho de 2008, que Mandela saiu da lista norte-americana dos "terroristas" e com Bush)
Em 1989, no âmbito da Licenciatura, escrevi uma monografia sobre o
ANC onde, em abono da verdade e apesar de não transparecer totalmente, não fui
muito bom com Nelson Mandela.
Essa monografia pode ser
lida, integralmente, aqui.
Dela não tenho qualquer
pudor em a mostrar, até porque foi uma das primeiras, se não mesmo a primeira
que fiz na Universidade, onde se espalham muitas deficiências que, ao longo dos
anos, fui esbatendo ou tentando esbater e melhorar, se o consegui ou não, os
críticos que o disparem!
Mas voltando a Nelson Rolihlahla Mandela, um dos 5 ou 6 Grandes
Humanistas do último século que decorreu entre o fim da 2ª Guerra Mundial e
esta altura – os outros foram Mohandas
Karamchand (Mahatma) Gandhi (1869-1948), Martin Luther King Jr, John
(1929-1968), John Fitzgerald Kennedy (1917-1963), Mikhail Sergeyevich
Gorbachev (ou Gorbachov, 1931-) e e Karol Józef Wojtyła (Papa João Paulo II, 1920-2005) –, Mandela mostrou o quanto estava errado nas
minhas cogitações e como um "rebelde", como lhe chama o jornalista
António Mateus se tornou na principal figura política e Humana de África.
Obrigado
Madiba!
Até sempre Madiba!
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