07 maio 2014
Eleições na África do Sul...
13 dezembro 2013
Mandela versus dos Santos
(Este texto foi também hoje citado e publicado no Folha 8 conforme imagem, com os meus agradecimentos aos editores deste bissemanário!)
06 dezembro 2013
Mandela (1918-2013) um dos 5 Humanistas do Século XX/XXI
05 dezembro 2013
27 julho 2012
O triângulo meridional de África
Publicado no semanário "Novo Jornal", edição 236, de hoje, 1º Caderno, página 21
08 janeiro 2012
ANC é centenário

O Congresso nacional Africano (ANC – African National Congress) completa hoje 100 de existência a favor do predomínio da maioria em detrimento do domínio da minoria.
Uma das minhas primeiras monografias, em Janeiro de 1989, quando me iniciais nas lides académicas universitárias – e por isso mesmo, muito sintética, despretensiosa e fraca – foi precisamente um estudo sobre o ANC que pode ser visto aqui.
Só estranho, dadas as similitudes que existem entre o ANC e o MPLA e as simpatias entre Eduardo dos Santos e Jacob Zuma, que o portal do Jornal de Angola nada refira a esta data…
Parabéns ao ANC e ao seu líder histórico, Nelson Mandela.
(imagem da internet)
09 dezembro 2011
Há um efeito boomerang das crises árabes?
Na África do Sul houve três antigos baluartes do ANC que viraram para a oposição democrática e para um dos seus antigos membros, entretanto expulso daquela organização. (ver aqui)
Em Moçambique as eleições intercalares regionais deram vitória repartida entre a Frelimo – em Pemba, onde o seu candidato obteve quase 89% dos votos (também Mubarak chegou a obtê-los e vê-se…) – e a MDM, com o pretendente democrático a conquistar, com significativa maioria, a cidade de Quelimane, e a contestar a vitória da Frelimo em Cuamba. (ver aqui e aqui)
Será o início do efeito boomerang da Primavera Árabe, agora na parte meridional de África?
Transcrito no , secção "Moçambique"
13 julho 2011
Mandela Day em Portugal

Essa é uma das maiores vontades de Nelson Mandela e do Nelson Mandela Children’s Hospital Trust.
Aliaram-se a este desígnio o Hospital de S. João e uma Comissão Honorária, dirigida pela Primeira-dama portuguesa, Dra. Maria Cavaco Silva e pelas anteriores Primeiras-damas, Dras. Maria Barroso, Manuela Eanes e Maria José Rita, bem como pela Dra. Margarida Uva e S.A.R. Dona Isabel de Bragança.
A este evento podem associar-se todos os que estiverem dispostos a colaborar através de um donativo ou por via da compra de lugares na mesa de jantar, com o custo de €200 cada lugar.
Para isso basta depositar o citado donativo na conta 0000 4292 5314, do BES, em nome de Mandela Children’s Hospital e contactar os telefones 213192215 ou 925783515 ou o e-mail ambsa@embaixada-africadosul.pt até ao próximo dia 14 de Julho.
14 dezembro 2010
Jornalista lusófono censurado na África do Sul?
De acordo com um artigo hoje publicado na sua rubrica Alto Hama, no Notícias Lusófonas, o jornalista angolano-português Orlando castro terá sido, eventualmente, censurado num órgão de informação sul-africana.Digo, eventualmente, porque ainda quero acreditar que tudo não passou de uma gralha do jornal sul-africano Mail and Guardian na não publicação, ou, então, que a sua jornalista, Louise Redvers, se enganou no endereço da secção para onde deveria dirigir a publicação da entrevista.
É que ninguém quer acreditar que as boas relações políticas relançadas ainda recentemente entre Luanda e Pretória sejam suficientes para que um órgão informativo e independente de um outro país sejam suficientes para que haja uma clara violação da liberdade de escrita e de pensamento, mesmo que este seja contrário ao que eu defendo!
Recordemos que é na diversidade e no contraditório que está a beleza do contraste das opiniões!
12 agosto 2009
Golpe no Lesoto, será…?
Parece, porque a comunicação social, veiculando notícias fornecidas pelo próprio Governo de Moçambique (or Mozambique – perguntem à Frelimo e à Renamo), indica que seus nacionais terão estado envolvidos neste eventual acto externo tendo sido mortos 4 moçambicanos e detidos outros 5 num pretenso grupo de 13 mercenários.
É estranho que só agora as notícias tenham ocorrido principalmente quando quem, na prática, quem gere os destinos políticos e governativos do pequeno reino sotho incrustado na África do Sul é, precisamente, este país.
Mas se o embaixador moçambicano na África do Sul e no Lesotho, Fernando Fazenda, o afirma e diz que queriam derrubar o Governo do premiê Pakalitha Mosisili, é porque tem razão. Só não se entende, à parte de haver necessidade de apurar a efectiva nacionalidade dos envolvidos que tudo tenha estado no segredo dos deuses…
Segundo o que se sabe, os moçambicanos, na maioria antigos militares desmobilizados, teriam sido recrutados como seguranças para os Estádios do Mundial da África do Sul, do próximo ano, e quando estava numa região do estado de Orange é que tomaram conhecimento da sua real missão.
Sendo, como já afirmei atrás que a África do Sul é quem, efectivamente, gere os destinos deste pequeno reino de 30.355 km2, onde nada se passa sem que os sul-africanos saibam, torna-se evidente que a história está demasiadamente mal contada.
Esperemos que as autoridades moçambicanas aprofundem a matéria e tragam à tona o que efectivamente aconteceu.
A SADC e os países da zona por certo agradecerão…
E Moçambique, por certo, ainda mais. É que se conseguem arregimentar pessoas da forma que o fizeram e para os fins em causa, com os problemas sociais que persistem em Moçambique, e com as eleições tão próximas com partidos descontentes quem garante que o mesmo não possa vir a acontecer na Princesa do Índico… ou num outro qualquer lugar onde o mesmo acontece?
E tudo isto “aparece” 100 dias após o início do consulado de Jacob Zuma e da visita de Hillary Clinton à África do Sul…
25 junho 2009
Taça das Confederações, ninguém avisou a Espanha?
A soberba nunca foi boa conselheira e no desporto, em geral, e no futebol, em particular, como dizia uma antigo futebolista português, previsões só no final do jogo.
Foi o que parece ter acontecido à Espanha que davam, pelo menos os seus jogadores, ou aqueles que tiveram direito a falar à comunicação social, como certa a final e, em princípio, para eles certo, com o Brasil.
Pelos vistos, o departamento técnico espanhol não lhes mostrou como os norte-americanos tinham eliminado a selecção sensação que nas vésperas tinham derrotado a campeã mundial Itália.
Quando as vitórias chegam demasiado alto e queda na realidade é, quase sempre, catastrófica que, por razões da conclusão da minha Tese não pude ver e apreciar. Daí os 2-0 com que o seleccionado do Tio Sam despachou os “manolitos” e espera, agora, pelo jogo entre os “bafana-bafana” e os canarinhos latino americanos…
10 maio 2009
África do Sul tem novo Presidente!
Esperemos que como Chefe de Estado, Zuma consiga o que não conseguiu noutras circunstâncias; ou seja, deixar as controvérsias e gerir a potência regional afro-austral – não esquecer que, economicamente, a África do Sul é membro do G20 – na linha daquilo que o seu mentor e apoiante, Nelson “Madiba” Mandela mais espera dele, governar bem sem as utopias e desvios do segundo presidente e seu anterior antecessor, Thabo Mbeki (Kgalema Motlanthe, o terceiro, foi-o somente como interino e de transição entre Mbeki e Zuma).
Talvez, por isso, e pela primeira vez, Angola se fez representar ao mais alto nível na tomada de posse. Será que se perspectiva uma maior aproximação entre os dois colossos afro-austrais e o eixo Luanda-Pretória se vai afirmar ainda mais no contexto austral e centro-aaustral de África?
Ou como prospectiva, e com certa razão, Mário Pinto de Andrade, esta reunião, logo no primeiro dia, entre Jacob Zuma e Eduardo dos Santos será não só um reforçar do eixo, como o acelerar da integração regional da SADC?
Vamos aguardar…
30 abril 2009
Madagáscar poderá vai virar grande vespeiro
Como se não fosse surpreendente que o “Tribunal Constitucional” acabasse por aceitar, embora por maioria, conceder o poder a um indivíduo que, constitucionalmente, ainda não tem idade para ser Presidente;
Como se tudo fosse pouco, os militares decidiram deter os três membros do Tribunal que contestavam a entrega do poder a Andry Rajoelina;
Apesar da vida económica e social em Madagáscar mostrar que está num claro e quase irreversível ponto de ruptura onde se associa o facto de nem a União Africana e nem a SADC mostrarem ter qualquer efeito dissuasor junto dos Estados-membros onde situações análogas persistem;
Face a todas estas situações parece que uma parte da população quer fazer reverter a situação social e política perigosa onde caiu o País.
Há umas semanas que apoiantes do presidente Marc Ravalomanana têm aumentado a sua contestação ao “TGV” Rajoelina, ao mesmo tempo que sectores militares fiéis ao novo Presidente, continuam a apertar o cerco aos opositores à nova Administração enquanto a violência na capital, Antananarivo, aumenta aliado ao facto de forças militarizadas saquearem escritórios à procura, pensa-se, de dinheiro o que mostra o quanto caiu a frágil economia malgache.
Face a esta situação, um grupo de personalidades próximas de Ravalomanana decidiu formar um novo Governo o que irá criar uma maior confusão até porque, se a comunidade internacional não reconheceu a autoridade de Rajoelina terá de reconhecer o Governo pró-Ravalomanana.
Uma situação preocupante no cone austral de África, até porque Madagáscar, apesar de ser uma ilha, ou talvez por isso mesmo, é um mosaico rácio-cultural muito diversificado com calaras influências exógenas e fortes.
Se os dois Estados da região que se perfilam com potências (África do Sul e Angola), com particular destaque para o próximo presidente da África do Sul, e por razões diferentes não tiverem uma intervenção mais clara e objectiva na República Malgache, este país, mais ainda que Zimbabué, poderá se tornar num perigoso vespeiro para a região.
Recordemos outras ilhas na zona e como elas vão evidenciando uma preocupante alteração social e política com ciclos de alguma certa instabilidade…
23 abril 2009
África do Sul e a contagem dos votos
(Jacob Zuma, o novo presidente? Foto ©daqui)A República da África do Sul (RAS) foi ontem a votos para as Legislativas e, complementarmente, para a eleição, por via indirecta, do seu novo Chefe de Estado. Cerca de 77% da população participou no acto eleitoral.
À partida tudo indica que o ANC (Congresso Nacional Africano), que está no poder há cerca de 15 anos, ou seja, desde que o a RAS se tornou no “País de Arco-íris” e desde que Nelson “Madiba” Mandela assumiu, com a inteligência que todos lhe reconheceram, e reconhecem, os destinos do País, deverá manter a sua larga maioria.
Ainda assim, se a vitória não está em discussão, já a sua habitual maioria qualificada parece não estar assegurada, ainda que o seu principal candidato, o polemitizado Jacob Zuma, considere isso possível bem assim a sua imediata eleição na Assembleia Nacional.
Hoje começou a ser feita a lenta contagem do escrutínio. E as primeiras indicações antevêem um ANC com dificuldades em mater a maioria qualificada devido não só ao aparecimento de um reforçado Congresso do Povo (COPE) e que inclui elementos descontentes do ANC, como da Aliança Democrática (DA) que já garantiu a vitória numa circunscrição.
Algumas das razões para o eventual fracasso na não renovação da maioria qualificada estará, em parte, segundo analistas sul-africanos, no Jacob Zuma (as acusações proferidas, em tempos, contra ele, como a de corrupção, foram anuladas por interferência de terceiros, como o referenciou o PGR local, pelo que a sua eventual culpa, ou não, nunca foi, nem será, parece, provada em Tribunal) e na possível alteração da Constituição sul-africana que, a ser feita, seria a contento exclusivo, do ANC.
De acordo com notícias da RAS, o ANC teria perdido, também, numa das regiões mais pobres do País, perto da província de Joanesburgo.
Vamos ver quem no fim irá, de facto, cantar uma efectiva vitória… (porque na prática e como sempre todos cantá-la-ão.)
22 setembro 2008
Ainda nem arrefeceu e… ala que se faz tarde!
(foto AFP via BBC/Google)Até parece que o ANC tem receio que a sua maioria não acate a ordem do partido e rejeite a demissão de Mbeki, embora uma das razões que alguns analistas sul-africanos apontem com válidas para a escolha de "um conciliador" é que Motlanthe é visto como uma ponte entre os partidários de Mbeki e os acólitos de Zuma dado que, até ao momento, sempre soube estar equidistante das duas partes havendo quem dentro do ANC o considere demasiado “politicamente correcto”.
Note-se que o nome de Motlanthe chegou a estar virtualmente ligado ao escândalo do programa "Petróleo por Alimentos", no Iraque, mas nunca chegou a ser processado.
Vamos ver se realmente a Assembleia Nacional confirma a demissão de Mbeki e se aceita a proposta do ANC até às previsíveis eleições no segundo trimestre de 2009.
21 setembro 2008
Thabo Mbeki demitie-se?
(Em breve muda-se a profundidade da imagem entre Zuma e Mbeki; foto ©Paul Simão, daqui)Um pouco estranha esta atitude de Mbeki quando, na prática, se expõe à moção de censura porque só nessa altura a Assembleia Nacional poderá, de facto, confirmar o fim do seu mandato.
Ou, então, o que Mbeki terá solicitado ao Speaker sul-africano é que este solicite ao parlamento deste país que aceite a sua demissão e a torne efectiva.
Em qualquer dos casos, Mbeki já há muito tinha perdido a confiança do seu partido, o ANC, principalmente quando incutiu a demissão do seu então vice-presidente Jacob Zuma por motivos jurídicos, mais concretamente devido a acusações de corrupção e de violação.
Por isso não foi surpreendente que Mbeki, na declaração pública televisiva que fez quando informou da entrega da demissão, ter relembrado que desde 1994, com a conquista da liberdade o poder político e executivo tem "actuado de forma consistente na defesa da independência do sistema judiciário. Por esta razão os nossos sucessivos governos honraram todas as decisões judiciais, incluindo aquelas tomadas contra o executivo".
Mas como bom e subserviente homem do ANC que Mbeki é, aceitou as instruções do seu partido e que diz ainda pertencer diz e, por esse facto, "respeitar as suas decisões", ou seja, não continuar do poder até ao final do seu mandato em 2009. Não se sabe se haverá eleições antecipadas ou se o seu sucessor, interino por certo, continuará até às previstas eleições do próximo ano.
Enquanto isso, vamos ver como alguns dos seus vizinhos se vão comportar até porque, dois deles e ao contrário do que fazem crer não gozam das simpatias de Zuma, apesar de ainda recentemente o actual presidente do ANC ter visitado a capital desse país e dizer que as relações são privilegiadas…
20 setembro 2008
Mbeki de saída? Com isso Mugabe vai protelando
(as preocupações de Mbeki são evidentes; foto ©Jon Hrusa/EPA/RTP)Por isso não é de estranhar que na África do Sul os mujimbos que correm sejam de que o ANC quer Mbeki seja demitido do cargo de presidente da república.
Apesar de Mbeki já ter feito chegar a informação que acolherá qualquer que seja a decisão do ANC, demiti-lo ou apresentar um voto de censura no Parlamento, ainda não colocou o seu cargo à disposição do partido nem se demitirá forçadamente, antes do fim do seu mandato no próximo ano.
Todavia, Mbeki terá convocado uma reunião de emergência do seu Gabinete para ver se consegue acolher o apoio – que parece difícil, se não mesmo impossível – de todos os seus ministros numa possível demissão em bloco, fazendo ver, deste modo, ao ANC que ainda goza de muito prestígio político.
Vamos aguardar pelos próximos capítulos desta novela Mbeki-Zuma e como estará pelos ajustes a procuradoria sul-africana sobre o caso Zuma.
Enquanto isso, o senhor Mugabe, apesar de ter assinado o acordo para o fim da crise zimbabuena e na linha do que eu próprio já havia preconizado, vai fazendo render a sua teimosia em não querer um Governo com ministros rejeitando as propostas do MDC e do seu líder quanto à distribuição das pastas. Para alguma coisa Mugabe afirmou que era humilhante ter de conviver com o MDC…
12 setembro 2008
Mbeki em maus lençóis com Zuma ilibado
(Tomem!!; imagem daqui)Segundo o juiz-presidente as razões para a absolvição de Zuma estarão no próprio PGR ao considerar que este e a NPA sofreram fortes influências do poder político, incluindo vários ministros e personalidades ligadas ao executivo de Mbeki, para que a NPA voltasse a acusar Zuma no caso de aquisição de armamento para as forças armadas, no final dos anos 90.
Esta vitória jurídica de Zuma teve como primeira consequência gritos de vitória dos seus apoiantes e queima de esfinges de Mbeki por parte destes o que condiciona, cada vez mais, a sua tentativa de recandidatura à presidência sul-africana. Os activistas do ANC consideram que Mbeki que está por detrás destes processos-crimes contra Zuma; registe-se que este era o quarto processo depois de outros três terem dado em absolvição: dois processos-crime por corrupção e um terceiro por alegada violação de uma amiga próxima.
Razões suficientes para não surpreender se este desfecho jurídico e o ANC não irão provocar antecipar as eleições na África do Sul. Há muito que o maior partido sul-africano, principalmente deste que Zuma ganhou a liderança, anda em quase completa rota de colisão com o actual presidente sul-africano.
Daí que o líder sul-africano se tenha agarrado à tentativa de resolução do conflito político no Zimbabué para recuperar algum do seu crédito político.
11 setembro 2008
Zimbabué, há acordo mesmo?
(imagem algures via Google)Segundo Mbeki o acordo de partilha de poderes já foi possível e será assinado na próxima segunda-feira. Um acordo que já tinha sido pré-anunciado pelo líder vencedor das legislativas Morgan Tsvangirai.
Era claro que estava muito em jogo na África Austral, mais do que aproximar os dois opositores zimbabueanos.
A liderança política austral era um dos factores que estava em jogo e os sul-africanos, nomeadamente o seu presidente não poderiam, sob pena deste perder todo o resto de capital político que ainda conserva, principalmente no ANC, para as presidenciais do próximo ano, deixar, eventualmente, cair nas mãos de Luanda.
Vamos aguardar que este não seja mais um acordo que dará em nada, como os anteriores.
20 maio 2008
A quem interessa os actos anti-emigrantes na África do Sul?
(Imagem via RTP-África)Sob a desculpa de falta de trabalho – há uma taxa de desemprego na ordem dos 23% e –emigrantes zimbaueanos e moçambicanos (já morreram 6 moçambicanos) são perseguidos e mortos por populares sul-africanos.
Desde Janeiro que os ataques aos chamados emigrantes ilegais, ou indocumentados, se vêem registando. E paradoxalmente, ou talvez não, um dos líderes dessa sanha é um antigo refugiado dos anos do regime de apartheid e que voltou ao país sob a protecção do ACNUR.
Os actos já entraram na parte “nobre” da capital do ouro sul-africano.
Mas será que estes actos anti-emigrantes são mesmo derivados ou movidos unicamente por problemas sociais e económicos?
Não esquecer que o ANC vive com algumas tensões internas que se irão reflectir nas próximas eleições.
As disputas entre o presidente Thabo Mbeki, que tem sido tolerante com o Zimbabué, e Jacob Zuma, que quer uma maior pressão sobre Mugabe são por demais conhecidas e poderão aumentar durante a campanha eleitoral.
Também a Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (COSATU) reconhece que os problemas económicos sul-africanos não se devem à emigração; bem pelo contrário. Foi muito à custa desta que, desde há 100 anos, se tem desenvolvido o tecido económico sul-africano.
Não esquecer que cerca de 10% dos 50 milhões de habitantes da África do sul são emigrantes e são esses que têm mantido a crença Mundial de que os sul-africanos conseguirão realizar o Mundial de futebol de 2010.
Estes distúrbios aparecem no momento menos oportuno e que põe em causa a habitual imagem de tolerância tão querida do país do Arco-Íris.
Por isso a pergunta do título é pertinente. A quem interessam estes distúrbios na África do Sul?







