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05 abril 2012

Fim da “Reconstrução” em 2013?!...

(Enquanto houver imagens com o estas, não pode haver Reconstrução acabada)

A TPA (Televisão Pública de Angola) afirma, citando o presidente José Eduardo dos Santos – provavelmente na sua alocução de ontem pelos 10 anos de Paz, na cidade de Luena, província do Moxico – que, o “Programa de Reconstrução Nacional será concluído antecipadamente no princípio do próximo ano, em vez de 2015/2016 como estava previsto”.

Sejamos honestos, uma vez, até porque sabemos que as eleições estão à porta, mas...

Como é possível tal ambição com os significativos atrasos no saneamento básico e na distribuição efectiva de energia e água potável?

Propaganda e visão política sim, mas com alguma ponderação.

Como ainda não ouvi nem li as palavras de Eduardo dos Santos e como se sabe que, por vezes e não poucas vezes, a TPA é muito expansiva nas leituras que faz, vou aguardar e ler, logo que as recepcione na íntegra, as palavras de dos Santos e depois comentá-las…

05 outubro 2011

Lobito pólo de desenvolvimento

(Salina; onde é que estão? cheiravam mal, mas eram nossas.)

“A cidade do Lobito é a mola impulsionadora do desenvolvimento de Angola por ter uma base logística eficiente, Porto Comercial, o Caminho-de-Ferro de Benguela e uma rede de estradas em direcção a todo o país, afirmou, na passada sexta-feira, o administrador municipal.

Amaro Ricardo disse que o município deve passar a ser visto por outro prisma, tendo em conta as suas especificidades no contexto económico do país.

A privilegiada posição geográfica aliada a um conjunto de infra-estruturas económicas, industriais e comerciais repartidas com o município da Catumbela, sublinhou, proporcionam-lhe excelentes condições para rapidamente conhecer um desenvolvimento sustentável.

“No Lobito, temos uma ligação com o exterior muito grande, razão pela qual recebemos, diariamente, dezenas de turistas nacionais e estrangeiros e por isso não é em vão que a cidade seja denomina ‘sala de visitas de Angola’”, referiu.

Os ganhos do Lobito em 2011

O município registou, este ano, ganhos significativos, entre eles a reabertura do troço ferroviário entre o Lobito e o Huambo, que permite a livre circulação de pessoas e bens a preços módicos e a troca dos produtos entre o campo e a cidade.

O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, recordou que a chegada do comboio à região centro e, posteriormente, à fronteira do Leste é uma mola impulsionadora do crescimento da economia do país.


Educação

Em Março, foi inaugurada, no bairro da Bela Vista, na zona alta na cidade, uma escola do ensino primário, a 4 de Fevereiro, com 12 salas e capacidade para 1.600 alunos, da iniciação à sexta classe, divididos por três turnos.

Lino Passassy, chefe da repartição da Educação, Ciência e Tecnologia, disse que, quando a escola começar a funcionar, no próximo ano lectivo, vai dispor de mais de 50 professores.

O administrador do Lobito frisou já não ser necessário que as crianças da Bela Vista continuem a assistir às aulas em quintais e debaixo de árvores, sentadas em latas de leite.

Entre as condições que escola tem, referiu as boas carteiras, os quadros, o ambiente climatizado, água potável, uma sala para os professores e outra para reuniões e gabinete do director.

Outra escola, a “Sagrada Esperança”, na zona comercial da cidade, foi reinaugurada em Maio, após seis meses de obras, com 17 salas de aulas contra as sete anteriores.

O estabelecimento pode acolher cerca de mil alunos no 1º Ciclo, nos períodos da manhã, tarde e de noite.

As obras, concluídas em vésperas do Dia Internacional da Criança, estão orçadas em 1,2 milhões de dólares financiados pelo governo provincial de Benguela.

Além das salas, a escola “Sagrada Esperança” passou a ter dois balneários, sete casas de banho e gabinetes para professores e pessoal administrativo.
O director da escola, Veríssimo Camilo, lembrou que a escola, construída em 1930, se encontrava em avançado estado de degradação, mas que agora, além de ter uma nova imagem, oferece segurança para os alunos e professores e dispõe de um recinto para as crianças poderem praticar desporto.


Centro de Saúde


Um Centro de Saúde, construído de raiz, foi aberto em Março, no bairro 17 de Setembro, na zona alta da cidade, com o objectivo de descongestionar o Hospital Geral e de proporcionar serviços essenciais básicos às comunidades.

Zeferino Joaquim, chefe da repartição municipal de Saúde, declarou que a abertura da nova unidade hospitalar significava a vontade e o interesse do governo na resolução dos problemas mais prementes da população.

O centro, com serviços de urgência, ginecologia e obstetrícia, pediatria, clínica geral, laboratório, hemoterapia, Programa Alargado de Vacinação (PAV), estomatologia, RX e farmácia, tem capacidade para internar 24 pacientes e dispõe de cinco médicos, 51 técnicos, 54 trabalhadores de base e administrativos, director-geral, administrador e um enfermeiro chefe.

A par do centro foram construídas cinco casas, já apetrechadas, destinadas aos médicos.

Ao todo, começam a ser construídas, esta semana, no município do Lobito, três mil casas, no âmbito do programa de construção de um milhão de fogos habitacionais em todo o território nacional.


Operários da cana-de-açúcar


No dia da cidade, 2 de Setembro, foi inaugurada, na estrada Lobito/Benguela, a rotunda com uma escultura a homenagear os ex-trabalhadores da Açucareira 1º de Maio da Catumbela.

“Com a inauguração desta escultura, queremos transmitir às gerações mais novas o passado do Lobito e da Catumbela e o que representou a plantação de cana-de-açúcar para o município, nas décadas de 1950 a 1970”, disse o administrador municipal.

Amaro Ricardo anunciou que, com o apoio dos empresários locais, vai ser erguida uma estátua ao camionista, “figura chave em todo o processo de paz, progresso e desenvolvimento económico e social do país”. As festas da cidade do Lobito, iniciadas em 17 de Agosto, encerraram oficialmente na sexta-feira, com custos orçados em mais de cinco milhões de kwanzas patrocinados pelos empresários locais. Nas festas, entre outras iniciativas, realizaram-se a Feira de Gastronomia e outra recreativa, a Gala de Moda, Semana do Herói Nacional e actividades desportivas e recreativas.”

(com a devida vénia ao Jornal de Angola, edição online, 5/Out./2011)

Por vezes sabe bem ao ego ver notícias destas mesmo que a mesma esteja estampada no jornal oficial do regime (ou por isso mesmo…)

Talvez que agora se recupere a mística da Cidade-Jardim, a bela Sala de Visitas de Angola.

Provavelmente porque não começar por recuperar a Colina da Saudade tão abandonada que estava há pouco tempo que lá estive. Uma dor de alma ver tudo tão castanho…

E, já agora, era bom que chegassem a uma conclusão quanto à data da cidade. recordo ter lido no mesmo órgão oficial e na Angop, duas datas díspares (2 de Setembro e 18 de Setembro). Em que ficámos? O problema é que nas duas datas nada se viu nem nada se percebeu...

11 setembro 2009

Será que há eleições para breve?

(imagem ©ANGOP)

É que se não há, parece. Como parece que estamos na época das inaugurações, a esmo, de pontes e estradas...

Ontem foi a Ponte sobre o rio Catumbela, em Catumbela, na ligação da via rápida Lobito a Benguela pelo presidente da República, Eduardo dos Santos.

Na próxima segunda-feira, 14 de Setembro, deverá ser inaugurada a
nova ponte sobre o Cunene, em Xangongo, município de Ombadja, e que liga a estrada, em reconstrução, de Onjiva a Humbe. Na mesma altura o troço Onjiva/Xangongo, com 108 quilómetros, construida igualmente pela empresa China Road and Bridge Corporation (CRBC) num investimento de 47 milhões de dólares, será também inaugurada nesse dia.

A ponte, construída pelos chineses da China Road and Bridge Corporation (CRBC) – sucursal de Angola – entre Maio de 2007 a Junho de 2009 (onde já vi isto? ou seja, este tempo todo entre o final da construção e a sua inauguração?) tem um comprimento na ordem dos 800 metros e prevê aguentar até 100 toneladas de peso bruto.

03 agosto 2009

Inaugurada ponte Armando Emílio Guebuza

(imagem "macua")


"Este fim-de-semana Moçambique, 34 anos depois da independência ficou, finalmente, ligada por terra de Norte a Sul, ou seja, do Rovuma a Maputo, com a inauguração da ponte sobre o rio Zambeze, Armando Emílio Gebuza.

A ponte, construída por um consórcio luso e com cerca de 2,5 quilómetros de comprimento – uma das maiores de África –, teve como padrinho um familiar do homenageado – tentei ver na Internet realmente quem foi o homenageado, mas não consegui vislumbrar – no caso, o presidente Armando Emílio Guebuza…

Acredito que seria um familiar muito próximo dado a total similitude do nome e não o próprio. Isso só acontece em países de regimes autoritários – caso da actual Ponte 25 de Abril, em Portugal, inaugurada como Ponte Salazar em homenagem ao Chefe de Governo da altura – ou regimes democráticos de partido quase único – recordemos como foi instituída uma Universidade em Angola com o nome de… José Eduardo dos Santos, o ainda actual presidente de Angola.

Por outro lado, em ano de eleições, o presidente não gostaria de ver associado o seu nome a uma obra emblemática porque seria considerado uma tentativa de influenciar o eleitorado, o que só acontece em regimes autocráticos de partidos quase únicos ou mexicanizados…

Ora como Moçambique não é nada disto e abomina a autocracia angolana, como se sabe, a ponte só pode estar a homenagear um familiar do actual presidente. Até porque não foi ele que lançou as bases para a sua construção, pois não? (...)" (continue a ler aqui ou aqui).
Publicado no , secção "Colunistas", de hoje, com o título acima.

22 abril 2009

Começou a "final-four" do basquete angolano, mas...

(foto ANGOP)

Depois de se ter apurado o vencedor da Taça de Angola, iniciou-se, hoje, a fase final, a quatro, do Campeonato nacional de Basquete angolano, entre o Petro de Luanda e o ASA, que seria, digo seria porque como adiante se verificará acabou suspensa, a partida inaugural, e entre o 1º de Agosto e o Recreativo do Libolo, do Kwanza Sul (as outras três são de Luanda).

Só a partida entre os "militares" e o cinco do Libolo se cumpriu com a vitória daqueles por 107-97. A partida entre os "petrolíferos" e os "aviadores" teve um desfecho inesperado: faltou a luz no Pavilhão da Cidadela, o principal pavilhão desporivo de Luanda, quando o ASA vencia por 43-30 perto do fim do segundo período.

É incrível, é inaudito, que se pense em construir habitações (indiscutivelmente necessárias, principalmente se forem para as populações mais carenciadas), ou em fazer novas infra-estruturas desportivas e depois se esqueça de alguns dos mais elementares apoios, como é a luz eléctrica.

Como é possível se falar em desenvolvimento, que é indiscutível, registe-se, se depois não se tem uma rectaguarda condigna.

Talvez seja altura de se repensar certas prioridades!

26 outubro 2008

Um banco da CPLP?

Por vezes a CPLP parece dizer que ainda está viva e com saúde.

Quanto ao estar viva, mesmo que não queiramos acreditar, aparecem sempre alguns eventos subordinados a esta Organização comunitária que se diz dos Países de Língua Portuguesa. Quanto ao estar de saúde, alguns desses eventos mais não parecem que estertores de doentes terminais que estão às portas da morte mas que querem demonstrar o contrário.

Por isso a informação saída da reunião da Organização Cooperativa dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP), que será criado, a curto prazo, um Banco de Desenvolvimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para financiar programas de desenvolvimento e potenciar as empresas e associações do espaço lusófono parece mais um daquelas informações avulso para dizerem que a CPLP ainda está viva.

Mas, caso se confirme criação deste Banco poderá ser nas palavras dos organizadores do VIII Encontro da OCPLP, ocorrido em Lisboa, um instrumento capitalizador e de suporte financeiro das acções de desenvolvimento sustentável e de bem-estar sócio-económico das populações dos Estados membros.

Vamos aguardar para ver se não acontece como outros instrumentos previstos e, por vezes, tão propalados e que nunca saíram das intenções dos membros da CPLP.

E, já agora, quem vai definir as estratégias e directrizes deste Banco?

04 abril 2008

Eu ainda tenho um sonho…

(Eles mostraram aos políticos como se põe o interesse de Angola acima dos seus próprios interesses; mas os políticos parece que ainda não compreenderam como fazer...) (foto Not.Lusófonas)


"Tal como Martin Luther King, falecido há precisamente 40 anos (4-Abr-1968), eu ainda tenho um sonho.
Ainda continuo a sonhar que a assinatura que dois homens da guerra Geraldo Abreu “Kamorteiro”, pelas FALA, e o general Armando Cruz Neto, pelas FAA, posta em 4 de Abril de 2002, no chamado Memorando de Entendimento que pôs fim à guerra fratricida entre angolanos, possa vir um dia ter efeito.
Não bastou a boa vontade daqueles dois Homens que, melhor que ninguém, souberam o que a Guerra provoca e o quanto a Guerra castra e impede um Povo de ser grande e feliz.
Ainda sonho que não mais sejam necessários eventos como o que há dias se registou e que, passe a vontade dos organizadores em homenagear a força de vontade e a solidariedade entre as vítimas, era dispensável. Falo do concurso de “Miss Angola Sobrevivente de Minas 2008”.
Se as mulheres angolanas têm sido um dos alvos dos mais mortíferos brinquedos dos homens de guerra plantados em muitas savanas e chanas nacionais, também os homens e, principalmente, as crianças são vítimas contínuas. E se os homens e as mulheres admitem conseguir aceitar o seu desígnio, dificilmente uma criança consegue não deixar de sentir uma enorme revolta por impedirem-no de ser criança, de brincar como uma qualquer despreocupada criança.
Ainda sonho que verei Angola um País enorme, feliz, sem fome, com doenças residuais e onde um Ministro não diga nunca mais que protege melhor os seus cães que o seu povo.
Ainda continuo a sonhar que o meu Povo deixará de passar fome, terá água canalizada e energia eléctrica contínua e sem problemas.
Ainda sonho que um dia Angola não terá mais guerras e que Cabinda está, enfim, em efectiva paz social e económica.
Eu ainda mantenho forte o sonho que poderei ver o meu Povo e os meus políticos sentirem que vivem num Grande País.
Para isso é necessário que ponderemos com frieza o que nos trouxe os 6 anos de Paz militar!
Para isso é necessário que os seus dirigentes mudem de mentalidades e compreendam, enfim, que Angola é dos angolanos – TODOS – e não só de uns quantos que têm muitíssimo, enquanto milhões nada têm!
Tal como o senhor King eu ainda sonho!
"

Artigo publicado no , "Colunistas" de hoje e que também pode ser lido aqui. Igualmente publicado no , "Hoje convidamos...", em 8/Abril/2008.

13 setembro 2007

Ouvindo palestra na ONU sobre Desenvolvimento em África

(Como os entendo e como compreendo a sua audição compenetrada. O Desenvolvimento em e para África merece muito convicção)
"Caras(os) ,
Todos nós somos testemunhas daquelas sonolências monumentais que nos Congressos, Conferências e reuniões importantes, acometem até o mais diferenciado participante, congressista, o mais sisudo cientista- independentemente da sua cor, da convicção religiosa ou filosófica, e dos gostos musicais; especialmente depois da pausa para o almoço. E se o dito incluir um Tintol alentejano...
Pois é: esta foto carrega consigo alguma maldade..., ou, eventualmente, intenções cavilosas, como dizia um político local que gostava de usar o bom Português.
A foto dos nossos ilustres congressistas faz-me recordar a história de um polícia americano, num dos Estados do Sul, onde o preconceito racial ainda vigora ora quieto, ora escondido, e frequentemente de modo claro e transparente, que dizia o seguinte( anos 60/70):
"...Os Negros não fazem jogging, são é uma cambada de ladrões...". E acrescentava: "...Na dúvida, sobretudo se for ao anoitecer, disparo!..." .
Anda um tipo a seguir os conselhos e as sugestões dos médicos acerca da importância do exercício físico aeróbico e...choca com uma bala perdida; sem saber ler nem escrever.
Tudo isto, meus caros - pessoas sem preconceitos de ordem racial - é apenas para retomar o trabalho neste 2º período com um sorriso nos lábios. E sem aquela sonolência da foto...
Saudações amigas
Jerónimo Belo
"

Esta mensagem electrónica, que acompanhava a foto acima, recebi de Luanda e teve a devida autorização do autor como texto assinado. Pelo facto, assim está.