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12 janeiro 2007

Caiu a máscara da vergonha?

(foto ©Didinho/Ernst Schade)
Agora que parece ter o poder quase por inteiro (será que Na Waie, o CEMGFA, estará realmente pelos ajustes?) e a calma bonomia da Comunidade Internacional (que mais se preocupa com o Iraque, Irão, Coreia do Norte, Afeganistão e, agora, Somália), nada irá, por certo pensará ele, demover o “Boy 4” de arrumar de vez com os “inimigos”.
E tudo parece ter começado, objectivamente, num pouco discreto pedido a “Nino” que dissolvesse o parlamento e não na morte do comodoro Lamine Sanha; este terá sido o termo final.
Mas o ridículo da questão Bissau-guineense pela solicitação do Procurador-geral da República (PGR) a Carlos Gomes Júnior que se apresente na Procuradoria para testemunhar sobre a situação que levou à falhada tentativa da sua detenção, pelas Brigadas de Intervenção Rápida (BIR), tendo para isso já enviado à Assembleia Popular um pedido de autorização de audição.
Mas será que o PGR é ingénuo? Acredita o PGR que logo que o antigo primeiro-ministro e líder do PAIGC saísse dos escritórios da ONU a BIR não o prenderiam de imediato e o colocariam em parte incerta até o corpo aparecer, algures, numa qualquer escura viela?
Se não é ingénuo, e vou querer acreditar que não o é mas que quer levar a verdade jurídica até ás últimas consequências, proponho a sua Exa. o PGR que se desloque à delegação da ONU e inquira Gomes Júnior no edifício.
Porque ele deverá saber que a situação de Gomes Júnior é crítica. De tal ordem que o Governo de Cabo Verde já está a ponderar a análise a um eventual pedido de asilo político pelo líder do PAIGC.
Como escrevia há dias Inácio Valentim, no portal “Guiné-Bissau, Contributo” o que se passa actualmente na Guiné-Bissau é um puro acto “ninista” assente numa forte vertente de um realismo vingativo.
Entretanto, a CPLP vai paulatinamente descansando e aguardando, sentado nos seus gabinetes ou nos diferentes cocktails por relatórios provenientes de Bissau que, não sei quem, lhos fará chegar… no dia de são nunca à tarde quando já tiver eclodido nova grise militar.
E tal como a CPLP, também o Governo português garante que acompanha a situação na Guiné-Bissau; ou seja, está algures na Índia onde alguém achou que pouco os portugueses têm feito para incrementar as mútuas relações e oferecendo-se aos indianos para ajudar a penetrar em África. Como se África já não tivesse “penetras” e “mamões” em excesso…
Com afirma – grita – Fernando Casimiro (Didinho) está na altura do povo Bissau-guineense dizer BASTA e da União Africana (que acusam de ter colocado “Nino” no poder) e do Mundo não esperarem por outra crise militar para olhar para o que se passa no país.
Porque se ela acontecer desta vez penso que haverá uma nada discreta e quase irreversível “anexação e divisão” da Guiné-Bissau – do tipo "Líbano, pela Síria" – pelos países limítrofes: o petróleo e os recursos hídricos que Bissau parece ter para dar e vender, ainda são fontes permanentes de desestabilização; e nos países onde isso não há…

10 janeiro 2007

Golpe palaciano na Guiné-Bissau?

(foto daqui)
Se não está em execução um Golpe palaciano, não estará muito longe disso.
Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC, num direito que lhe assiste de proceder às críticas normais num Estado de Direito foi obrigado a refugiar-se nos escritórios da delegação da ONU, em Bissau, porque um senhor, sem autoridade jurídica – e provavelmente nem moral – para tal decidiu assinar um mandado de captura em seu nome.
Isto num Estado de Direito só poderia ser feito por um magistrado e, ou pelo procurador.
Também num Estado de Direito um deputado goza de imunidade parlamentar salvo se for apanhado em flagrante delito, pelo menos é o que diz a Constituição guineense de acordo com uma entrevista dada, há momentos e em directo, pelo Bastonário guineense dos advogados ao programa “Repórter” da RTP-África.
Ora nada disto aconteceu em Guiné-Bissau.
Não foi pedida o levantamento da imunidade parlamentar a Gomes Júnior; não foi a Procuradoria-geral ou algum magistrado a emitir o mandado. Foi, segundo consta e não está desmentido, o Ministro do Interior que procedeu a tal facto e mandou as brigadas de intervenção rápida (BIR) proceder à sua detenção onde quer que estivesse o líder contestatário.
E tudo porque a Carlos Gomes Júnior ocorreu-lhe dizer, publicamente, aquilo que muitos pensam mas que têm receio de o fazer: “Nino” poderia estar por detrás, directa ou indirectamente, da morte de Lamine Sanhá, por acaso um dos membros da Junta que o derrubou, em 1999; ou seja, Gomes Júnior terá afirmado que o presidente “Nino” Vieira era o responsável pela morte do comodoro.
Num Estado de Direito quando alguém se sente ofendido refuta as acusações, embora o tenha feito por interposta pessoa, ou exige que as autoridades procedam em conformidade.
Isto, num Estado de Direito.
Mas será que a Guiné-Bissau é mesmo um Estado de Direito?
E, já agora, alguém ouviu por aí a CPLP abordar este gritante acto de perseguição política?
Porque o que está a acontecer em Bissau nada mais é que um Golpe palaciano de quem quer ser o dono absoluto do país.
Provavelmente, não lhe devem ter chegado aos ouvidos a contestação dos jovens ou ter visto as notícias da destruição do seu palacete.

25 outubro 2005

Primeiro há que arrumar a casa

"Não faz sentido estar a pedir dinheiro aos doadores quando, na minha própria casa, o governo está a ser posto em causa", afirmou Carlos Gomes Júnior que vai apresentar uma moção de confiança a um parlamento onde parece já não gozar de maioria.
São palavras que elevam o sentido de Estado de Gomes Júnior.
Cabe aos seus “parceiros” políticos e sociais ponderarem nelas.
Mas cabe também ao Governo e ao partido que o sustém reflectir a melhor forma de não deixar cair o Governo na rua como parece ser a vontade de certos sectores políticos oposicionistas, alguns dos quais próximos da “tríada” guineense.

24 agosto 2005

Guiné Bissau, a novela continua

Aí está a resposta dos Juízes do Supremo Tribunal de Justiça ao pm Gomes Júnior: “Os juízes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guine-Bissau afirmaram hoje em comunicado que o actual primeiro-ministro, Carlos Gomes Junior, tem atitudes que deixam entender que é inábil para as funções que ocupa”.
Os próximos capítulos desta emocionante intriga segue dentro de momentos.
Aguardemos então por eles num ecrã próximo de si…
Penso que nem Hitchcok conseguiria fazer uma ficção tão interessante.

NOTA: já agora sobre este assunto o Image hosted by Photobucket.com deu estampa ao meu apontamento “palavras soltas em férias”, sob artigo de opinião "Juizes guineenses passaram ao lado das suas obrigações" (até parece que adivinhavam). Os meus sinceros agradecimentos

05 agosto 2005

Guiné não fica sem Governo...

Apesar as legítimas dúvidas que o acto eleitoral respeitante à 2ª. Volta das presidenciais levantam, o pm guineense, apesar da ameaça pública que fez antes das eleições, e mesmo após, decidiu não se demitir após a anunciada vitória eleitoral de “Nino” Vieira.
Gomes Júnior diz-se persuadido “… pela legitimidade democrática que … foi conferida (a Nino) nas urnas, pelos compromissos que decorrem do contrato eleitoral estabelecido com o povo guineense, pelas conquistas registadas durante o exercício governativo e pelos compromissos com os parceiros de desenvolvimento” pelo que o governo vai se manter firme “na prossecução de actividade governativa”.
Entretanto, e enquanto o enviado da UA, Pedro Pires, tenta encontrar uma solução para a crise pós-eleitoral e a CEDEAO ameaça impor sanções contra os líderes guineenses, “Nino” Vieira decidiu apresentar queixa contra a CNE, junto do STJ, por aquela ainda não ter publicado os resultados finais da votação.
De acordo com elementos da equipa de Nino, os resultados têm de ser validados imediatamente porque já expirou o prazo para reclamações.
Interessante. Porquê tanta pressa?
E já repararam como os militares estão tão calmos?