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03 março 2009

O tráfico de drogas e instabilidade por detrás dos assassinatos na Guiné-Bissau

(quando ainda estavm "juntos"...; foto da Internet)

"[…] Notícias como estas [o assassinato do presidente e do CEMGFA] são más em qualquer lugar. E é-o particularmente grave na Guiné-Bissau, um país que aderiu, recentemente, às fileiras dos narco-estados. A cocaína começou a fazer, recentemente, o seu caminho para a Europa, vinda da América Latina, através da África Ocidental e da Guiné-Bissau que é considerada como um estado favorito do tráfico dos gangues da droga.

O exército - pelo menos, parte dos quais esteve envolvido na morte do Presidente - é uma das razões pelas quais os traficantes adoram o País. "Nós não podemos falar sobre o exército [na Guiné], como uma instituição (...)", terá afirmado Antonio Mazzitelli do Gabinete das Nações Unidas de Drogas e Crime na África Ocidental em citação no “
Foreign Policy” num texto sob o sugestivo e dramático título de “Drug trafficking and instability behind Guinea-Bissau assassinations " (se quiser ler esta notícia integralmente, na versão original, aceda aqui).
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NOTA COMPLEMENTAR 1: Interessante, nestes dois dias, a quantidade de acessos ao blogue tendo como base duas simples palavras "Ansumane Mané" e, a maioria, da Europa...
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NOTA COMPLEMENTAR 2: Oportuno recordar este apontamento de Carlos Narciso, escrito em Abril de 2006; quase três anos depois tudo se consumou.

02 março 2009

Guiné-Bissau de novo em chamas?

(Os abutres continuam a voar?; imagem Fernando Casimiro "Didinho")


De acordo com uma notícia acabada de ler o Chefe de Estado-maior da Guiné-Bissau, general Tagmé Na Waié, terá sido vítima de um atentado que também terá ferido mais três pessoas (no blogue de Aly Silva lê-se que terão ficado feridas 4 pessoas, duas com gravidade).

O atentado terá ocorrido contra o edifício do no quartel-general do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau e vitimou, parece só o general Na Waié, o que, no mínimo, é muito estranho, até porque a rádio privada Bonbolom que estaria a relatar factos da explosão foi mandada encerrar pelos militares sob a desculpas de “questões de segurança dos próprios jornalistas”…

Vamos aguardar por mais informações e que o tema seja melhor clarificado.
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COMENTÁRIO ADICIONAL: O presidente João Bernardo "Nino" Vieira foi brutalmente assassinado esta madrugada. Retaliações à vista?

24 novembro 2008

Nota rectificativa sobre comunicado de “Nino” Vieira e os factos estranhos mantém-se…

Quando estou errado gosto de retractar-me e, sempre que possível, rectificar o erro: ontem escrevi aqui que Nino falou ao país via porta-voz. Foi isso que a generalidade da Comunicação Social portuguesa deu à estampa por via de uma nota da LUSA.

Mas como a verdade deve ser dita, vi hoje na RTP-África que afinal Nino falou ao Povo, com aquela expressão de quem nada deve e a quem quiseram tirar um chupa-chupa.

Ou será, como os dois analistas contactados pelo Jornal de Notícias referiram, Nino se quer mostrar como uma vítima “
perante a sociedade e os países daquela região de África” e, em caso disso implantar o Estado de sítio para que os resultados das eleições, que, quer alguns queiram quer não, foram contrários aos interesses do Presidente; Gomes Jr não quer o reforço da autoridade do Presidente, ao contrário deste, e nunca ninguém explicou como um partido, o PRID, que se reflectia em Nino apareceu do nada e com tanto kumbu… para já não falar das acusações atempadas de Gomes Jr e de Kumba Ialá a “Nino” Vieira. Acusações que lhes valeram umas visitas à PGR Bissau-guineense mas que nunca foram levadas, até ao presente, a Tribunal. Porque será?

Como também ainda não explicou como e porquê contactou primeiro o seu homólogo senegalês, que colocou logo um avião à sua disposição, não contactou o CEMGFA, general Tagmé Na Wai – ah! sim, estava doente e só por isso, de acordo com a conversa tida por
Wade com o correspondente da RFI, não poderia ser associado ao Putsch – e como o tiroteio durou três horas sem que os restantes militares tenham tido qualquer interferência conhecido para acabar com o ataque.

Factos estranhos que ocorreram na madrugada de domingo de 23 de Novembro. Tão estranhos que um Putsch foi liderado por um subalterno da marinha, por acaso já indicado por uma qualquer tentativa de Golpe, de Agosto passado – estranho, não é? –, colocado a vários quilómetros de distância da capital, que parece seria do conhecimento do Ministério da Administração Interna sem que este pusesse a recato o casal presidencial – que nada sofreu em três horas de tiros e morteiros, dado parece ter ficado acolhido numa sala do interior da casa, que só sofreu embates de balas na parede exterior e um pequeno buraco no tecto; diga-se um buraco um pouco estranho pelo formato, mas como não sou perito em balística… – e o líder do Putsch já terá sido
detido, faltando saber se alguma vez se apresentará a Tribunal. Basta recordar como terá desaparecido Ansumane Mané…

23 novembro 2008

Nino pede calma, mas…

(imagem ximunada daqui)
O presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo “Nino” Vieira – penso que ainda o é – pediu, em comunicado, calma aos guineenses, agradeceu à comunidade internacional a solidariedade manifestada e felicitou as Forças Armadas.

Mas só não entendo porque o fez via porta-voz e não directamente como seria expectável.

Mais um
facto insondável desta estranha madrugada de domingo que até teve um comunicado do PRS, também lido por um porta-voz, dado que Kumba Ialá – mas ele não tinha mudado de nome devido à sua conversão ao Islamismo? – estava na sua residência em Bissau, outro facto estranho dado que na véspera se tinha refugiado em Bissorã rodeado de protecção militar por razões que só ele e quem lhe disponibilizou os militares saberá, ou talvez não; e se lermos este Editorial de reflexão de Fernando "Didinho" Casimiro…

Cheiro a golpe na Guiné-Bissau, ou…

O que aconteceu esta madrugada em Bissau foi mesmo uma tentativa de Golpe ou "Putsch", de assassinato de Nino, um ajuste de contas entre narcotraficantes de droga e o povo que elegeu uma Nova Assembleia Nacional, ou…

Fiquemos a aguardar por mais desenvolvimentos e esperar que as tropas senegalesas que já estão na fronteira não avancem e tornem Guiné-Bissau numa província senegalesa. Pelo menos, segundo parece, um avisão já está à espera de ordens de Nino para que este seja recolhido, como afirma a Lusa...

Se pensarmos que foi o presidente senegalês que “denunciou” esta estória dado que foi a ele que Nino contactou…

Aguardemos. É que ser um subalterno a atacar a residência de Nino é no mínimo estranho. E se pensarmos que dizem que Nino até nem tem só uma…
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NOTA: Sobre esta matéria ver o artigo hoje publicado no , na secção "Colunistas" sob o título "Tentativa de golpe na Guiné-Bissau, ou…" ou ler aqui

07 novembro 2008

Ialá com acusações destas, passou-se de vez! Só pode…

(Foto a partir daqui)

Então o senhor Mohamed (ex-Kumba Yalá) Ialá Embalo, num comício, ocorrido ontem, para as próximas eleições legislativas da Guiné-Bissau de 16 de Novembro, não teve o desplante de denunciar o senhor presidente (não me enganei na letra pequena) João Bernardo “Nino” Vieira de estar conotado com o tráfico de droga na Guiné-Bissau acusando de “«ser o responsável» pelo tráfico de droga no país” e de ter provas caso a justiça assim o deseje? E ele que, ainda não há muito andava de mãos dadas com “Nino” Vieira…

Quem se deve estar a rir com isto, se bem que na prática deverão estar é a chorar porque não gostariam de ter razão, serão personalidades da área de intervenção cívica como os jornalistas
Orlando Castro, Fernando Casimiro “Didinho” ou António Aly Silva, estes dois últimos Bissau-guineenses, que já tinham já questionado como é que os “barões” da droga se movimentam tão alegremente à vontade no País, e como certas pessoas em Bissau alardeavam indícios de riqueza num País que nem para pagar aos seus funcionários consegue arranjar dinheiro.

Agora que um ex-presidente e candidato ao poder legislativo faz estas graves acusações, espera-se que a União Europeia, tão pronta sempre a dar fundos para a Guiné-Bissau e ajuda para as eleições coloque as suas autoridades policiais a investigar estas graves e frontais declarações.

Se a União Europeia, e a ONU que muito tem denunciado o tráfico neste País, não o fizer, até porque Ialá diz ter provas para disponibilizar à justiça, obrigarão as pessoas pensarem e pressuporem que aquela organização supranacional estará conivente com o tráfico da droga!!!

07 agosto 2008

Nino Vieira vai avisando...

De acordo com o noticiário matinal da secção lusófona da Rádio Deutsch Welle, "Nino" Vieira pediu ao novo Primeiro-ministro, Carlos Correia, que “acabe com a desordem que reina” no País porque – será que está a sentir as costas muito quentes por causa da Mauritânia – “infelizmente, alguns dos nossos políticos interferem na criação da desordem”, alguns em conivência com militares, leva as Forças Armadas e Para-militarizadas a interferirem em assuntos que não são da sua competência o que não cria a necessária estabilidade no País.
Um claro aviso de que o sector castrense começa a não estar totalmente sossegado, principalmente quando cresce a acusação que a Guiné-Bissau é uma plataforma do narcotráfico entre a América Latina e a Europa!

29 abril 2007

Jornalista guineense alvo de ameaças?

É, ou parece tão inverosímil, como um presidente acusar a Constituição de dificultar a vida do povo do seu País e pedir a Deus que castigue quem não quer a felicidade do mesmo, a Guiné-Bissau.
Mas parece que é o que acontece, conforme se pode ler neste trecho de um artigo de Fernando (Didinho) Casimiro:
Agentes ao serviço da ditadura continuam a transmitir recados carregados de ódio e desejo de vingança, como se a liberdade de expressão fosse um crime, ou que alguma vez eu tivesse fugido à responsabilidade e responsabilização de algo, nas opiniões que tenho manifestado sobre a Guiné-Bissau.
(…)
Sr. general Nino Vieira, já escrevi várias vezes dando conta de que se algo me acontecer a responsabilidade é sua!
Pode continuar a ameaçar, os seus agentes não escondem que estão a trabalhar para si, o certo é que vou continuar a trabalhar como sempre tenho dito!
A Guiné-Bissau não pode contentar-se em ter um presidente que instiga a morte de outros guineenses só porque têm outra forma de pensar ou porque querem saber as verdades sobre o país!
(…)
Em vez de procurar ler, estudar e compreender quem, com coragem, “leva as cartas e as informações”, os autocratas continuam a achar que mais vale matar o “correio” que melhorar a vida do seu povo.
Uma manifesta falta de coragem!
E o jornalista Fernando (Didinho) Casimiro já mostrou que coragem é coisa que não lhe falta, ao contrário de outros…

14 janeiro 2007

Ele mandou matar muita gente…

Na Miti Pe Na Bula” um blogue Bissau-guineense feito em Itália. Num dos seus últimos apontamentos apresenta uma entrevista de Baciro Dabó, antigo director para a Segurança de Estado, de “Nino” Vieira, e actual conselheiro de “Nino”, ao desaparecido semanário português Independente.
É que este senhor foi quem, recentemente e em nome de “Nino”, teceu forte críticas ás palavras de Gomes Júnior conforme relembra Djiudigalinha que pode ser lida aqui.
Tal como no futebol, o que é verdade ontem, é mentira amanhã…

12 janeiro 2007

Caiu a máscara da vergonha?

(foto ©Didinho/Ernst Schade)
Agora que parece ter o poder quase por inteiro (será que Na Waie, o CEMGFA, estará realmente pelos ajustes?) e a calma bonomia da Comunidade Internacional (que mais se preocupa com o Iraque, Irão, Coreia do Norte, Afeganistão e, agora, Somália), nada irá, por certo pensará ele, demover o “Boy 4” de arrumar de vez com os “inimigos”.
E tudo parece ter começado, objectivamente, num pouco discreto pedido a “Nino” que dissolvesse o parlamento e não na morte do comodoro Lamine Sanha; este terá sido o termo final.
Mas o ridículo da questão Bissau-guineense pela solicitação do Procurador-geral da República (PGR) a Carlos Gomes Júnior que se apresente na Procuradoria para testemunhar sobre a situação que levou à falhada tentativa da sua detenção, pelas Brigadas de Intervenção Rápida (BIR), tendo para isso já enviado à Assembleia Popular um pedido de autorização de audição.
Mas será que o PGR é ingénuo? Acredita o PGR que logo que o antigo primeiro-ministro e líder do PAIGC saísse dos escritórios da ONU a BIR não o prenderiam de imediato e o colocariam em parte incerta até o corpo aparecer, algures, numa qualquer escura viela?
Se não é ingénuo, e vou querer acreditar que não o é mas que quer levar a verdade jurídica até ás últimas consequências, proponho a sua Exa. o PGR que se desloque à delegação da ONU e inquira Gomes Júnior no edifício.
Porque ele deverá saber que a situação de Gomes Júnior é crítica. De tal ordem que o Governo de Cabo Verde já está a ponderar a análise a um eventual pedido de asilo político pelo líder do PAIGC.
Como escrevia há dias Inácio Valentim, no portal “Guiné-Bissau, Contributo” o que se passa actualmente na Guiné-Bissau é um puro acto “ninista” assente numa forte vertente de um realismo vingativo.
Entretanto, a CPLP vai paulatinamente descansando e aguardando, sentado nos seus gabinetes ou nos diferentes cocktails por relatórios provenientes de Bissau que, não sei quem, lhos fará chegar… no dia de são nunca à tarde quando já tiver eclodido nova grise militar.
E tal como a CPLP, também o Governo português garante que acompanha a situação na Guiné-Bissau; ou seja, está algures na Índia onde alguém achou que pouco os portugueses têm feito para incrementar as mútuas relações e oferecendo-se aos indianos para ajudar a penetrar em África. Como se África já não tivesse “penetras” e “mamões” em excesso…
Com afirma – grita – Fernando Casimiro (Didinho) está na altura do povo Bissau-guineense dizer BASTA e da União Africana (que acusam de ter colocado “Nino” no poder) e do Mundo não esperarem por outra crise militar para olhar para o que se passa no país.
Porque se ela acontecer desta vez penso que haverá uma nada discreta e quase irreversível “anexação e divisão” da Guiné-Bissau – do tipo "Líbano, pela Síria" – pelos países limítrofes: o petróleo e os recursos hídricos que Bissau parece ter para dar e vender, ainda são fontes permanentes de desestabilização; e nos países onde isso não há…

10 janeiro 2007

Golpe palaciano na Guiné-Bissau?

(foto daqui)
Se não está em execução um Golpe palaciano, não estará muito longe disso.
Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC, num direito que lhe assiste de proceder às críticas normais num Estado de Direito foi obrigado a refugiar-se nos escritórios da delegação da ONU, em Bissau, porque um senhor, sem autoridade jurídica – e provavelmente nem moral – para tal decidiu assinar um mandado de captura em seu nome.
Isto num Estado de Direito só poderia ser feito por um magistrado e, ou pelo procurador.
Também num Estado de Direito um deputado goza de imunidade parlamentar salvo se for apanhado em flagrante delito, pelo menos é o que diz a Constituição guineense de acordo com uma entrevista dada, há momentos e em directo, pelo Bastonário guineense dos advogados ao programa “Repórter” da RTP-África.
Ora nada disto aconteceu em Guiné-Bissau.
Não foi pedida o levantamento da imunidade parlamentar a Gomes Júnior; não foi a Procuradoria-geral ou algum magistrado a emitir o mandado. Foi, segundo consta e não está desmentido, o Ministro do Interior que procedeu a tal facto e mandou as brigadas de intervenção rápida (BIR) proceder à sua detenção onde quer que estivesse o líder contestatário.
E tudo porque a Carlos Gomes Júnior ocorreu-lhe dizer, publicamente, aquilo que muitos pensam mas que têm receio de o fazer: “Nino” poderia estar por detrás, directa ou indirectamente, da morte de Lamine Sanhá, por acaso um dos membros da Junta que o derrubou, em 1999; ou seja, Gomes Júnior terá afirmado que o presidente “Nino” Vieira era o responsável pela morte do comodoro.
Num Estado de Direito quando alguém se sente ofendido refuta as acusações, embora o tenha feito por interposta pessoa, ou exige que as autoridades procedam em conformidade.
Isto, num Estado de Direito.
Mas será que a Guiné-Bissau é mesmo um Estado de Direito?
E, já agora, alguém ouviu por aí a CPLP abordar este gritante acto de perseguição política?
Porque o que está a acontecer em Bissau nada mais é que um Golpe palaciano de quem quer ser o dono absoluto do país.
Provavelmente, não lhe devem ter chegado aos ouvidos a contestação dos jovens ou ter visto as notícias da destruição do seu palacete.

28 dezembro 2006

Um pedido que peca por tardio

("Os abutres de Bissau" foto © Fernando Casimiro “Didinho”)

O presidente da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau, Francisco Benante, pediu a João Bernardo “Nino” Vieira que dissolva o Parlamento e convoque eleições antecipadas a fim de devolver a verdade democrática aos bissau-guineenses.
Segundo Benante, esta seria a forma de Nino” Vieira devolver um "rumo" ao país, confrontado com "problemas em todos os sectores" – parece que o única que neste momento está a trabalhar bem é o das pescas como comprova a detenção de dois barcos coreanos que pescavam ilegalmente nas águas territoriais –, nomeadamente, aqueles que a associação cívica Fórum de Convergência para o Desenvolvimento (FCD), espaço politico próximo do presidente anda a criar.
Relembrar que a FCD agrupa deputados do Partido da Renovação Social (PRS) do antigo presidente Kumba Yalá, Partido Unido Social Democrata (PUSD) criado por Francisco Fadul, entretanto retirado da política, e "dissidentes" do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o mais votado nas últimas legislativas, e ameaça constituir um grupo parlamentar que lhe daria oportunidade para presidir os trabalhos no Parlamento.
O FCD considera Benante uma fonte de desestabilização parlamentar. Tudo porque o presidente do Parlamento, com o apoio do PAIGC, recusa a substituição de seis parlamentares por outros afectos ao FCD e que, segundo aquele, teriam o beneplácito de “Nino” Vieira.
Uma polémica que parece ir durar salvo se “Nino” Vieira assumir a responsabilidade política de devolver a legalidade e legitimidade democrática ao País com a convocação de eleições legislativas antecipadas.
Este pedido de Benante pecará por tardio mas mais vale tarde que a acomodação política; pior, de certeza que o País não ficará até porque, de uma maneira geral, os políticos e analistas bissau-guineenses acusam “Nino” Vieira de recusar o diálogo entre as instituições, situação que se comprova no difícil e deficiente desenvolvimento do país.

30 novembro 2006

Só falta um para a troïka desmoronar-se de vez?!

A troïka ainda existe?

Após a primeira volta das eleições presidenciais Bissau-guineense previ que o resultado da segunda volta seria por certo o resultado de um acordo tripartido entre “Nino” Vieira, Kumba Yalá e Francisco Fadul.
Costumo a dizer que não há nada que mais me aborreça que, em certas ocasiões, ter razão.
Começou pela razão ser quase evidente numas declarações de Yalá após o seu auto-exílio de Marrocos.
E esta para ter razão absoluta já só falta um dos da tal troïka vir a terreiro reclamar do que é seu. Ou talvez não reclame porque ainda estará bem servido ou já viu que mais vale estar calado e “exilar”.
Há dias o Governo de “Nino” – perdão, de Aristides Gomes (vai dar ao mesmo) – viu demitido um dos seus membros e nomeado uma outra personalidade para o pelouro em causa.
Na situação de demitido falamos de Ernesto de Carvalho que tinha, por força de um acordo entre Kumba e “Nino”, o Ministério do Interior. Para o seu lugar foi nomeado Dionísio Cabi.
Kumba reclamou e avisou que se não fosse reposta a “legalidade” meteria a “boca no trombone” – leia-se “bufava”, ou seja, denunciava, – e poria à vista de todos o tal acordo pré-eleitoral da 2ª volta.
E então não é que isso já está feito?
Quem quiser ler ou acede ao semanário Gazeta de Notícias, ou, como no meu caso, ao Africanidades. Uma delícia!
Acreditem! aborrece-me solenemente quando, como nestes casos, tenho razão!!!

24 maio 2006

Carta aberta a “Nino” Vieira, por Didinho

O analista guineense Fernando Casimiro (Didinho) publica na sua página pessoal, “Conteúdo” (Editorial), uma Carta aberta ao General João Bernardo “Nino” Vieira, presidente da República da Guiné-Bissau que pelo seu interessante conteúdo não deve passar sem ser lida e ponderada.
Sua Exa Senhor General,
Pela primeira vez achei por bem dirigir-me directa e objectivamente a si, tendo em conta a urgência do Debate Nacional sobre a Reconciliação Nacional que V. Exa tem suscitado, sendo que prometeu organizar ainda este ano de 2006 uma conferência sobre a matéria.
Esta minha carta aberta é, antes de mais, um convite a V. Exa e, consequentemente, a todos os guineenses, para uma reflexão sobre o país, no intuito de se criar uma plataforma construtiva para o Debate Nacional tendo a VERDADE como alicerce e referência primeira a considerar.
Pela VERDADE decidi parar para pensar.
Pela VERDADE, decidi questionar-me a mim mesmo sobre o papel que quero e posso desempenhar em prol de um CONTRIBUTO positivo na Reconciliação entre todos os guineenses. (…)

Uma carta com 3 enormes capítulos “A VERDADE como alicerce e referência para o debate Nacional”, “Da proclamação da Independência Nacional aos dias de hoje” e “Comissão de Verdade e Reconciliação - Experiências de outros países”, onde são evocados os diferentes passos da vida social, política e militar da Guiné-Bissau, o problema das “mortes” inexplicáveis e inexplicadas e trazida à colação alguns temas internacionais que podem ser “imagem” para o que se quer e não se quer para a Guiné-Bissau.
Pela sua extensão, deverão aceder à mesma através
daqui ou da página pessoal de Fernando Casimiro (Didinho).

02 outubro 2005

Tomada de posse de Nino

Sobre o assunto ver as fotos no Africanidades de onde "roubei" a foto acima.
Interessante a quantidade de cadeiras vazias; a maioria, provavelmente, para os Chefes de Estado que abstiveram-se de lá ir.
Porque será?
E nas fotos de Jorge Neto, admirar(?) a dança formada pelo par Kumba e Nino e o ar catedrático de Francisco Fadul.

01 outubro 2005

Nino toma posse como 6º presidente

Finalmente, e depois de Luís Cabral (1973/80), de “lui-même” (entre 1980 e 1990), Malam Bacai Sanhá (1999/2000, interino), Kumba Ialá (2000/03) e Henrique Rosa (2003/05, também como interino), "Nino" Vieira tomou hoje posse como 6º presidente da Guiné-Bissau.
Na tomada de posse afirmou que espera colaborar com o governo de Gomes Júnior, do PAIGC - que vai reunir para decidir da expulsão de "Nino" -, apresentou loas aos militares através do seu CEMGFA, Tagmé Na Waie, e esqueceu o seu brilhante, se bem que interino, antecessor Henrique Rosa.
Vamos esperar para ver até onde vai esta presidência.
Tal como também conjecturam os franceses, senegaleses e guineenses (do outro lado) que o têm apoiado.
E, já agora, como irão confiar os outros dois membros do triunvirato?

Sobre este tema ver o artigo de opinião no Image hosted by Photobucket.com sob o título "Nino esqueceu-se de muitos mas não dos chefes militares"

29 setembro 2005

PAICG aceita Nino

A Guiné-Bissau parece querer entrar no caminho da coexistência política responsável.
Embora nunca deixando de afirmar que as eleições presidenciais não foram translúcidas como o desejado, o principal órgão do PAIGC decidiu “reconhecer” a vitória de “Nino” Vieira e recomendar ao pm Carlos Gomes Júnior que procure concertar com “Nino” a estabilidade governativa.
Ou seja, estão criadas condições para, no próximo dia 1 de Outubro, “Nino” preste juramento e assuma o mais alto cargo nacional.
Que os guineenses fechem as feridas rápido e procurem fazer elevar a fasquia do desenvolvimento, do progresso, da estabilidade e da coexistência, esquecendo velhas questiúnculas, corrupções, fraudes, uma enorme dívida pública e privada, o desemprego, os problemas sanitários e endémicos, etc.
Se o conseguirem.

13 agosto 2005

Guiné-Bissau, já tem presidente?

Image hosted by Photobucket.com???? Parece que sim a fazer fé no comunicado da CNE – que afirmou ter dado razão à equipa de “Nino” ao considerar terem prescrito os timings para reclamações (interessante quando foi a própria CNE que os fez prescrever) – e pela pronta declaração de felicitações da presidência portuguesa – o MNE já o tinha feito –, mesmo sabendo que os apoiantes de Sanhá apresentarão recurso para o STJ e o presidente cabo-verdiano Pedro Pires ter tomado uma de Pilatos: foi o melhor que se pôde fazer dentro do possível (citação de memória).
E se o Supremo (que tem funções de Tribunal Constitucional) mandar repetir a votação em Biombo e Bissau; como irão o Palácio das Necessidades e o de Belém engolir este sapo?

28 julho 2005

Nino presidente?

Image hosted by Photobucket.com De acordo com as primeiras projecções oficiais da CNE, “Nino” Vieira terá ido eleito presidente da Guiné-Bissau após a 2ª volta das presidenciais, batendo o seu adversário Bacai Sanha.
Se o voto é a arma que, inteligente e sabiamente, os eleitores usam para fazer valer os seus direitos universais, então temos de reconhecer e aceitar que os guineenses souberam escolher avisadamente o seu presidente.
Esperemos que isso tenha sido, de facto, a sua opção; que o candidato derrotado e seus apoiantes aceitem essa judiciosa escolha; e que “Nino” seja credor do benefício da dúvida.
Porque continuo a afirmar que a Comunidade Internacional já não está para tolerar novas cabalas internas.

10 julho 2005

Guiné-Bissau, que 2ª volta?

Kumba apoia Nino; Fadul apoia Nino.
Os eternos e “assanhados” inimigos num triunvirato…
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Começou o ataque à cadeira do poder?