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10 maio 2009

6 anos de CONTRIBUTO à causa da Guiné-Bissau

Fernando “Didinho” Casimiro entra hoje com o seu CONTRIBUTO no sétimo ano de vida em prole do que de mais sagrado há para um guineense, o seu País: Guiné-Bissau

Tal como outros Didinho tem procurado, e com ele todos os que contribuem para o cimentar do “Contributo”, que a imagem da Guiné-Bissau continue a se evidenciar por aquilo que desejam que o País seja e não por aquilo que muitos têm levado a Comunidade Internacional olhar como na realidade a Guiné-Bissau está.

Manda a ética e a educação que se deseje que perdure por outros tantos e bons anos. Todavia, gostaria que o “Contributo” acabasse depressa porque era um sinal inequívoco que o que norteou a sua criação deixava de fazer sentido e o contributo mais não era que um espaço meramente cultural de apoio à Cultura e ao Saber de todos os Bissau-guineenses.

Infelizmente parece que ainda vamos ver por muito tempo o “Contributo”, nos moldes actuais, por muito mais tempo do que aquele que desejaria e, por muito mais razões, gostariam os Bssau-guineenses.

Meu caro Didinho e todos os que consigo labutam pelo bom nome e pelo sagrado espírito de Liberdade por que todos Vós lutam um forte e fraterno abraço!

25 janeiro 2009

Quando a razão da força…

(com base em imagem da internet)
Quando a razão da força quer falar mais alto que a força da razão acontecem casos como os que seguem.

Há uns meses largos, o jornalista Orlando Castro era convidado a falar mais baixo, ou de preferência, nada dizer porque havia quem não gostasse do que desassombrada e verticalmente escrevia fosse sobre quem fosse, independentemente da cor política, desde que estivesse em causa o seu amor pelo nosso país, Angola, e quando este estava sob os focos menos agradáveis. Por mais de uma vez foi avisado e alertado para os malefícios que a escrita poderiam lhe fazer e, extensivamente, à família.

Também eu já recebi avisos pouco discretos, embora, reconheça que só por uma vez alertaram para a minha saúde e por quando das eleições para a Casa de Angola, já lá vão uns três anos. Mas avisos para parar têm sido mato; alguns claramente racistas e, quase sempre, de pessoas que mal sabem escrever o português pelo que acredito mais serem de idiotas e de quem prefere utilizar o bom-nome e pureza dos angolanos que angolanos propriamente. E fazem-no, sempre sob a capa do anonimato ou sob a capa de pseudónimo mas omitindo eventual e-mail ou local de escrita. Só que esquecem que através de um contador e da hora consigo saber a proveniência e respectivo IP.

Agora, e penso que já não é a primeira vez que isso lhe acontece, embora desta tenha havido a possibilidade de identificar o “ameaçador” (directo e indirecto) o jornalista Bissau-guineense Fernando “Didinho” Casimiro, e alguns dos seus amigos que com ele colaboram no projecto “
Contributo”, foram alvo de ameaças escritas e verbais, estas últimas, com testemunhas auditivas.

Depois de ler o conteúdo das ameaças que Fernando Casimiro recebeu reconheço que há uma similitude na escrita e na tipologia de erros apresentados em tudo semelhante a uma mensagem, anónima como convém, que muito recentemente foi colocada no Pululu. Das duas uma, ou é a mesma personalidade ou a escola política foi a mesma, principalmente no “comer bacalha dos tugas”. Claro que é mera coincidência, até porque só tenho questionado algumas coisas de algumas personalidades que teimam em se manter no poder em Bissau…

Mas se na escrita estes ataques só habituais, já não o serão tanto entre os fotógrafos, excepto quando sejam os paparazzi.

Ora foi, precisamente isso que aconteceu com um fotógrafo em Hong-Kong. Richard Jones, fotógrafo do jornal britânico Sunday Times foi alvo do ataque de um guarda-costas de uma distinta senhora, esposa de um brilhante e magnificente estadista africano, porque aquele fotógrafo decidiu ao arrepio do bom senso incomodar a distinta senhora que deveria estar, como qualquer turista, que se preze, comprar algumas imbambas para levar para o seu país, e, provavelmente, para distribuir solidariamente pelos pobres – será que os há? – do seu País. E a dita e nobre senhora estava só, na altura a sair de um hotel onde teria pernoitado e onde um suite custa só, qualquer coisa como 670 euros a noite e envergava na altura uma “écharpe de caxemira de cor vermelha, uma mala Jimmy Choostyle, no valor de 2 200 euros, e uns óculos Cavalli”. Coisa pouca para quem, como ela vive num país riquíssimo e com um povo sem pobreza.

Esqueci-me de dizer que a dita e nobre senhora, que estava a visitar uma filha que está a estudar em Hong-Kong se chama Grace Mugabe e é a actual esposa do “dono” do Zimbabué, senhor Robert Mugabe!

Mas quando a caneta e as teleobjectivas são feitas de boa matéria, raramente, ou nunca, vergam e arrazoam sempre o que mal está, esteja onde estiver e seja sobre quem for! Esquecem-se que os Jornalistas não são nem cegos, nem surdos e muito menos mudos. Talvez já não se possa dizer do mesmo dos... "jornalistas"…

17 julho 2008

Assim quem quer ser diplomata num reino destes?

(sugestiva imagem retirada daqui)

O jornalista Bissau-guineense Fernando “Didinho” Casimiro divulgou no seu portal um apelo de um diplomata Bissau-guineense que está “abandonado” pelo País que representou desde há cerca de 5 anos.
Mas que se entende do artigo de Casimiro, não é o único.
Ao todo, serão cerca de 8 diplomatas exonerados e substituídos por outros tantos mas que dos mesmo não foi dado conhecimento ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português da “situação dos diplomatas substituídos, muito menos, interceder para a legalização dos mesmos, já que continuaram a residir em Portugal com o estatuto de residência que possuíam e ao abrigo das suas acreditações como membros da Missão Diplomática guineense em Portugal”.
E o maior problema ainda não está na situação dos diplomatas. O maior problema está nos “45 meses de salários em atraso” quando, segundo Casimiro, “embaixador da Guiné-Bissau em Portugal vive numa casa em Odivelas - Portugal, que é pertença do actual Presidente da República João Bernardo Vieira, certamente que o Estado paga renda dessa casa”, faz-se deslocar num “Mercedes que não é barato e não se queixa de ter ordenados em atraso” e quando, ainda, o cônsul da Guiné-Bissau, em Lisboa, se desloca “num BMW desportivo e viaja frequentemente para França, sem se queixar de ter ordenados em atraso”.
E se nos recordarmos que, ainda recentemente, se ouviu na Comunicação social que os estudantes universitários finalistas, em Moscovo, não conseguem que lhes entreguem os diplomas porque o estado Bissau-guineense não paga as propinas dos mesmos, então…
Algo não vai bem no reino dos Bijagós e do Cacheu.
E não é unicamente por causa de um problema de narcotráfico ou de transacções de crianças, sob desculpa da teologia, como se pode verificar.

29 abril 2007

Jornalista guineense alvo de ameaças?

É, ou parece tão inverosímil, como um presidente acusar a Constituição de dificultar a vida do povo do seu País e pedir a Deus que castigue quem não quer a felicidade do mesmo, a Guiné-Bissau.
Mas parece que é o que acontece, conforme se pode ler neste trecho de um artigo de Fernando (Didinho) Casimiro:
Agentes ao serviço da ditadura continuam a transmitir recados carregados de ódio e desejo de vingança, como se a liberdade de expressão fosse um crime, ou que alguma vez eu tivesse fugido à responsabilidade e responsabilização de algo, nas opiniões que tenho manifestado sobre a Guiné-Bissau.
(…)
Sr. general Nino Vieira, já escrevi várias vezes dando conta de que se algo me acontecer a responsabilidade é sua!
Pode continuar a ameaçar, os seus agentes não escondem que estão a trabalhar para si, o certo é que vou continuar a trabalhar como sempre tenho dito!
A Guiné-Bissau não pode contentar-se em ter um presidente que instiga a morte de outros guineenses só porque têm outra forma de pensar ou porque querem saber as verdades sobre o país!
(…)
Em vez de procurar ler, estudar e compreender quem, com coragem, “leva as cartas e as informações”, os autocratas continuam a achar que mais vale matar o “correio” que melhorar a vida do seu povo.
Uma manifesta falta de coragem!
E o jornalista Fernando (Didinho) Casimiro já mostrou que coragem é coisa que não lhe falta, ao contrário de outros…

12 janeiro 2007

Caiu a máscara da vergonha?

(foto ©Didinho/Ernst Schade)
Agora que parece ter o poder quase por inteiro (será que Na Waie, o CEMGFA, estará realmente pelos ajustes?) e a calma bonomia da Comunidade Internacional (que mais se preocupa com o Iraque, Irão, Coreia do Norte, Afeganistão e, agora, Somália), nada irá, por certo pensará ele, demover o “Boy 4” de arrumar de vez com os “inimigos”.
E tudo parece ter começado, objectivamente, num pouco discreto pedido a “Nino” que dissolvesse o parlamento e não na morte do comodoro Lamine Sanha; este terá sido o termo final.
Mas o ridículo da questão Bissau-guineense pela solicitação do Procurador-geral da República (PGR) a Carlos Gomes Júnior que se apresente na Procuradoria para testemunhar sobre a situação que levou à falhada tentativa da sua detenção, pelas Brigadas de Intervenção Rápida (BIR), tendo para isso já enviado à Assembleia Popular um pedido de autorização de audição.
Mas será que o PGR é ingénuo? Acredita o PGR que logo que o antigo primeiro-ministro e líder do PAIGC saísse dos escritórios da ONU a BIR não o prenderiam de imediato e o colocariam em parte incerta até o corpo aparecer, algures, numa qualquer escura viela?
Se não é ingénuo, e vou querer acreditar que não o é mas que quer levar a verdade jurídica até ás últimas consequências, proponho a sua Exa. o PGR que se desloque à delegação da ONU e inquira Gomes Júnior no edifício.
Porque ele deverá saber que a situação de Gomes Júnior é crítica. De tal ordem que o Governo de Cabo Verde já está a ponderar a análise a um eventual pedido de asilo político pelo líder do PAIGC.
Como escrevia há dias Inácio Valentim, no portal “Guiné-Bissau, Contributo” o que se passa actualmente na Guiné-Bissau é um puro acto “ninista” assente numa forte vertente de um realismo vingativo.
Entretanto, a CPLP vai paulatinamente descansando e aguardando, sentado nos seus gabinetes ou nos diferentes cocktails por relatórios provenientes de Bissau que, não sei quem, lhos fará chegar… no dia de são nunca à tarde quando já tiver eclodido nova grise militar.
E tal como a CPLP, também o Governo português garante que acompanha a situação na Guiné-Bissau; ou seja, está algures na Índia onde alguém achou que pouco os portugueses têm feito para incrementar as mútuas relações e oferecendo-se aos indianos para ajudar a penetrar em África. Como se África já não tivesse “penetras” e “mamões” em excesso…
Com afirma – grita – Fernando Casimiro (Didinho) está na altura do povo Bissau-guineense dizer BASTA e da União Africana (que acusam de ter colocado “Nino” no poder) e do Mundo não esperarem por outra crise militar para olhar para o que se passa no país.
Porque se ela acontecer desta vez penso que haverá uma nada discreta e quase irreversível “anexação e divisão” da Guiné-Bissau – do tipo "Líbano, pela Síria" – pelos países limítrofes: o petróleo e os recursos hídricos que Bissau parece ter para dar e vender, ainda são fontes permanentes de desestabilização; e nos países onde isso não há…

01 setembro 2006

Quem quer uma Guiné-Bissau desestabilizada?

Quando há dias escrevi um artigo de opinião no Notícias Lusófonas sobre a pretensa liberdade na Guiné-Bissau, pelo menos politica e juridicamente falando porque não pensava que militarmente a situação ainda estivesse periclitante, apesar dos sinais contrários serem, também, evidentes como demonstra o pequeno apontamento de ontem, não se perspectivava que a situação na Guiné-Bissau não pudesse, mesmo assim, continuar a se debruar pelo melhor.
Puro engano, como se parece demonstrar pelo que a seguir se descreve.
O jornalista e analista político Bissau-guineense Fernando Casimiro (Didinho) fez uma análise do referido artigo, análise essa publicada no cabo-verdiano “Liberal” como colocou em debate no Fórum “Pensar pelas nossas cabeças” – ora aí está uma coisa ainda perigosa em certos países no Mundo – o citado último apontamento, facto que mais do que me orgulhar, faz crer que os guineenses desejam que os Debates sobre a Guiné-Bissau não só não parem como os desejam vivos e abertos ao contraditório.
Porque é isso que se verifica naquele Fórum. Por exemplo, o responsável do Fundo Europeu para o Desenvolvimento (FED) na Guiné-Bissau, o escritor Filinto de Barros “Filas” que o diga; tanto tem zurzido no responsável do Fórum quer naqueles que o têm criticado, sem que seja censurado (ver aqui vários escritos dele e respectivas respostas).
Ora depois do que aqui foi dito, mais uma acha foi lançada para a fogueira castrense Bissau-guineense com a notícia do Notícias Lusófonas, e com o último editorial na página pessoal de Fernando Casimiro, sob o título ”Quem falou em reconciliação…!?
Não basta a ONU, através dos responsáveis da UNOGBIS, dizer estar satisfeita com os progressos da “Reconciliação” quando a seguir vemos militares serem presos por um hipotética denúncia – não se questiona da honorabilidade da mesma – de um subordinado e, de seguida, serem libertados sem culpa formada; e isto alguns dias depois de ter sido publicado um relatório da mesma ONU a afirmar que “a situação na Guiné-Bissau continua a ser marcada por "profundos antagonismos" e pela crise económica, factos que constituem "um obstáculo" à recuperação do país”, relatório esse que mereceu fortes críticas da presidência bissaense por considerar que estariam ultrapassados.
Pois é.
Só que a última notícia do NL põe em causa, e de uma forma preocupante, tudo o que se tem falado acerca da tão necessária reconciliação nacional, nomeadamente no seio castrense Bissau-guineense, e que Casimiro, indirectamente, também questiona, não é menos verdade que parece certo que as autoridades políticas e militares Bissau-guineenses se preocupam mais com o seu umbigo que com o desenvolvimento do seu povo.
Como escreve Casimiro, esta semana ficou-se a saber que da “propaganda da Reconciliação Nacional (…) há uma grave crise no seio das Forças Armadas, crise de contornos étnicos e de consequências imprevisíveis (e que, cada vez mais) o país está refém do poder militar.
E tal como ele, também eu pergunto “até quando?”
E depois, se tudo retornar ao maior descalabro, será que a Comunidade Internacional volta, de novo, a acreditar nos Bissau-guineenses? Não me parece… ou, talvez haja mais petróleo do que se pensa…

Image hosted by Photobucket.comNota complementar: Este apontamento foi publicado, na íntegra como artigo de opinião/Manchete, embora com alguma nuances próprias de artigos deste género, no Notícias Lusófonas, sob o título "Crise militar na Guiné afinal veio para… ficar".

05 julho 2006

"Não deixe linchar o seu povo", uma Carta-aberta a "Nino" Vieira

Com a devida vénia a Fernando Casimiro esta interessante “Carta aberta do professor reformado “Galo Garandi” para o Presidente da República da Guiné-Bissau, João Bernardo “Nino” Vieira
Há nesta acusações graves que, num Estado de Direito, deveriam – têm – de ser investigadas, julgadas e rectificadas.
A Guine-Bissau merece-o e quero continuar a acreditar que a Guiné-Bissau é um Estado de Direito.

Excelentíssimo Senhor General João Bernardo Vieira Presidente da Guiné-Bissau

Bissau, 3 de Julho de 2006

Assunto: Não deixe linchar o seu povo

Antes de mais os meus sinceros e respeitosos cumprimentos e votos para queesta minha missiva lhe encontre de boa saúde e felicidade junto da sua família e amigos. Volvido um largo tempo, entre esta e a última carta que lhe escrevi, mais precisamente em 06 de Junho de 2005, estou aqui de novo e sempre guiado pela amizade e admiração que nutro por si, principalmente quando me recordo do seu passado de grande combatente.
Por amizade e admiração, pois não sou dos que utilizam a arma da traição, volto a escrever-lhe esta carta, na minha persistente tentativa de tentar ajudar-lhe a repensar a sua actuação, enquanto Presidente eleito, para exercer o seu mandato como primeiro mandatário da nação guineense.

Senhor Presidente,
O que leva um cidadão comum, ou seja, um velho professor já reformado a fazer-lhe uma carta deve ser motivo de preocupação tendo em conta o que deveria ser os seus muitos «affairs d'Estado»
Por isso, peço-lhe uma pequena atenção para o seguinte assunto, pois o povo está novamente a ser linchado e aparentemente, com o seu beneplácito ou conivência, embora isso me custe a reconhecer, pois prefiro continuar a dar-lhe o benefício da dúvida e assim sendo, aproveito para lhe contar o que me vai na alma, na expectativa de que o meu grande ídolo, o destemível “Kabi na Fantchamna” ou o lendário “Nino” volte a ser o que foi e nessa qualidade justamente consagrado um herói vivo dos guineenses.
Passemos então ao que interessa:
É um verdadeiro linchamento e insulto à constituição da Sociedade “Guiné-Bissau Marketing e Gestão, S.A.”, feita em 26 de Maio de 2006 (fls 54 Verso-59 do livro n° 8/06, do Cartório Notarial de Bissau), com um capital social de 10 Milhões de F CFA e cujos outorgantes são:
Primatura (60%), o seu/nosso ilustre Primeiro-Ministro, Dr. Aristides Gomes;
Ministério do Comércio (10%), representado pelo seu Ministro Dr Pascoal Baticã Ferreira, o tal desastrado (que não se demitiria com o seu líder Fadul por defender os interesses do povo?) que prometeu comprar a castanha aos guineenses a 500 F/Kg para depois passar para 350 F e por fim estar a comprar, em proveito próprio e pessoal, a 150 F;
Ministério da Economia (10%), representado pelo Dr. Rui Diã de Sousa, também Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, na ausência (?) do super dotado Ministro Issufo Sanhá que mais uma vez se soube antecipar e esquivar-se da turbulência dos seus pares;
Ministério das Finanças (10%), representado pelo seu Ministro Dr. Victor Mandinga, empresário e mágico de finanças públicas que com três meses de salários em atraso consegue baixar, em proveito pessoal e próprio, as taxas de importação de arroz para, por um lado, matar a produção local e, por outro, reduzir as receitas do Estado ao mesmo tempo que aumenta a margem, digamos, a sua margem de lucro na troca de 1 Kg. de arroz por 2 Kg. de caju;
Ministério do Turismo e Ordenamento do Território (10%), representado pelo corrupto Ministro Conduto de Pina que em menos de seis meses de falcatruas simulou vender as instalações da ANP a Areski com luvas pelo meio (e outras coisas que desvendaremos no momento próprio), bloqueou a venda do Hotel “24 de Setembro” metendo o seu compadre na gestão do dito hotel (e outras ilustres damas da praça de Bissau que reaparecem com a reinstalação do Don Juan no poder);
Repare-se que esta sociedade anónima tem como objecto «a promoção da imagem, comércio geral import/export de quaisquer bens ou serviços e investimentos na Guiné-Bissau» embora também lhe seja «permitida a participação em agrupamentos complementares de empresas, bem como em quaisquer sociedades, nacionais e estrangeiras, desde que comunguem dos mesmos objectivos».

Senhor Presidente,
Este acto publico é grave e atentatório aos mais elementares princípios que regem a gestão da coisa pública.
Alguém poderá explicar o aparecimento do senhor Afonso Té, oficial do exército, como Administrador/Director Geral da empresa?
Como é que o senhor Jorge Domingos Malú, figura eminente da ANP e primo irmão do Ministro Rui Diã de Sousa, aparece como dirigente desta sociedade?
Existe um acto de corrupção pública registado no Cartório Notarial para completo menosprezo à inteligência dos guineenses e arrepio da decência. Afinal com que outra sociedade mais concorrerá esta associação privada de mafiosos presidida pelo Primeiro-Ministro que de anónimo só tem o nome e que suja o nome do Governo de um país a braços com as consequências nefastas duma guerra em que o povo foi o único e verdadeiro perdedor?
Será que o Governo pensa que os agricultores e empresários (guineenses e estrangeiros) ainda não compreenderam o porquê do falhanço programado, premeditado e pilotado da campanha de comercialização do caju orquestrada pelas instituições do Estado (Primatura, Finanças, Comércio, etc.) que juraram defender os interesses do povo?
Será que o povo ainda não compreendeu as razões da política de zig-zag do Governo em relação a campanha que está na origem da fome que se está a alastrar em todo o país?
Será que o povo ainda não compreendeu porquê que os direitos aduaneiros de importação foram reduzidos e o preço da castanha caiu para 90-150 F/Kg?
O povo já farto das despesas com viagens e a corrupção que se reinstalou no Tesouro Público, nas Pescas, nas Obras Públicas, no Comércio, no Turismo, etc, etc exige uma acção enérgica do Presidente sob mais este acto de corrupção do seu Governo e apela ao PNUD, ao Banco Mundial, ao FMI, à União Europeia, Portugal, França, à CEDEAO, ao Senegal, aos lideres políticos nacionais (Francisco Fadul, Carlos Gomes Júnior, Kumba Yalá, Francisco Benante, Artur Sanhá, laia Djaló, Zinha Vaz, Amine Saad, etc) e aos órgãos de comunicação social para que ajudem a pôr cobro a estes desmandos e actos de corrupção que, despudoradamente grassam neste Governo e que só precipitam o país para o abismo e a instabilidade total.

Senhor Presidente,
Como guineense que o apoiou convictamente e acreditou na sua recuperação e arrependimento, só lhe peço que pare, pense e poupe este povo de mais sofrimentos. Numa palavra: não deixe linchar o seu povo.
Será pedir muito?
Do seu velho e fiel amigo, hoje como reformado depois de tantos e muitos anos de docência, que começa a questionar se valerá a pena continuar com este tipo de preocupações em aconselhar que já deu sobejas mostras de não querer aprender com as lições do passado.
Creia-me sinceramente, senhor General-Presidente que continuo a pensar que nunca é tarde para corrigirmos os nossos erros ou defeitos, desde que não sejamos arrogantes e muito menos teimosos.
Do velho professor e amigo. Muito obrigado!
Bem-haja senhor General.
"Galo Garandi”

24 maio 2006

Carta aberta a “Nino” Vieira, por Didinho

O analista guineense Fernando Casimiro (Didinho) publica na sua página pessoal, “Conteúdo” (Editorial), uma Carta aberta ao General João Bernardo “Nino” Vieira, presidente da República da Guiné-Bissau que pelo seu interessante conteúdo não deve passar sem ser lida e ponderada.
Sua Exa Senhor General,
Pela primeira vez achei por bem dirigir-me directa e objectivamente a si, tendo em conta a urgência do Debate Nacional sobre a Reconciliação Nacional que V. Exa tem suscitado, sendo que prometeu organizar ainda este ano de 2006 uma conferência sobre a matéria.
Esta minha carta aberta é, antes de mais, um convite a V. Exa e, consequentemente, a todos os guineenses, para uma reflexão sobre o país, no intuito de se criar uma plataforma construtiva para o Debate Nacional tendo a VERDADE como alicerce e referência primeira a considerar.
Pela VERDADE decidi parar para pensar.
Pela VERDADE, decidi questionar-me a mim mesmo sobre o papel que quero e posso desempenhar em prol de um CONTRIBUTO positivo na Reconciliação entre todos os guineenses. (…)

Uma carta com 3 enormes capítulos “A VERDADE como alicerce e referência para o debate Nacional”, “Da proclamação da Independência Nacional aos dias de hoje” e “Comissão de Verdade e Reconciliação - Experiências de outros países”, onde são evocados os diferentes passos da vida social, política e militar da Guiné-Bissau, o problema das “mortes” inexplicáveis e inexplicadas e trazida à colação alguns temas internacionais que podem ser “imagem” para o que se quer e não se quer para a Guiné-Bissau.
Pela sua extensão, deverão aceder à mesma através
daqui ou da página pessoal de Fernando Casimiro (Didinho).

29 outubro 2005

Governo guineense cai

"Nino" Vieira demorou 28 dias mas concretizou.
Por decreto presidencial, o presidente "Nino" Veira decidiu demitir o governo de Carlos Gomes Júnior, concretizando os anseios dos seus gravitacionais e aduladores políticos.
E como um mal nunca vem só, os militares já estão nas ruas a "protegerem" os principais edifícios de Bissau. Como em tempos escrevi no seu discurso de tomada de posse, "Nino" terá - e fê-lo - esquecido de muitos, mas não dos militares.
Ou seja, e como muito bem refere Orlando Castro na rubricaAlto Hama, Nino acaba de levar a efeito um golpe ditatorial para sustento de uma meia dúzia de parasitas que, desde o início e, mais claramente, na segunda volta não calaram que seria essa a sua vontade: destruir um governo - minoritário é certo - mas democraticamente eleito.
Ora vamos lá a ver que se seguirá; e qual o destino dos governantes guineenses, entretanto demitidos. E aqui tomo a liberdade de "roubar" esta palavras citadas por Fernando Casimiro "Nós queremos que tudo quanto conquistarmos nesta luta pertença ao nosso povo e temos que fazer o máximo para criar uma tal organização que mesmo que alguns de nós queiram desviar as conquistas da luta para os seus interesses, o nosso povo não deixe. Isso é muito importante."
Cabe ao povo guineense, o principal perdedor, controlar e não deixar que o poder caia nas ruas da amargura.
Que o povo guineense não deixe a "tríada" levar por diante a sua vontade.
Que a Comunidade internacional nõ deixe cair a Guiné-Bissau.
Enquanto isso, o povo vai vivendo na miséria.
Enquanto isso a Guiné-Bissau vai se afundando.
Até quando? E onde está a CPLP? e a União Africana? E a CEDEAO?
Ah! ainda estão a descansar...