Mostrar mensagens com a etiqueta Militares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Militares. Mostrar todas as mensagens

20 janeiro 2014

Angola recusa envio de militares para a Rep. Centro-Africana: análise

(cliquem na imagem para lerem o texto)

Extractos de uma análise sobre esta matéria, feita para o semanário Folha 8, edição deste fim-de-semana.

16 março 2013

Angola na Arquitetura de Paz e Segurança Africana

O Diretor do Instituto de Estudos Superiores Militares, Tenente-General Rui Mora de Oliveira, a Edições Almedina e o Autor têm o prazer de convidar V. Exª para a sessão de lançamento do livro “A Posição de Angola na Arquitetura de Paz e Segurança Africana. Análise da função estratégica das Forças Armadas Angolanas”. A apresentação da obra estará a cargo do Exmº General Luís Pinto Ramalho e do Exmº Professor Doutor Adriano Moreira e contará com a presença do autor, Major Luís Manuel Brás Bernardino.

No próximo dia 21 de Março será apresentada, em Lisboa, a obra "A Posição de Angola na Arquitetura de Paz e Segurança Africana. Análise da função estratégica das Forças Armadas Angolanas" resultante da Dissertação para o Doutoramento de Luís Bernardino.

Quem quiser estar presente poderá fazê-lo - entrada livre - mas devem confirmar previamente para o Gabinete do Diretor do IESM - Tel. 213002104 Direção - Tel MII 226004 | 226163; direcao@iesm.pt, até dia 19 de Março pf.

14 maio 2012

Nigerianos na Guiné-Bissau...


(militares da CEDEAO - foto Lusa.pt)

A agência de notícias portuguesa Lusa, afirma, certamente citando a CEDEAO e o seu presidente interino, coteivoirense Ouattara, que as tropas da Nigéria vão estar na Guiné-Bissau até sexta-feira.


Nada demais, serão 600 militares para a Guiné.Bissau e 10 mil para o Mali.

Só que, não me parece que a tropa nigeriana, como tem sido noutros pontos do continente, vão para a Guiné-Bissau para turismo.

Por certo, e assim tem sido, vão para capitalizar os necessários dividendos político-militares e irão afirmar-se sobre as autoridades castrenses Bissau-guineenses.

Mas…

Mas não foi por causa de uma situação, mais ou menos – talvez muito mais menos que mais mais – que se verificou o Golpe de Estado na Guiné-Bissau?

Ora e segundo os golpistas, que parecem estar a verem confirmado pela CEDEAO a legitimidade do acto, com a imposição de um chefe de Estado interino, que foi o primeiro dos menos votados a ficar fora da lista dos dois candidatos à 2ª volta, mesmo que sem o acordo do principal partido com assento na Assembleia Nacional, não foi porque a Missang poderia ser uma força de contenção aos contínuos desvarios e à manutenção do ainda sistema de guerrilha que grande parte das forças castrenses Bissau-guineenses ainda sofre, que houve o Golpe?

Então?...

A não ser que os comandos militares da Guiné-Bissau, recordando a exemplar saga que levou os senegaleses e guineenses (de Conakri) a saírem do país com ele entre as pernas, pensem que os nigerianos serão iguais.

Se pensam, então talvez seja melhor procurarem já algumas zonas de repouso e onde possam passar despercebidos.

É que os nigerianos não vão para lá em turismo…

29 setembro 2011

Eleições nos Camarões com militares à perna

Em breve, mais concretamente a 9 de Outubro, vão acontecer eleições presidenciais nos Camarões.

De acordo com a validação do Tribunal Supremo, há 23 candidatos ao cargo. Entre eles, Paul Biya, do União Democrática do Povo Camaronês (RDPC), o actual presidente e líder do partido no Poder, Fru Ndi John, o veterano candidato da oposição da Frente Social Democrática (SDF) e das, inicialmente recusadas pela Comissão Eleitoral (EleCam), candidaturas de Anicet Ekane, do Movimento Africano para Nova Independência e a Democracia (Manidem), e de Daniel Soh Fone, do Partido Socialista Unificado (PSU).

Só que Biya, de 78 anos – um geroncrata –, está no poder há 29 anos, ou seja, desde 1982, e a actual lei eleitoral foi desenhada de modo a que aquele possa se perpetuar eternamente no Poder – parece-me que este desenho não me é totalmente estranho…

Houve uma tentativa de um grupo de cidadãos de tentar que a candidatura de Biya fosse inviabilizada por "inelegível" no que foi rejeitado pelo Tribunal Supremo.

Se a oposição e a sociedade civil não tiveram, nem têm, poder para impedir a quase certa reeleição de Biya, já os militares, que sempre o apoiaram estão, agora, em contra-ciclo com o acto eleitoral e com a sua campanha.

De facto, ontem, um reduzido grupo de militares, durante um certo período, bloqueou a ponte Wouri, a ponte principal de Douala, a capital económica do país, e disparou para o ar em protesto pela recandidatura de Biya.

Antes de serem detidos os soldados que pararam o tráfego na ponte e desfraldaram uma faixa com os dizeres: "Paul Biya ditador, Paul Biya deve sair a qualquer custo”.

Uma lição para aqueles que vêem nas forças armadas sempre uma retaguarda segura.

Na realidade nem sempre isso é verdadeiro. Quanto menos se espera…

A juntar a esta contestação a da oposição, nomeadamente da SDF que denunciou actos claramente irregulares nos cadernos eleitorais como inscrições duplas nos registos. Ao mesmo tempo, os nomes dos compatriotas não figura nos registos nem que eles sejam devidamente inscritos e que receberam os respectivos comprovativos”.

Creio já ter ouvido situações semelhantes em anteriores eleições em outros Estados africanos…

18 abril 2011

Burkina Faso em chamas?

O Continente africano continua a ser varrido por ventos anti-dinossauros do poder.

Desta feita foi no Burkina Faso, onde Blaise Campaorá, no poder há cerca de 24 anos, viu-se na necessidade de fugir da capital Ouagadougou depois dos militares, nomadamente da seu regimento presidencial, se terem revoltado, tal como já tinha acontecido em finais de Março passado, por causa do não pagamento de um subsídio prometido.

E para que a situação seja mais escaldante, estudantes andam em protesto para saberem as razões que levaram à morte, em condições ditas obscuras, de um aluno em Koudougou, localidade do centro oeste do país.

Segundo algumas notícias de agências de informação estrangeiras, no local, os militares terão saqueado e queimado casas de assessores do presidente Campaoré.

O certo é que a revolta já se estendeu a várias cidades do Burkina Faso o que levou Campaoré a declarar a demissão do Governo liderado por dissolveu nesta sexta-feira por decreto o Governo do primeiro-ministro Tertius Zongo e nomear o coronel Honoré Naberé Traoré como novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, em substituição ao general Dominique Dienderé, bem assim declarar o recolher obrigatório na capital burkinassa.

Entretanto, comerciantes irritados com os ataques dos militares atacaram e incendiaram a sede do partido de Campaoré, o Congresso para a Democracia e o Progresso (CDP), bem assim a sede do Governo.

Bem podem outros dinossauros declarar que alguém anda a querer criar confusões por África que isso parece já não ser importunável para os ventos da mudança…

01 abril 2011

Quem perde na Cote d’Ivoire?

(Foto © Jean-Philippe Ksiazek/AFP/Getty Images, in Zwela Angola)
A Cote d’ Ivoire está a ferro e fogo total e isso já todos sabemos.


O vencedor internacional – que não institucional – das eleições presidenciais de Novembro de 2010, Alassane Ouattara, está a avançar inexoravelmente para Abidjan a fim de forçar a destituição do antigo presidente e declarado vencido nas citadas eleições, Laurent Gbagbo.


As forças de elite presidenciais e as milícias de Gbagbo estão impotentes face à vantagem adquirida pelas milícias e pelas Forças Republicanas da Costa do Marfim, o novo exército criado por Ouattara, que já conquistaram a capital política, Yamoussoukro, o principal veículo de escoamento da fonte de subsistência de Gbagbo, o cacau, o porto de San Pedro, e terão ocupado a televisão ivoirense aproximando-se do palácio presidencial, no bairro do Plateau, onde estará acoitado Gbagbo.


Quase toda a comunidade internacional tem pedido ao cessante e derrotado presidente que entregue pacificamente o poder a Ouattara. Quase toda até ontem quando as duas maiores potências austrais fizeram uma “fleec-flack” á retaguarda e decidiram apoiar os esforços da União Africana a favor da Paz e da entrega do poder a Ouattara.

É que tanto Angola como África do Sul reconheciam Gbagbo como o presidente da Cote d’Ivoire dado que afirmavam que teria havido uma precipitação da comunidade internacional em reconhecer a vitória de Ouattara, declarada pela Comissão Eleitoral Independente, quando ainda decorriam contagens finais dos votos pelo que achavam que a declaração final do Conselho Constitucional, próxima de Gbagbo, é que validava as eleições e estas davam o presidente cessante como vencedor.


Posteriormente, primeiro Zuma, numa declaração pública, e quase logo de seguida apoiada por Angola, começaram a propor que Gbagbo ficasse no poder como presidente transitório até serem efectuadas novas eleições presidenciais no país, sob supervisão da comunidade africana, o que foi liminarmente rejeitado quer por Ouattara, quer pela Nigéria, com interesses potenciais na região – que disputa com Angola – quer, sem espanto, pela França, um dos principais apoiantes d Ouattara e suporte das forças das Nações Unidas que, desde o fim da guerra-civil, em 2009, se encontram na terra do cacau.


É certo que os grandes derrotados desta situação caótica e violenta são o povo iroirense – mais que um derrotado, é a maior vítima –, porque o fim da crise trará, inevitavelmente, actos vingativos tais como “Saques, extorsões e, mais graves, raptos, detenções arbitrárias e maus tratos aos adversários”, que já estará acontecer como alertam as Nações Unidas, através da ONUCI, bem assim o presidente cessante renitente Gbagbo.


No entanto, é fatal que tanto Angola como a África do Sul pautam-se como as grandes derrotadas da questão ivoirense ao verem as suas pretensões pró-Gbagbo serem “condenadas” pela União Africana ao apoiarem Ouattara e a sua caminhada para o palácio presidencial, apesar do presidente em exercício da UA ser Teodoro Nguema Obiang, o autocrata chefe de Estado da Guiné-Equatorial, um dos sete países africanos que Gbagbo afirma ainda o apoiarem (África do Sul, Angola, Congo Democrático, Gâmbia, Gana, Guiné Equatorial e Uganda).

Citado no Zwela Angola, na coluna "Malambas de Kamutangre"

19 março 2011

Estado de Quimbanda sob forte ataque…

(foto ANGOP)

Durante os próximos dias o obscuro Estado de Quimbanda vai estar sob ataque das forças aerotransportadas de uma organização que dá pelo quase discreto nome de CPLP para acabar com séculos de ataques étnicos que proliferam em Quimbanda.

Caso desconheçam, é uma organização que se arroga de aglutinar todos os países que têm o português por língua oficial mas que, na prática, alguns falam menos e conhecem-na mesmos que outros que querem para lá ir, como são os casos de Cabo Verde ou Guiné-Bissau (o crioulo, no primeiro caso e o crioulo e o francês, no segundo são línguas predominantes) e Timor-Leste, onde a língua autóctone é o tétum mas falam, igualmente, uma língua é derivada do bahasa indonésio, no caso dos países lusófonos, ou da Guiné-Equatorial, nos que querem para lá entrar.

Mas não nos preocupemos com estes ataques e eventuais bombardeamentos das forças da CPLP, no âmbito da Tarefa Conjunta/Combinada Multinacional (FTCC).

O que se passa é que Angola, mais concretamente a região de Cabo Ledo, província do Bengo,vai ser palco, entre hoje e o próximo dia 28, dos exercícios “Fenino 2010” – que por acaso ocorrem em 2011 – e que visam a preparação, melhoramentos e harmonização dos conceitos, procedimentos operacionais, técnicas e tácticas das forças militares da CPLP para futuros mandatos de Paz por encargos da ONU ou da União Africana.

Participam nestes exercícios 850 militares angolanos, 29 de Portugal, São Tomé e Príncipe e Moçambique trouxeram 21 tropas cada e Brasil, Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné-Bissau com 20 soldados cada.

01 abril 2010

Guiné-Bissau de novo em crise?

(A detenção de Gomes Júnior; foto ©Aly Silva, retirado do Ditadura do Consenso)

Segundo fontes em Lisboa o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e o chefe das Forças Armadas, Zamora Induta, terão sido feitos reféns por militares hoje de manhã na capital guineense.

Ainda não se sabe bem se houve alguma tentativa de Golpe de Estado ou alguma das habituais e persistentes movimentações militares por que, ciclicamente, passa o País.

Uma primeira análise só aquelas duas personalidades estarão sob alçada dos militares, sendo que o premiê já terá sido reconduzido ao seu gabinete enquanto o paradeiro de Induta estará em situação de desconhecido ou, eventualmente, morto como anuncia o jornalista Aly silva no seu blogue “Ditadura do Consenso”, onde poderemos acompanhar desenvolvimentos do processo.

Vamos esperar que realmente os militares não queiram "mais golpes de Estado", como fazem questão de apresentar como uma das suas palavras de ordem.

O certo é que quem parece comandar estas movimentações era o homem que estava “resguardado” nas instalações das Nações Unidas há cerca de 90 dias após regresso “secreto” da Gâmbia para onde se tinha refugiado: falo do almirante Bubo Na Tchuto acusado, em tempos, de atentar contra Nino Vieira.

Estranho, ou talvez não…

11 março 2010

Que se passa?....

Que se passa por Luanda?!?!?!?!

Porque é que a UGP, cujo aniversário é só em Outubro, terá sido convocada de urgência? Mais um mujimbo ou nada mais que uma "permanente preparação"?

Esperemos que sim e nada mais!!!!

NOTA: em contacto já posterior com Luanda disseram-se que é só fumo... Óptimo!!!!

04 setembro 2009

Pérolas deveras(mente)… anti-nacionais!...

(enquanto ponderam deixem-se degustar tranquilamente um AC)

1. Um especialista brasileiro em marketing, Ricardo Noblat – liderou a agência brasileira que apoiou (e criou) a propaganda eleitoral do MPLA no pleito de 1992 –, descobriu, agora, que o MPLA governou durante 16 anos sem qualquer programa governativo (para quem ajudou a fazer passar o programa eleitoral, é interessante esta descoberta).

Só que o especialista brasileiro precisa de estudar melhor a vida e o marketing político angolano. E nos 18 anos anteriores, houve algum programa governativo? ou o especialista pensa que o MPLA só governa desde 1992?

2. Henry Okah, líder do proclamado Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (MEND), detido em Angola sob acusação de tráfico de armas, vai, segundo o seu advogado em entrevista a um jornal nigeriano,
processar o Governo de Angola por o ter mantido detido cerca de 5 meses sem julgamento.

Impossível, em Angola ninguém é mantido detido sem julgamento. Se duvidam, perguntem a
Fernando Lelo, antigo correspondente da Voz da América, em Cabinda…

3. Angola tem sido, e não poucas vezes, acusada de manter tropas na República Democrática do Congo (RDC) a lutarem ao lado das forças governamentais contra os guerrilheiros anti-Kabila (filho). O Governo angolano tem sistematicamente, e, como convém, bem, negado essas atoardas anti-angolanas (como se fosse uma clara ingerência internacionalista contra a natural capacidade de Angola se tornar numa potência regional…). O que não se entende como agora
regressaram dois militares angolanos que estiveram a combater ao lado das forças (então rebeldes) de Laurent Desiré Kabila (pai) contra as tropas governamentais de Mobutu “Joseph Desirée” Sese Sekou; e com a particularidade de estarem acusados de terem estado implicados na morte de Kabila (pai). Provavelmente foram para a RDC ao abrigo do mesmo internacionalismo que tanto critica a eventual – mentira… – presença de tropas angolanas em Kivu e similares; mesmo que o Governo desminta, o que agora parece ser difícil…

O que realmente eles estavam lá a fazer e porquê e como foram agora libertados. Sob que condições?

13 agosto 2009

Angola apoiar as FA’s da R.D.Congo?

(imagem da embaixada da US)

A Secretária de Estado norte-americana, a senhora Hillary Clinton, terá solicitado à emergente superpotência regional (como li algures) que apoie a formação e profissionalização das forças armadas do Congo Democrático.

A ideia seria interessante se não soubéssemos que o senhor Kabila Júnior não anda a morrer de muitos amores por Luanda, no que é
aplaudido discretamente por terceiros, e revê no vizinho do Sul, uma ameaça constante à sua política e à sua estabilidade institucional como presidente (ou não tivesse ele tido o apoio de Luanda, nesse sentido…).

Por outro lado Angola poderia estar a preparar uma força que iria colocar em causa a sua estabilidade territorial como bem se sabe é – e continua – a ser questionada por alguns vizinhos e,
até de certa forma, também internamente.

Alimentar jacarés só distraídos ou em Zoológicos…

E as superpotências não alimentam “inimigos”; quer, dizer, normalmente….

05 agosto 2009

Guiné-Bissau, “quase tudo por fazer”…

De acordo com a Manchete do Notícias Lusófonas, o Ministro da Defesa Bissau-guineense, Artur Silva, terá afirmado em Bissau, durante o seminário "Jornadas de Sensibilização sobre a Reforma no Sector de Defesa e Segurança na Guiné-Bissau", organizadas pela Missão da União Europeia, em conjunto com o Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, que no sector de defesa e segurança está "quase tudo por fazer" e que as reformas do sector de defesa e segurança do país deverão ser um "desígnio nacional que merece o consenso e o apoio de todas as forças políticas, da sociedade civil e da instituição militar".

Parece que esta ideia de Artur Silva que sublinhou ter sido a "tragédia que se abateu sobre a sociedade guineense em Março, com os assassínios do Presidente da República "Nino" Vieira e o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas" uma mostra inequívoca da necessidade e a urgência da citada reforma, tem o acordo – e tinha de tê-lo mesmo – do actual Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Zamora Induta, que terá manifestado o desejo que as forças militares possam contribuir para a "defesa da integridade territorial" e que não sejam vistos como uma "ameaça para as populações como se tem verificado", de modo que, segundo Induta, "as nossas Forças Armadas passem a representar realmente uma instituição de segurança no estrito cumprimento das suas atribuições constitucionais".

Vamos lá ver se o novo triunvirato – Presidência, Governo e Chefias militares –, quase da mesma cor e linha política, conseguirão fazer levantar a Guiné-Bissau como se deseja.

01 abril 2009

Na Guiné-Bissau quem manda que se assuma!

(eles andam por aí; foto Contributo" já anteriormente indicado)

São várias as vozes Bissau-guineenses, dentro e fora da Guiné-Bissau, que afirmam com clareza que quem manda no País são os militares.

Ou seja, o Governo e o poder civil são meras figuras de estilo para que a União Africana não condene o País pela existência, de facto, embora que não de jure, de um claro Golpe de Estado militar e também para que os diferentes parceiros internacionais não fechem, de vez, porque isso levaria a uma completa shatterização da Guiné-Bissau como desejam os seus simpáticos e prestáveis vizinhos, os cordões à bolsa.

E se dúvidas houvessem quanto a quem manda na Guiné-Bissau basta ver quem, de facto, decide como o País deve andar e como se procura abafar vozes incómodas.

Recorde-se as visitas inopinadas e sem qualquer discrição feitas a casa do jornalista António Aly Silva, embora felizmente para ele, parece, na sua ausência.

Ou as críticas claras e incisivas do antigo primeiro-ministro, “membro” da
troïka política (Nino, Yalá – este está calado à espera de voltar ao poder – e Fadul) e actual presidente do tribunal de Contas e também do Partido para a Democracia Desenvolvimento e Cidadania (PADEC), Francisco Fadul, ao poder real e efectivo dos militares no País e a exigência da demissão do Governo.

E essas valeram-lhe a visita, esta noite, de dezena e meia de homens fardados e armados com AK47 que lhe “ofertaram”, e segundo parece à sua esposa também, um curioso
espancamento além de lhe terem roubado bens e dinheiro…

Entretanto, o presidente em exercício da CPLP continua a sua velha e ancestral política de “façam que eu não me meto” também reconhecida pela política de neutralidade cooperante desde que esta sirva os seus interesses.

Apesar de Cabo Verde, um dos estados-membros da Lusofonia, pela boca do seu primeiro-ministro José Maria Neves ter anunciado que a CPLP e a CEDEAO estarão a preparar a constituição de um contingente militar para garantir a segurança na Guiné-Bissau o presidente em exercício, senhor Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros que reside num palácio com um nome tão sugestivo – das Necessidades (na minha terra isso quer dizer uma coisa e pouco bem cheirosa) – português, terá defendido em Haia onde participa numa conferência numa conferência internacional sobre o Afeganistão, que, a ser criada, a missão de segurança deverá ser composta por tropas africanas no seio da União Africana (UA) e depois da Guiné-Bissau, leia-se, dos mandantes, ter pedido essa missão às Nações Unidas e à UA.

Ou seja, desfaça-se e desintegre-se Guiné-Bissau que a CPLP, pela boca de Portugal, parece que já estará farta de vocês, ao contrário dos verdadeiros irmãos e… de outros.

Entretanto a paz social, militar e política dos Bissau-guineenses vais se mantendo inalterável nas mãos de quem realmente manda mas que parece não ter coragem de o assumir! Nem eles nem quem deveria ser os primeiros a dizer basta, os políticos denunciando o embuste actual!

18 março 2009

Madagáscar, quem manda o quê e quem?

(imagem Google)

Depois de cerca de três meses de uma profunda crise social e política o presidente malgaxe, Marc Ravalomanana, eleito democraticamente – parece que só há democracia quando os eleitos são os nossos ou nós – transferiu o cargo para uma Junta militar constituída por militares de alta patente, a maioria já na reserva, polícia e polícia militar.

Todavia, e na véspera, um grupo de militares, liderados pelo vice-almirante Hyppolite Ramaroson, revoltou-se, entrou no palácio presidencial para deter Ravalomanana e, contrariando a ancestral postura do sector castrense malgaxe, anunciou a queda do Governo de Ravalomanana.

No mesmo dia, o jovem turco TGV Andry Nirina Rajoelina, antigo DJ e, até Fevereiro passado quando foi demitido do cargo, presidente da Câmara de Antananarivo, capital do Madagáscar, assumiu-se como presidente da autoproclamada Autoridade Suprema da Transição para governar o País contando com a ajuda do vice-almeirante revoltoso.

Estranha-se o silêncio da Junta Militar tal como se estranha a rápida atitude do presidente da Alta Corte Constitucional de Madagascar (HCC), Jean-Michel Rajaonarivony, que reconheceu a transferência de Ravalomanana como uma renúncia e acolheu Rajoelina como presidente tendo decidido que dentro de um prazo de dois anos deverá acontecer eleições presidenciais na quarta maior ilha do Mundo.

Tão estranho quanto se sabe que Rajoelina, constitucionalmente, não tem idade mínima – nasceu em 1975 – para ser presidente o que só irá acontecer dentro de dois anos.

Vamos aguardar pela atitude dos antigos militares malgaches, pela efectiva e clara atitude da União Africana, da Comunidade Internacional e, principalmente da SADC de quem ainda não me parecebi que tenha feito alguma consideração.

Parece-me que a SADC continua, democraticamente, a acoitar “certos democratas” desde que sejam, unicamente, os que se intitulam assim, mesmo que os eleitos democraticamente, pelo voto directo – repito, directo, – e explícito do Povo sejam outros…

02 março 2009

Guiné-Bissau de novo em chamas?

(Os abutres continuam a voar?; imagem Fernando Casimiro "Didinho")


De acordo com uma notícia acabada de ler o Chefe de Estado-maior da Guiné-Bissau, general Tagmé Na Waié, terá sido vítima de um atentado que também terá ferido mais três pessoas (no blogue de Aly Silva lê-se que terão ficado feridas 4 pessoas, duas com gravidade).

O atentado terá ocorrido contra o edifício do no quartel-general do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau e vitimou, parece só o general Na Waié, o que, no mínimo, é muito estranho, até porque a rádio privada Bonbolom que estaria a relatar factos da explosão foi mandada encerrar pelos militares sob a desculpas de “questões de segurança dos próprios jornalistas”…

Vamos aguardar por mais informações e que o tema seja melhor clarificado.
.
COMENTÁRIO ADICIONAL: O presidente João Bernardo "Nino" Vieira foi brutalmente assassinado esta madrugada. Retaliações à vista?

23 dezembro 2008

Guiné-Conakri, presidente morto, militares no poder

(imagem daqui)
Lansana Conté, o general-presidente da República da Guiné e que estava no poder há 24 anos, após um Coup d’Etat, morreu na noite de ontem, aos 74 anos.

Segundo a Constituição guineense que estava em vigor, o presidente da Assembleia Nacional deveria assumir a direcção do país, provisoriamente, até a realização de eleições presidenciais, no prazo de 60 dias.

Segundo, porque os militares, pela voz de um capitão Musa Dadis Câmara, decidiram tomar as rédeas do poder ao demitirem o Governo, dissolveram as instituições republicanas, além da suspenderem a Constituição.

De acordo com o comunicado lido na rádio estatal, os militares terão constituído um "conselho consultivo" integrado "por civis e militares" denominado Conselho Nacional da Democracia e Desenvolvimento (CNDD) que estará encarregue de nomear um novo primeiro- ministro com vista à formação dum Governo para "assegurar o funcionamento do país".

Outra das declarações dos militares foi declarar a CNDD ligada aos princípios da carta da União Africana e da CEDEAO. Uma forma inteligente dos militares tornearem as eventuais sanções – inoperantes e inconsequentes – da União Africana quanto a golpes de Estado (inoperantes e inconsequentes como mostraram no Golpe de Agosto na Mauritânia).

De certeza que as preocupações dos seus dois vizinhos do nor-nordeste serão muitas; apesar que os restantes também não estejam sossegados. Todavia há que primeiro esperar pelos desenvolvimentos políticos e ver para que lado caiará, realmente, o poder e quem mandará, efectivamente, na Guiné-Conacri.

31 outubro 2008

Por onde andam os frutos dos diamantes?

A revelação que uma ONG, Parceria África-Canadá (PAC), fez sobre os lucros de uma sociedade angolana de exploração de diamantes, detida por altos graduados (no activo ou fora, isso não está bem explícito) castrenses angolanos, obtidos durante os últimos 10 anos é, no mínimo, escandalosa para se calar e não meditar.

Perante tais números (
120 milhões de dólares ou 83 milhões de euros), torna-se cada vez mais compreensível as palavras do senhor Presidente José Eduardo dos Santos, quando, no encerramento da campanha eleitoral, o então número um da lista do MPLA – se não sabia os resultados que ia obter, por certos teria tido uma premonição –, afirmou que era altura de certas pessoas perceberem que deveria começar a dar ao País e não explorar do País, ou por outras palavras, havia que "mudar a mentalidade das pessoas que põem os interesses pessoais acima dos interesses gerais".

É que os tais 120 milhões de dólares ganhos pela tal sociedade, “dariam para construir 150 escolas e pagar a 800 professores um salário mais digno de 300 dólares todos os meses durante 25 anos, sobrando ainda dinheiro para giz, papel e canetas”.

Bom isso seria bonito se não tivéssemos de admitir que os gestores, são gente, e também têm de ganhar algum. Ou será que só os gestores da Lehman Brothers, da AIG ou da Fortis é que se podem locupletar com os fundos dos outros? Ou há moralidade financeira ou comem todos, desde que, parafraseando
Orwell, “uns possam comer mais que outros”…

22 setembro 2008

Militares a contas com a justiça?

(imagem internet)
De acordo com uma notícia do Notícias Lusófonas e assinada por Jorge Eurico que, recentemente, esteve na província do Bié, algumas altas patentes militares da Forças Armadas Angolanas (FAA) e membros da Polícia Nacional estarão em vias de serem chamadas à Procuradoria-Militar angolana para explicar uma sua eventual (com)participação na extracção de pedras preciosas naquela província de uma forma que parece não estar totalmente institucionalizada.

Segundo parece esta eventual chamada à Procuradoria-militar seria do conhecimento e teria o respectivo assentimento do Comandante-em-Chefe das FAA, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, antevendo-se como sendo uma das primeiras medidas do então candidato e líder do MPLA quando avisou que a corrupção e a utilização pouco clara da coisa pública tinha os dias contados.

Mas dado que são os militares quem mais mandam em Angola, nomeadamente, desde a crise do "27 de Maio" e ao contrário do que alguns querem fazer crer, ou não fossem eles que detêm uma importante fatia do espaço económico angolano como, ainda hoje, o portal macaeense que faz a ligação entre a China e os PALOP,
MacauHub, denunciava, é de temer que algum “apertão” que o espaço castrense possa sofrer poderá ter preocupantes consequências para a nova Democracia angolana e para a tão já propalada 3ª República.

As informações que Jorge Eurico nos oferece neste seu artigo são preocupantes pelo facto de, se nos recordarmos e não há muito denunciado num semanário independente angolano, alguns dos militares, nomeadamente antigos generais, são donos de empresas de segurança que trabalham com algumas das empresas extractoras de diamantes.

Não há que temer, mas deve-se tomar todas as providências para que algum indivíduo do espaço castrense não tenha demasiadas pretensões e que estas ultrapassem o espectro estritamente militar…

08 agosto 2008

A Euroásia em chamas, efeitos do Kosovo?

(imagem base daqui)

Desde a “shatterização” (ou implosão) da União Soviética que os países dela resultantes não se têm entendido.
Desde o combate absurdo e estulto que alguns países fizeram à russofonia, a incapacidade da Rússia em aceitar a perca de alguns das suas regiões, ou a disseminação de povos por regiões diferentes da sua origem que os períodos estalinista e brezneviano provocaram – azeris na Arménia e arménios no Azerbaijão (nas qualificações do último Europeu os dois que se encontravam no mesmo grupo, uma incongruência da UEFA que pensa colocar o futebol acima das questões nacionais levou a que os dois países não se defrontassem e sofressem derrotas por falta de comparência), ou russos no Báltico ou no Cáucaso e na Ucrânia – são alguns desses paradoxos que continuam a criar um clima de conflitualidade latente.
Mas também dentro da Rússia se verificam situações análogas. Recordemos a Chechénia e as centenas de vítimas que o consulado de Vladimir Putin conseguiu provocar dentro da região e no próprio País. Quem não se recorda do morticínio numa escola russa levada a efeito pelo terror checheno com, cada vez mais corroborado, a conivência da incapacidade russa em gerir calmamente as crises.
Agora, no dia em que o Mundo parecia estar pregado às belíssimas imagens televisivas da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing e quando se esperava que as “crises” viriam dos manifestantes pelos Direitos Humanos e pela liberação do Tibete, Geórgia e a Rússia decidiram incendiar a região por causa dos separatista da Ossétia do Sul.
Georgianos afirmam que russos invadiram e bombardearam o País tentando consolidar a secessão ossetiana e, futuramente, anexá-la junto à russa Ossétia do Norte.
Os russos declaram que se limitaram a defender os seus militares que estão a defender os russófilos e que teriam sido atacados por tropas georgianas.
De uma coisa o presidente russo Dmitry Medvedev fez questão de afirmar, citando de certa forma o seu quase antigo colega George W. Bush, que a Rússia defenderá os seus filhos onde quer que eles estejam.
Ou seja, o presidente russo limitou-se a dizer que a Rússia estava preparada, de novo, para projectar o seu poder militar e político de uma forma planetária pelo que os Países deverão aceitar esta declaração como um aviso de guerra uranorama.
E s pensarmos que também Putin, o ex-presidente e agora Primeiro-ministro russo, fez um sério aviso quase semelhante em Beijing e ao mesmo tempo que demontrava uma calma olímpica durante a cerimónia…
Enquanto isso o Conselho de Segurança das NU vai se reunindo sabendo de antemão que o resultado do voto está definido. Russos ou Norte-americanos, consoante o disposto na resolução irão dar o seu… veto!!
E às 1400 vítimas actuais muitas mais se vão juntar e a Eurásia ficará, inevitavelmente, em chamas para gáudio dos especuladores do petróleo que assim terão mais uma razão para voltar a ver o crude aumentar de preço!

07 agosto 2008

Nino Vieira vai avisando...

De acordo com o noticiário matinal da secção lusófona da Rádio Deutsch Welle, "Nino" Vieira pediu ao novo Primeiro-ministro, Carlos Correia, que “acabe com a desordem que reina” no País porque – será que está a sentir as costas muito quentes por causa da Mauritânia – “infelizmente, alguns dos nossos políticos interferem na criação da desordem”, alguns em conivência com militares, leva as Forças Armadas e Para-militarizadas a interferirem em assuntos que não são da sua competência o que não cria a necessária estabilidade no País.
Um claro aviso de que o sector castrense começa a não estar totalmente sossegado, principalmente quando cresce a acusação que a Guiné-Bissau é uma plataforma do narcotráfico entre a América Latina e a Europa!