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05 agosto 2008

A Media anda pelo purgatório?

(foto DW.de)
Por norma a Comunicação Social (CS), o 3º poder, é olhada, não poucas vezes e quase sempre pelos Governos nacionais e locais, como um enorme e pavoroso “bicho” que deve ser, tão prontamente quanto possível, amordaçada, decapitada, chacinada, numa palavra, abolida.
Em países autocratas cujo vocábulo “democracia” é um palavra vã – leia-se há falta de liberdade de falar, um eufemismo de ditatorial, – é conveniente que a Comunicação Social veja a sua actividade limitada aos interesses comanditários, sejam eles, políticos, sociais ou económicos. Relembra-se para ser mais objectivo e sem temer que este blogue seja colocado como “inapropriado ou reprovável”, o que passam jornalistas e alguns dos jornalistas que cobrem os Jogos Olímpicos de Pequim, na China.
Também há países, que embora se digam democratas, o seu verdadeiro ambiente político é de um amordaçamento, quase descarado, que impele sobre a Comunicação Social não pública, como se tem constatado, infelizmente e em casos concretos, em Angola. Portais houve que estiveram encerrados, segundo estes – e quem somos nós para duvidar das palavras dos próprios, embora ninguém as aceite como plausíveis – por razões técnicas – talvez as mesmas que quiseram calar o ClubK –. Talvez as mesmas razões técnicas que fazem com que os semanários independentes Angolense e Semanário Angolense se mantenham quedos e mudos há duas semanas (por acaso ambos esta(va)m alojados no mesmo sistema que o do Angonotícias, no
AngoAlojamento (toAngola). Mas se eles dizem que foram por motivos técnicos… Já para não relembramos o que se passou com a Rádio Despertar que, também por motivos técnicos viam as suas emissões em certas alturas irem para além do desejável pelo Poder…
Mas se em países cuja a liberdade de opinião é inexistente ou começa a dar os primeiros passos é admissível, mas não aceitável, que a CS sejam vista com um entrave aos seus livre arbítrios, já não o é quando esses países são ditos garantes da Liberdade de Imprensa e do Jornalismo.
Por isso como se pode entender os factos recentemente ocorridos em Portugal e em Itália, só para citar dois.
Em Portugal um dos mais antigos jornais diários, o
Primeiro de Janeiro – já o Comércio do Porto e a Capital também o foram há cerca de uma ano – foi encerrado, primeiro porque iria para reestruturação e mudança de imagem com os seus jornalistas a serem dispensados, para de seguida ser reaberto sem grandes alterações visíveis salvo o facto dos jornalistas continuarem dispensados e quem faz o jornal serem jornalistas de uma separata desportiva, o Mundo Desportivo. Ninguém duvida da capacidade destes em fazerem qualquer tipo de jornalismo – um jornalista é-o seja do desporto ou das áreas sociais ou politicas ou económicas, desde que saibam da matéria – mas que é estranho e não se ouça ondas por parte do poder e de quem o gere, isso acaba por tornar mais estranho este encerramento/reaparecimento.
Já na Itália um jornalista, Marco Travaglio, daqueles que gostam, e parece que têm esse direito, de ver escrita a palavra Jornalismo com “J” e de ser considerado, unânime e eticamente, como um “artigo raro na Itália”, ao ser entrevistado por uma cadeia televisiva (estatal)
denunciou publicamente o poder de estar conluiado com o grande polvo que é a Máfia o que o levou a ser contestado. Que o poder do Poder é enorme em países onde a unidade é quase nula, como é o caso da Itália, já nós sabemos. Mas que esse Poder seja tão enorme que o entrevistador quase pediu desculpas mudas ao visado e a própria emissora, a RAI, também já se demarcou das palavras de Travaglio. É que o senhor Berlusconi não gosta de ser visado nem que visem os seus correligionários…
Com um Jornalismo e uma Comunicação Social assim amordaçados quem ganha, é sempre o Poder!

23 agosto 2006

A FIFA manda mais que os Estados?

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(a mandar como manda, qualquer dia nem este se pode fazer…; imagem daqui)

… se não é, parece!!!
A FIFA ameaçou a Federação Italiana de Futebol (FIGC) de suspender esta Federação e todas as suas equipas de participarem em actos desportivos futebolísticos por ela organizados – não há uma única actividade futebolísticas que não tenha a mão (mesmo nas provas continentais e regionais) da FIFA – se os italianos não impedirem a Juventus de ir com o caso “Calciocaos” para os Tribunais comuns.
De acordo com um porta-voz da FIFA, esta terá dado "…à FICG um prazo que terminou às 10h00 TMG (mais uma em Lisboa) para que nos indicasse como vai convencer ou impedir a Juventus de recorrer para a justiça comum".
Até quando os Estados – e os Tribunais – admitirão que um organismo privado, monopolista possa continuar a mandar nos destinos desportivos, no caso o futebol, de um qualquer país.
O desporto, e no caso presente, o futebol, não é uma actividade lúdico-desportiva, amadora ou profissional, livre e que se deveria subordinar única e exclusivamente às leis dos países onde se pratica?
Este caso acaba por ter quase as mesmas consequências no chamado “caso Mateus” – jogador angolano impedido de jogar como profissional após transferência do Lixa para o Gil Vicente – em Portugal.
As normas desportivas impedem que as mesmas – mesmo que se apresentem como actividade profissional – possam ser dirimidas em Tribunais comuns.
Daí que o Gil Vicente tenha sido penalizado, segundo os regulamentos, com a descida de divisão – ah! apesar de todas as simpatias que possa ter, e tenho, pelo “Os Belenenses” não entendo como uma equipa que desceu por via desportiva seja cooptada em vez da primeira melhor equipa não promovida da divisão seguinte (e não será isso o que diz o ponto 4 do artº.87 do regulamento das competições?) – mas que, não satisfeito, agora deseja, talvez naturalmente, continuar com o caso nos Tribunais comuns.
Por este andar nem Itália nem Portugal - quem mandou o Benfica jogar tanto? - terão equipas nas provas da UEFA nem nos diferentes Campeonatos Europeus…
NOTA: Entretanto surgiu esta declaração da FIFA, claramente caricata e hipócrita, dado que sabemos que o advogado da Juventus ter afirmado que avançaria para os Tribunais civis como o fez junto do Tribunal Regional de Lacio, que deverá analisar o recurso ainda este mês ou, mais tardar, em 6 ou 7 de Setembro.

10 maio 2006

Mais uma derrota de Berlusconi?

(Será mesmo?)
Um ex-comunista de 81 anos – e em Portugal especulou-se tanto com a idade de um dos candidatos – foi eleito presidente da Itália, com maioria simples dos representantes das regiões, deputados e senadores, à quarta volta.
O novo presidente é Giorgio Napolitano (desculpem, mas tem nome de “capo”) e atesta mais uma derrota de “il consiglieri” Sílvio Berlusconi que além de ver partidários seus apoiarem o novo presidente e de afirmar que votaria em branco, ameaçou não pagar imposto se não conseguisse eleger um presidente; e agora…
Bom, depois disto só falta mesmo a “Juve” dar a machadada final, para mal dos pecados de Rui Costa…

29 janeiro 2006

Existência de Jesus levada a Tribunal

Cristo-rei, na Senhora do Monte, Lubango; © foto desconhecida e retirada daqui.

Um italiano, Luigi Cascioli, levou a um tribunal do norte de Roma um padre, Enrico Righi, por este afirmar que Jesus existiu de facto (a matéria pode ser lida toda n’ A Tribuna do Mato Grosso).
De acordo com a acusação não estará em causa a existência de Jesus, como tal, mas o facto da igreja católica estar a aproveitar-se desse hipotético facto para violar duas leis italianas: “..."abuso de crença popular" na qual alguém engana fraudulentamente as pessoas; e "personificação", quando alguém obtém ganhos atribuindo um falso nome a alguém”.
Apesar da polémica - e sei que isto irá causar imensa polémica - que este facto causará, não só na Igreja Católica, como em todas as Igrejas Cristãs, e mesmo na Islâmica, onde Cristo é reconhecido como um Profeta - e atenção que o acusador fala e questiona sempre "Jesus" e nunca "Cristo" -, por mim, e só falo por mim, não me preocupa como é que um ateu e um padre católico conseguirão dirimir as suas ideias teológicas. O que me cria expectativa é ver como o juiz italiano, Gaetano Mautone, irá julgar esta questão e se terá condições para tal.
Não tenhamos dúvidas. Qualquer que seja a sua decisão essa será sempre objecto de inúmeras críticas. Pena haver quem se aproveite de dogmas para obter ganhos e relevos públicos.
Uma nota complementar. O acusador, já prevendo a derrota da sua acusação ameaça ir para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Ou seja, uma matéria para dar e durar.
Sei que isto vai criar polémica. Mas também não é da polémica que as verdades emergem ou cimentam.