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12 julho 2008

Irão e Zimbabué ajudam a esfriar as relações russo-norte-americanas

(imagem daqui)

Já não bastava a tentativa – ainda nunca bem esclarecida quanto à sua suposta eficácia – dos EUA em colocarem um pretenso escudo anti-missil na Europa do Leste com a desculpa de evitar um possível ataque de potências terroristas à Europa (cada vez sei menos o que os EUA consideram terroristas depois do exemplo recente em que só passados cerca de 10 anos depois de sair da presidência da África do Sul e de o terem várias vezes recebido como herói é que o Departamento de Estado o retirou da lista dos terroristas; falo de Nelson Mandela, ou a leveza com que aceitaram a destruição de uma chaminé de um eventual silo nuclear da Coreia do Norte).

Agora vêm os ensaios do Irão a querer provar a tese russa que o Escudo na Polónia e na república Checa serão capazes de serem, rapidamente, obsoletos porque os mísseis iranianos Shahab-3, de base norte-coreana, com alcance de 2000 km “poderão facilmente atingir Israel e vários aliados de Washington na região, mas nunca se aproximariam de um ponto que motivasse a acção de estrutura defensiva que deverá estar operacional até 2012 na Polónia (dez interceptores) e na República Checa (vários radares)” conforme recordou Sergei Lavrov, o MNE russo!

E, como recorda o jornalista Orlando Castro, num artigo do matutino português Jornal de Notícias, esta pretensa crise irano-israelo-norte-americana provocou um novo descalabro nos preços do crude com o petróleo Brent, referencial na Europa para os preços de barris a registar “ontem um novo recorde ao ultrapassar pela primeira vez a barreira dos 147 dólares na Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres, onde chegou a ser negociado a 147,50”.

E para que os norte-americanos continuem a perceber que os russos estão mesmo pouco satisfeitos com eles, relembre-se a sua tomada de posição, já várias vezes dada como certa, na proposta de Resolução contra o Zimbabué, Mugabe e seus amigos de peito, ou seja, os russos vetaram!

02 janeiro 2007

Mísseis para o Irão com a UE na engorda…

Nada como começar bem um mandato. E foram logo dois a terem óptimos começos.
O novo Secretário-Geral das Organização das Nações Unidas (NU), Ban Ki-moon, começa oficalmente o seu mandato da melhor forma. Depois de se ter descartado quanto à pena de morte – granjeou, de certo, mais simpatias do senhor W. Bush –, um membro permanente do Conselho de Segurança, a Federação Russa, ofereceu-lhe uma bela batata quentinha nas mãos.
Então não é que o novo “aliado” da NATO e dos EUA decidiu entregar o primeiro pacote de defesa anti-míssil ao Irão para este proteger as suas futuras fábricas de material atómico, dito centrais nucleares.
Segundo afirmam os russos, e muito bem, registe-se, os contratos são para serem cumpridos e como as NU não impedem a venda de venda de armamento defensivo, como os sistemas de defesa antiaéreos, então amigos iranianos tomem lá mísseis "Tor M1" e passem para cá cerca de 700 milhões de dólares.
Com aliados destes, quem precisa de inimigos…
Mas não foi só o Secretário-geral das NU que começou bem o seu mandato. A nova presidência rotativa da União Europeia (UE), a Alemanha, teve também um auspicioso início.
Por certo que os europeus, os primeiros destinatários de uma eventual bomba nuclear iraniana, logo a seguir a Israel, não esperavam que os russos continuassem a ver as suas fronteiras externas cada vez mais próximas e ficassem quietos.
Ontem a União Europeia, com a entrada da Bulgária e da Roménia, passou dos 25 Estados-membros para uns simpáticos 27 países e cerca de 493 milhões de habitantes.
Para os russos já lhe bastavam os três países bálticos, os finlandeses e a Turquia junto das suas fronteiras para já se sentirem quase asfixiados.
O que vale aos russos é o gás natural com que abastecem, sensivelmente na íntegra, a quase toda Europa. O que se passou com a Bielorrússia (Belarus) mais não foi do que um pequeno aviso à navegação europeia caso os russos venham a sentir o sufoco completo: fecham a torneira e depois os europeus que queimem o resto das florestas – ainda as há? – se quiserem se aquecer!!!
E lá se vai a economia, a “lunática” Constituição europeia e a UE…
Ou seja, os americanos e os russos brincam e a Europa… que recolha os restos.

05 julho 2006

O 4 de Julho da Coreia do Norte…

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Terá sido provocação, provavelmente; terá sido um falhanço, já não tenho tanta a certeza; mas que não há dúvidas que a Coreia do Norte festejou o 4 de Julho com foguetes, lá isso é verdade.
Ora como se sabe o 4 de Julho é o dia da independência dos EUA. Ora como se sabe, estes e a Coreia do Norte continuam a amar-se como poucos; fazem lembrar aqueles casais que se odeiam de morte, inimigos nada fidagais, mas que nunca podem estar longe um do outro e, discretamente, acabam sempre por festejar os êxitos e inêxitos um do outro – e os outros que os aturem…
Por isso é que a Coreia do Norte ontem festejou o 4 de Julho com 6 ou 7 mísseis – os russos dizem que os norte-coreanos foram ainda mais festivaleiros porque foram 10 os foguetes lançados – um dos quais um ICBM, o “temível” Taepodong-2, (já aqui escalpelizado) que terá explodido cerca de 41 segundos após o lançamento – um fracasso dizem os especialistas norte-americanos –, enquanto os restantes – a maioria scuds – terão acabado nas águas do Mar do Japão a cerca de 500 milhas deste país.
Se a rápida explosão do Taepodong-2 foi sinónimo de fracasso, como assinalam os especialistas norte-americanos, ou um aviso à navegação para avisarem que se quiserem os sino-norte-coreanos podem atingir os EUA e a Austrália, isso só os estrategas e os sistemas de vigilância ocidental e os sino-norte-coreanos o podem confirmar.
Por mim, não era tão pronto a tomar como válido (fracasso) o que se quer por óbvio.
Entretanto o Japão aplicou sanções económicas e marítimas à Coreia do Norte. Será que é ela mesmo que as merece?

19 junho 2006

A Coreia do Norte e o teste de míssil ICBM

(© foto retirada de um artigo do jornal russo Pravda-online)

Há precisamente um mês escrevi aqui neste mesmo blogue sobre algumas notícias que davam conta da eventual existência de um ICBM norte-coreano com capacidade para atingir costa norte-americana e do facto de certos analistas duvidarem dessa capacidade.
Pouco tempo depois, retomei este assunto através de um artigo de Opinião no santomense Correio da Semana onde questionava da capacidade norte-coreana de, per si, poder ter um ICBM nas condições indicadas.
Em qualquer dos casos alertava para a contenção verbal quer dos EUA, face, por exemplo, às intransigências nucleares do Irão, quer da Coreia do Sul, e da pouca, ou nenhuma verbosidade chinesa. Da zona, só os japoneses mostraram algum justificado, embora contido, receio.
Eis que um mês depois são, de novo, os japoneses – que ameaçaram com represálias severas – a alertarem a Comunidade Internacional para os exercícios – leia-se, testes – que os norte-coreanos estão em vias de efectuar com um míssil intercontinental, do tipo Taepodong-2, desta vez acompanhados das palavras da Secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice que, face às notícias dos satélites-espiões norte-americanos e aliados, reconhece que os norte-coreanos já terão abastecido, com combustível, o míssil pelo que este estará pronto a ser testado, admitindo que a sua ejecção poderia ser considerada como uma provocação.
Ainda, assim, verifica-se que, apesar destas palavras, por parte da administração norte-americana e do próprio Pentágono existe uma evidente contenção verbal; pelo que isto me leva a perguntar, de novo e uma vez mais, se, realmente, a Coreia do Norte – que pela primeira vez reconheceu a existência do programa de mísseis, embora negando a capacidade intercontinental – tem capacidade para projectar, sustentar e lançar um ICBM, no formato denunciado, ou se, pelo contrário, mais não é que uma plataforma de lançamento por conta de terceiros. E esses estamos mesmo a ver quem serão.
Ou será uma utopia minha?

19 maio 2006

Coreia do Norte tem ICBM?

(© foto retirada daqui)

De acordo com uma televisão japonesa, e citada no Diário Digital, a Coreia do Norte está a preparar o lançamento/teste de um míssil intercontinental (IBCM – InterContinental Balistic Missile) com capacidade de atingir algumas regiões norte-americanas.
Ainda assim, certos especialistas da área de estratégia duvidam dessa capacidade.
Uma coisa temos de reconhecer. Os EUA mantêm com a Coreia do Norte uma política de auto-contenção verbal face, por exemplo, ao que se passa com o Irão e os sul-coreanos mantêm calados.
A dúvida que se põe não está na eventual capacidade nuclear e militar da Coreia mas quem realmente a sustenta.
Esse é o grande enigma da questão.
Como é que um país em contínuo subdesenvolvimento económico, alimentar e produtivo pode exibir um tal poder militar; e porque é que as potências ocidentais – Rússia incluída – continuam a nada obstar nem tentar dissuadir esta situação.
Será por não ser, realmente, a Coreia do Norte a real potência nuclear mas uma terceira entidade e, por acaso, um poderoso vizinho que a ajudou e a tem mantido desde a Crise de Coreia de 1950-1953 e que teve o seu epílogo com um armistício garantido pelo paralelo 38?

04 maio 2006

Onde estão ou quem tem os mísseis balísticos?

(© foto retirada daqui)

Depois do Ministro da Defesa angolano, Kundi Payhama, ter há tempos acusado a UNITA de manter armas escondidas no Togo e na Costa do Marfim, acusação essa reafirmada por pelo Ministro numa sessão da passada semana no parlamento angolano quando “obrigou” um deputado da Unita e ex-representante do Galo Negro na Costa do Marfim, John Marques Kakumba, a admitir essa eventual existência, o presidente da Unita, Isaías Samakuva, que, inicialmente, tinha negado a citada posse de armasque contrariaria o protocolo de Luena, sem prestar mais outros quaisquer esclarecimentos, decidiu, desta feita, vir a terreiro explicar o que realmente se passa.
De acordo com uma notícia veiculada pela RTP África e pela Multipress-VOA, Samakuva confirmou que por quando dos acordos de 2002 foram indicados ao Governo angolano, à ONU e à troika de observadores a existência de depósitos de mísseis balísticos e outros materiais bélicos exponencialmente perigosos nos dois países. Esse material encontrava-se nos referidos dois países devido às sanções que a Unita, em tempo oportuno, sofreu e que condicionou o seu envio para as zonas do Galo Negro.
Ora, segundo Samakuva, se o referido material ainda está no Togo – como parece estar – essa responsabilidade caberá, por inteiro, a quem deveria estar a tratar do seu reenvio para Angola.
Uma coisa é certa.
A fazer fé em certos comentários que correm em Luanda, os hipotéticos mísseis balísticos seriam da última geração de uma classe de mísseis norte-americanos, que, há muito, quer russos quer chineses andam a ver se conseguem obter.
Será que haverá alguém que, à revelia das FAA, claramente consideradas como o organismo mais apartidário, democrático e incorruptível de Angola, e do próprio Ministro, ande a ver se faz algum dinheiro à custa dos tais mísseis balísticos?
Mas que realmente é estranho e preocupante que as armas ainda não estejam - como parecem não estar - em poder de quem deveria estar, as Forças Armadas Angolanas, lá isso é!!!!