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14 agosto 2008

Reinado foi executado a sangue-frio?

Segundo um relatório das autópsias os executores da tentativa de assassinato dos principais – sejamos mais específicos, do presidente José Ramos-Horta – dirigentes de Timor-leste, o major Alfredo Reinado e um dos seus acompanhantes, teriam sido mortos à “queima-roupa e na nuca” o que no decorrer de um tiroteio seria muito difícil.
Ou seja e para ser mais explícito, Reinado foi executado a sangue-frio como um qualquer criminoso num qualquer local de guerra ou como acontece em certos lugares onde a Liberdade é uma palavra vã.
Já em Fevereiro de 2008, num artigo publicado no Notícias Lusófonas “Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas” e que chamei a atenção aqui neste blogue eu levantava dúvidas quanto à forma como teria decorrido o – parece cada vez mais hipotético – ataque a Ramos-Horta e nas condições transmitidas ao domínio público.
Na altura as dúvidas eram legítimas face ao histórico anterior do “relacionamento” entre o Presidente Ramos-Horta e o major fugitivo e entre este e o actual Chefe de Governo “Xanana” Gusmão.
Era estranho que alguém tão “bem” formado militarmente não tivesse conseguido neutralizar uma pessoa tão desprotegida como, segundo rezavam as crónicas da altura, estaria Ramos-Horta.
E a estranheza vai se acumulando até que alguém consiga fazer sair para fora do “escuro” a verdade do “Golpe”.
Mas também não deixa de ser estranho que só agora este assunto venha à ribalta, principalmente quando parece que os proventos do petróleo timorense aumentaram...

11 fevereiro 2008

Muitas dúvidas e poucas certezas...

“Timor-leste acordou hoje sob o espectro de um eventual atentado – leia-se Golpe de Estado(?!) – contra as principais figuras do Estado timorense. E segundo quase todas as fontes externas, o responsável principal por este acto tresloucado e cobarde teria sido o renegado e fugitivo antigo líder da Polícia Militar, o major Alfredo Reinado.
Não se contesta nem se duvida dos atentados que o presidente Ramos-Horta e o primeiro-ministro “Xanana” Gusmão foram alvos. Nem tão pouco se duvida que o presidente tenha sido atingido durante o atentado. Tal como não se duvida que o major Reinado possa ter sido recolhido morto – não dizemos que tenha sido morto – no local do atentado ao presidente. E não afirmado que tenha sido morto porque há muitas contradições neste duplo atentado.
Por um lado, enquanto o presidente foi alvo de um atentado à sua residência quando estava fora dela (de acordo com Xanana o presidente Ramos-Horta estava a fazer os seus exercícios físicos fora da residência), tendo decidido voltar para esta em vez de se pôr a salvo, o que parece querer demonstrar uma falta gritante de conhecimento dos problemas sociais do país, o que não queremos crer, mas que não previa algum tipo de ataque à sua pessoa, o chefe de Governo, “Xanana” Gusmão era alvo de uma emboscada quando regressava a Dili, levado a efeito por um segundo líder, o tenente Salsinha.
E todo este imbróglio, segundo fontes externas, teve como responsável o renegado e foragido major Reinado!
Ora, é aqui que começam as contradições.
Sabe-se que tanto Ramos-Horta como Xanana “protegiam” o major Reinado de eventuais tentativas de detenção que a polícia das Nações Unidas e um juiz do Tribunal timorense tentaram levar a efeito.
Por outro lado sabia-se que nem os australianos, nem as forças internacionais da ISF faziam alguma coisa para deter o renegado e foragido antigo líder da Polícia Militar porque nem Ramos-Horta e, também, nem Xanana o permitiam. Realce-se que ainda há poucos dias Reinado numa “entrevista” acusava Xanana de ser o principal responsável pela situação e ameaçava-o de, caso fosse detido e julgado, “levar” Xanana com ele e solicitava à ONU que demitisse o Governo de Xanana e entregasse o poder a Ramos-Horta. E Xanana chegou a afirmar que Reinado não era “ uma ameaça real à estabilidade de Timor-Leste”.
Logo se o major Reinado queria que o poder fosse para Ramos-Horta, e como relembrou hoje Mari Alkatiri, começava a haver um consenso de estabilidade no país, como se justifica o atentado e sob as ordens de Reinado.(…)” (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na Manchete de hoje do , sob o título “Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas”

10 fevereiro 2008

Atentado a Ramos-Horta?

Segundo notícias veiculadas nas televisões portuguesas e a partir de telex da Reuter e da Lusa o presidente timorense Ramos-Horta terá sofrido uma emboscada, em sua casa(?) sofrendo ferimentos no estômago.
Ainda de acordo com as tais notícias o líder da eventual emboscada teria sido o major Reinado que foi abatido.
Por mim e sem querer pôr em causa a notícia e apesar de ser de domínio público que Reinado não morria de amores por Ramos-Horta era neste que mais “apoio” encontrava; relembremos como por mais de uma vez Ramos-Horta se encontrou com Reinado e como impediu um juiz de fazer cumprir um mandado de captura. Por outro lado, já a sua “aversão” a Xanana era quase proverbial.
Por esse facto é um pouco estranho este eventual atentado e com ele como líder. Mais estranho que tenha sido a única vítima mortal no tal ataque.
Um atentado a Ramos-Horta com ferimentos no “protector” e a morte do “protegido”…
Porque seria? Uma estória um pouco mal contada e cujo desfecho parece agradar mais a estranhos que aos timorenses!
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NOTA Complementar: Segundo o correspondente da RTP em Dili também Xanana terá sido alvo do atentado o que complica mais este imbróglio. Ora se Ramos-Horta estava em casa e o atentado foi ao princípio da manhã como Xanana estava também lá? Ou terá sido que o "atentado" iniciou-se na casa de Xanana e acabou na de Ramos-Horta?
E porque é que os australianos que estão, pretensamente, a proteger os dois estadistas estavam tão distraídos para deixarem aproximar dois carros aos tiros?
Ou será que o que parece mentira será mais uma verdade encoberta e este eventual duplo atentado vai mais longe do que parece?
e como é tão interessante que em vez de serem as autoridades timorenses a falarem seja o ministro do exterior australiano que irá falar, segundo afirmou o Governo aussie, que está acompanhar a situação.
Um enredo muito hollywoodesco para ser levado tão levemente...

24 janeiro 2008

Julgamento de Reinado adiado

(Reinado ladeado por dois miliatres autralianos foto ©AP Photo/Mark Baker; sem comentários)

De acordo com notícias provenientes de Díli o julgamento do major pelos vistos ainda o é) Alfredo Reinado foi adiado devido à sua falta de comparência no Tribunal, a segunda, (ao fim de três faltas dá direito, salvo erro, a descida de divisão).
É natural que Reinado não tenha comparecido dado que o seu principal – se não o é, às vezes parece – “advogado” e “defensor público” está fora do País e o arguido tenha receio de fazer um confronto com aquele que ele considera o principal responsável da situação no País.
Por outro lado Reinado, que aguarda a volta de Ramos-Horta para “resolver o conflito de forma pacífica” ameaça desencadear mais acções pelo País caso não seja reintegrado nas Forças Armadas timorenses.
Isto é que vai cá uma Democrácia…
Mas também quando se critica quem faz bem, só porque querem respirar mais liberdade, para manter o apoio político de quem está automaticamente eleito apesar de haver quem pareça que espere milagres…

25 agosto 2007

Austrália versus Reinado

(foto©VOA/AP photo)

Podem não ser verdadeiras as acusações do major Alfredo Reinado, mas que se começa a perceber porque os australianos nada fazem por o apanhar, e de preferência vivo, lá isso se começa…
Enquanto isso, Xanana vai se encontrando com o militar desavindo às escondidas preparando a “sua rendição”.
E quem o irá buscar? Se forem os “aussies” será que não haverá um acidente pelo caminho?

04 março 2007

Quem «libertou» Reinado? - artigo

(Reinado, o homem que quer pôr o crocodilo em polvorosa, quando estava sob tutela das ISF australianas)
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O major Alfredo Reinado, elemento que contesta o actual sistema político timorense foi detido em Agosto, por militares da GNR, devido ao facto de estar na posse não autorizada de armas de guerra.
Foi colocado num aquartelamento, em Becora, às ordens das forças militares australianas e, surpreendentemente, fugiu com homens e… armas.
Mais tarde assaltou um depósito de armas e capturou mais outras.
Refugiou-se numa região, segundo parece a conselho de um procurador timorense onde permaneceu intocável.
Posteriormente deslocou-se para outra região, em Same a sul de Dili.
Xanana farto desta situação mandou cercar o rebelde pelas Forças de Estabilização Internacionais (ISF), na maioria australianos que, por acaso aconselharam os seus concidadãos a prepararem o regresso a casa e enviaram para Timor-Lorosae 100 homens da sua força de elite.
Entretanto, à boa maneira dos ataques norte-americanos as “CNN’s” regionais prepararam a cobertura televisiva da possível captura de Reinado filmando o sobrevoo a baixa atitude de helicópteros Black Hawk e aviões australianos sobre as posições do major Reinado.
Reinado que criticou tudo e todos, nomeadamente o presidente Xanana, o actual primeiro-ministro Ramos Horta, o antigo líder Alkatiri, mandou a GNR para casa. Tudo isto numa entrevista integralmente falada em inglês.
Ontem houve o cerco e o ataque final aos militares de Reinado pelas tropas australianas.
E tal como na cadeia de Becora vigiada pelos australianos, estranhamente – ou talvez não – Reinado e as suas forças conseguiram escapar ao cerco e ao referido ataque.
Quem protege e libertou Reinado?
Timorenses é que não me parece que sejam…
Publicado hoje no onde poderão ler alguns artigos sobre esta temática acedendo aqui.
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NOTA: Estas estranhas fugas do homem que parece querer pôr o "crocodilo" a ferro e fogo face ao exército australiano, fazem lembrar as "escapadelas" de Bin Laden face ao exército norte-americano; está muitas vezes (?) cercado mas nunca o apanham...