14 setembro 2009

Continente Africano, um grande Gepeto?

"Lembram-se, por certo, do carpinteiro Gepeto, criado pelo escritor italiano Carlo Lorenzini, sob o pseudónimo de Carlo Collodi, que vivia sozinho e que, a dada altura, criou um boneco articulado chamado Pinóquio.

Lembram-se, também e por certo, que uma fada deu vida ao boneco e que quando este mentia o nariz aumentava de tal forma que um qualquer turqui ou tchiliquito poderiam ali poisar e fazer ninho.

Pois, parece que o Continente Africano que parecia caminhar para uma normal “normalidade” voltou à normal “pinoquiada”. Ou seja, não o continente propriamente dito, mas todos os seus “bonecos políticos” que quando abrem a boca ou sai uma brutal asneira ou o nariz aumenta-lhes exponencialmente.

Ainda recentemente um político, mais alto magistrado da sua Nação, algures na África Austral e reconhecido como a princesa de um dos Oceanos, terá afirmado que no seu País já não haveria corrupção.

Viram como o nariz começou logo a crescer...

Num País irmão, também na África Austral, e do outro lado, o mais alto magistrado dessa Nação terá afirmado, depois do seu partido ter andado vogando ora nas directas ora nas indirectas, que gostaria que as eleições presidenciais fossem como no poderoso vizinho do sul, embora fosse numa forma de sistema “indirecto atípico”, isto é, não seria por via do voto directo e universal.

Uma vez mais o narizito pinoquiano cresceu dado que isso contraria algumas das propostas já apresentadas e que o mesmo mentor reafirmou em tempo oportuno.

Também na África Austral um novo líder teria afirmado durante a campanha que aumentaria o poder económico do seu Povo. Não só não o fez como tem quase forçado que o mesmo trabalhe em condições pouco aceitáveis no que já resultou em inúmeras greves e ameaças de voltar a acontecer novos actos xenófobos.

É assim que se vai vendo como o Pinóquio ainda subsiste… (...)" (continuar a ler aqui)
Publicado no semanário santomense , edição 231, de 12.Setembro.2009

11 setembro 2009

Será que há eleições para breve?

(imagem ©ANGOP)

É que se não há, parece. Como parece que estamos na época das inaugurações, a esmo, de pontes e estradas...

Ontem foi a Ponte sobre o rio Catumbela, em Catumbela, na ligação da via rápida Lobito a Benguela pelo presidente da República, Eduardo dos Santos.

Na próxima segunda-feira, 14 de Setembro, deverá ser inaugurada a
nova ponte sobre o Cunene, em Xangongo, município de Ombadja, e que liga a estrada, em reconstrução, de Onjiva a Humbe. Na mesma altura o troço Onjiva/Xangongo, com 108 quilómetros, construida igualmente pela empresa China Road and Bridge Corporation (CRBC) num investimento de 47 milhões de dólares, será também inaugurada nesse dia.

A ponte, construída pelos chineses da China Road and Bridge Corporation (CRBC) – sucursal de Angola – entre Maio de 2007 a Junho de 2009 (onde já vi isto? ou seja, este tempo todo entre o final da construção e a sua inauguração?) tem um comprimento na ordem dos 800 metros e prevê aguentar até 100 toneladas de peso bruto.

Foi há 8 anos, infelizmente, já…

(As duas Torres e a Estátua da Liberdade vista do andar panorâmico da Torre Sul;
ambas as imagens foram captadas em Abril de 1988 ©Elcalmeida)

Oito anos se passaram desde que as torres do World Trade Center, em New York, foram derrubadas por duas aeronaves. Não esquecendo o embate no Pentágono e o fim do voo 93 que sobrevoava a Pensilvânia

Oito anos se passaram e ainda ninguém explicou cabal e claramente o que efectivamente se terá passado e quem, realmente, esteve por detrás desta ignomínia.

Não é teoria da conspiração. É somente a vontade que tudo seja, de facto, esclarecido toda a Humanidade e, principalmente, as vítimas e os familiares têm o direito a saber a completa verdade.

É que oito anos sem conseguirem apanhar o
oficializado mentor (que consta foi armado e financiado pela CIA para combater os soviéticos no Afeganistão) deste opróbrio e só esporadicamente aparece a fazer declarações via áudio e nunca por imagem – como seria natural de quem faz uso da imagem para atingir os fins a que se propõe –, torna-se estranho…

NOTA: E isto pode ter sido coincidência, mas que não deixa de ser um facto a registar, não deixa o que vem confirmar como o terror gosta de utilizar os meios todos ao seu alcance!

10 setembro 2009

Finalmente inaugurada!

(foto ©Elcalmeida, Maio 2009)

Finalmente, e após visita “secreta” de Eduardo dos Santos – só hoje é que os órgãos oficiais falaram da visita do Presidente à província de Benguela – a ponte sobre o Rio Catumbela – alguém sabe como se vai chamar? – foi formal e finalmente inaugurada cerca de dois meses depois de concluída.

Só se espera que após o corta-fita não venha a ser (re)encerrada até novas ordens por causa do CAN (é, não vão eventualmente alguém mandá-la abaixo por não estarem habituados a uma ponte tão larga; basta ver como era a anterior mesmo ao lado…)

Na visita à Província – dado às inúmeras belezas que a mesma encerra – poderia ter aproveitado e fazer uma presidência aberta para constatar in loco de certas realidades que parecem desconhecer em Luanda; ainda assim falou com alguns
dignitários que poderão ter-lhe dado algumas pistas além de ter visitado – como convém a uma visita de Estado – algumas obras de fachada governativa.

Bailado angolano do CDC de volta aos palcos

Nos próximos dias 18 a 20 e de 24 a 27 de Setembro, o Teatro Nacional Chá de Caxinde vai receber o novo Bailado da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, sob direcção coreográfica e artística de Ana Clara Guerra Marques.

O bailado que se chama “Peças para uma Sombra iniciada e outros Rituais mais ou menos” terá a acompanhá-lo extractos de textos e entrevistas da coreógrafa, de David Mwa Mudiandu, Américo Correia de Oliveira, e de um conto cokwe que será dito em várias línguas nacionais.

09 setembro 2009

Eduardo dos Santos de visita à província de Benguela?

Segundo se consta em certos círculos – parece que só o senhor Jorge Valentim é o único que sabe desta visita – o ainda Presidente da República, José Eduardo dos Santos, visita amanhã a província de Benguela onde irá inaugurar a nova ponte – já construída há cerca de 2 meses – sobre o Rio Catumbela e que liga as duas principais cidades da província: Lobito e Benguela.

Costuma-se a dizer mais vale tarde que nunca, desde que, e ao contrário do que me disseram em Maio, não aconteça uma inauguração com cerca de uma semana de circulação viária e depois seja de novo encerrada e só aberta quando se aproximar a entrega dos estádios ao COCAN.

Ainda assim, que o ainda Presidente de Angola viaje para as províncias e veja o que lá se passa sem que tudo o que recebe seja filtrado. Até porque não irá só pela Ponte mas também vai ao Lobito (parece que se ficará pelo Porto do Lobito e pela CFB onde constatará os avanços das obras) e a Benguela, onde culminará a visita.

É óptimo que o senhor Presidente saia de Luanda e visite o País Profundo.

Agora o que não compreendo é a necessidade do seu grupo de segurança, nomeadamente, a “
brigada canina” preparada para detectar metais e objectos explosivos ao longo dos principais troços onde o presidente irá passar, ter ido tão cedo para a província sem claramente dizer que o presidente dos Santos vai visitar as terras Morenas.

Tal como não se entende, se a visita presidencial é quase secreta – parece que só o senhor Jorge Valentim é o único que sabe desta visita porque nenhum órgão ofici(oso)al de comunicação dá qualquer importância à mesma – porque as autoridades locais ponderam conceder tolerância de ponto e a SINFO estar claramente de acordo com esta medida porque considera que por razões de segurança certas zonas de muito movimento deveriam ser fechadas ao público.

É lamentável esta atitude porque indicia que, ao contrário do que os “camaradas” tanto apregoam parece que o ainda Presidente José Eduardo dos Santos não será tão querido do Povo angolano como pintam, ou, pelo menos, fora do círculo restrito da Cidade Alta onde pululam os bajuladores. Se assim não fosse para que precisariam de “fechar” as cidades?

Ou será que as autoridades e a SINFO temem ter tanto trabalho para conter eventual – e natural, registe-se e sublinhe-se, – banho de populares pelo que preferem evitar isso para poderem gerir o "sossego" a seu belo prazer e poderem, alguns, nomeadamente certos indivíduos, estarem bem visíveis para o Presidente e para as benesses que possam aparecer por alturas das festas da Dipanda e no meio de tanta gente poderiam passar despercebidos?