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31 agosto 2017

As minhas intervenções no período eleitoral (antes e pós); e como “Gorbatchev angolano” teve tanto impacto

Relativamente ao processo eleitoral de Angola houve mais intervenções minhas, fossem como análises escritas, fossem através de entrevistas; aqui ficam alguns, sendo de destacar a expressão por mim avançada de João Lourenço, poder ser um “Gorbatchev angolano”, em entrevista ao jornal Público, face à mudança que, também ele, propôs nos seus comícios, e que teve o impacto que se conhece e que mereceu a resposta de querer ser não um Gorbatchev, mas um Deng Xiaoping!



24 novembro 2013

Angola: 23N comentário para agência LUSA


Por causa dos acontecimentos do 23N em Angola a agência portuguesa LUSA solicitou-me um comentário onde fiz algumas considerações que foram reproduzidas no portal do semanário SOL e, pelo que pude hoje ler, no matutino lisboeta Diário de Notícias (ver foto com seta) com uma certa particularidade. Esqueceram-se de mencionar o nome do Investigador contactado...

Podem ler essas considerações aqui.

19 agosto 2012

Angola é "uma potência regional em emergência"


Uma análise feita, há um tempo, à jornalista Susana Salvador, da agência LUSA, e hoje transcrita no portal do matutino português “Diário de Notícias”; nesta análise são ainda citados Belarmino Van-Dúnem e Alex Vines. (provavelmente deverá ser publicado amanhã)...

Angola é "uma potência regional em emergência", com uma economia dependente de petróleo e diamantes, e enfrenta desafios sociais, relacionados com a distribuição da riqueza, consideram analistas contactados pela Lusa a propósito das eleições gerais de 31 de agosto.

Num país onde o "desenvolvimento social [está] muito atrasado", o próximo governo -- que sairá das eleições de 31 de agosto -- vai enfrentar desafios "essencialmente sociais", considera Eugénio Costa Almeida, investigador angolano no Centro de Estudos Africanos do ISCTE, em Lisboa.

Na distribuição da riqueza, "pode e deve ser feito muito mais", defende, constatando: "Angola tem, não direi dez milhões de pobres, mas tem muitos milhões de pobres que precisam de ver a renda ser melhor distribuída."

"Nem todos podemos ser milionários e a distribuição da riqueza é feita também através da construção de estradas, da criação de emprego, da gratuitidade do ensino", contrapõe o analista político angolano Belarmino Van-Dúnem, reconhecendo que "é preciso que os hospitais cheguem às aldeias e que as pessoas tenham acesso à educação, à saúde, ao emprego, aos bens".

Para este professor universitário, que escreve regularmente no estatal Jornal de Angola, o principal desafio de quem vencer as eleições "será sobretudo manter o atual nível" de crescimento da economia e de desenvolvimento, apostando em educação, infraestruturas, habitação e industrialização.

"Nenhum de nós está satisfeito em absoluto com o que está a ser feito", diz, acrescentando que é preciso "continuar o aprofundamento do sistema democrático".

Diversificar a economia vai torná-la "mais equilibrada", sendo igualmente necessário criar mais emprego "para o grande número de jovens" do país, diz Alex Vines, diretor do Programa África do Chatham House.

Tendo estado recentemente em Angola, o investigador do instituto britânico de relações internacionais afirma que "as pessoas querem melhores serviços -- saúde, educação, água, eletricidade".

A excessiva dependência dos setores petrolífero e diamantífero deixa o país "um pouco dependente das flutuações externas", observa Eugénio Costa Almeida, do Centro de Estudos Africanos do ISCTE, em Lisboa.

Realçando que os "alicerces" são "fracos" e que, nalguns casos, "está até a construir-se coisas pelo telhado", este investigador angolano reconhece que o desenvolvimento de Angola é hoje "mais sustentado". Após a guerra civil, todos queriam "uma mudança rápida", mas hoje "é um país em mudança gradual" e "não se está a procurar crescer a toda pressa", compara.

Angola "tem ambições de ser uma potência regional" e tem potencial de "projeção política na zona centro e meridional de África", mas, "para o fazer com sucesso, precisa primeiro de ser forte internamente", realça Vines, recordando os contratempos da política externa angolana.

"A Guiné-Bissau é um bom exemplo disso", exemplifica, referindo-se ao mandato falhado da missão angolana destinada a apoiar a reforma de segurança e defesa guineense, que acabou por se retirar do país, abalado por mais um golpe de Estado pouco tempo depois.

"Os angolanos acreditaram que podiam ser diferentes e não aprenderam com os erros dos portugueses, da União Europeia e de outros e, no final, envolveram-se nos assuntos internos tanto como os outros, que falharam anteriormente", resume.

Angola está "sob pressão a nível internacional" e "é preciso gerir melhor a imagem externa" do país, admite Belarmino Van-Dúnem.

"É uma potência regional em emergência", porque "ainda lhe faltam alguns itens, nomeadamente tecnológicos", resume Eugénio Costa Almeida.

30 setembro 2009

Que Sistema Eleitoral para as Legislativas

Recordam-se do que escrevi no Notícias Lusófonas sobre a questão de haver só Círculos Eleitorais por Distrito ou se dever-se-ia adoptar o sistema Inglês, o uninominal, ou seja deputado por Círculo, ou o Angolano, isto é círculos Eleitorais complementados por um Círculo Nacional.

Vejam a
conclusão a que chegou um investigador do Instituto de Ciências Sociais e publicado hoje, à página 11, no matutino português Diário de Notícias (imagem acima)!

13 junho 2005

Angola continua compradora de armas

"Angola é, a seguir à África do Sul, o principal destino de venda de armas do Reino Unido que, em 2004, quadruplicou o comércio de material militar a países africanos face a 1999. De acordo com o jornal The Observer, Londres vendeu armas a África no valor de 1500 milhões de euros, tendo o valor do armamento atingido 45 milhões de euros em Angola e 166 milhões na África do Sul. A publicação, que cita números oficiais, esclarece ainda que várias das exportações aprovadas pelo Ministério do Comércio e da Indústria desde 2000 tiveram por destino países afectados ou pela violência ou pela violação constante dos direitos humanos. Eritreia, Etiópia, Argélia, Sudão, Zâmbia, Uganda, Namíbia ou Somália são outros dos principais compradores de material bélico britânico."
O resto pode continuar a ler no Diário de Notícias.

Enquanto isso vou tentar compreender melhor para que são - e que tipo são - as novas armas que Angola compra.
Não é só com armamento que se projecta uma imagem, um directório, numa determinada região.
Quererá Angola competir com a África do Sul na região Austral, ou deverá virar-se para a região Centro-Austral de África.
Aí sim, Angola tem capacidade - e não tem competidores - para projectar a sua imagem como um Estado-Director que se quer e que e deseja.