26 novembro 2014
Manifestações e violações dos Direitos Humanos
17 agosto 2014
Angola: Manifestações versus Artigo 47º Constituição
"Manifestação é uma forma de contestação de uma multidão ou conjunto de pessoas a favor de uma causa ou em protesto contra algo. Essa forma de activismo, habitualmente consiste numa concentração ou passeata, em geral com cartazes, Panfletos e com palavras de ordem contra ou a favor de algo ou alguém.
As manifestações têm o objectivo de demonstrar (em geral ao poder instalado) o descontentamento com relação a algo ou o apoio a determinadas iniciativas de interesse público. É habitual que se atribua a uma manifestação êxitosamente [(???)] maior quanto maior o número de pessoas participantes. Os tópicos das manifestações são em geral do político, económico e social.
O protesto ou manifestação expressa uma reacção solitária ou em grupo, de carácter público, contra ou a favor de determinado evento. Os manifestantes organizam um protesto como uma maneira pública de que suas opiniões sejam ouvidas em uma tentativa de influenciar a opinião de outras pessoas ou a política do governo, ou podem empreender a acção direita tentando, elas mesmas, decretar directamente as mudanças desejadas de um GOVERNO.
O Governo que é "a organização, que é a autoridade governante de uma unidade politica", "o poder de regrar uma sociedade política" e o aparelho pelo qual o corpo governante funciona e exerce autoridade. O governo é usualmente utilizado para designar a instância máxima de administração executiva, geralmente reconhecida como a liderança de um Estado/País ou uma Nação. Os Estados que possuem tamanhos variados podem ter vários níveis de Governo conforme a organização política daquele país, como por exemplo o Governo local, regional, Autónomo e nacional.
Alguns diferentes tipos de Manifestações, segundo o Protectorado:
24 novembro 2013
Angola: 23N comentário para agência LUSA
23 novembro 2013
Sobre a manif de 23 Novembro...
Sendo uma manifestação pacífica, para verberar os desaparecimentos dos jovens Kassule e Kamulingue, nada justifica, nem as proibições anunciadas, alguns actos ou posições que têm sido assumidas!Sobre o que se passa em Angola e a manifestação "proibida" (está entre aspas porque constitucionalmente um Ministério não pode proibir manifestações, só os Governos Provinciais e dentro de um prazo limite após a informação da mesma) podem aceder aos portais no facebook de Ana Margoso ou Julius Consules Gil Gonçalves (por acaso politicamente opostos) que vão acompanhando o que se passa no País!
Vê-se nas fotos que ambos colocam que há muitos jovens a manifestarem-se, mesmo e apesar da citada proibição...
Podem também acompanhar as emissões, via Internet, da Rádio Despertar: http://
Segundo esta rádio o repórter da RTP terá visto parte do seu material ser detido pela Polícia. Não sei se é verdade ou não mas vamos esperar pelos noticiários da RTP...
21 novembro 2013
A manifestação de 23 de Novembro…
Angola é uma
República “soberana e independente,
baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade do povo angolano, que tem
como objectivo fundamental a construção de uma sociedade livre, justa,
democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso social” (artº 1º da
Constituição) onde todos “gozam dos
direitos, das liberdades e das garantias constitucionalmente consagrados e
estão sujeitos aos deveres estabelecidos na Constituição e na lei” (artº 22º
§1) além de todos serem “iguais perante a Constituição e a lei” (artº 23º).(este apontamento foi citado e retranscrito no semanário Folha 8, ed. 1167, da edição de 23 de Novembro, e no portal do Jornal Pravda.ru, igualmente hoje)
30 março 2013
Manifestação silenciada, porquê?
20 junho 2012
Nova manifestação de ex-militares em Luanda
02 junho 2012
Não será altura de Eduardo dos Santos mudar de assessores?
20 maio 2012
Isto é o Povo…
Transcrito no portal Zwela Angola, em 7/Junho/2012 (http://www.zwelangola.com/index-lr.php?id=8861)
17 março 2012
Não se cala o descontentamento...
Compreendo que a Justiça deva prevalecer sobre a infantilidade e a prepotência daqueles que desejam impor as suas ideias ao arrepio da ordem institucional. Ou seja se a autoridade, legítima ou não, determina que não deve haver manifestações em determinada localidade ou lugar, deve ser cumprida. Mas...
E há sempre um mas na arbitrariedade de qualquer acto...
Recentemente houve uma manifestação prevista para Benguela que foi proibida pelo Governo provincial e, ainda assim, levada a efeito apesar da citada proibição.
Todavia já não se entende o excesso de autoritarismo e a forma que levou aquela a deter os prevaricadores (basta ver e seguir o exemplo da detenção de George Clooney [actor e activista dos Direitos Humanos], ontem nos EUA) levá-los a tribunal sob acusação ridícula e depois vê-los ser inocentados dessa acusação e só serem acusados, naturalmente, de prevaricação.
Volto a afirmar que esta, gostemos, ou não, é justa. Já não me parece que seja justa é a pena aplicada: 45 dias de detenção (prisão efectiva) mais multa.
Se o efeito foi fazer que estas prevaricações não se voltassem a repetir, parece ter tido algum êxito já que a prevista para agora foi, uma vez mais e sem sentido, proibida pelo Governador provincial de Benguela.
Esta manifestação, prevista para ser apoiada pela Ong “OMUNGA” foi adiada para o próximo dia 24 de Março.
Um erro que qualquer governo provincial – tal como o Governo Central – pensar que pode, sistematicamente, impedir que as pessoas e organizações, desde que cumpram os requisitos previstos na Constituição – e, parece, que os sucessivos poderes provinciais e autárquicos andam a esquecer do que diz a Constituição – façam prevalecer o(s) seus(s) descontentamento(s).
Tal como também é um erro monumental pensar que pode calar as vozes dramáticas que clamam por mais justiça social, política e económica.
Depois não se surpreendam que vozes da Sociedade Civil façam cartas abertas tão significativas como a que, recentemente, Reginaldo Silva, Pepetela e Marcolino Moco, apresentaram e chancelaram e que, por certo, todos nós os que defendemos uma sociedade mais justa e equitativa também subscrevem.
10 março 2012
Manifs em Angola junta Oposição e Jovens
Manifestação Antigovernamental deverá juntar hoje pela primeira vez dirigentes da Oposição e Jovens (no Círculo Angolano Intelectual e nas Páginas Sociais)
- O governo de Benguela proibiu a manifestação convocada por um grupo de jovens para este sábado (aqui)
- Primeira tentativa de concentração dos manifestantes em Luanda corrida à bastonada pela polícia (aqui)
É bom que as autoridades se recordem que nenhum (NENHUM) regime, por muito democrático que seja, ou ainda mais se se arroga de Democrático, com violência política, psicológica e policial.
Igualmente bom seria que Angola e os nossos governantes se recordassem da história de um antigo P.M. português (hoje Presidente) que apesar de ter maioria absoluta acabou por “desistir” do Poder quando impôs a Força do Poder a manifestantes.
E apesar do mesmo hoje ser Presidente, já viu entrar no Parlamento um pedido de impeachment…
Acresce que as palavras do presidente Eduardo dos Santos, ontem no Dundo “Não nos deixemos levar por ideias de indivíduos que não conhecem a nossa história, que não sabem por onde nós passámos”, além de pouco sensatas, também não ajudam em nada em vésperas de uma manifestação…
09 dezembro 2011
Há um efeito boomerang das crises árabes?
Na África do Sul houve três antigos baluartes do ANC que viraram para a oposição democrática e para um dos seus antigos membros, entretanto expulso daquela organização. (ver aqui)
Em Moçambique as eleições intercalares regionais deram vitória repartida entre a Frelimo – em Pemba, onde o seu candidato obteve quase 89% dos votos (também Mubarak chegou a obtê-los e vê-se…) – e a MDM, com o pretendente democrático a conquistar, com significativa maioria, a cidade de Quelimane, e a contestar a vitória da Frelimo em Cuamba. (ver aqui e aqui)
Será o início do efeito boomerang da Primavera Árabe, agora na parte meridional de África?
Transcrito no , secção "Moçambique"
06 dezembro 2011
Pululu na Página Global 2
03 dezembro 2011
Hoje há mais uma manif…

Hoje, dia de sua majestade suprema e incontestada – pelo menos pelos seus correligionários e indefectíveis –, 3 de Dezembro de 2011, está – ou esteve – prevista (repito, está prevista…) mais uma manifestação por vários direitos e manifestos, com organização e realização da Organização 27 de Maio.
Entre os vários manifestos contam-se “Abertura de um processo sobre o 27 M”; entrega das ossadas das vítimas reclamadas e nunca disponibilizadas nem indicadas o lugar do seu enterramento e “emissão de certidões de óbito”; um “Memorial pelas vítimas do 27 M”; ou “indemnizações aos presos políticos e seus familiares”.
Está ou esteve prevista porque até ao momento já há notícias de expurgados, pela Polícia, que estariam no local da manif, no Cazenga, Luanda, e de espaçamento – por indivíduos que estariam à civil e pretensamente fardados – de um dos mais activos lutadores dos Direitos Humanos e um dos principais impulsionadores das últimas manifestações Carbono Casimiro (CC).
Este ignóbil acto contra o activista, que teve de ser assistido numa clínica do Prenda, na cidade da Kianda, aconteceu quando falava com a senhora Lisa, da Human Right Watch, e, segundo dizem e escrevem nas páginas sociais, sob a "vista" de jornalistas da RTP - será que vão mostrar imagens, ou... - do activista e escritor Rafael Marques, da Rádio Ecclésia-ECA, da Voz da América e de alguns membros de jornais privados nacionais.
Não é assim, com atitudes musculadas de quem devia fazer respeitar a diferença de ideias e a Constituição, que se afirma uma Democracia nem se dá ao respeito ou à afabilidade. Muito menos em vésperas de aniversário, de Congresso e da campanha eleitoral se houver…)!
NOTA COMPLEMENTAR: Segundo Jose Gama, "O Rafael Marques acaba de ser posto em liberdade. O regime havia prendido, também a jornalista Isabel João, Coque Mukuta e Antonio Paulo por terem feito cobertura de uma manifestação em Luanda. O Jovem Carbono Casimiro é dado como desaparecido enquanto que outros estão a receber tratamento no hospital após terem sido espancados pela Policia Nacional e elementos do SINFO que se fizeram passar por marginais. (Este é um dos muitos lamentos que correm na rede social Facebook).
Assim, dificilmente há um mínimo de credibilidade. Principalmente quando as televisões estrangeiras fazem uso deste tipo de informação - até as que mais próximas estão do Poder - ou quando circulam na Internet fotos bem sugestivas de indivíduos fardados a agredirem uma pessoa sentada no chão. É bom que Luanda se recorde que as fotos de Santa Cruz (Timor) levaram à queda do regime indonésio...
28 setembro 2011
Convocada para Lisboa, Vigília por Angola

MANIFESTAÇÃO POR ANGOLA EM LISBOA
Hoje às 17h30 na Praça do Rossio (Lisboa) realiza-se uma “Vigília por Angola”, contra a repressão e pela libertação dos presos políticos.
Rafael Marques
José Eduardo Agualusa
SOS Racismo
Casa de Cabinda
Nas redes sociais e nos endereços electrónicos estão a circular estes dois modelos para a convocatória que irá se realizar hoje, em Lisboa.
Todos os que quiserem e puderem, de uma forma democrática e responsável, estar presentes na manifestação devem fazê-lo mas, repito, de uma forma livre, democrática e responsável e sem intuitos políticos para que não seja aproveitado de forma contrária ao que está subjacente.
25 setembro 2011
Manif pela liberdade de detidos da anterior manifestação

(foto © Albertina Francisca Feijó; in Facebook)
Foi por causa disto que Paulo Catarro se viu impedido, hoje e durante a manifestação, de proceder à recolha de imagens para a RTP?
Grito contra a perpetuação do Poder
Apesar de algumas incorrecções, a maioria naturais de quem está fora do meio – o guiné-equatorial Obiang (Teodoro Obiang Nguema Mbasogo) é mais velho, em cerca de 38 dias –, é interessante o trabalho do matutino português Público sobre a convocada manifestação que hoje deveria ter sido realizada em Luanda de apoio aos detidos e contra os 32 anos de perpetuação de Poder de José Eduardo dos Santos que não se adivinha venham a terminar nas previstas eleições do próximo ano.
Deveria, porque cerca de 10 minutos após o seu início e um quilómetro andado desde o Cemitério de Santana, em direcção à vetada Praça da Independência pelo Governo Provincial de Luanda (GPL), a Polícia fez uso das suas prorrogativas e… parou-a.
Um contingente de 40 a 50 membros da Polícia queria que manifestantes (entre a centena, segundo uns, e os cerca de 500, segundo outros) seguissem as directrizes do GPL já considerada ilegal por alguns dos nossos juristas. Ou seja, ficassem restritos aos locais pré-determinados pelo GPL.
Reconheçamos que a Constituição não dá liberdade ao Poder para condicionar manifestações, como, também, não dá autorização para sermos totalmente livres nas nossas legítimas exteriorizações.
Já agora, Eduardo dos Santos além de ser mais novo que Obiang é superado pelo madeirense – ao contrário do que escreve José Diogo Quintela na revista Pública, Madeira faz parte do Continente Africano e não da Europa já que está a poucas milhas a oeste de Marrocos – Alberto João Jardim que está no poder desde Março de 1978.
Realmente há que parar a perpetuação no Poder.
Publicado no Notícias Lusófonas, secção "Colunistas", de 26/Set./2011




