Porque hoje é Dia de África, recordo uma comunicação que efectuei, em Maio de 2009, na Universidade Lusíada de Angola, no caso em Luanda mas também em Cabinda e no Lobito), sobre esta temática e intitulada "Que África no Século XXI? - Terá o Continente capacidade para albergar Potências Regionais?".
Continuo a achar que este tema permanece actual!
Recordo, também, que no Dia de África, e pela primeira vez, as comemorações foram fora de Addis-Abeba (Etiópia) e honraram Angola, tendo as mesmas acontecido em Luanda, no Centro de Congressos de Talatona, onde tive a honra de assistir.
Mais um Dia de África para recordar...
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25 maio 2014
24 maio 2013
Dia de África - artigo
"Entre a formação
da OUA, em 25 de Maio de 1963, e a transformação em União Africana, em Julho de
2002, o Continente africano passou por diversas vicissitudes políticas,
económicas e sociais importantes, nomeadamente, a transformação das antigas
colónias europeias em – nalguns, poucos, casos de sucesso – potenciais Estados
geradores de importantes pólos de desenvolvimento económicos e políticos e
militares.
Os finais dos
anos 80, particularmente após a implosão da antiga URSS, o fim do mito marxista
e a afirmação do neoliberalismo conservador, tão a gosto de Fukuyama ou de Friedman, tem sido apontado e caracterizado como
sendo o grande responsável pela larga referência que se tem feito à
democratização do Continente Negro, com consequente proliferação de movimentos
políticos em África, nomeadamente na África subsaariana.
O norte africano
debate-se com um problema crucial: fazer coexistir os fundamentos de uma
religião ainda, temporalmente, medieva ou, pelo menos assim a querem
apresentar, não mutável e base de alguns sistemas políticos nacionais, com os
ideais democráticos ditos ocidentais e laicos, onde o direito do Estado
predomina sobre o direito eclesiástico. A “Primavera
Árabe” é o exemplo vivo disto mesmo.
São ou foram-no
os processos eleitorais em Angola, no Congo Democrático, no Gana, no Mali e na
Nigéria, entre outros, ou ainda as que aí vêm, como as esperadas e sempre não
marcadas eleições na Guiné-Bissau e Madagáscar, só para citar alguns exemplos,
resultantes de Coup d’États ilegais e
condenados pelas instituições internacionais, nomeadamente pela União Africana
e que os centros decisórios regionais não conseguem estancar. (...)" (continuar a ler aqui)
Publicado no semanário Novo Jornal, edição 279, de 24-Maio-2013, página 21
08 junho 2012
05 junho 2012
Dia de África II
O acesso a seguir era para ser publicado no semanário Novo Jornal do passado dia 25 de Maio, "Dia de África" mas que, por razões que ultrapassaram o semanário e os editores - não tiveram a culpa que o "analista" só enviasse o artigo no final da tarde de terça-feira quando sabia que deveria estar em Luanda no final da manhã desse dia para ser paginado - não pôde ser publicado; por outro lado, a forma como foi escrita já não "permitia" que o mesmo fosse editado na semana seguinte.
Mas tendo em conta o teor do texto decidi colocá-lo na minha página-pessoal e na secção do "Novo Jornal" mesmo não tendo sido publicado.
Para ler o texto, com o título "Que Dia de África" aceda aqui: http://www.elcalmeida.net/content/view/886/46/
25 maio 2011
Dia da (des)Unidade Africana
"Quase meio século após o seu nascimento por incentivo e dedicação de Hailé Selassié, o falecido imperador do mais antigo país independente de África, a Etiópia, o Continente Africano, berço da Humanidade, continua a procurar aquilo que tenta desde a sua implementação: a Unidade Africana.Todavia, a pobreza, a corrupção, a má gestão pública, a má distribuição das riqueza nacionais – com a presença de personalidades demasiado endinheiradas sem que o justifiquem em contraste com a excessiva pobreza de muitos sectores populacionais –, a lapidação quase endémica do erário público, o desmesurado e néscio culto das personalidades – felizmente, nem todos – que domina na grande maioria dos países africanos, a eterna subserviência de alguns políticos africanos às intromissões externas, além de outras causas estranhas, tudo tem motivado para a continuada desunidade africana.
Quase meio século depois da formação da antiga OUA, hoje União Africana, que defendia a Liberdade, a Independência, a Justiça Social para os nossos Povos, continuamos à espera de um Messias que consiga, realmente, unir os Africanos sem que estes percam a sua identidade própria e endógena e consigam transmitir ao Mundo que estão preparados para gerir os seus destinos sem estarem dependentes – leia-se, subservientes quase escravos – das potências externas e dos fundos que chegam do exterior.
África pode, deve, tem de provar, e de uma vez, que mais que fornecedor de mão-de-obra irregular, a maior parte, – especializada e não-especializada – para a Europa ou Américas, produtor de matérias-primas primárias e, ou hidrocarbonetos para os dois colossos dos BRICS (Índia e China, os quais armazenam a maior parte da produção petrolífera do Mundo, destronando os EUA), tem capacidade para transformar, manufacturar, exportar produtos finais com valor acrescentado de modo a melhor a qualidade de vida dos seus filhos. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui).
01 junho 2009
Angola, Maio de 2009
Algumas das fotos na visita efectuada a Angola neste final de Maio de 2009 (entre 20 e 30 de Maio), a convite da Universidade Lusíada de Angola (ULA) para falar nas Jornadas de África, pelo “Dia de África” (sobre este assunto escreverei mais tarde).
A bela entrada para o Porto de Luanda, cidade-capital onde houve duas Conferências;
O novo Estádio da Cidade de Cabinda, onde houve uma interessante e participativa Conferência, apronta-se para o CAN2010;
A vila de Catumbela, mostra-nos a velhinha ponte ferro-rodoviária ao lado da futura ponte que ligará, sobre o rio Catumbela, a via rápida entre o Lobito e Benguela, e deverá estar pronta até Julho próximo;
Lobito, a minha Cidade, oferece-nos esta imagem da Igreja de Nª Srª de Arrábida e da Restinga, vista das portas-do-mar;
Aspecto da mesa da Conferência no pólo de Benguela da ULA (Dr. Martim Múrias, director do pólo, Dr. José Pavia, da Univ. Lusíada de Lisboa, eu e a Dra. Ana Duarte, coordenadora de Economia), na cidade dos flamingos (que não vi nenhum, salvo a estátua que nos diz que ali é – ou era – onde “estacionavam”); também aqui, tal como em Luanda e Cabinda, a participação foi de aplaudir.18 maio 2009
Helena Justino com o Dia de África
A pintora Helena Justino, artista lusófona (nasceu em Portugal mas sente muito Angola onde viveu muitos anos), está desde hoje e até 30 de Maio expor em Coimbra no âmbito do Dia de África...
Em cima uma das telas em exposição.
.
Apesar de ter recebido esta informação via e-mail do marido e companheiro, sei que poderão ver mais da autora e da exposição aqui onde, também vi que estão publicado duas telas que estão , eventualmente, expostas.
Jornadas sobre o Dia de África: Conferências
A Universidade Lusíada de Angola vai levar a efeito ao abrigo das Jornadas elo Dia de África uma Conferência, no próximo dia 21 de Maio, pelas 9 horas, em Luanda, no Anfiteatro Dr. Martins da Cruz.
Serão oradores:
1- DR. Manuel Augusto – Embaixador Plenipotenciário de Angola na União Africana, Representante permanente de Angola na Comissão conjunta das Nações Unidas para África
TEMA: A União Africana Novas Perspectivas.
2- DR. Nelson Cosme – Embaixador, Director da Direcção de África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores
TEMA: Integração Regional no quadro do Desenvolvimento da África Central e a Questão da Resolução de Conflitos
3- DR. Eugénio Luís da Costa Almeida – Investigador do Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e de Empresa:
TEMA: Que África no séc. XXI – Terá o Continente capacidade para albergar Potências Regionais?
4- DR. José Francisco Pavia – Director do Curso de Relações Internacionais da Universidade Lusíada de Lisboa
TEMA: A Imagem Internacional da República de Angola
Entretanto, e relativo a estas Jornadas a ULA terá aberto ao público uma Exposição “Relações entre África e Roma: O caso do primeiro Embaixador do Kongo (1604-1608)”
Esta será uma das Conferências dado que estão previstas mais duas em outras Conferências, sobre a mesma temática, em outras duas belas cidades angolanas onde a Lusíada de Angola está sedeada.
Como isto, por norma, são Conferências abertas, será bom ver, rever e conhecer alguns dos meus amigos que visitam este espaço.
Com a partida já marcada para dentro de dias e volta no princípio de Junho vai ser difícil actualizar a tempo o blogue. Mas sempre que puder, nem que seja fotos da nossa Angola, virei aqui colocar alguma coisa.
Serão oradores:
1- DR. Manuel Augusto – Embaixador Plenipotenciário de Angola na União Africana, Representante permanente de Angola na Comissão conjunta das Nações Unidas para África
TEMA: A União Africana Novas Perspectivas.
2- DR. Nelson Cosme – Embaixador, Director da Direcção de África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores
TEMA: Integração Regional no quadro do Desenvolvimento da África Central e a Questão da Resolução de Conflitos
3- DR. Eugénio Luís da Costa Almeida – Investigador do Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e de Empresa:
TEMA: Que África no séc. XXI – Terá o Continente capacidade para albergar Potências Regionais?
4- DR. José Francisco Pavia – Director do Curso de Relações Internacionais da Universidade Lusíada de Lisboa
TEMA: A Imagem Internacional da República de Angola
Entretanto, e relativo a estas Jornadas a ULA terá aberto ao público uma Exposição “Relações entre África e Roma: O caso do primeiro Embaixador do Kongo (1604-1608)”
Esta será uma das Conferências dado que estão previstas mais duas em outras Conferências, sobre a mesma temática, em outras duas belas cidades angolanas onde a Lusíada de Angola está sedeada.
Como isto, por norma, são Conferências abertas, será bom ver, rever e conhecer alguns dos meus amigos que visitam este espaço.
Com a partida já marcada para dentro de dias e volta no princípio de Junho vai ser difícil actualizar a tempo o blogue. Mas sempre que puder, nem que seja fotos da nossa Angola, virei aqui colocar alguma coisa.
25 maio 2008
Esta é a África que africanos não querem!!
Relembra-se hoje mais um Dia de África!Mais um Dia que alguns africanos fazem por tornar recordável pelas piores razões!
No Zimbabué o ainda presidente Mugabe “obriga” um avião da Air Zimbabwe a “despachar” os seus passageiros – pagantes – para ir fazer uma viagem até à China. Uns dizem que é uma viagem de negócios, outros que vai lá por razões de saúde. Por mim penso que vai perguntar aos chineses se desejam voluntários – começa a haver demais no Zimbabué por causa daqueles que não votaram nele e dos que, infelizmente, são obrigados a voltar devido ao xenofobismo sul-africano – para recuperar do desastre natural que foi o sismo de Sichuan – passe a ironia, que não têm a culpa e parece ter humanizado a nomenclatura chinesa – e agradecer os utensílios domésticos e de lavoura – armas, munições e diversos do navio An Yue Jiang – que a China parece ter conseguido fazer chegar ao Zimbabué de Mugabe!
No Sudão os interesses imperiais estão cada vez mais acintosos.
Norte-americanos e chineses disputam os terrenos sudaneses mais “fertéis” em petróleo por via de rebeldes do Darfur e tropas de Cartum e
Nem uns, nem outros respeitam ninguém.
Enquanto isso, o povo do Sudão vai vendo grupos armados assaltarem forças de Paz sob o olhar da AMI ou assistem à troca de armas que são vendidas por quem os deveria defender, as tropas da União Africana
Antes havia a disputa ideológico-imperial pelo Mundo entre norte-americanos e soviéticos. Agora vemos que essa disputa se tornou económico-imperial só que agora é entre os norte-americanos – os sobreviventes – e os chineses (na prática, estes sempre foram imperialistas apesar de o negarem em nome e sob a capada dos Não-Alinhados).
Entretanto, na Somália, no Chade, na República Democrática do Congo, na Nigéria, ou na África do Sul…
Ou, ditadores continuam no poder, enquanto outros são presos – e depois de circularem livremente na Europa – mas só quando já lá não estão ou quando os senhores do TPI lhes convém, e continuam ricos, cada vez mais ricos, enquanto a maioria dos seus povos estão pobres, cada vez mais pobres e esfomeados...
Assim não há Dia nem África que aguente!
24 maio 2008
Pelo Dia de África: Por onde anda e para onde vai esta África?
"Instabilidade política, contínuas mudanças políticas, sociais e ideológicas, espasmos sociais e xenófobos persistentes, saúde precária e falta de saneamento básico….
25 de Maio está consagrado como Dia de África. Mais um que se passa e mais um ano que África vê alguns dos seus Estados em convulsões pouco agradáveis. Como seria bom que África padecesse de agitações provocadas por um crescimento económico consistente que resultasse num abalo social vitorioso. Infelizmente, vemos que os Objectivos do Milénio para 2015 estão perigosamente próximos da sua data limite e aqueles para os quais a ONU batalhou parecem cada vez mais longínquos.
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África comemora o seu dia há cerca de 36 anos, desde que a ONU instituiu, em 1972, a data da formação da OUA como o Dia de África. Mas África continua, infelizmente, igual a si mesma.
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Ou seja, mantém uma insistente instabilidade política, contínuas mudanças políticas, sociais e ideológicas, espasmos sociais e xenófobos persistentes, saúde precária e falta de saneamento básico.
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Quando tudo parece que os dirigentes africanos caminham no sentido de dar aos seus povos aquilo que mais desejam, Paz, Saúde, Estabilidade ou Desenvolvimento há sempre uma qualquer agitação que coloca em causa esse desiderato.
Elas são as eleições, cujos resultados raramente são aceites sem estrebuchamento do perdedor – se à partida todos são vencedores porque todos estão no jogo democrático, no final não há vencedores porque o maior derrotado é o povo que depositou na urna o seu veredicto e nunca é formalmente aceite sem haver questiúnculas, por vezes e não poucas vezes, por motivos mais imbecis que camuflam a verdade: a vontade iníqua do poder! Ainda não há uma verdadeira unidade africana.
Persistem crises inesgotáveis – ou como inextinguíveis, por vontades externas, – como os de Darfur, no Chade, na Somália ou na República Democrática do Congo, para já não falar das crises surdas dos Grandes Lagos ou das tentativas sessionistas de Cabinda, na Nigéria, ou mesmo embrionárias no Príncipe.
E depois temos casos ainda mais flagrantes e incompreensíveis. Autocratas, ditadores e assemelhados exercem o poder e blasonam fortunas que ninguém sabe esclarecer como obtiveram. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no
/Manchete de hoje.
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