28 março 2016
E ao “nono mês”, a acusação foi parida…
17 fevereiro 2016
A ponta de um iceberg no mal-estar na crise?
Algo vai mal na banda e tudo começa a ser tomado como
génese do triângulo de um certo mal-estar social, político e económico a crise
petrolífera e a falta de kumbu.17 junho 2015
O caso Kalupeteka e as suas consequências internacionais – Comentário
Texto hoje (18.Jun.2015) transcrito no Africa Monitor; igualmente transcrito no semanário Folha 8, edição, de 20/Jun./2105, páginas 21 e 22.
28 julho 2014
O Perigo de Desprezar o Secessionismo! - artigo
22 outubro 2013
Moçambique, e todos perdem a razão
Há muito que Moçambique vivia uma paz podre onde alguns
reclamam e poucos aceitam perder um pouco da sua parte.Transcrito no portal do jornal Pravda.ru (http://port.pravda.ru/mundo/24-10-2013/35467-mocambique_problemas-0/), secção Mundo!
10 maio 2013
O FMI, a ONU e a Guiné-Bissau
15 novembro 2012
Maputo e Matola às "chapas"...
13 novembro 2012
Dhlakama e as suas crises existenciais
Dhlakama continua a não perceber o que são disputas políticas
e saber combater nos locais próprios os que lhe fazem frente, nomeadamente, as
novas forças políticas.20 junho 2012
Nova manifestação de ex-militares em Luanda
05 junho 2012
Há que esclarecer devidamente!
Ou é mujimbo ou...Este mujimbo começa a ter proporções demasiado elevadas para que não seja tratado de raiz e imediatamente.
Só há uma forma de combatê-lo, apresentarem(-se) os visados, ou que quem os detenha os mostre de imediato e caso estejam em situação de detidos - sob que acusação - sejam levados rapidamente a Tribunal.
Caso contrário..., é bom recordar-mos a Tunísia e como começou...!
01 maio 2012
Um 1º Maio diferente...
Eis o que acontece num diferente 1º de Maio, em Portugal, quando se vai a uma grande superfície de consumo; desde que se entra até ao sair...
17 março 2012
Não se cala o descontentamento...
Compreendo que a Justiça deva prevalecer sobre a infantilidade e a prepotência daqueles que desejam impor as suas ideias ao arrepio da ordem institucional. Ou seja se a autoridade, legítima ou não, determina que não deve haver manifestações em determinada localidade ou lugar, deve ser cumprida. Mas...
E há sempre um mas na arbitrariedade de qualquer acto...
Recentemente houve uma manifestação prevista para Benguela que foi proibida pelo Governo provincial e, ainda assim, levada a efeito apesar da citada proibição.
Todavia já não se entende o excesso de autoritarismo e a forma que levou aquela a deter os prevaricadores (basta ver e seguir o exemplo da detenção de George Clooney [actor e activista dos Direitos Humanos], ontem nos EUA) levá-los a tribunal sob acusação ridícula e depois vê-los ser inocentados dessa acusação e só serem acusados, naturalmente, de prevaricação.
Volto a afirmar que esta, gostemos, ou não, é justa. Já não me parece que seja justa é a pena aplicada: 45 dias de detenção (prisão efectiva) mais multa.
Se o efeito foi fazer que estas prevaricações não se voltassem a repetir, parece ter tido algum êxito já que a prevista para agora foi, uma vez mais e sem sentido, proibida pelo Governador provincial de Benguela.
Esta manifestação, prevista para ser apoiada pela Ong “OMUNGA” foi adiada para o próximo dia 24 de Março.
Um erro que qualquer governo provincial – tal como o Governo Central – pensar que pode, sistematicamente, impedir que as pessoas e organizações, desde que cumpram os requisitos previstos na Constituição – e, parece, que os sucessivos poderes provinciais e autárquicos andam a esquecer do que diz a Constituição – façam prevalecer o(s) seus(s) descontentamento(s).
Tal como também é um erro monumental pensar que pode calar as vozes dramáticas que clamam por mais justiça social, política e económica.
Depois não se surpreendam que vozes da Sociedade Civil façam cartas abertas tão significativas como a que, recentemente, Reginaldo Silva, Pepetela e Marcolino Moco, apresentaram e chancelaram e que, por certo, todos nós os que defendemos uma sociedade mais justa e equitativa também subscrevem.
12 março 2012
Quem manda e no quê na Democratura?
(da internet)Existe um país que tem tanto de belo e rico, como de enigmático.
Esse país fica algures no continente genésico da vida e de todos os mistérios.
Governado por um técnico de um dos seus mais geradores de receitas, líder incontestado do seu partido, que, por sua vez, manda e domina no país há cerca de 40 anos, esse belo país vive um forte momento de Democratura!
Democratura não porque o seu líder não seja um verdadeiro democrata – tem de sê-lo, porque todos os líderes ocidentais o serviliam e bajulam a sua liderança e a sua defesa de Democracia – mas porque existem alguns indivíduos que se arrogam de protectores da sua imagem e atestam, forte e feio, sobre todos os que pensam em questioná-lo.
Aconteceu isso há uns meses e voltou a acontecer isso, este fim-de-semana.
O interessante é que tirando uma pequena nota de uma agência de um dos países que mais tem aproveitado dos fundos gerados pelo seu (dele, claro) principal fonte de receitas – por onde andava a representação televisiva deste país receptor – só as fontes estrangeiras e as páginas sociais fizeram eco dos distúrbios levados a efeito por energúmenos jovens, mulheres, e políticos oposicionistas que decidiram ir armados de vozes e palavras de ordem!
Mas numa Democratura as pessoas de bem não podem admitir a existência destes ignóbeis endemoninhados. Já se viu ir para uma manifestação só com palavras, com cartazes ou cânticos? Incompreensível.
Vai daí que os acérrimos e celebrados defensores da Democratura decidiram fazer valer da sua prosaica forma de vida e mostrar aos paladinos da voz como se deve prostrar e sensibilizar os pretensos manifestantes.
Para isso, e para que ninguém pudesse dizer que não estavam cientes da sua razão levaram alguns indivíduos fardados de um invólucro semelhante a pretensas autoridades e distribuíram fruta condimentada com metais e afins.
Cabeças partidas, hematoses pelos corpos, braços engessados? Meros simbolismos dos defensores da Democratura!
Defensores da Democratura? Não, impossível. Eram ordinários que acirraram contra outros ordinários; ou seja, o que aconteceu neste último fim-de-semana foi um pequeno recontro entre dois gangues que não souberam comportar numa sociedade livre, justa e democrata!
Duvidam? Perguntem ao comandante da polícia!
Tudo o que se possa dizer ou fotograficamente mostrar, seja em portais nacionais ou estrangeiros – habitualmente, até pró-Democratura, – é pura e sórdida especulação.
Duvidam? Perguntem ao comandante da polícia!
O mesmo comandante que disse ir fazer um inquérito aos acontecimentos do fim-de-semana.
Muito bem, mas… deveria ser o Ministério Público coordenado pela PGR e pelo Provedor de Justiça da mandar fazê-lo. Contudo…
Já agora, recordar que duma Democratura o líder, quando depois de apeado, rapidamente passa de magnífico a grosseiro e sujeita-se a ver o seu nome assinalado no TPI.
10 março 2012
O que querem os líderes moçambicanos?!...

Manifs em Angola junta Oposição e Jovens
Manifestação Antigovernamental deverá juntar hoje pela primeira vez dirigentes da Oposição e Jovens (no Círculo Angolano Intelectual e nas Páginas Sociais)
- O governo de Benguela proibiu a manifestação convocada por um grupo de jovens para este sábado (aqui)
- Primeira tentativa de concentração dos manifestantes em Luanda corrida à bastonada pela polícia (aqui)
É bom que as autoridades se recordem que nenhum (NENHUM) regime, por muito democrático que seja, ou ainda mais se se arroga de Democrático, com violência política, psicológica e policial.
Igualmente bom seria que Angola e os nossos governantes se recordassem da história de um antigo P.M. português (hoje Presidente) que apesar de ter maioria absoluta acabou por “desistir” do Poder quando impôs a Força do Poder a manifestantes.
E apesar do mesmo hoje ser Presidente, já viu entrar no Parlamento um pedido de impeachment…
Acresce que as palavras do presidente Eduardo dos Santos, ontem no Dundo “Não nos deixemos levar por ideias de indivíduos que não conhecem a nossa história, que não sabem por onde nós passámos”, além de pouco sensatas, também não ajudam em nada em vésperas de uma manifestação…
03 fevereiro 2012
Boicotes e Bom senso não andam bem juntos...
Publicado ontem no Facebook, depois de partilhar o texto “Eleições em Angola, boicote à vista?” e após ler o comunicado dos líderes parlamentares dos três principais partidos oposicionistas com assento parlamentar.
22 dezembro 2011
A racionalidade é palavra vã?

O Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), pode-se dizer, começou só agora a estar operatório e a criar trabalho e condições de financiamento e operacionalidade com a abertura, em pleno, da linha Lobito-Benguela-Huambo.
Qualquer gestor de “meia tigela” sabe que enquanto uma empresa não dá mostras de vitalidade e de recuperação económica dos financiamentos colocados à sua disposição para estar operacional, dificilmente poderá satisfazer as vontades, legítimas, dos que lá trabalham para serem devida e correctamente remunerados.
E se a empresa em questão, e devido a factores exógenos, no caso à guerra fratricida, esteve dezenas de anos sem qualquer tipo de actividade, a garantir os ordenados dos que mantinham, minimamente, a actividade operacional, mesmo que quase estritamente local, é lógico que a empresa, qualquer que ela seja, passa por dificuldades financeiras naturais.
Ora no caso do CFB essas dificuldades são, necessariamente superiores devido não só às contingências já descritas como pelo facto de ter de recuperar, diria mesmo, totalmente, a linha que vai do Lobito ao Luau e as suas diferentes ramificações internas e de ligação ao exterior.
Sabe-se que essa recuperação só foi possível à custa dos cofres do erário público e da Sonangol. Sem o petróleo nada disto seria possível.
Se é certo que o CFB é uma empresa pública nacional, logo o accionista principal – único – é o Estado Angolano, também o único accionista da Sonangol, é igualmente certo que o CFB tem de prestar contas ao Estado Angolano e pagar a sua dívida. Porque se o CFB deve ao Estado, também, por inerência do facto, deve ao Povo Angolano.
Por isso é estranho que os trabalhadores, a maioria ainda agora recentemente contratados, estejam já a exigir aumentos salariais, alguns na ordem dos 150 a 200 por cento.
Como podem os assalariados do CFB exigir tais aumentos – mesmo sabendo que não auferem, em média, mais de 13 mil Kwanzas, o equivalente a USDólares130 dólares, – para, como dizem, equilibrar a perda do poder de compra.
Essa legítima pretensão deverão fazê-lo não a uma empresa que está a dar os primeiros passos como tal e, portanto, não tem condições de cumprir com o natural desejo de aumentos salariais que os trabalhadores exigem, mas ao Governo de Luanda que demonstra má gestão da coisa pública, ao não rever, devidamente, o ordenado mínimo nacional.
Há que ter racionalidade nas pretensões sob pena das mesmas deixarem de ter qualquer sentido. Não esqueçamos que o CFB ainda está a procurar prolongar a recuperação da linha-férrea até à fronteira angolano-congolesa.
Mas para que esta racionalidade seja credível, há situações que deveriam ser melhor ponderados pelos dirigentes sindicais nacionais. Pensarem mais nos trabalhadores e menos nas oportunidades políticas que os diferentes partidos lhes acenam em vésperas de eleições!
Transcrito no portal do jornal Pravda (versão portuguesa), secção Negócios
Egipto, a força das mulheres...
09 dezembro 2011
Há um efeito boomerang das crises árabes?
Na África do Sul houve três antigos baluartes do ANC que viraram para a oposição democrática e para um dos seus antigos membros, entretanto expulso daquela organização. (ver aqui)
Em Moçambique as eleições intercalares regionais deram vitória repartida entre a Frelimo – em Pemba, onde o seu candidato obteve quase 89% dos votos (também Mubarak chegou a obtê-los e vê-se…) – e a MDM, com o pretendente democrático a conquistar, com significativa maioria, a cidade de Quelimane, e a contestar a vitória da Frelimo em Cuamba. (ver aqui e aqui)
Será o início do efeito boomerang da Primavera Árabe, agora na parte meridional de África?
Transcrito no , secção "Moçambique"
27 outubro 2011
Ainda agora estão a recuperá-lo e…

Ainda agora o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) está a ser recuperado, restauradas as suas linhas-férreas e já se vislumbra problemas graves na companhia que, se espera, ajude a recuperar o antigo charme do porto do Lobito e da sua maravilhosa cidade.
Segundo o jornal online “O Apostolado” os trabalhadores do CFB “vão convocar para próxima segunda-feira uma assembleia de trabalhadores para declarar greve geral” porque, de acordo com o seu primeiro secretário sindical, Bernardo Henriques, “na última ronda negocial o conselho da administração mostrou-se indisponível em resolver a principal revindicação dos trabalhadores, que é o aumento do salário mínimo” esquecendo, de acordo com aquele dirigente sindical, que “o executivo angolano investiu mais de cinco mil milhões de dólares na reabilitação do CFB, mas se esqueceu do factor mais importante, que é o homem”.
Espera-se que o bom senso e a probidade chegue rápido à mesa de negociações para bem da economia local e nacional e, porque não dizê-lo, já que é isso que se espera no futuro, da economia desta região austral africana.


