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17 novembro 2008

Ainda não há resultados e já há contestação…

(lembram-se como estavam tão amigos...; foto daqui)

Na Guiné-Bissau ainda não se sabem quais os resultados, dado que em duas ou três regiões (Bissorã, Mansoa e Tombali) e por razões de logística a votação continuou hoje, e já há quem apregoe a todos os ventos que não vai aceitar os resultados porque, segundo o denunciante, haverá “uma campanha para manipular os resultados das legislativas de domingo, sublinhando que não vai aceitar números "forjados"”.

Estas denúncias, ou avisos, partiu de um senhor que, em tempos, já foi presidente com larga maioria e deposto, já concorreu a eleições apesar de reclamar o lugar por ter sido destituído ilegalmente, segundo a sua e dos seus assessores interpretação, que considerou o seu sucessor um grande presidente e a quem abraçou publicamente mais de uma vez antes de, na campanha, o ter acusado de ser um dos mais responsáveis pelo narcotráfico no País.

Um senhor que fez um retiro dogmático num país islâmico, não reconhecido por ser um grande defensor das causa democráticas, segundo os padrões habituais em alguns dos países observadores, mas habituais em outros e que, claramente, disseram não ir fiscalizar as eleições ou atrás de fraudes.

Talvez por isso é que o senhor Mohamed (ex-Kumba, conforme lhe convém) Ialá embalo afirmou a todos os ventos e a todos os jornalistas convidados à sua casa que não aceita os resultados que não o dêem como vencedor porque terá sido isso o que as sondagens da Rádio France International e da Universidade Católica Portuguesa o disseram.

Quando alguém, ainda antes dos resultados e das mesas de voto estarem encerradas e depois da
elevada participação do eleitorado, faz observações e denúncias desta espécie mais parece que quer manter o actual staus quo da Guiné-Bissau, ou seja, a instabilidade social e o paraíso para os narcotraficantes em vez de pensar como se deve Governar o Pais mais sociologicamente instável da região.

07 novembro 2008

Ialá com acusações destas, passou-se de vez! Só pode…

(Foto a partir daqui)

Então o senhor Mohamed (ex-Kumba Yalá) Ialá Embalo, num comício, ocorrido ontem, para as próximas eleições legislativas da Guiné-Bissau de 16 de Novembro, não teve o desplante de denunciar o senhor presidente (não me enganei na letra pequena) João Bernardo “Nino” Vieira de estar conotado com o tráfico de droga na Guiné-Bissau acusando de “«ser o responsável» pelo tráfico de droga no país” e de ter provas caso a justiça assim o deseje? E ele que, ainda não há muito andava de mãos dadas com “Nino” Vieira…

Quem se deve estar a rir com isto, se bem que na prática deverão estar é a chorar porque não gostariam de ter razão, serão personalidades da área de intervenção cívica como os jornalistas
Orlando Castro, Fernando Casimiro “Didinho” ou António Aly Silva, estes dois últimos Bissau-guineenses, que já tinham já questionado como é que os “barões” da droga se movimentam tão alegremente à vontade no País, e como certas pessoas em Bissau alardeavam indícios de riqueza num País que nem para pagar aos seus funcionários consegue arranjar dinheiro.

Agora que um ex-presidente e candidato ao poder legislativo faz estas graves acusações, espera-se que a União Europeia, tão pronta sempre a dar fundos para a Guiné-Bissau e ajuda para as eleições coloque as suas autoridades policiais a investigar estas graves e frontais declarações.

Se a União Europeia, e a ONU que muito tem denunciado o tráfico neste País, não o fizer, até porque Ialá diz ter provas para disponibilizar à justiça, obrigarão as pessoas pensarem e pressuporem que aquela organização supranacional estará conivente com o tráfico da droga!!!

20 julho 2008

Mas será que o Islamismo o aguentará?

(Tão amigos, mas de costas voltadas...; foto daqui)

Kumba Yalá (ou Ialá) Kobde Nhanca, líder do PRS, acabado de regressar de um auto-exílio em Marrocos, onde, supostamente, terá estado a aprender árabe para voos futuros, e depois de anunciar à chegada que não seria candidato a primeiro-ministro, nem agora nem futuramente, acabou de se converter ao islamismo, na passada sexta-feira, dia habitual dos crentes islâmicos orarem, adoptando o nome de Mohamed Ialá Embaló.
Há primeira vista nada de especial teria esta conversão de um animista, convertido ao cristianismo e licenciado em Teologia, revertido ao animismo pouco antes das eleições presidenciais que viria a ganhar por larguíssima margem, em se converter ao islamismo. Só os imobilistas e os idiotas não mudam.
Mas se pensarmos que as eleições legislativas estão muito próximas e que apesar do senhor Ialá ter afirmado que o senhor João “Nino” Vieira é o seu presidente, não devemos esquecer que o mesmo senhor Ialá atestou que nunca reconheceria as eleições presidências que deram a vitória a “Nino” Vieira por ter sido destituído de forma fraudulenta e anticonstitucional no golpe militar de Setembro de 2003.
Por outro lado porque adoptar o sagrado nome do Profeta, tal como muitos outros quando se convertem? Que eu saiba no islamismo e na língua árabe há outros nomes facilmente adoptáveis e pronunciáveis pela população e pelos crentes.
Sabendo que cerca de 46% da população Bisssau-guineense é islamita, nada mais previsível que Ialá se estar a preparar para voltar ao poder da forma que ele considera mais ajustada com o seu curriculum: a Presidência! Nada menos que isso…
Por isso ele afirmou e reafirmou que mesmo que o PRS ganhe as legislativas não será o Chefe de Governo…

30 novembro 2006

Só falta um para a troïka desmoronar-se de vez?!

A troïka ainda existe?

Após a primeira volta das eleições presidenciais Bissau-guineense previ que o resultado da segunda volta seria por certo o resultado de um acordo tripartido entre “Nino” Vieira, Kumba Yalá e Francisco Fadul.
Costumo a dizer que não há nada que mais me aborreça que, em certas ocasiões, ter razão.
Começou pela razão ser quase evidente numas declarações de Yalá após o seu auto-exílio de Marrocos.
E esta para ter razão absoluta já só falta um dos da tal troïka vir a terreiro reclamar do que é seu. Ou talvez não reclame porque ainda estará bem servido ou já viu que mais vale estar calado e “exilar”.
Há dias o Governo de “Nino” – perdão, de Aristides Gomes (vai dar ao mesmo) – viu demitido um dos seus membros e nomeado uma outra personalidade para o pelouro em causa.
Na situação de demitido falamos de Ernesto de Carvalho que tinha, por força de um acordo entre Kumba e “Nino”, o Ministério do Interior. Para o seu lugar foi nomeado Dionísio Cabi.
Kumba reclamou e avisou que se não fosse reposta a “legalidade” meteria a “boca no trombone” – leia-se “bufava”, ou seja, denunciava, – e poria à vista de todos o tal acordo pré-eleitoral da 2ª volta.
E então não é que isso já está feito?
Quem quiser ler ou acede ao semanário Gazeta de Notícias, ou, como no meu caso, ao Africanidades. Uma delícia!
Acreditem! aborrece-me solenemente quando, como nestes casos, tenho razão!!!

30 outubro 2006

Estarão os guineenses preparados para o “Gorro”?

O “Gorro Vermelho” regressou à Guiné-Bissau depois de um ano de auto-exílio em Marrocos… e saberá alguém explicar quem custeou esse exílio – segundo alguns devido a doença – do cristão Koumba Yalá, no país dos alauitas?
Chegou e abanou.
Apesar de reafirmar que apoiou o candidato “Nino” Vieira às presidenciais não apoia nem reconhece o Fórum – que por acaso também agrupa o PRS – que sustenta a actual coligação governamental no poder, deixando no ar que esta coligação, apesar de uma prorrogativa presidencial, e por isso legítima, não merece qualquer credibilidade.
Chegou e abanou.
Chegou para se candidatar à chefia do PRS; o tal parceiro no Fórum que sustenta a coligação governamental de “Nino” Vieira, o tal apoiado por Koumba Yalá mas que este não reconhece a tal existência.
Recordam-se quando, em tempos, avisei que ainda iria ver um triunvirato “Nino” Vieira, Koumba Yalá e Francisco Fadul no poder?
Koumba chegou e abanou.
Será que a Guiné-Bissau está preparada para o sustentar?

23 maio 2006

PRS não quer ligações com PAIGC

O presidente interino do PRS Alberto Nambeia afirmou que o Partido da Renovação Social (PRS) rejeita quaisquer negociações com o PAIGC, e que a proposta que quadros dos dois partidos que formaram o Grupo de Iniciativa de Salvação Nacional (GISN) apresentaram soa como "uma tentativa de golpe de Estado constitucional"(?).
Bom de um partido que tem um líder interino há quase 4 anos, o que deixa muito a desejar quanto à sua credibilidade, o que se pode esperar.
Que Koumba Yalá volte do seu “auto-desterro” de quase seis meses em Marrocos par tomar a nau? e com que fins? provocar a queda do Governo de “Nino” e surgir como o filósofo salvador da Pátria? e já agora o que é que Yalá está há tantos meses a fazer em Marrocos?
Por outro lado o facto do PAIGC ter sido tão pronto a aceitar a proposta do GISN talvez tmbém tenha levado a esta "nega" do PRS.
Já será de esperar tudo…

10 julho 2005

Guiné-Bissau, que 2ª volta?

Kumba apoia Nino; Fadul apoia Nino.
Os eternos e “assanhados” inimigos num triunvirato…
Image hosted by Photobucket.com
Começou o ataque à cadeira do poder?

02 julho 2005

Kumba apoia Nino na 2ª volta

Image hosted by Photobucket.com Kumba Yalá e “Nino” Vieira regressaram à Guiné-Bissau, provenientes do Senegal, juntos e no mesmo avião, para onde se tinha deslocado, no último fim-de-semana, a convite do chefe do Estado senegalês. Resultado da viagem?
Kumba anunciou que apoiará "incondicionalmente" “Nino” Vieira na 2ª volta das presidenciais… … E alguém duvidava que seria essa a solução dos dois “camaradas” da desgraça guineense?
... Ou alguém começa a ter dúvidas quem está nos bastidores das actuais manobras políticas guineenses?
E lembram-se da reunião magna que houve, entre os dois, umas semanas antes das eleições presidenciais em que ambos afirmavam dar o seu apoio um ao outro e apareciam sentados num belíssimo e caro sofá de mãos dadas ao alto?

28 junho 2005

Kumba, o acrobata

Kumba Yalá aceita os resultados mas continua a afirmar que não perdeu.
Extraordinário o salto mortal à retaguarda de Kumba Yalá.
Não acham?
Só que foi tão rápido que, dificilmente algum júri lhe dará mais do que 5 pontos, em 10.
Eu, por mim, desconfio.
Desconfio de quem irá apoiar na 2ª. volta, ou... quem não irá apoiar; basta relembrar uns certos sofás.
Vamos esperar e ver.

31 maio 2005

Guiné-Bissau, a campanha e as desistências

A campanha eleitoral para as presidenciais de 19 de Junho já está na estrada com surpresas como a fria recepção à campanha de rua do candidato (re-auto-proclamado presidente) Koumba Yalá, em contra-ponto com o banho de multidão, que nos foi dado ver, ao candidato do PAIGC, Malam Sanha.
Mas se a campanha já está em marcha, também é verdade que os primeiros problemas e auto-exclusões já começaram a surgir.
Ou por razões de auto-selecção, ou pelas razões invocadas pelos candidatos, há três que já apresentaram a sua renúncia à corrida eleitoral.
O candidato Iancuba Injai, do Partido da Solidariedade e Trabalho (PST), já apresentou a sua desistência a favor de Sanhá.
Abubacar Baldé, líder da União Nacional para a Democracia e Progresso (UNDP), partido integrante do “Fórum” apresentou a sua renúncia junto do STJ invocando que o actual processo eleitoral apresenta irregularidades, não existem garantias de transparência e há sintomas de que um dos candidatos tem a vitória garantida com o apoio externo.
Também Salvador Tchongó, líder da Resistência da Guiné-Bissau (RGB), também membro do "Fórum" abandonou a corrida invocando fraudes, perseguições políticas e jurídicas e denunciando, tal como Balde, a existência de uma candidatura já vencedora.
Note-se que Tchongó foi notificado pela Procuradoria por, alegadamente, ter incitado a etnia Balanta (a que pertence, tal como Yalá) a questionar eventuais perseguições da polícia guineenses contra essa etnia, por acaso a maior do país.
Embora não o digam explicitamente, segundo fontes do local citadas pela Lusa e pelo NL, e de que o Africanidades também faz eco, os auto-excluídos candidatos estarão a referir-se a Sanha que terá o apoio de Portugal.
Não há dúvidas a campanha promete.
Até porque ainda não se viu o que irá fazer, ou dizer, o candidato Nino, ainda ausente da Guiné-Bissau, e qual será a atitude do STJ perante a proposta (leia-se imposição) da UA para a exclusão de Yalá.

25 maio 2005

Kumba de novo!!!

A atitude que teve hoje tem tanto de ridícula (apesar de estar suportada por um acórdão do STJ) como de preocupante.
Ridícula porque já é altura do senhor filósofo (parece sina dos neos-filósofos, já que em Portugal há um que, às vezes, tem atitudes tão ridículas…) ver que a população não está tanto com ele como pensava. As reacções de hoje são sintomáticas (embora não possa, nem deva, concordar com os distúrbios da populaça junto da sede do PRS e de Kumba Yalá).
Preocupante porque a “ocupação” do Palácio cor-de-rosa só aconteceu com apoio de um certo sector dos militares “presidenciais” e depois da visita relâmpago que fez a Daccar.
Não esquecer que, no último fim-de-semana a reunião entre Yalá e os Chefes de Estado e de Governo se saldou por um fracasso levando mesmo o presidente nigeriano Obasanjo a abandonar a reunião deveras irritado.
Vamos lá a ver como irá começar a campanha eleitoral.
Só se espera e deseja calma e civismo.
Só ganha a Guiné-Bissau

17 maio 2005

Não há razões para surpresas

Image hosted by Photobucket.com Kumba Ialá mostrou uma vontade inequívoca de completar os dois anos que lhe faltam para o término da sua Presidência.
Surpresa?
Só para quem não ponderou o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau e o resultado que ele encerrou.
Ou seja, a derrogação do despacho da Carta de Renúncia de Kumba Ialá no período que mediou entre o Golpe de 14 de Setembro e a assinatura da Carta de Transição assinada entre os militares revoltos e as principais figuras políticas do país.
E agora? Qual será a reacção da elite castrense?
Uma vez mais a Guiné-Bissau está sob a tensão do que os militares irão perpetrar.
E a Comunidade Internacional com irá, desta vez, reagir?
Será altura desta reagir com pragmatismo.
Publicado no Image hosted by Photobucket.com de 17.Maio.2005