Este texto foi transcrito nos portais do semanário Folha 8 e do jornal Pravda.ru
Mostrar mensagens com a etiqueta Campanha Eleitoral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Campanha Eleitoral. Mostrar todas as mensagens
19 maio 2017
Angola e o espaço exterior: mais olhos que barriga ou campanha eleitoral?
Angola admite mandar para
o espaço
mais satélites até 2025. Se ainda nem o primeiro “AngoSat-1” conseguimos
que saísse da Terra...
Todas as campanhas
eleitorais são caracterizadas pelo exagero das promessas, mesmo as
inexequíveis. Mas manda o bem senso que há algumas que nunca devem ser
abordadas ou trazidas para o circo eleitoral sob pena de tudo o que pode, de
bom, ter sido dito deixar que ser considerado válido. Ou seja, os
"artistas eleitorais" acabam por matar as boas ideias.
Ora esta é claramente uma
ideia não só difícil - diria, quase inexecutável - como problemática, porquanto
sabemos que o País não nada em dinheiro - o custo de um satélite e o seu
lançamento são inquantificáveis - como desde meados do ano passadio estamos em
forte recessão.
É certo que o preço do
petróleo tem estado a subir. Mas também sabemos que já circulam nos meetings
internacionais sobre energia que, provavelmente, vai deixar de haver viaturas
com combustíveis fósseis, na Alemanha o
parlamento já aprovou que, a partir de
2030, fica proibida «a comercialização, no mercado local, de automóveis novos
movidos por motores de combustão, a gasolina ou a gasóleo». Também a Noruega,
Holanda e - até - a Índia, só admitirão a circulação de veículos eléctrico a
partir de 2035.
Ora, com a nossa economia
a continuar fortemente dependente do petróleo - e desconheço se algum programa
partidário prevê alguma alteração qualitativa e quantitativa quanto a esta
"monodependência" económica - não vejo como poderemos inverter a
actual situação de crise económica e financeira.
Consequentemente, como
poderemos fazer a apologia do lançamento de satélites de teledeteção remota1
– também dito “sensoriamento remoto” (em português brasileiro) ou “ereção
remota” (em português europeu); nisto, paradoxalmente, nós somos menos sensuais
na terminologia – dentro de dois anos, no programa de Estratégia Espacial até
2025, com tão parcos recursos?
Caros Governantes, há,
claramente e nesta altura, outras prioridades para os nossos cidadãos! Não tenhamos mais olhos que barriga...
1 Satélites de teledeteção remota: De acordo com o Wikipédia
são, ou contém, instrumentos que possibilitam «a obtenção de informações sobre alvos na
superfície terrestre (objectos, áreas, fenómenos), através do registo da
interacção da radiação electromagnética com a superfície, realizado por sensores
distantes, ou remotos. Geralmente estes sensores estão presentes em plataformas
orbitais ou satélites, aviões e a nível de campo. A NASA é uma das
maiores captadoras de imagens recebidas por seus satélites»
Este texto foi transcrito nos portais do semanário Folha 8 e do jornal Pravda.ru
Este texto foi transcrito nos portais do semanário Folha 8 e do jornal Pravda.ru
23 setembro 2015
Os casos da Banca e a demagogia eleitoral
Vão-me desculpar mas juro que não entendo a política
portuguesa e a sua enorme demagogia barata, principalmente em época eleitoral. Eu
sei que tudo vale para a obtenção do voto, mas, creio – talvez seja efeito do
nome e embarace-me a ingenuidade – que toda a demagogia tem limites dentro de
parâmetros que deveriam ser quantificados para não fazerem dos eleitores
parvos, ineptos ou imbecis.
Hoje, segundo pude ler, o
INE português rectificou o valor défice português de cerca de 4,5% para
cerca de 7,2% devido ao empréstimo que o estado português fez ao Fundo de
Resolução da Banca para capitalização do novel Novo Banco.
Honestamente, ainda hoje estou para perceber se de acordo
com os códigos das empresas comerciais e das sociedades anónimas, o Baco de
Portugal (BdP) – na realidade e com a unificação do sistema bancário euro-comunitário
o BdP não é mais que uma secção do Banco Central Europeu - poderia ter feito a
transformação dos activos e passivos "bons” do antigo BES para o que foi criado
com o nome de Novo Banco.
E não devo ser só eu, devido aos inúmeros comentários que
tenho lido e dos já existentes e eventuais processos contra o Novo Banco e o
BdP.
Mas voltando à rectificação do défice e ao empréstimo do
Estado à Banca, vê-se, ouve-se, televê-se os partidos da oposição e os
candidatos a um lugar no próximo Parlamento português, nomeadamente, o Partido
Socialista (PS) a criticar a(s) política(s) do Governo, suportado pela
Coligação (PSD-CDS/PP) que concorre às eleições como PàF- recordo-me sempre e com um sorriso dos livros
de Asterix…) – por causa desse apoio.
Será que o PS preferia que o Governo português tivesse feito
o mesmo que o Governo do PS hoje, os contribuintes líquidos do sistema fiscal
português – e são todos, portugueses ou estrangeiros que paguem os seus
impostos em Portugal – continuam a pagar e não é pouco? Segundo me recordo de
ouvir, e não há muito tempo, bem pelo contrário – e por acaso de uma personalidade
anti-governamental que o aventou – já iterá
sido “metido” no sinistro BPN, por acaso “continha” e era “couto” de
individualidades mais próximas de um dos partidos da coligação que do PS,
qualquer coisa como cerca de… 9.000 milhões de Euros e ainda ninguém conseguiu
perceber até onde irá a contínua injecção de fundos no “efeito BPN”
Que por acaso, até já foi vendido, a marca e os balcões,
mais os respectivos activos pelo enorme valor de… menos de 100 milhões de
Euros!
Sinceramente, a demagogia tem limites. Por acaso preferiam
uma nova e absurda nacionalização? Ou será – desculpem a pergunta, claro – que alguém
anda a ver se consegue que algum “amigo” não seja afectado com a “questão BES”?
Tal como, pareceu , à posteriori, que a nacionalização do BPN seria para fazer…
algum certo favor político…
Tal como no caso BES, também no BPN, só parece haver um arguido
e em prisão… “leve”.
29 agosto 2012
Hoje fecha a campanha
Interessante a análise que hoje passa na TPA
(Internacional) sobre as eleições Gerais com a presença de Walter Filipe e
Sebastião Izata.
Apesar de não concordar com uma parte substancial das
suas opiniões, talvez porque elas reflitam, de certa forma, mais a linha do
partido do poder, ainda assim estão muito equilibrados nas suas análises, não
deixando de dizer algumas verdades.
De notar o
equilíbrio – possível – nas análises aos partidos e coligações concorrentes por
parte da realização do programa;
Transmissão do encerramento das duas forças políticas
mais representativas (face a 2008) em Luanda (MPLA) e no Huambo (UNITA) onde se
verificam evidentes disparidades organizacionais.
Enquanto em Luanda há festa e houve uma preocupação em
saber coincidir os discursos com as emissões televisivas, já no Huambo e apesar
de haver, tal como em Luanda, um número significativo de militantes presentes,
salvo se o jornalista está num posto de reportagem externo ao comício, há um
mutismo tal que mais parece um velório. Nem a chegada de Samakuva, a directoria da UNITA conseguiu
saber coincidir com a transmissão televisiva, sob pena de o programa chegar ao
fim e isso não ocorrer.
Os principais partidos oposicionistas já têm – ou deveriam
ter – a obrigação de saberem estar, organizacionalmente, preparados para gerir
tempos de antena.
Se não sabem, façam como o seu forte opositor, contratem
especialistas para aprenderem a saber gerir comícios e imagem.
Não basta pedir votos se não sabem como conquistá-los.
Por isso não admira que, nestas como nas anteriores eleições, já se saiba quem, à partida, vai vencer o pleito eleitoral. Falta capacidade organizacional e marketing político às nossas forças políticas oposicionistas, nomeadamente, à UNITA.
Por isso não admira que, nestas como nas anteriores eleições, já se saiba quem, à partida, vai vencer o pleito eleitoral. Falta capacidade organizacional e marketing político às nossas forças políticas oposicionistas, nomeadamente, à UNITA.
O resultado é continuarem no limbo e verem o “vencedor”
manter-se eternamente no Poder com a particularidade do “vencedor” até se dar
ao luxo de se clamar de social-democrata mas ter atitudes mais próximas de
democracia-cristã conservadora (como demonstraram os analistas durante o
programa, principalmente nas análises económicas).
Os “vencidos” devem começar já a estudar a partir do
dia 1 de Setembro como fazer para daqui a 5 anos poderem ombrear e lutar com as
mesmas armas políticas com o “vencedor”.
Aproveitam, pois, o dia de amanhã de reflexão, para
reflectir sobre e nos erros cometidos e depois não chorarem no leite derramado.
24 agosto 2012
Eleições angolanas 2012 - cartoon
23 agosto 2012
Cabinda nas eleições angolanas
A
UNITA no seu longo programa, de 44 páginas, faz uma pequena referência à questão – ou falta dela – de Cabinda
no ponto 36. (página 39) sob o título “Uma
solução duradoira para Cabinda”:
- “O Governo da UNITA procurará alcançar, logo
após as eleições e por via do diálogo abrangente e inclusivo com todos os
representantes legitimados pelo povo cabindense, uma solução
político-administrativa que dê respostas plausíveis às aspirações do Povo do
enclave. Esta solução será enquadrada no quadro da reforma do Estado Angolano.
A UNITA assume o
desejo de pacificação do enclave assim como a manutenção de uma paz e
desenvolvimento duradoiros que beneficiem a população de cabinda”. (sic)
Muito
pouco para as legítimas aspirações de quem quer ver a sua situação devidamente
enquadrada e resolvida dentro do espaço político-administrativo e económico angolano.
Ainda
assim, pelo menos, sempre vai escrevendo algo.
Tal
como a organização política CASA-CE, liderada por Chivukuvuku e representada
por William Tonet, que fez um acordo político pré-eleitoral com representantes
da comunidade do enclave, representados pelo Padre Jorge Casimiro Congo.
Recorde-se
que nas linhas programáticas desta organização política, no seu capítulo I, sob
o título “Paz, Reconciliação Nacional e
Estabilidade”, alínea h) está prevista que a pacificação de Cabinda deve
estar consagrada constitucionalmente, através de “um Estatuto Especial para a Província de Cabinda tendo por base a sua peculiaridade e que
resulte de um diálogo profundo, honesto, abrangente e participado por todas as
sensibilidades interessadas.” (ver aqui
ou no programa
de governação)
De
entre os 16 itens que constituem o Acordo Político entre a CASA-CE e Personalidades
Cabindenses, o portal só nos oferece 5, estão dois que pela sua força político-antropológica
me merece algum destaque:
- Plasmar na
Constituição, mesmo que provisório, um figurino politico-administrativo do
território de Cabinda, tendo em vista um referendum;
- Despolitizar a
toponímia em Cabinda e o topónimo da cidade de Cabinda passar a Chiôa;
Uma
vez mais, pouco ou nada, sempre há quem fale na questão – ou falta dela – de Cabinda
sem pruridos.
Pena
não haver mais a falarem e não pensarem um pouco mais além…
Talvez
por isso não seja estranho que algumas dessas personalidades e as mais próximas
da FLEC digam que vão querer boicotar as eleições.
Recordemos,
no entanto, que nas últimas eleições, sancionadas pela CNE, pelo Tribunal
Constitucional e pelos observadores internacionais (no local, que depois de saírem
falaram quando deviam ter feito antes…) o MPLA conseguiu a maioria dos
deputados da província e a UNITA, salvo melhor memória, conseguiu fazer eleger
Raul Danda.
Vamos
ver o que darão as próximas…
22 agosto 2012
As fraudes, segundo a UNITA…
A “povoação de Bumba Tembo Lovua, no município do Chitato, na
Lunda-Norte, que o mapeamento da CNE aparecem 992 eleitores quando La vivem
apenas 200 eleitores. Chilondo no mesmo município, tem 233 eleitores, e o
mapeamento indica um total de 841 eleitores.”
Uauu!!!
Isto está no memorando
que a UNITA, através de Isaías Samakuva, terá apresentado à CNE com um
rol de alegadas fraudes que a CNE, até ao momento, não rebateu nem contestou,
ou seja, está muda e queda (pode ler o memo, na íntegra, no portal do Club-k)
Uma das alegadas fraudes, prende-se com a citação inicial.
Não vejo onde está a tal fraude, se nas últimas eleições
houveram mais votantes que eleitores numa das províncias do Norte de Angola e,
que sse saiba, até hoje, nuncas as mesmas foram questionadas nem postas em
causa.
Logo…
A cegada do FICRE...
Ainda hoje o Club-k dá estampa ao caso de Adalberto da Costa Júnior, da UNITA, e do activista Mário Domingos Castro. Recentemente foi o caso de um outro destacado dirigente da UNITA e até há pouco, deputado (que até estava sob processo disciplinar...)
Mas se há casos de quem não conste, há outros que, infelizmente - ver imagem - constam mas não podem votar por estar fora do território pátrio!
Ainda, tal como outros como eu, não perdemos a esperança de, um dia, estando fora da Casa-Mãe, pelas mais diversas razões, profissionais, saúde, ou outras, de podermos votar como angolanos de pleno direito!
16 agosto 2012
Na campanha televisiva MPLA ripa na rapakeka e dá cabazada…
Hoje estive a ver a campanha eleitoral na TPA Internacional, no seu espaço do Telejornal, das 21 horas.
Quando liguei já estava a dar alguma coisa, com especial
destaque para a visita de José Eduardo dos Santos a Saurimo, não só na
qualidade de presidente em exercício, inaugurando um campo de futebol, como de
candidato à sua própria sucessão, como nº 1 do MPLA e do País.
Não sei, se antes disso, o que, sejamos honestos, não
acredito, se foi dada alguma outra peça de algum outro partido, por razões
adiante explicadas. Talvez, talvez não, como não deixei a gravar previamente,
não posso afirmá-lo…
Mas do que vi, pode-se dizer que a TPA abordou todos – ou a
grande maioria - os partidos e coligações candidatas às eleições do próximo dia
31 de Agosto.
Mostraram a UNITA, a Nova Democracia, a FNLA, o PRS, a FUMA,
e creio que de outros, que não me recordo.
Só não vi, daí a minha dúvida quanto terem iniciado com o
MPLA ou não, referências à CASA-CE; mas também com tantos partidos até se
compreende se fizerem um périplo de modo a acompanhar o máximo dos candidatos diariamente,
mesmo que não incluam todos.
É compreensível!
Principalmente, e aqui a prova da cabazada, quando
intercalando entre cada peça ou cada duas peças de partidos candidatos, são
incluídas peças da JMPLA ou de… JMPLA, ou do… MPLA e, no fim e já depois da secção
“campanha eleitoral" recomeçam o Telejornal com uma peça da “Fundação
Lwini” onde as actividades apresentadas eram-no com pessoas envergando
camisolas do… MPLA!
Resumindo, ninguém pode afirmar que a TPA não mostra no seu
espaço noticioso informações sobre a campanha, mas que nesse espaço o MPLA ripa
na rapakeka e dá cá uma cabazada…
Talvez seja devido às certezas eleitorais, mas a História às
vezes repete-se, mesmo que em Países diferentes e depois…
Citado no portal Club-K: http://club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12444:na-campanha-televisiva-mpla-ripa-na-rapakeka-e-da-cabazada-eugenio-almeida&catid=17:opiniao&Itemid=124
Citado no portal Club-K: http://club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12444:na-campanha-televisiva-mpla-ripa-na-rapakeka-e-da-cabazada-eugenio-almeida&catid=17:opiniao&Itemid=124
15 agosto 2012
A depreciativa política em período eleitoral
(Foto ©Expansão)
Esta
noite estive a telever o Telejornal da TPA (uma parte) e houve uma peça,
interessante, tanto pelo assunto como – principalmente, e não pelas boas razões
– pelo conteúdo. Era sobre a inauguração da “nova” linha férrea entre as províncias
do Namibe e a do Kuando-Kubango, ou seja, o Caminho-de-Ferro de Moçamedes, onde
o Governo gastou qualquer coisa como cerca de 3,3
mil milhões de dólares entre infraestruturas, modernização da linha férrea,
estações e afins.
Não está
em causa os gastos, por muito elevados que sejam, quando o que está subjacente
é os desenvolvimentos locais, regionais ou do País.
Espera-se
sempre que esses gastos sejam mesmo a favor das populações.
Agora,
se a inauguração é – seria, mais correctamente – um acto normal numa
Governação, independentemente de quem mais beneficia desse acto, já não me
parece correcto, diria, digno, fazê-lo em plena campanha eleitoral e com evidente
imagens partidárias, conforme comprovaram as imagens televisivas que não o ocultaram,
bem pelo contrário, no caso do MPLA – onde um dos convidados mostrava
orgulhosamente o seu boné político – ou a presença massiva das senhoras da OMA.
Sendo um
bem público e multinacional, parece-me que seria melhor fazerem a inauguração
antes do início da campanha eleitoral (e depois mostrá-la quando e quantas
vezes o partido beneficiário quisesse no seu tempo de campanha) ou depois do
acto eleitoral.
Nessa
altura, os mesmos ou os novos vencedores com a natural presença – assim determina
o espírito democrático de um acto eleitoral – dos vencidos e impulsionadores da
modernização – e/ou de todas as modernizações – far-se-ia os actos
inaugurativos que fossem necessários.
Penso,
ate, que não estarei errado – corrijam-me se estiver – que esses actos são
vedados pela Lei Eleitoral e criticáveis pela CNE. Se não forem, deveria ser
ou, pelo menos, deveriam estar inferidos no bom senso eleitoral.
Pode ser
que tenha sido um caso sem caso e sem repetição.
O
problema, o problema, é que já não é caso virgem, nomeadamente, quando se (re)inaugura
coisas sem fim e, algumas delas já quase centenárias como, por exemplo
Considero
que é altura do bom-senso regressar a uma campanha eleitoral que, amanhã, terá
o seu último dia de suavidade climática, já que amanhã, 15 de Agosto acaba,
oficialmente, o Cacimbo e começo o calor que se almeja seja gradual, elegante e
de saudável amplitude térmica…
14 agosto 2012
A Política e as Igrejas...
(foto que circula nos mails e cuja a autoria
desconheço)
Também Maquiavel afirmava que os Príncipes eram escolhidos e
ungidos por Deus.
E, isso, veio a confirmar-se como uma péssima notícia não só
para os escolhidos – historicamente gastavam-se menos bem – como para os
Estados…
Este caso não surpreende porque já lemos vários apontamentos
e artigos onde personalidades da Igreja, até Católica, vieram a terreiro fazer
a sua apologia de voto individualizado o que contraria as habituais normas eclesiásticas
e vaticanas de absterem-se de intervirem na política activa.
Mas, quando há quem dependa de fundos e favores públicos…
Nota: Há uma outra foto que mostra prelados de
diferentes Igrejas a apoiarem, claramente, com gestos e guarda-chuvas, o
partido do Poder. Abstenho-me de a colocar porque vislumbrei uma pessoa vestida
de prelado que é muito parecido com alguém que habita a Cidade Alta e, segundo
consta, aos fins-de-semana, uma casa amarela, ali para os lados do Miramar.
E como não quero ser acusado de pactuar com maledicências,
fico-me por aqui…
31 julho 2012
Inicia-se hoje a campanha eleitoral em Angola
Que os partidos candidatos (e os seus líderes)
saibam compreender que o que está em jogo, para os primeiros, não é mais que
uma cadeira no Parlamento e que para os segundos, os líderes, é (só) a liderança de
uma Nação.
Uma Nação que espera bom
comportamento, cordialidade e respeito entre os candidatos.
São candidatos e não
opositores ou adversários porque a Nação não é uma arena desportiva!
Para isso que não se
repitam situações como a de um dito director-geral exigir a presença de
professores, alunos e familiares num comício político ou um mercado ser fechado
para que todos fossem a uma reunião de um partido político.
Todos são iguais e todos
partem iguais aos olhos dos eleitores!
Compreendam isso de uma
vez por todas. Não há eleitores de primeira e eleitores de segunda!
Todos se acolhem numa cabine, solitários, e só com uma caneta/esferogrática onde perante o papel (boletim de voto) são senhores da sua própria e soberana vontade!
E, já agora, se não for
pedir muito, que a comunicação social seja um mínimo possível, equitativa pelas
diferentes propostas políticas em concorrência.
Que o 31 de Agosto não
seja o fim mas o início de uma sã e competitiva caminhada democrática entre os
candidatos eleitos a favor de uma única via: desenvolvimento social, político e
económico de Angola!
Este texto foi transcrito no Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/news/cplp/02-08-2012/33451-campanha_angola-0/), no Misosoafrica (traduzido para castelhano)
Este texto foi transcrito no Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/news/cplp/02-08-2012/33451-campanha_angola-0/), no Misosoafrica (traduzido para castelhano)
16 julho 2012
Não será altura de “mandarem calar” quem fala demais?
O que
segue veio da página social de Facebook do BlocoDemocrático AmigosPortugal
BD-Angola, a partir de uma notícia do portal noticioso Club-K:
“As faculdades estão a ser
construídas para os jovens estudarem e não para criticarem o governo” - assim terá afirmado Bento
Kamgamba (o secretário
do comité provincial do MPLA de Luanda para a periferia e dinamizador de um
clube de futebol sedeado na cidade da Kianda, mais concretamente no bairro do
Palanca)
Se os
verdadeiros militantes democratas - que os há, como em todos os outros - do
maioritário tivesse força já teriam solicitado que o senhor BK fechasse a
matraca porque só coloca em causa tudo de bom que ainda há na periclitante
democracia nacional.
Se os
jovens criticam é porque as Universidades estão, de facto, ensiná-los a serem
Homens pensantes e interventores na vida pública do País e não fantoches
autómatos...
Não será
altura de dizerem a certos “militantes” (custa-me chamar-lhes isto porque, na
prática, não parecem ser mas tão-só, pessoas que querem projecção mediática) –
de todos os partidos, porque há-os em todos, infelizmente – para absterem-se de
falar demais sobre matérias que, definitivamente, nada sabem?
Já
agora, por que carga de água uma sede
da JURA (Juventude Unida Revolucionária de Angola – os jovens da UNITA) da
Vila Alice, em Luanda, foi hoje cercada por forças policiais quando iam sair
para afixar propaganda política? Não está prevista essa liberdade pela CNE e
pela Constituição Nacional? Quem deu essa eventual ordem absurda? E, mais grave
ainda, a confirmar-se a notícia, a acompanhar as autoridades iam as nefasta e
já habituais milícias (que não existem segundo fontes não identificadas)?
12 julho 2012
Reclamações do BD sobre o segundo acórdão do TC
(Justino Pinto de Andrade, presidente do Bloco Democrático)
Em Angola, por causa das eleições legislativas e presidenciais (desculpem se me enganei) de 31 de Agosto próximo, o Bloco Democrático (BD) reclama sobre algo que mais partidos e coligações também reclamaram e que o Tribunal Constitucional (TC) não deu provimento – nem sei se, juridicamente, poderia fazê-lo – mas que o Governo e a CNE, a bem da transparência deveriam legislar sobre a matéria.
Em Angola, por causa das eleições legislativas e presidenciais (desculpem se me enganei) de 31 de Agosto próximo, o Bloco Democrático (BD) reclama sobre algo que mais partidos e coligações também reclamaram e que o Tribunal Constitucional (TC) não deu provimento – nem sei se, juridicamente, poderia fazê-lo – mas que o Governo e a CNE, a bem da transparência deveriam legislar sobre a matéria.
Recorde-se os pontos 6 e 7 de um
comunicado do BD sobre a matéria que mais tem sido questionada:
6. Diz que o FICRE (Ficheiro Informático
Central de Registo Eleitoral) contém todos os cidadãos eleitores
registados, quer em 2008, quer em 2012, quando
isso não é verdade
e ficou provado que não é assim
pois houve casos de pessoas que não
constam do FICRE mas têm CE válido.
7. Pedimos que em relação aos 2.502
subscritores fora do FICRE fosse feita uma aferição
através das fotocópias que nós juntamos ao processo, foi-nos recusado.
Como também não se
entende porque é que o TC não quis, segundo o comunicado do BD, fazer “uma extracção completa de todas as suas assinaturas” e procedesse à “sua classificação
por províncias (o que é perfeitamente
possível e fácil de fazer com os meios informáticos existentes)”.
Outras das reclamações
do BD prenderam-se com a recusa, nesta candidatura, ao contrário das eleições
de 2008, com a não recondução dos subscritores do círculo provincial para o
círculo nacional. De acordo com o BD, na recusa o TC disse não ter competência para
tal “quando em 2008, procedeu
precisamente assim”
Recorde-se, ainda, a reclamação ontem
feita por Filomeno Vieira Lopes, secretário-geral do BD quanto ao tempo de
reclamação concedido ao BD. Segundo FVL o TC só deu 36 horas para reclamar
quando o previsto e o estipulado seriam 48 horas. Parece-me que haveria aqui
uma base jurídica para impugnar o acórdão do TC. Mas…
Mas cabem aos políticos em exercício e
aos juristas preverem e analisarem essas eventuais deformidades tendo em conta
a paz e a calma que se exige para as eleições, as quais, e uma vez mais, quem
está no exterior a residir e elevar o nome de Angola não pode participar.
Finalmente Justino Pinto de Andrade, o presidente do DB, anunciou, na linha do já feito pelo Partido Popular que parece ter dado o seu apoio à UNITA, numa declaração hoje prestada à Rádio despertar, que vai apoiar todos os partidos da Oposição excepto os que andam a reboque e (de memória) os criados como apêndices...
Para bons entendedores...
07 julho 2012
Dos rejeitados, todos acabaram rejeitados…
Porque será – é só uma
pequena e simpática pergunta – que os partidos que mais têm contestado, seja de
forma verbal ou através de actos, a governação do maioritário, casos do Bloco
democrático (BD) ou do Partido Popular (PP), liderados, respectivamente por Justino
Pinto de Andrade e David Mendes - recorda-se que este advogado questionou na PGR relativamente a eventuais contas bancárias de Eduardo dos Santos no exterior -, foram os últimos a serem "revistos" e também
eles liminarmente reprovados pelo Tribunal Constitucional (TC).
Na realidade,
o que os fez "cair" foram erros técnicos de um organismo do próprio
Estado (o Ficheiro Central Informático do
Registo Eleitoral - FICRE) que coloca
em causa a "existência" das próprias pessoas!? Algumas das assinaturas entregues pelos diferentes partidos - e isto ocorreu com vários, inclusive, segundo se conta, terá acontecido com um conhecido deputado da UNITA - não apareciam nos ficheiros do FICRE.
De acordo o Boletim
Informativo do TC, cujo despacho foi lido pelo seu presidente,
Dr. Rui Ferreira, foram, definitivamente,
aceites as organizações políticas e respectivos líderes como seguem:
–
MPLA, tendo como cabeça de lista o seu Presidente José Eduardo dos Santos;
–
Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), uma
Coligação de 4 Partidos Políticos, tendo como cabeça de lista o seu Presidente
Abel Epalanga Chivukuvuku;
–
PRS, tendo como cabeça de lista o seu Presidente Eduardo Kwangana;
–
Nova Democracia – União Eleitoral, uma Coligação de 7 Partidos Políticos, tendo
como cabeça de lista o seu Presidente Quintino António Moreira;
–
FNLA, tendo como cabeça de lista o seu Presidente Lucas Bengue Ngonda;
Conselho
Político da Oposição
–
CPO, uma Coligação de 4 Partidos Políticos, tendo como cabeça de lista o seu
Presidente Anastácio João Finda;
–
PAPOD, tendo como cabeça de lista o seu Presidente Artur Quichona Finda;
–
Frente Unida para a Mudança de Angola – FUMA, uma Coligação de 5 Partidos
Políticos.
Amanhã
vai ocorrer no Salão de Convenções de Talatona o sorteio que vai marcar a ordem numérica das formações políticas
concorrentes no Boletim de Voto cuja acabamento, segundo aquele Boletim, já terá
sido devidamente contratado.
Só
se espera que não haja mais uma INDRA fora dos habituais
carreiros do Poder…
02 julho 2012
O TC de 27 fez noves fora…
Dos 27 partidos
e coligações candidatos apresentados ao escrutínio do próximo dia 31 de Agosto
o Tribunal Constitucional (TC) só reconheceu validade a 9 organizações políticas
(cinco partidos e quatro coligações).
De notar
que duas das mais acutilantes organizações partidárias (Bloco democrático e o
Partido Popular) não conseguiram obter a concordância do TC. Mas tal como as
restantes formações partidárias têm dois dias para contestar os acórdãos do TC.
Ao fim
deste prazo o TC enviará á CNE a lista definitiva das formações partidárias que
deverão ser incluídas nos boletins de voto.
Só se
espera que a 31 de Agosto não aconteça o que parece ter ocorrido nas eleições de 2008 porque,
segundo parece, ainda andarão por aí 16 milhões de boletins que ninguém sabe
onde andarão.
Da
desconfiança, desde já, há muito existente, não se livrarão…
27 junho 2012
Erros são aceitáveis, mas assim…
A confirmar-se uma notícia do portal Club-k
(e que parece ter acontecido com outras organizações políticas) o Tribunal
Constitucional tem de repensar nos técnicos que tem ou que lhe dispuseram.
Enganar uma meia dúzia de vezes ainda é aceitável – até porque
cada partido/coligação concorrente terá de apresentar cerca de 15400
assinaturas/papeis – agora enganar-se em "6516" papéis em um só
partido... é obra!
Isto só coloca em causa a transparência eleitoral que,
por certo – deixem-me ser assim, um pouco – o Governo não quererá que aconteça.
Vamos aguardar e que tudo seja rapidamente resolvido para
o TC poder informar quais os partidos/coligações que vão às eleições.
É que a continuar estas anomalias dificilmente os
partidos/coligações estarão prontos para o pleito eleitoral de 31 de Agosto,
para benefícios dos que já estão, naturalmente, instalados – e, mesmo assim,
sem garantias…
23 maio 2012
Angola a votos a 31 de Agosto
O Conselho da República deu parecer e Presidente Eduardo dos Santos ratificou.Angola vai ter as suas eleições legislativas (e indirectamente, presidenciais) no próximo dia 31 de Agosto.
Eleições ou plebiscito será algo que os angolanos terão de discorrer e mostrar o seu habitual e carismático bom senso!...
Entretanto, que até lá, os "miúdos" sejam recolhidos para que o bom caminho para o voto não seja manchado...
11 maio 2012
A vantagem das eleições...
O presidente José Eduardo dos Santos inaugurou um centro escolar e três hospitais
municipais (Cacuaco, Viana e Cazenga, Luanda) e o Executivo por ele liderado coloca mais um em andamento (na Barra do Kwanza, ao sul de Luanda).
Nada como haver eleições para certas
matérias serem televisionadas para a Nação. Pena é não haver muito mais disto
fora das eleições, como mais escolas (para a TPA não mostrar uma de pau-a-pique
– diria mais, de paliçada – no Cunene), mais habitações, como a inicialmente
previstas – neste trimestre só foram erguidas 7 lotes de habitações sociais –,
mais e melhor energia – ao fim de 10 anos de progresso social já não desculpas –,
como também não há desculpas para ainda não haver melhor distribuição de água
nas grandes cidades e melhor saneamento básico.
Mas como continuo a acreditar nos Homens espero que ainda
venham a cumprir com os desejos do Povo e as melhorias previstas para as
barragens de Cambambe, Matala e uma terceira que não me recordo, venham
providenciar, e de vez, melhor energia para todos e que a distribuição de água,
nomeadamente em Luanda, não continue a ser uma miragem!
Talvez que o aumento, hoje anunciado, de 10% para os funcionários
públicos ajude a expurgar, um pouco, o pouco incentivo que estes mostram ter em
certas actividades primárias nacionais…
21 março 2012
As eleições presidenciais recentes na Lusofonia...
As duas eleições presidenciais que este fim-de-semana ocorreram em Timor-leste e na Guiné-Bissau deram, como se esperava, direito a uma segunda volta.
Enquanto em Timor-Leste, surpreendentemente, ou talvez não, para a segunda volta vão Francisco "Lu Olo" Guterres, presidente da Fretilin, e o general Taur Matan Ruak, antigo chefe de Estado-Maior das Forças Armadas timorenses (Ramos-Horta, o ainda presidente limitou-se pelo terceiro lugar, o que não admira dado que o mesmo já tinha dado a entender que não desejava continuar na presidência pelo que não fez campanha eleitoral) - o Povo soube ler e julgar os prós e contras desta campanha e disse como se deve comportar; não esquecer que os timorenses só têm dez anos de Democracia, ao contrário de outros qe já a praticam - ou dizem praticar - há mais anos...;
Já na Guiné-Bissau os candidatos à segunda volta vão ser Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro-ministro e líder do PAIGC, e Kumba Yalá, antigo presidente deposto e apoiado pelo PRS. Ou seja, e na prática, vamos ver uma pré-campanha eleitoral para as próximas legislativas entre os dois principais líderes políticos da Guiné-Bissau.
Vamos aguardar que o imprevisto - provavelmente, até não terá sido tanto assim, sendo com quem foi - assassinato de Samba Djaló, acontecido na noite da passada segunda-feira, não se repita e todos acabem por acatar a soberana decisão popular.
03 fevereiro 2012
Boicotes e Bom senso não andam bem juntos...
Publicado ontem no Facebook, depois de partilhar o texto “Eleições em Angola, boicote à vista?” e após ler o comunicado dos líderes parlamentares dos três principais partidos oposicionistas com assento parlamentar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







