Recordam-se do que escrevi no Notícias Lusófonas sobre a questão de haver só Círculos Eleitorais por Distrito ou se dever-se-ia adoptar o sistema Inglês, o uninominal, ou seja deputado por Círculo, ou o Angolano, isto é círculos Eleitorais complementados por um Círculo Nacional.
Vejam a conclusão a que chegou um investigador do Instituto de Ciências Sociais e publicado hoje, à página 11, no matutino português Diário de Notícias (imagem acima)!

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Ontem Portugal assistiu a mais uma disputa eleitoral, desta feita – é a primeira dose – para as Legislativas. Dentro de dias, a segunda dose, que serão as autárquicas.
Numas eleições, seria natural haver um ou dois vencedores e os restantes, com maior ou menor valoração, os derrotados.
Todavia e pelas declarações no final da maratona eleitoral escrutinada assistiu-se que, parece, só ter havido vencedores e um semi-vencedor.
Senão vejamos, e ainda não estão contabilizados os 4 deputados da emigração:
– O PS (socialistas), o partido mais votado; perde maioria absoluta e cerca de 9% dos votos face às anteriores Legislativas – cai dos 121 para os 96 deputados, podendo ir aos 100 caso obtenham a maioria dos votos dos emigrantes – e obtém um pouco mais que nas eleições para o Parlamento Europeu e não podem governar sem acordos de parceria, mesmo que pontuais com terceiros e, ainda por cima, ideologicamente pouco próximos; isso, todavia, não impediu que o seu líder afirmasse que “tiveram uma vitória espectacular”;
– Já o PSD (social-democratas), volta a ser o segundo mais votado; depois de terem ganho as eleições efectuadas para o Parlamento Europeu, perde bastantes votos e ganha menos de 1% face às Legislativas de 2005 (ainda assim passou de 75 para 78 cadeiras no Hemiciclo) e não assume, claramente, que perdeu as eleições ao não cumprir os objectivos; ou seja, ganhar e tornar a sua líder na próxima primeira-ministra (só se for vice-primeira-ministra caso reedite o Bloco Central o que não perece exequível);
– O CDS parece, em termos eleitorais, um dos dois grandes vencedores do pleito eleitoral; atinge pela primeira vez mais de 10% dos votos expressos, aumentando de 12 para 21 o número de assuntos, fica em terceiro enquanto partido concorrente sozinho, e consegue eleger deputados onde, creio, nunca o tinha conseguido e evita, na sua concepção, a maioria absoluta do PS;
– Também pela mesma razão, ou seja roubar a maioria absoluta ao PS, o Bloco de Esquerda cantou vitória e terá sido um dos vitoriosos de ontem; além de ter passado de quinta força política nacional, com, então, 8 deputados, para a quarta posição elegendo 16 representantes nacionais, conseguiu aumentar em cerca de 4% a sua votação e conquistar delegados em círculos inabituais na esquerda, mesmo que radical (ou talvez por isso mesmo);
– Quanto à coligação CDU (PCP-PEV, ou comunistas/verdes) que passou da terceira força política para a quinta mais votada, cantou, também ela, vitória por, parece, ter conquistado cerca de 13 mil votos a mais que nas Legislativas de 2005 e colocar mais um deputado em São Bento; passou de 14 para 15 deputados; e o líder reforçou o grito de vitória dizendo que “contribuíram para a perca de maioria absoluta do PS”;
Resumindo, tirando o PSD, que já viu os seus vampiros internos lamber previamente o sangue que irá jorrar da cabeça da líder – se perder nas autárquicas onde foram quase sempre, ou sempre, o maior partido português, então nem a líder irão conseguir descortinar –, mas nem mesmo assim assumiu uma clara e inequívoca derrota, todos os outros partidos conseguiram descortinar motivos para cantar vitória. (...)" (
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Publicado na secção "Colunistas" do
, de hoje
(Ainda não foi hoje que o Petro colocou as faixas de campeão; quem sabe se não haverá surpresas e o Benfica de Luanda ainda lá chega... – situação actual) Depois de ter imposto um nulo na passada quarta-feira à Selecção Nacional, o Recreativo do Libolo foi ao Estádio da Cidadela obrigar o Atlético Petróleos (Petro) de Luanda a esperar por mais uma jornada para saber se vai conquistar o bicampeonato e o seu 15º Girabola.
Com a vitória desta tarde, por 1-0, golo de Nandinho, o Recreativo do Libolo aproximou-se do Benfica de Luanda, que esta época está a fazer um campeonato interessante, e do 1º de Agosto, colocando o 2º lugar em discussão até ao final do Campeonato.
De assinalar a péssima carreira que as duas equipas de Benguela estão a fazer principalmente, agora, que vão ter um Estádio que, como aconteceu com o Europeu de Portugal, em 2004, se vai tornar, após o CAN2010, num elefante branco sem actividade futebolística de relevo caso não invertam a actual campanha.
A Académica Petróleos do Lobito ocupa, desde o início, a última posição do Campeonato enquanto o histórico 1º de Maio, de Benguela, um dos primeiros campeões da Angola independente, está no lugar imediato. Dado que o Girabola vai passar a ter mais equipas, fala-se que os últimos classificados irão participar, com os segundos classificados da antiga Segundona, num mini-campeonato para definirem quem serão as duas equipas que irão também participar no novo figurino do Girabola.
Notícia hoje publicada no Notícias Lusófonas, sob o título “Petro adia campeonato e Recreativo do Libolo confirma”.
De acordo com o que o Director do NL, Norberto Hossi, me informou, é interesse do NL criar uma secção desportiva no portal da Lusofonia para publicar notícias de interesse desportivo dos países da comunidade lusófona. Por isso quem estiver interessado em ver notícias desportivas do seu país no NL deverá enviar para o mesmo essas notícias através do e-mail que creio estar em local visível no respectivo portal!
Portugal está hoje a votar para as Legislativas – será que não haverá outra votação dentro de cerca de um ano? – e dentro de quinze dias irá de novo a votos para as Autárquicas.
Hoje o eleitorado português irá escolher entre um “Pinóquio”, uma “Vendedora de dívidas”, um “Controlador de feiras”, um “Radical” e um “Simpático Deputado” para depois se observar quem o actual Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, escolherá, para ser o próximo Chefe de Governo.
Manda o hábito, que não a Constituição, que o Presidente convide o Partido mais votado a apresentar o seu candidato ao cargo; por norma costuma a ser o seu líder.
E se isso vier a acontecer, e de acordo com as habituais sondagens portuguesas que só acertam nos alvos do lado, teremos um “combate” entre o “Pinóquio” e a “Vendedora”.
Já agora uma pequena observação sanitário-eleitoral.
Os portais e os jornais aconselhavam os eleitores a levarem de casa uma caneta ou esferográfica por causa do eventual perigo de contágio devido à Gripe A-H1N1. Conselho interessante e, porque não dizê-lo, educativo e muito preventivo.
Só não se compreende que, no caso das pessoas se esquecerem de levar o tal utensílio com que se faz a “cruzita” no quadrado, a CNE portuguesa não dispôs nos locais de votos, ao lados dos ditos instrumentos que estão presos por uma corda – não vá alguém julgar que o tivesse levado de casa e recolhê-lo – uma caixa com lenços para os pegar com a máxima protecção. Por certo que qualquer empresa portuguesa de papel, até por uma questão de publicidade, teria oferecido as ditas caixas de lenços.
Tal como não se entende que os membros da mesa escrutinem os nossos documentos sem qualquer protecção. Assim como assim, os vírus podem sempre transitar de mão em mão! Tal como também não se entende que numas salas houvesse as “garrafinhas” com produto de limpeza e outras não!
Coisas que talvez mudem na próxima quinzena com as Autárquicas…
Digam-me se o que li em dois dos principais portais noticiosos de Angola (Angola24H e Club-K) sob o título “Tribunal constitucional considera oportunas (…) as preocupações da UNITA sobre as eleições presidenciais” é mesmo verdade ou ainda estou sob efeitos de algum dos analgésicos que me deram esta semana devido a um exame médico?
O problema é que, de acordo com o comunicado ou informação do Tribunal Constitucional (TC), as preocupações têm de dar entrada via Assembleia Nacional, o que me parece um pouco inexequível…
Em qualquer dos casos, a ser verdade, isto faz-me crer que o actual e ainda mais importante locatário da Cidade Alta estará a ponderar uma eventual saída nas eleições… o que a bem da imagem e do nome do País se saúda! E essa hipótese já apareceu algures e reforçada este fim-de-semana no que o Semanário Angolense (ed. 335) apelida de “plano C”…
E com as divergências, que se vão lendo e ouvindo, ocorridas entre figuras de proa…
Ah! e já agora num hipotético “conflito eleitoral”, para as presidenciais, entre Abel Chivukuvuku e Assunção dos Anjos, acreditem que mesmo que a Diáspora pudesse votar teria de jogar ao dado ou, mais democraticamente falando, de me abster. Qualquer um deles merece-me a total confiança para levarem a nossa “Nau” a muito bom porto. E isto sem nunca abandonar as minhas cores políticas!
A não ser que se mostre alguém que parece ter andado perdido – mas que ultimamente até consegue que o TC lhe dê alguma razão – se apresente com uma imagem mais credível como um possível máximo estadista…
Comemorou-se hoje os 36 anos de independência da Guiné-Bissau.
Repararam como foi tão bonita a parada militar com os militares a marcharem com um “quase passo de ganso” tão querido, principalmente, aos países soviéticos e autocráticos?
Mas quem sabe se hoje não foi o primeiro dia da normalização política da Guiné-Bissau. Pelo menos já têm um Chefe de Estado-maior Militar efectivo que parece estar imbuído nos mesmos ideais da Presidência e do Governo o que vai de encontro da vontade do Grupo de Contacto Internacional para a Guiné-Bissau em certificar o empenhamento estrangeiro na estabilização do país ou a sua dependência ao Mundo.
Pode ser que assim o País entre na linha do desenvolvimento e de um rumo certo, mesmo que sob o espectro da autocracidade. Como um seu país-irmão que, ultimamente, o tem ajudado ou como o “novo imperador” da África do Eldorado…
Ou tenham vergonha e recuperem a casa onde nasceu o pai da guinedade e da cabo-verdianidade, Amílcar Cabral, que, se fosse vivo, teria comemorado 85 anos no passado dia 12 de Setembro.