12 maio 2006

De novo a imbecilidade

Dois partidos portugueses, ditos nacionalistas, vão levar a efeito uma manifestação contra a presença de 50 famílias imigrantes brasileiras em Vila do Rei (Portugal) que se fixaram ao abrigo de um acordo entre esta autarquia e autoridades brasileiras para o repovoamento da localidade.
Provavelmente, o medo daquelas organizações deve estar no facto dos brasileiros que migraram para Portugal serem intelectual e profissionalmente capazes e não grunhos como, por certo, gostariam que fossem.
Chegaram a Portugal para trabalhar e desenvolver o país de acolhimento e não para viverem do erário público ou dos paizinhos de bolsos cheios.

O lema de Angola no Mundial de 2006


Angola vai em frente a selecção é a tua gente

Este é, segundo parece, o lema que o machimbombo alemão, do Angola FIFA-2006, irá ter inscrito nas suas faces e que acompanhará as Palancas Negras até onde lhes for possível.

11 maio 2006

A tsé-tsé angolana

(para ver a mosca em toda a sua plenitude, clique na imagem)

Um excelente e mordaz, que não inocente, artigo de Opinião de Pedro Veloso “Muxima Wami”, no Notícias Lusófonas, sobre a “perigosa e viral” doença de Ti-zé, Ti-zé” (tsé-tsé) que pode ser lida, na íntegra, acedendo aqui ou através daqui/Opinião.
A secular subtil ironia africana em toda a sua amplitude.

10 maio 2006

Quem é que tem razão?

O primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri diz que o país está calmo e o que houve foi, tão-somente, uma crise passageira; o que aconteceu foi um grupo de jovens que criaram problemas e aos primeiros tiros para o ar fugiram; daí que Timor-Leste não é o Iraque e que está tudo bem com a população de Dili toda em casa excepto 25 mil pessoas, num universo de 260 mil habitantes, que fugiram (ver entrevista na revista Sábado, ed. 106 de 11-17 de Maio, pág 71).
Já o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Ramos Horta, solicitou ao Secretário-geral Koffi Annan ajuda militar para restabelecer a ordem, de preferência soldados portugueses da GNR que merecem respeito e simpatia da população timorense…
Se isto é em Timor e com timorenses, o que dizer dos ministros portugueses e sobre a mesma questão.
O primeiro-ministro Sócrates garantia ao meio da tarde de hoje que ainda não teria havido alguma solicitação do Governo de Timor-Leste para o envio de militares da GNR; por sua vez, o seu número 2, o ministro do Estado e Administração Interna, António Costa, revela que já chegou um pedido informal, embora ainda não haja “decisão nenhuma sobre a matéria neste momento”, que Portugal está a trabalhar em diálogo com as Nações Unidas e com o Governo de Timor-Leste e quando houver uma decisão será tornada pública.
Alguém não está a dizer a verdade toda ou, pelo menos, não se entendem… e tudo isto acontece quando as NU se vão reunir para decidirem se prorrogam a sua permanência naquele país dos antípodas que quer ser asiático, mas que está sob vigilância atenta dos australianos.

Foi há doze anos...

... que o príncipe xhosa e prémio Nobel da Paz, de 1993, Nelson Rolihlahla Mandela era eleito como o primeiro presidente negro da República da África do Sul.
No dia 10 de Maio de 1994, caía o último bastião do velho apartheid...

Ministro egípcio questiona disposição do Tribunal

(O mundo Baha'i)

O governo egípcio vai recorrer da decisão de um tribunal administrativo que decidiu a favor dos direitos da pequena minoria baha'i, afirmou o ministro dos assuntos religiosos Mahmoud Hamdi Zakzouk. Perante o Parlamento, o ministro declarou que a base do recurso seria a opinião do principal clérigo muçulmano, o Sheikh de al-Azhar, segundo o qual "o Bahaismo não é uma religião revelada reconhecida pelos muçulmanos"”.

Pessoalmente, o que do bahaismo conheço – e muito pouco – devo ao blogue “Povo de Baha”. O que aqui está em causa não é a qualificação deste rito religioso mas, tão só, o direito de um Governo questionar as deliberações de um tribunal suportando-se numa opinião de um imã local que não considera este rito como religião. E isto não será o princípio de um retorno ao radicalismo religioso dos Irmãos e Irmãs Muçulmanos que, ultimamente, vêm ganhando posição no Parlamento e na vida social egípcia (sobre este assunto aceder aqui, nos Ensaios), bem assim acompanhado do aumento de violência e atentados contra interesses turísticos no país?
E os coptas estarão em sobreaviso?
Por onde é que anda a liberdade religiosa e os Direitos Humanos?