11 agosto 2008

Depois da destruição do Kinaxixe, agora é o AC que já não é angolano?

(com isto vão obrigar a guardar religiosamente o meu último maço de AC ainda fabricado em Luanda…)

Mas que é que é isto senhores?
A mais famosa marca de tabacos angolana agora é fabricada na África do Sul?
Será que está tudo louco na cidade da Kianda?
Já não lhes bastava mandar abaixo um dos edifícios mais belos e emblemáticos da capital, o Mercado do Kinaxixe, sem ligarem ao facto das linhas arquitectónicas serem quase únicas no País e a única obra arquitectónica angolana referenciado no livro “Arquitectura no Mundo” (é uma linha arquitectónica própria de uma geração de arquitectos mundiais, como é relembrado aqui pelo arquitecto André Mingas) para construir um qualquer Centro Comercial, de luxo, o mais certo, por uma qualquer empresa imobiliária/construtora portuguesa que, muito provavelmente, em Portugal anda a ser vista à lupa pelo fisco e quejandos.
Agora até o nosso tabaco, quase “centenário” nos tiram…
Por este andar começo a entender porque uns se sentem mais angolanos que… outros!!

10 agosto 2008

Nem só de Petróleo e Diamantes vive Angola…

(©Unaca)

Na província do Uíge o café volta a entrar no sector produtivo como um dos principais produtos produzidos e exportáveis.
Apesar de ainda estar longe dos milhares toneladas que produzia e exportava antes da independência os produtores uigenses já conseguem que o bago rubro entre na casa das 800 toneladas (mais concretamente cerca de 875 toneladas em média/ano).
Só se lamenta que o Governo Central e Provincial, apesar dos esforços deste último, ainda não tenham conseguido convencer inúmeros cafeicutores a deixarem o cultivo tradicional e incutir-lhes a mecânica da produção cooperativa e mais rentável.

Ao contrário, no Huambo, os pecuários já perceberam que as cooperativas serão o meio mais correcto de se protegerem e de aumentarem os níveis produtivos.
Daí à criação da Cooperativa de Criadores de Gado da Região do Planalto Central, apresentada na primeira festa do criador de gado da região do Planalto Central, acontecida na fazenda agro-pecuária "Catemo LS-SS", na comuna de Tchipipa (no Huambo), foi o passo certo.

Os angolanos começam a perceber que o País não pode continuar dependente das variações e flutuações financeiras do Petróleo e dos Diamantes
(imagens obtidas via Internet[Angonotícias e AngolaAcontece])

Guiné-Bissau, mais uma crise não só política...

"Depois da dissolução do Parlamento e nomeação de um novo primeiro-ministro – que constitucionalmente só pode ter funções de gestão até às eleições legislativas de Novembro – e do aviso sobre a possibilidade dos militares poderem intervir na vida política – principalmente quando na véspera os militares derrubaram a vida democrática na Mauritânia – eis que surgem novas e desencontradas informações sobre uma eventual tentativa de intromissão na vida política Bissau-guineense.

Segundo algumas fontes o até há pouco Chefe do Estado-Maior da Marinha Bissau-guineense, almirante Américo Bubo Na Tchuto, terá sido suspenso das suas funções e desarmado pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Tagm Na Waié, por alegada implicação no tráfico de droga, o que iria ao encontro do aviso de “Nino” Vieira.

Outras fontes afirmam que o almirante Na Tchuto terá tentado levar a efeito uma Coup d’État contra o presidente “Nino” Vieira tendo sido denunciado e colocado sob prisão domiciliária, conforme anunciou o Estado-Maior General das Forças Armadas.

Mas o interessante é que o general Na Waié terá sabido previamente desta tentativa de Golpe e procurou demover o almirante Na Tchuto só o mandando prender quando os comandantes contactados denunciaram o almirante. ...)" (continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado no /Manchete, de hoje, sob o título "(Mais uma) crise não só política volta a aterrar na Guiné-Bissau"

Angola nas Olimpíadas de Beijing I

(Angola na Cerimónia de abertura; imagem via RTP)

A primeira jornada olímpica de Angola não correu da melhor maneira para as cores negro-rubras.

Em Voleibol de Praia a dupla angolana (Morais Abreu e Emanuel Fernandes "Manucho", os dois kotas da delegação atlética) teve só por padrinhos na quadra de areia chinesa a dupla brasileira, campeã do Mundo e Olímpica, sendo derrotada em dois sets (com os parciais 8-21 e 13-21) em cerca de uma hora (18’ e 22’); apesar do curto tempo dos parciais, os dois parciais não foram um simples treino para a dupla brasileira, em particular no segundo set.

Em Basquetebol o cinco angolano baqueou frente à Alemanha por 66-95. Ainda assim Angola conseguiu colocar alguns dos seus basquetebolistas nos principais placards, nomeadamente Eduardo Mingas que, juntamente com o alemão Christopher Kamann, já lidera os melhores marcadores com 24 pontos convertidos. Também Olímpio Cipriano se destacou ao se colocar entre os 10 melhores lançadores com 60% em lançamentos de campo e 71% em lançamentos do garrafão. Agora vem aí os EUA, só a reconhecida como a principal candidata ao ouro; também em Atenas o eram e não o conseguiram…

Por sua vez em Andebol a selecção feminina angolana estreou-se, no Grupo A, a perder com as gaulesas por 21-31 com algumas andebolistas a destacarem-se como foram o caso das Nair Almeida, Ilda Bengue e Azenaide Carlos. O próximo jogo vai opor as angolanas às vice-campeãs co Mundo, a Noruega.

Vamos aguardar pelas provas seguintes.

08 agosto 2008

A Euroásia em chamas, efeitos do Kosovo?

(imagem base daqui)

Desde a “shatterização” (ou implosão) da União Soviética que os países dela resultantes não se têm entendido.
Desde o combate absurdo e estulto que alguns países fizeram à russofonia, a incapacidade da Rússia em aceitar a perca de alguns das suas regiões, ou a disseminação de povos por regiões diferentes da sua origem que os períodos estalinista e brezneviano provocaram – azeris na Arménia e arménios no Azerbaijão (nas qualificações do último Europeu os dois que se encontravam no mesmo grupo, uma incongruência da UEFA que pensa colocar o futebol acima das questões nacionais levou a que os dois países não se defrontassem e sofressem derrotas por falta de comparência), ou russos no Báltico ou no Cáucaso e na Ucrânia – são alguns desses paradoxos que continuam a criar um clima de conflitualidade latente.
Mas também dentro da Rússia se verificam situações análogas. Recordemos a Chechénia e as centenas de vítimas que o consulado de Vladimir Putin conseguiu provocar dentro da região e no próprio País. Quem não se recorda do morticínio numa escola russa levada a efeito pelo terror checheno com, cada vez mais corroborado, a conivência da incapacidade russa em gerir calmamente as crises.
Agora, no dia em que o Mundo parecia estar pregado às belíssimas imagens televisivas da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing e quando se esperava que as “crises” viriam dos manifestantes pelos Direitos Humanos e pela liberação do Tibete, Geórgia e a Rússia decidiram incendiar a região por causa dos separatista da Ossétia do Sul.
Georgianos afirmam que russos invadiram e bombardearam o País tentando consolidar a secessão ossetiana e, futuramente, anexá-la junto à russa Ossétia do Norte.
Os russos declaram que se limitaram a defender os seus militares que estão a defender os russófilos e que teriam sido atacados por tropas georgianas.
De uma coisa o presidente russo Dmitry Medvedev fez questão de afirmar, citando de certa forma o seu quase antigo colega George W. Bush, que a Rússia defenderá os seus filhos onde quer que eles estejam.
Ou seja, o presidente russo limitou-se a dizer que a Rússia estava preparada, de novo, para projectar o seu poder militar e político de uma forma planetária pelo que os Países deverão aceitar esta declaração como um aviso de guerra uranorama.
E s pensarmos que também Putin, o ex-presidente e agora Primeiro-ministro russo, fez um sério aviso quase semelhante em Beijing e ao mesmo tempo que demontrava uma calma olímpica durante a cerimónia…
Enquanto isso o Conselho de Segurança das NU vai se reunindo sabendo de antemão que o resultado do voto está definido. Russos ou Norte-americanos, consoante o disposto na resolução irão dar o seu… veto!!
E às 1400 vítimas actuais muitas mais se vão juntar e a Eurásia ficará, inevitavelmente, em chamas para gáudio dos especuladores do petróleo que assim terão mais uma razão para voltar a ver o crude aumentar de preço!

JO-2008, e começa hoje o passeio para a fama

(logo COI)

Começam hoje, em Beijing, os jogos mais politizados desde Moscovo e Montreal, o Jogos Olímpicos 2008.
Que os Direitos Humanos não sejam esquecidos e que os Atletas sejam respeitados nas suas culturas, ideias e religião pelos organizadores e pelo discreto e “liberal” COI!

Os países lusófonos vão estar todos representados conforme segue:

Angola: vai estar representada em 32 atletas, a saber: Andebol feminino, Atletismo, Basquetebol masculino, Canoagem, Natação (que não aconteça como nos Mundiais da Austrália, em 2007) e Voleibol de Praia; o Basquete (apesar da equipa de Ginguba contar só, na sua série inicial, com os EUA, a Espanha, actual campeã do Mundo, a Grécia, vice-campeã,a China e a Alemanha) e o Andebol são as modalidades onde se esperam mais destaque e melhoria da classificação face aos últimos Jogos (de notar que o presidente José Eduardo dos Santos vai estar presente na cerimónia de abertura, tal como Lula da Silva, do Brasil, Armando Guebuza, de Moçambique, e Ramos-Horta, de Timor-Leste…);

Brasil: terá a maior representação da Lusofonia com 270 participantes, distribuídos por: 31 modalidades, destacando-se as modalidades de Futebol (começou os JO com uma vitória sobre a Bélgica por 1-0) e Voleibol;

Cabo Verde: estará representado com 3 atletas nas modalidades Atletismo e Ginástica rítmica (Wânia Monteiro);

Guiné-Bissau: terá igualmente 3 atletas nas modalidades de Atletismo (Holder Silva e Domingas Togna, por convite) e Luta livre (Augusto Midana, apurado directamente);

Moçambique: levará 5 atletas para as modalidades de Atletismo (entre eles a grande campeã Lurdes Mutola), Judo e Natação;

Portugal: a segunda maior representação lusófona, terá 77 participantes espalhados por 17 modalidades, sendo o Atletismo e o Trialto as que mais esperam acolher medalhas;
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São Tomé e Príncipe: também com 3 atletas, estará nas modalidades de Atletismo (Celma Bonfim, a porta-bandeira, e Naiel Almeida) e Canoagem (Alcino Vaz que leva na bagagem a esperança de uma boa classificação);

Timor-Leste: a representação mais pequena, estará unicamente presente no Atletismo com 2 participantes, ambos na maratona.