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28 dezembro 2015

Os estrangeirismos na língua portuguesa (artigo)

"Acabei de ouvir numa televisão portuguesa um ministro português dizer algo como “(…) têm de “setocar” (…)”. Como reconheço, sempre que isso o exija, a minha ignorância e o meu desconhecimento de muitas palavras e expressões portuguesas tentei procurar nuns dicionários (por acaso dois e bem reconhecidos) o que quereria dizer aquela palavra sublinhada. Nada! Népia! Nothing (como está na moda…)!

Bom, se os dicionários não me ajudam, bota lá uma ida ao “sabe tudo”: o Google. Surpresa, também não conhecia esta palavra.

Bolas se um ministro, um membro responsável governativo e representante nacional (de qualquer que seja o país) perante os jornalistas e em representação do seu país (ou de outro qualquer, neste caso, era português) envia para o éter esta palavra é porque existe; não será?

Mas como o Google quando não reconhece alguma palavra dá-nos sempre uma pista, fiquei a aguardar; poderia ser um brasileirismo. Como se sabe os brasileiros, nós agora também usamos muito deste exagero, usam muitos estrangeirismos, principalmente anglicismos, para mostrar, penso eu – talvez esteja errado –, alguma sabedoria intelectual utilizando-as como expressões de português, de uso corrente. Isto quando não usam mesmo palavras estrangeiras nos seus vocábulos.

Ora o Google também me esclareceu… NADA! Ainda avançou se eu não quereria dizer… «Stock»? Coitados dos ianques, tipo “português”, ficaram bué malucos!

Pois, é que uma coisa será adoptar como nossas, palavras que não existiriam no léxico português; outra é havê-las e usar com denodo um estrangeirismo. Nos primeiros casos, estava a recordar de “abat-jour” “anorak”, “atelier”, “ayatollah” “badminton”, “ballet”, “barman”, “blog”, “cartoon”, “donut”, “doping”, “dossier”, “dumping”, “eau-de-toilette”, “fair-play”, “gulag”, “self-service”, “sexy”, “soutien” e muitas e muitas dezenas de palavras nas mesmas condições. A maioria manteve a palavra de origem, outras foram aportuguesadas.

Para o segundo caso, estava a recordar de uma, actualmente muito em voga nas cidades e na comunicação social brasileiras, o “impeachment”! Palavra que, por acaso, tem dupla tradução em português. Uma de raiz brasileira (cassação) e duas de raiz continental (destituição ou impugnação). Mas é mais intelectual dizer um estrangeirismo!

Os portugueses têm uma dupla expressão para estes pseudo-intelectuais: parolice!

E nós gostando muito de mostrarmos essa vertente pseudo-intectual brasileira – adoptada em muitas telenovelas que se veem no burgo – estamos a copiar desenfreadamente os estrangeirismos. É bué curtido!

Ora aqui (ou será aki? – com sms ou restrições métricas por causa do Twitter, por vezes já nem sei como se escreve português) está uma palavra nossa adoptada pelos brasileiros exportada para Portugal, v ia telenovelas brasileiras e considerada como brasileira, e recuperada por nós pela mesma via! Bué!!!

Temos um riquíssimo léxico nas nossas línguas nacionais para usarmos sem parcimónia em frases de vocabulário português. Se de facto o temos, e nas nossas mais variadas línguas nacionais, porquê usarmos anglicismos, galicismos ou, mesmo, castelhismos (ou espanholismos – falam castelhano e não, como erradamente se costuma dizer, espanhol)?

Está tudo “Malaique” ou como dizem os nossos Kotas sobre estes pseudo-intelectuais: Ãhi! Anjalumba! (do umbundo: Irra! Vaidade!)

E porque estamos na época tenham todos Bué Festas Felizes e um Nice Merry Xtmas. Upps. Desculpem estava a escrever e ver um site (upsss… portal) brasileiro e fui numa wave bué flat (uppsss… desculpem, numa calma onda)!

Na realidade o que queria dizer e escrever era que desejo a todos os funcionários, colaboradores e leitores do Novo Jornal, um Feliz Natal e um Ano Novo 2016, se não melhor – o que se espera e deseja sempre –, pelo menos que não seja pior.

A todos, Bué Festas Felizes!"

(texto escrito em mesados de Dezembro)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 412, de 23 de Dezembro de 2015, página 19 (1º caderno)

25 abril 2014

Abril águas mil e outros apontamentos...


"Há um adágio popular, principalmente nas terras do hemisfério norte, que diz, mais coisa menos coisa, que «Abril, águas mil!»; tudo porque neste quarto mês do calendário gregoriano as chuvas costumas a fazer das suas. Ou seja, chove tanto que nem as terras aguentam os caudais pluviosos.


Mas não é só no hemisfério norte que isto acontece. Ainda, não há muitos dias, as ruas de Luanda tornaram-se em canais venezianos tal a quantidade de chuva que se abateu na cidade. Nem a reconstruída marginal – a avenida 4 de Fevereiro – escapou conforme provam as fotografias que correm nas páginas sociais.

E se Luanda e parte do país estiveram sobre os efeitos caudalosos das chuvas, também Moçambique se verificam problemas similares, em particular no sul e no norte (até agora a mais sacrificada, a zona do Zambeze, parece ter escapado, mas com o São Pedro, nunca fiando…).

Parece que dono das chaves que abrem as nuvens anda com alguma relativa discordância com os nossos países – se Portugal esteve um Inverno altamente pluvioso já Abril, até agora tem estado clamo, mas… – tal as cargas pluviais que nos oferece.

Ou, talvez, ele considere que os povos lusófonos deveriam se concertar entre si para melhor estudarem a hidrografia e meteorologia de cada um dos países visando um melhor aproveitamento dos seus inúmeros recursos hídricos; não esquecendo que Angola e Moçambique até são bastante carentes de energia eléctrica e que o petróleo – muito poluente (e barulhento, basta-nos recordar dos geradores) –e o gás – mais ecológico – ainda não chegam suficientemente para cobrir as nossas mútuas necessidades.

Há um carente desaproveitamento de certos recursos que deveriam estar no topo das prioridades políticas dos nossos dirigentes para desenvolvimento económico e social dos nossos povos.

Recordemos que, 12 anos passados do final de uma guerra que opôs irmãos desavindos, ainda há saneamento básico por tornar Angola num país de desenvolvimento médio mas, em compensação e fazendo uso do relatório do Instituto Internacional para a Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI – Stockholm International Peace Research Institut) gastámos, em 2013, cerca de 35% a mais em armamento, que 2012, – correspondendo a cerca de 4,8% do PIB. (...)" (continuar a ler aqui)

©Artigo de Opinião publicado no semanário angolano Novo Jornal, secção “1º Caderno” ed. 326 de 25Abril-2014, pág. 22)

07 fevereiro 2010

O Mataco, a Bunda ou Quimbunda, a Peida ou o Sim-Senhor e outras vernáculas frutas da Lusofonia


Se há algo consensualmente do mais dinâmico, aglutinador ou exportador isso acontece com a Língua de um Povo, de uma Cultura ou de uma indistinta Comunidade.


E a Língua portuguesa é, talvez, das mais dinâmicas nesse estágio. Só assim que compreende que o occipital inferior que liga – ou deveria ligar – a parte erecta do ser Humano à parte mais flexível do mesmo tenha, consoante a cultura base diferentes expressões mas entendíveis por todos: como Mataco, em Angola, como Bunda, no Brasil, ou como Peida ou Sim-Senhor, em Portugal.


E ninguém questiona se está bem dito ou não e muito menos o seu significado. Como ninguém se atreve a dizer que pelo Acordo – ou desacordo – Ortográfico estas expressões devem ser automaticamente alteradas só porque se diferem na forma, na síntese, mas não no conteúdo. Sabe-se que o Acordo Ortográfico entrou oficialmente em vigor em três – quatro – Países lusófonos e que dois ainda mantêm uma discreta tendência de deixar andar o barco porque é sua opinião que como dinâmica que é, a Língua acabará por se harmonizar não só na escrita – o que está mais em causa – como na maneira de falar. Portugal, também adoptou a partir de 1 de Janeiro deste ano, tal como o Brasil, Cabo verde e São Tomé e Príncipe, os princípios dos Acordo Ortográfico, acordado por académicos e políticos que se juntaram numa escura câmara conclaviana onde adoptaram as novas formas de escrita. Desde o início, e ao contrário de dois bons amigos, os jornalistas Orlando Castro (de origem angolana) e Aly Silva (Bissau-guineense), que considerei oportuna uma harmonização da escrita toldada, reconheça-se, pelos portugueses no princípio da década 10 do século passado quando alteraram uma série infindável de palavras sem consultar os seus irmãos do Brasil. A Língua, qualquer Língua viva, é um ser vivo dinâmico, aglutinador e exportador por natureza. Quantas palavras ou termos há no léxico do Português, importadas do Brasil, de Angola, de Moçambique, da Guiné-Bissau, ou dos crioulos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe e Timor-Leste? Ou de outras raízes que não Lusófonas? Ninguém duvida disso nem o questiona. Algumas entraram no vocabulário português mais depressa que as de origem Lusófona. E com isso recordo deliciosos termos frutícolas da anatomia humana como o “Airbag frontal” para definir, Mamas, Tetas, Chucas ou Abono de Vida; já para não falar das “Bolas” também reconhecido, por Tomates, que caracterizam, o Pai da Humanidade, o Pau, o Zezinho, ou o Sempre-em-Pé! E tudo porque a agência portuguesa Lusa decidiu, apesar da derrogação que Portugal impôs de levar a alteração ortográfica em deslize até finais de 2014, de adoptar já a nova terminologia. Se isso está a acontecer, reconheço que ainda não me apercebi. Talvez porque muitos dos termos escritos já nos soavam de acordo com a nova forma escrita – Vi(c)tor, Ba(p)tista, a(c)cão, fa(c)to e fato, etc. – que nem reparamos. Ou, então, o retrogradismo que quem retranscreve os textos da Lusa, ainda não alteraram a correcção automática do Word e reescreve com a antiga terminologia Tuga! Meus caros leitores, não façamos da Língua, e aproveitando a época, uma questão Carnavalística. E se me permitem, gozem os três dias de Carnaval que se aproxima abanando folionicamente o Mataco, siracotiando a Bunda, ou mexendo o Sim-Senhor. Cá por mim, e porque a vida são só dois dias e o organismo não me deixa, nesta altura, fazer mais e se o tempo o deixar, vou sentar o Mataco, num qualquer areal à beira-mar aspirando o delicioso ar africano que me vem do Sul, lendo um Bom Livro. É que qualquer que seja o tipo de obra, espectacular ou péssima, é sempre com agrado que registarei bem registrado o seu conteúdo. O que para mim pode ser meio desagradável pode para outros ser uma refrescante e simpática leitura de fim-de-tarde ou pré-almoço. Daí que uma leitura acabe sempre por ser boa! Vamos deixar de ser utópicos e compreender, de vez, que já há muito alterámos a escrita e a fonia portuguesa, uma das que une mais Povos, Culturas e Usos e Fusos diversos e diferenciados. Parafraseando um poeta lusófono, acrescentando algo da minha lavra, se a Minha Nação é Angola, a Minha Pátria é a Língua Portuguesa. E onde a ouvir estarei sempre em Casa!


Não sei se repararam, caros leitores que o texto acima, excepto na parte evidenciada, está escrito de forma corrida num único parágrafo. É que o mesmo foi-o feito – escrito, digitado, – em formato SMS, como num Telemóvel e enviado via Celular depois de tocado a tecla “Enviar” do meu Móvel! Três palavras, o mesmo sentido e compreendido por todos!

Texto inicialmente publicado no , de hoje, podendo aceder por aqui, onde poderão deixar os Vossos pertinentes comentários.

14 janeiro 2010

Notícias Lusófonas: 13 anos é obra!


Foi em 1997 que pela primeira vez o Notícias Lusófonas deu corpo e alma a todos aqueles que, por esses mundos, sentem, amam e sofrem em português.

O Notícias Lusófonas (NL) nasceu há 13 anos. Ainda pouco se falava de Lusofonia quando, em finais de 1996, o António Ribeiro decidiu criar, na Internet, um espaço privilegiado para a comunicação entre todos os falantes da língua de Camões (hoje perto de 250 milhões), independentemente do local de habitação. Pouco depois nascia o NL.

Por Noberto Hossi

Para fazer um balanço, seja lá o que isso for, o NL convidou três dos muitos colaboradores que passaram cá pela casa e que, por sinal, continuam a dar o litro pela causa. Sem tirar nem pôr, aqui ficam os testemunhos de Eugénio Costa Almeida, Jorge Eurico e Orlando Castro.
(**)

13 anos costuma ser o início da adolescência nos jovens! Mas num órgão de informação social essa provecta idade, porque 13 anos num órgão de Comunicação Social é uma idade já interessante já não é mais uma idade de adolescência, significa a confirmação que o carácter do órgão em causa conseguiu manter alta as expectativas criadas no seu nascimento junto dos seus leitores.

Porque 13 anos, num órgão informativo, só acontecem quando a qualidade e a sobriedade estão juntas e continuamente inseparáveis.

E isso acontece diariamente com o Notícias Lusófonas que, 13 anos passados, continua a cumprir com a sua obrigação e com os parâmetros que levaram António Ribeiro meter-se nesta enorme empreitada que é a sua manutenção no éter netiano.

Para mim foi e continua a ser uma honra estar entre aqueles, Jornalistas que o são, que me acolhem no seu seio ajudando-me a ser melhor e a melhor compreender o meio comunicacional.

13 anos são, por norma uma idade difícil na vida de um jovem que sai das brincadeiras de pós-pós e dos desenhos animados e entra na vida dos livros, das complexas PSP, na descoberta dos pares contrários, no achamento da vida.

Mas num órgão de informação, 13 anos são a manifestação clara que o carácter, a segurança, as dissemelhanças, as dicotomias, e a liberdade aliadas às já referidas qualidade e sobriedade não são palavras vãs e continuam a ter sentido.

E quando esse órgão é de acesso livre e gratuito mais importante se tornam os 13 anos!

Por isso, ao Notícias Lusófonas e ao seu criador, bem assim, aos seus Director e Jornalistas principais o meu obrigado pelo apoio e a abertura que me têm oferecido.

E venha muitos mais anos!
(**)Publicado como Manchete no , enquadrado num artigo sob o título "Há 13 anos que o NL dá novos mundos à Lusofonia" onde se incluem textos de Jorge Eurico e Orlando Castro

09 outubro 2009

Português língua oficial da UNESCO, será que é desta?

Sete países dos oito países lusófonos que têm assento na UNESCO apresentaram uma proposta para que a língua portuguesa se torne numa das línguas oficiais de trabalho da Organização.

Segundo afirma a LUSA, citando o embaixador português na UNESCO, Manuel Maria Carrilho, a proposta foi apresentada hoje de manhã pelas sete delegações lusófonas (Brasil, Portugal e os 5 países africanos lusófonos, os PALOP) à Conferência Geral da UNESCO, a organização das Nações Unidas vocacionada para a Educação, Ciência e Cultura, cuja sede é em Paris.

A proposta dos países lusófonos foi discutida e aprovada na passada quarta-feira, durante uma reunião que contou com a presença do embaixador lusófonos representados na UNESCO.

(Publicado em simultâneo com o Notícias Lusófonas)

07 agosto 2009

Palavras pouco etéreas num espaço internauta


(imagem da internet)

"Há momentos que desejávamos não estar tão dependentes das novas tecnologias e sentir que o tempo é nosso para ler descansadamente uma boa obra literária, um jornal de ponta-a-ponta ou, porque não, uma qualquer revista de desenhos cartunizados, como as que antigamente a editora brasileira Abril nos oferecia, como o Zé Carioca, o Pato Donald, o Rato Mickey, o Tio Patinhas ou o fantasma, por exemplo.

Esta última semana foi-me oferecida essa oportunidade pela empresa portuguesa de telecomunicações TMN, do grupo Portugal Telecom. Estive uma semana no Algarve a passar férias e a boa da TMN achou que precisava mesmo de férias. E, vai daí, a placa de acesso à Internet esteve mais que muda e queda.

Ou seja, uma zona fortemente turística, está sem capacidade para oferecer aos seus clientes, pelo menos os clientes da lusófona TMN, acesso à Internet via satélite. Brilhante. Mas como infelizmente também os jornais dificilmente lá chegam em quantidade e, acima de tudo em qualidade, porque não compro pasquins nem tablóides mesmo que sejam de maior tiragem nacional, e porque nem sempre me apetece ler os desportivos, acabei por me abraçar à praia recordando as nossa águas mornas pensando que do outro lado estava a nossa África. E, à noite, ia lendo os poemas da “II Antologia de Poetas Lusófonos”, onde também estou presente.

Por isso não pude antes contactar com os leitores deste enorme Semanário que, não deve, nem pode, acabar sob pena da cultura e a comunicação social santomense ficar mais pobre e, por extensão, também os seus leitores e os políticos que se revêem no direito ao contraditório, que aqui tão bem encontram.

A Presidência e o Governo que o digam.

Também por estar fora do contacto internauta nem sempre pude acompanhar o que de bom – e de mau, infelizmente – aconteceu no nosso Continente.

Ainda assim, fui sabendo algumas coisas dos Jogos da Lusofonia; supostamente, Lusofonia, porque via Cabo Verde referenciado como Cape Verde (CPV) e Moçambique como Mozambique (MOZ), fazendo crer o Comité Olímpico Português (COP) que seria uma obrigação do COI quando este só apoiou Guiné-Bissau e, creio, em parte, São Tomé e Príncipe, dado que o COP parece não ter contribuído com as verbas necessárias á oficialização dos jogos como acontece com os da Francofonia e dos da Comunidade Britânica. Portugal lá saberá. Talvez por isso, as principais figuras brasileiras não apareçam nos Jogos. (...)" (continuar a ler aqui)
Publicado no , edição 266, de 1 de Agosto de 2009

05 agosto 2009

PSD e as listas de candidatos…

(Nunca um cartaz foi tão falaz; em Maio de 2009 era assim)

Não é “política de mesquinhez”, não, o que se passou com a elaboração das listas do PSD às legislativas, mas tão-somente um cobarde sectarismo ditatorial.

Depois de tanto terem verberado os adversários quantos às listas deles, o vidro parece ter quebrado…

É por essas e por outras que se vai percebendo porque certos dirigentes de alguns “certos” partidos/movimentos de alguns países lusófonos gostam tanto do PS e do PSD.

Juntaram o “melhor” de cada um e fazem um “magnífico” bolo autocrático!!!

18 julho 2009

Da hipótese do Ouro à vergonha no Bronze

Não seria vergonha nenhuma se tivéssemos ganho só o Bronze porque os outros foram melhores. Mas quando acontecem situações como as que todos vimos na televisão no jogo Portugal-Angola,…

Devemos saber ganhar para saber perder. Mas se não conseguirmos ou tivermos capacidade para ganhar pelo menos saibamos honrar a derrota para honrarmos o nome do País!

Mas parece-me que a FAF terá muito de explicar aos nossos atletas o que significa, primeiro competir, depois ganhar, ou tentar ganhar, para saber perder.

Uma vez mais oferecemos uma péssima imagem de Angola num jogo de futebol com Portugal e em Portugal. Salve-se, ao menos, o jogo do Mundial!

Depois do célebre jogo amigável que terminou sem jogadores e com uma equipa técnica que deu mostras de não saber o que significa calma e ponderação voltámos a mostrar o mesmo.

E não foi só a equipa, e quando digo a equipa englobo todos, inclusos os técnicos que deram mostras de completo desnorte. Também o público mostrou falta de “Fair Play” e isso só leva que os nossos potenciais adversários deixem e nos convidar. Não podemos continuar a nos comportar como miúdos malcriados e mimados. Temos de saber aceitar as penalizações mesmo que pareçam ser erradas. Mas…

O nosso jogador angolano (Dedele, creio e se não for este o nome que me desculpe porque a esta hora a ANGOP – 23,30 horas – ainda não digeriu a derrota porque nada escreveu), na primeira penalidade deveria ter sido expulso porque foi uma clara agressão. Intencional ou não, as regras são claras! É expulsão. Se houve outra matéria ou situação – por exemplo algumas palavras do jogador português – que levou àquela atitude e o árbitro não quis melindrar fez mal. Deveria ter tomado uma dupla atitude. Ou expulsava os dois ou, pelo menos tinha a obrigação de expulsar o nosso jogador.

Tal como não foi correcta a atitude do técnico nacional que, se tinha dúvidas deveria ter solicitado a passagem das imagens à TV e como medida profilática substituir o atleta. Não o fez e acabámos prejudicados por nova e extemporânea atitude. Nova penalidade e o descalabro total!

A FAF tem de tomar uma atitude severa face a estas situações. E isto porque os Governos não podem intervir nas Federações, a FIFA não deixa, porque o que me parece é que a Federação precisa de uma limpeza já que mostra não ter mão nos atletas e nos técnicos.

E, já agora, os meus sinceros parabéns a Cabo Verde que mostra estar a fazer um trabalho de base muito interessante e que a sua prestação na primeira fase do acesso ao CAN e ao Mundial não foi mero acaso!

E que também a final de basquetebol seja um bom prenúncio do Afrobasquete e que Angola e Cabo Verde nos ofereçam uma grande e excelente espectáculo!

15 julho 2009

II Jogos da Lusofonia: Judo dá “Ouro”

Angola ganhou hoje a sua primeira medalha de Ouro, oficial nos II Jogos da Lusofonia, com a dupla vitória da judoca (menos de 70 kgs) Antónia Moreira, juntando-se à de prata, em Salto em altura, e duas de bronze, em Judo.

Todavia, Angola já tinha arrecado duas medalhas na modalidade de atletismo “Desporto para Deficientes”, que este ano entrou como demonstração, por M. Celeste Manuel e C. G. Cândido, ambos nos 400 metros, bem assim uma de bronze nesta disciplina, em masculinos.

Nas restantes modalidades verificou-se a falta de alguns atletas em modalidades onde estariam inscritos, a surpreendente – ou talvez não, porque quando não se consegue meter "bombas" e falha-se "lances livres" pode acontecer – derrota em basquetebol (não me pareceu boa ideia os lenços brancos porque devemos admitir que o Afrobasket será mais importante que os Jogos) e dever-se-á avisar os nossos futebolistas que o “brinca na areia” não ganham jogos, e ontem era isso o que demonstrava o jogo entre Angola e a Índia (Goa). Parecia que se esqueciam que a baliza estava à frente e não aos lados...

12 julho 2009

Começaram os II Jogos da Lusofonia ou…

Julgava eu que os Jogos da Lusofonia, os II e que se iniciaram em Lisboa, se reportavam aos países que falavam Português ou que se identificavam, por razões históricas com o Português, enquanto língua. Daí o termo “Lusofonia” mas, como parece que me enganei só posso apresentar as minhas desculpas pelo lapso…

Mas depois de ver este dois jogos através da RTP-África (um ainda decorre porque começou agora) suponho que estava enganado. Só posso apresentar as minhas desculpas pelo lapso…

É que Moçambique está caracterizado como MOZambique e Cabo Verde como CaPe Verde (ver realce a vermelho nas fotos), ou seja, pelos vistos devem ser os Jogos da Comunidade Britânica. Nada como admitir o meu lapso e apresentar as minhas desculpas pelo lapso…

E não me venham dizer que seguem as regras/siglas do Comité Olímpico Internacional! Essa será uma desculpa que não aceitarei nunca!

10 julho 2009

Desporto e Espectáculo na Lusofonia

Este fim-de-semana o desporto e o espectáculo vão estar em força na Lusofonia.

Em Angola, mais concretamente, em Luanda a Companhia Angolana de Dança “Dançarte”, uma companhia de dança contemporânea de referência em Angola, vai estar no palco do Cine Teatro Nacional (Chá de Caxinde) nos dias 9, 11 e 12 de Julho, com “KIKADILU – ENTRE DUAS CULTURAS”, com criação e direcção artística de Mónica Anapaz e colaboração de Rita Oliveira, e aborda a mestiçagem e miscegenização cultural vivida em Angola nesta primeira década deste novo milénio.

Em Lisboa, vai acontecer a Cerimónia Oficial de Abertura dos II Jogos da Lusofonia que terá a participação dos países da CPLP, da Guiné-Equatorial, da Índia, de Macau e do Sri Lanka. O desenrolar deste acontecimento que vai acontecer entre 11 e 19 de Julho decorrerão sob o lema "A União mais forte que a Vitória". O Atletismo, Basquetebol, Desporto para Deficientes (como demonstração), Futebol, Futsal, Judo, Taekwondo, Ténis de mesa, Voleibol e Voleibol de Praia serão as modalidades a ver nos Jogos da Lusofonia para um total de cerca de 1300 atletas.
Hoje já houve jogos, em Voleibol, com a equipa feminina de Macau bater a da Índia por 3-0.

24 abril 2009

À TPA não lhe basta só em informar, mas…

Como se vê na imagem do Jornal Nacional, de hoje, emitido via TPA Internacional, à emissora televisiva nacional não lhe basta se preocupar – e bem, registe-se – só em informar, mas também deve, como, o principal veículo de formação que é, se preocupar em FORMAR!!

É que o novo acordo ortográfico da Lusofonia não abrange tudo e o contrário de masculino é, ainda, FEMININO e não “Femenino” como mostra a imagem!

27 janeiro 2009

Anglofonismos e Galicismos no Provincianismo lusófono.

(imagem Lusitaneidade)

"Se há algo que os lusófonos, de uma maneira geral, adoram é utilizar expressões anglófonas (a maioria) e, ou, francófonas nas suas conversas.

Quantas vezes não ouvimos portugueses, nomeadamente os que estão na migração, intercalar galicismos (a grande maioria vive em França, Benelux ou Suíça), por vezes e não poucas vezes, sem qualquer sentido e, ou, oportunidade.

Recordo, nomeadamente, no início dos anos 70, do século XX quando vim a Portugal passar umas férias para os meus pais recordarem o País de onde tinham saído mais de 20 anos antes, as anedotas que se contavam em Portugal sobre os “franceses” que erguiam casas, do tipo “la maison”, com janelas, do tipo “la fenêtre”.

Mais tarde, e por via das televisões e dos programas brasileiros que se começaram a degustar, quantos termos anglófonos, nomeadamente de origem norte-americana, não ouvíamos quase em sequência.

Ainda hoje, nomeadamente no futebol, ouve-se mais os ternos originais anglófonos como corner (apesar de já se ouvir intercaladamente escanteio/canto), gol (de goal, em vez de golo), keeper (em vez de guardião/guarda-redes), record (em vez de registro/registo), post (em vez de apontamento/postal), ou aportuguesada como esporte (de sport).

Mas outras palavras entraram no vocabulário lusófonos que, apesar de já integradas no Dicionário Universal com alterações oficialmente aportuguesada ainda são mais faladas na versão anglófona que lusófona; salvo na versão brasileira que desde sempre utilizou aquela que iria dar a versão oficial actual. Recordo, de imediato, as palavras “estresse” (stress) ou “estoque” (stock); a maioria dos lusófonos, nomeadamente portugueses, mantém o hábito de utilizar a expressão anglófona.

Tudo isto por causa de uma expressão desportiva anglófona que está a colocar a Liga de Futebol Portuguesa (LPFP) e a sua Taça da Liga em polvorosa. (...)
" (continua a ler aqui ou aqui)
Publicado hoje no , secção de "Lusofonia".

28 outubro 2008

Quem pode manda!

O Acordo Ortográfico, já ratificado por, entre outros, Portugal e Brasil vai entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2009, no Brasil, e só cerca de dois a três anos depois em Portugal.

Até aqui, nada de novo a não ser que o Brasil mostra ter mais interesse em “normalizar” e “optimizar” a língua portuguesa entre os falantes de português, ao contrário de Portugal, que quer manter no limbo esta questão, adoptando a velhinha política de António Oliveira Salazar de “bem com todos” e, assim, evitar que os contestatários falem demais e dar aos novos “escolinhas” um epíteto de incapazes de aprenderem depressa as novas formas de escrita e a colocarem em uso rápido. Não vão os contestatários (uff, como as minhas orelhas ardem…) reclamar da destruição da língua portuguesa e da subserviência às terras de Vera Cruz…

Mas como quem tem poder, manda, e quem manda, impõe, o Brasil já fez saber que a Declaração final da IX Cimeira Brasil-Portugal, em Salvador da Baía,
será redigida segundo a nova ortografia da língua portuguesa.

Mais um espeto para aqueles que insinuam e afirmam que Portugal começa a estar a reboque das políticas brasileiras (uff, cada vez mais me ardem as orelhas…) e do seu poder económico.

Como será que a CPLP vai descalçar esta bota, bem apertada, quando há países que ainda nem ratificaram a nova ortografia, como Angola e Moçambique, sendo que o primeiro, ao contrário de Moçambique e Guiné-Bissau, já tem quase mais falantes em português que nas próprias línguas nacionais.

24 outubro 2008

Lusofonia sem fronteiras

(imagem daqui)

"Aqui está uma matéria para reflexão, análise e debate entre os povos que têm no Português a sua forma de comunicação e fazem, alguns, da máxima de Fernando Pessoa, a sua identidade pátrio: a Língua.

A matéria que a seguir se reproduz uma parte foi retirada do blogue
Alto Hama, de Orlando Castro, um bom colega e amigo das lides e deste portal e teve por base um blogue de debate lusófono da Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira (APCAF), “LSF – Lusofonia sem Fronteiras”.

Por certo que alguma da matéria ali tratada será alvo, e ainda bem que o seja, porque será sinal de debate, de contestação e, nem sempre, pela forma mais cortês. Mas como local de debate que parece querer ser, deverá ser visto sempre nesse prisma.

Segundo Orlando Castro, a “Plataforma «Lusofonia Sem Fronteiras» nasce da necessidade de reestruturar o diálogo acerca da lusofonia, forçando o poder político a agir de acordo com um princípio que é enunciado mas não é colocado em prática.

A lusofonia é muito mais do que as estratégias comerciais e políticas dos países da CPLP, e tem uma dimensão cultural maior do que a velha exportação portuguesa para os países de língua portuguesa. Há hoje o caldo social e cultural necessário para se falar de uma nova identidade lusófona, feita de contactos culturais e humanos, em condições diversas, inconsciente mas profundamente dinâmica. (...)
" (pode continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado na rubrica "Lusofonia" do , de hoje

29 setembro 2008

Brasil promulga e Wikipédia disponibiliza

(Machado de Assis; uma tela ximunada aqui)

"Antes de entrar propriamente no artigo um pequeno esclarecimento aos leitores que se impõe. Estas semanas de mutismo se deveram, única e exclusivamente, a razões de ordem académica e nada mais. Um doutoramento a “despachar” e uma participação num júri de mestrado a isso o impôs. Dados estes necessários esclarecimentos vamos ao que interessa.

Comemora-se hoje o centenário da morte do grande escritor e académico brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis.

Por isso, nada melhor que esta data para o presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva promulgar Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Dezembro de 1990.

Depois de, e pela primeira vez, as Nações Unidas terem disponibilizado a tradução simultânea do português para as restantes línguas oficiais, depois dos presidentes português e brasileiro terem reafirmado da necessidade tornar a língua portuguesa, uma língua oficial nos diferentes areópagos internacionais, esta assinatura será o marco que a língua portuguesa e a Lusofonia precisavam para melhor a credibilizar no Sistema Internacional.

Provavelmente, e uma vez mais, os puristas dos dois países irão vociferar contra esta promulgação, esquecendo-se, ou talvez não, que a língua deve ser vista como um ser vivo, ou seja, com algo mutável e, simultaneamente, acolhedor às novas terminologias e aos neologismos recebidos a partir dos países onde o português se implantou e, ou venha a implantar.

O português é uma língua viva, evolutiva e tendencialmente exploradora. É altura dos puristas reconhecerem este facto e deixarem de bloquear, politicamente, a evolução natural da língua, falada e escrita. Essa é uma das razões porque só em 2015 o Acordo estará totalmente implantado em Portugal.

E porque o Acordo pretende visar a unificação e simplificação a forma de escrever nos oito países onde a língua portuguesa é oficial, o portal Wikipédia (http://pt.wikipedia.org) vai acompanhar esse processo introduzindo o novo Acordo Ortográfico no portal em duas fases: (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Lusofonia"

08 agosto 2008

JO-2008, e começa hoje o passeio para a fama

(logo COI)

Começam hoje, em Beijing, os jogos mais politizados desde Moscovo e Montreal, o Jogos Olímpicos 2008.
Que os Direitos Humanos não sejam esquecidos e que os Atletas sejam respeitados nas suas culturas, ideias e religião pelos organizadores e pelo discreto e “liberal” COI!

Os países lusófonos vão estar todos representados conforme segue:

Angola: vai estar representada em 32 atletas, a saber: Andebol feminino, Atletismo, Basquetebol masculino, Canoagem, Natação (que não aconteça como nos Mundiais da Austrália, em 2007) e Voleibol de Praia; o Basquete (apesar da equipa de Ginguba contar só, na sua série inicial, com os EUA, a Espanha, actual campeã do Mundo, a Grécia, vice-campeã,a China e a Alemanha) e o Andebol são as modalidades onde se esperam mais destaque e melhoria da classificação face aos últimos Jogos (de notar que o presidente José Eduardo dos Santos vai estar presente na cerimónia de abertura, tal como Lula da Silva, do Brasil, Armando Guebuza, de Moçambique, e Ramos-Horta, de Timor-Leste…);

Brasil: terá a maior representação da Lusofonia com 270 participantes, distribuídos por: 31 modalidades, destacando-se as modalidades de Futebol (começou os JO com uma vitória sobre a Bélgica por 1-0) e Voleibol;

Cabo Verde: estará representado com 3 atletas nas modalidades Atletismo e Ginástica rítmica (Wânia Monteiro);

Guiné-Bissau: terá igualmente 3 atletas nas modalidades de Atletismo (Holder Silva e Domingas Togna, por convite) e Luta livre (Augusto Midana, apurado directamente);

Moçambique: levará 5 atletas para as modalidades de Atletismo (entre eles a grande campeã Lurdes Mutola), Judo e Natação;

Portugal: a segunda maior representação lusófona, terá 77 participantes espalhados por 17 modalidades, sendo o Atletismo e o Trialto as que mais esperam acolher medalhas;
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São Tomé e Príncipe: também com 3 atletas, estará nas modalidades de Atletismo (Celma Bonfim, a porta-bandeira, e Naiel Almeida) e Canoagem (Alcino Vaz que leva na bagagem a esperança de uma boa classificação);

Timor-Leste: a representação mais pequena, estará unicamente presente no Atletismo com 2 participantes, ambos na maratona.

17 julho 2008

Quem deve regular e promover a Língua Portuguesa?

"Durante muitos anos a Língua Portuguesa esteve dependente – e será que alguma vez esteve mesmo? – do Instituto Camões (IC), organismo criado pela República Portuguesa sem que os seus parceiros linguísticos dela tivessem qualquer benefício real e consistente.

Em 1989, numa reunião havida em São Luís do Maranhão, Brasil, o presidente brasileiro José Sarney propôs a criação de um Instituto que servisse de base à criação de uma comunidade agregadora dos falantes de Língua Portuguesa.

Só 10 anos depois, durante a VI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que entretanto se havia formado, reunião essa que realizada em São Tomé e Príncipe é que o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) foi criado, tendo sido decidido que a sede seria em Cabo Verde.

Dado que a Língua Portuguesa não é um bem privado mas um enorme ventura pública e o união entre 8 países da Europa à Oceania passando pela América Latina e África, e o elo de união de enormes mosaicos culturais que formam alguns dos países africanos, compreende-se e saúda-se que os políticos tenham tido a visão estratégica de criarem a IIPL.

Todavia, e desde o início que Portugal, apesar de ser um dos 3 países que mantém a quota em dia no IIPL (os dois restantes são Angola e Brasil) sempre se preocupou mais em fazer valer o seu Instituto Camões, sem que, na prática, essa vantagem fosse realmente alicerçada onde estava, salvo o celebrado Prémio Camões, em detrimento de uma maior ajuda à afirmação do IIPL junto dos 8 países da CPLP e junto daqueles países que sempre tiveram ou mantêm significativas colónias migrantes de falantes de Português ou estiveram, em tempos históricos, ligados a Portugal e desejam manter o português como segunda língua ou língua de trabalho.

Também por isso, e porque as disputas entre portugueses e brasileiros pela defesa da “legitimidade” da sua forma de falar, a Língua Portuguesa nunca se consegui impor nos diferentes círculos areópagos internacionais, salvo na OUA por força da capacidade negocial de Angola. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , de hoje, na rubrica "Lusofonia"

03 junho 2008

Algarve ou Allgarve? em que ficamos?...

"Como é uma questão de lusofonia, ou seja, de linguagem de matriz lusófona, aqui fica uma reflexão para um eventual debate.

O deputado social-democrata Mendes Bota
questionou o Governo português sobre o que este está a fazer quanto à utilização indevida, segundo o deputado, da palavra Algarve por parte dos espanhóis.

Segundo o deputado português, eleito pelo círculo eleitoral da província mais austral de Portugal, uma empresa – ou entidade – de Ayamonte está a publicitar (ou propagandear – antigamente em técnica de vendas, chamava-se, propaganda e não publicidade –, agora…) um campo de Golfe com o estando inserido no Algarve espanhol.

Ora o deputado português considera uma apropriação inaudita, ou utilização abusiva, esta atitude espanhola e, embora considere os dois países ibéricos irmãos – ele lá sabe porquê – quer manter a actual linha fronteiriça " por mais algumas centenas de anos".

Para o deputado português não faz sentido que os promotores chamem de Algarve Espanhol como nunca faria sentido que se propalasse uma Andaluzia Portuguesa. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado na rubrica "Lusofonia" do , de hoje, sob o título "Algarve ou Allgarve?"