04 junho 2008

Finalmente estão marcadas as eleições…

Depois de ontem ter ouvido e obtido a concordância o Conselho da República, o presidente José Eduardo dos Santos convocou, nos termos da Lei Constitucional (artº 121 da Lei Eleitoral), ainda vigente, as eleições legislativas para 5 de Setembro próximo.

Agora vamos aguardar que as entidades públicas e os partidos políticos saibam se comportar no jogo político com meninos grandes porque para senhores, alguns actos que, ultimamente, têm sido praticados – no terreno ou por via electrónica – demonstram que ainda lhes falta alguma maturidade para compreenderem o que é um verdadeiro e democrático jogo político.

O povo angolano, ao fim de 16 anos de poder autocrático transvertido em democracia, merece mais respeito do que simples ofertas de carros, motas, electrodomésticos; os angolanos merecem, como alerta o preâmbulo do decreto presidencial, o direito a exercerem o seu dever cívico de modo livre, consciente e responsável no momento em que nomearem os seus representantes legislativos.
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Só é pena que nem todos possamos gozar dos mesmos direitos cívicos...

Foi há 5 anos, lembram-se?

(DDR)

Em Julho de 2003 os militares rebelaram-se contra os políticos santomenses. Recordam-se?
Cinco anos depois o Conselho Consultivo do Ministério da Defesa da Ordem Interna de São Tomé e Príncipe (CCMSOI) pediu hoje a Fradique de Menezes para que encontre "o mais depressa possível" uma solução para a actual crise política gerada com queda do Governo resultante de uma moça de censura aprovada no Parlamento.
O CCMSOI que integra, o exército, a polícia nacional, a guarda costeira, a corporação de bombeiros, a polícia fiscal e serviços de imigração e fronteiras estão a avisar o poder civil que não gostam do rumo a que as coisas estão a tomar.
E há razões fortes para não gostarem.
O Governo de gestão começa a estar ameaçado com eventuais faltas de fundos que mantenham os ordenados, os investimentos públicos e a compra da maioria dos alimentos de que os santomenses precisam.
E o petróleo ainda não dá dobras e o Pais não pode continuar leve-leve
Tal como há 5 anos, também nessa altura os militares avisaram…

Estarão os EUA preparados para receber esta dupla?

(foto da Net)

Barak Obama já se assume como candidato oficial dos democratas às presidenciais do próximo dia 4 de Novembro.
E assume-se porque, apesar de ainda não ter colocado um fim à campanha, Hillary Clinton – está a auscultar o que pensam os eleitores no seu portal – já terá dado os parabéns ao primeiro efectivo candidato afro-americano da história presidencial norte-americana.
Porque já quase assumiu a derrota e porque ainda está e pensar sobre a campanha é pertinente presumir que os Democratas vão apresentar, na Convenção de 25 a 28 de Agosto, esta dupla de peso como os seus candidatos à Presidência e Vice-presidência.
Estarão os EUA preparados para tão profunda mudança?
Ou ainda haverá algum volte-face em Denver?
Dos EUA, e até ao fechar das urnas, tudo é espectável!

Andebolista angolana candidata a melhor do Mundo

(Marcelina Kiala entre 3 alemãs; foto IHF)

Está a decorrer, até 1 de Julho, no portal da Federação internacional de Andebol a votação para os melhores atletas masculinos e femininos de Andebol de 2007.
Entre as candidatas ao “Women’s World Handball Player of the Year 2007” está a angolana Marcelina Kiala, do Petro-Atlético de Luanda, que foi considerada como uma das principais responsáveis do brilhante 7º lugar de Angola no último Mundial e a 3ª melhor marcadora do campeonato.
Quem quiser deixar o seu voto para que Kiala possa estar no pódio final pode aceder aqui.

03 junho 2008

Algarve ou Allgarve? em que ficamos?...

"Como é uma questão de lusofonia, ou seja, de linguagem de matriz lusófona, aqui fica uma reflexão para um eventual debate.

O deputado social-democrata Mendes Bota
questionou o Governo português sobre o que este está a fazer quanto à utilização indevida, segundo o deputado, da palavra Algarve por parte dos espanhóis.

Segundo o deputado português, eleito pelo círculo eleitoral da província mais austral de Portugal, uma empresa – ou entidade – de Ayamonte está a publicitar (ou propagandear – antigamente em técnica de vendas, chamava-se, propaganda e não publicidade –, agora…) um campo de Golfe com o estando inserido no Algarve espanhol.

Ora o deputado português considera uma apropriação inaudita, ou utilização abusiva, esta atitude espanhola e, embora considere os dois países ibéricos irmãos – ele lá sabe porquê – quer manter a actual linha fronteiriça " por mais algumas centenas de anos".

Para o deputado português não faz sentido que os promotores chamem de Algarve Espanhol como nunca faria sentido que se propalasse uma Andaluzia Portuguesa. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado na rubrica "Lusofonia" do , de hoje, sob o título "Algarve ou Allgarve?"

02 junho 2008

Cabinda tem especificidades próprias; uma verdade indesmentível

(Cabinda é mais que petróleo ou floresta do Maiombe; daqui)

Isaías Samakuva, presidente da UNITA, afirmou em Cabinda que esta província tem especificidades culturais e tradicionais próprias como qualquer outra província angolana – já estou à espera da resposta do meu amigo e companheiro destas lides, enquanto bloguista, Orlando Castro – formando todas eles, diferentes entre si, mas iguais na mesma vontade, a Nação Angolana.
Tudo isto apesar de, como uma voz o disse bem alto, ainda estarem Guerra e como o reconheceu o líder da UNITA.
Infelizmente algo que o poder real e o Príncipe não podem desmentir mesmo que o desejem!
É altura das partes – todas as partes e em igualdade de posição – se sentarem e estudarem o estatuto próprio que Cabinda deve ter no seio da Nação Angolana!
Enquanto se persistir na ideia de é mais uma província, igual a todas as outras, com uma continuidade natural, que não existe, Angola nunca conseguirá ter Paz.
Os povos de Cabinda que vêem as suas riquezas serem absorvidas por Luanda com quase nenhumas contrapartidas, a presença ostensiva de militares nas ruas das cidades e sanzalas da província, o quero, mando e posso, do poder real, as pressões externas, grande parte delas já deixaram de ser discretas, não permitirão que a Paz seja um facto efectivo.
Estamos em pré-divulgação do acto eleitoral. Seria bom que em Setembro as eleições decorressem em calma e em total Paz em todo o Pais.
Assim, o poder real, o Príncipe e a generalidade dos políticos nacionais o desejem!