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01 abril 2012

Reorganização da administração local portuguesa

Um devaneio pela política lusitana…

Uma das cláusulas do Memorando do grupo tripartido UE-FMI-BCE (vulgo «troika») financiador da dívida portuguesa, previa que as autoridades governativas lusitanas reduzissem o número de administrações locais, como Freguesias e Câmaras Municipais/Concelhos.

Esta medida prendia-se – ou prende-se – com a redução dos elevados custos, segundo aquele grupo financiador, desbaratados na administração local.

Só que a tal «troika» - não percebo porquê deste termo russo, quando em português existe um, o«Triunvirato», mas, eles lá sabem os seus gostos – desconhecem, ou parecem desconhecer a raiz das Freguesias em Portugal.

Estas remontam ao início da Portugalidade e da (re)implantação do cristianismo no extremo rectângulo peninsular.

O aparecimento das Freguesias deveu, em grande medida à distribuição administrativa, não governativa, mas pastoral da Igreja – as paróquias civis, em certas zonas europeias, – e estendeu-se, mais tarde, para a afirmação da administração local.

Se se compreende a redução de conselhos, alguns dos quais criados não a favor das populações locais, mas de interesses caciquistas de alguns proto-políticos que viam nas Câmaras o seu trampolim para altos postos governativos e políticos, já me parece absurdo, embora sob o ponto de vista economicista o entenda, esta diminuição das Freguesias, embora através de eventuais aglutinações.

As Freguesias, nuns casos por razões bairristas, noutros por razões políticas e, ainda noutros casos, por razões territoriais, se não querem ver perdidas as suas existências, e se por razões económicas elas devem “desaparecer” e em número assinalável, creio haver uma solução intermédia que não só permite manter as suas existências como reduz e em números que presumo, quase absolutos, os seus custos administrativos. (…)(continuar a ler aqui ou aqui)

publicado, hoje, no Portugal em Linha, "Lusofonia"

17 fevereiro 2012

Angola vai adoptar o Acordo ortográfico?

"Ainda recentemente o Jornal de Angola (JA), através de um dos seus habituais e (in)caraterísticos editoriais, alguns sob assinatura, criticava o estímulo à adopção do novo Acordo Ortográfico porque, afirmava e bem, que havia coisas “na vida que não podem ser submetidas aos negócios”.

Acrescentava o JA que ninguém “mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas. O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português”.

Recorde-se que, até agora, tal como Moçambique e Guiné-Bissau, Angola ainda não ratificou o Acordo.

Bom, qual não foi a minha surpresa hoje, ao ver no Deutsch Welle, que Angola está a estudar a implementação do Acordo “sensível” no País.

De acordo com o portal alemão, na sua boa secção lusófona, Angola, que preside à CPLP, está avaliar procedimentos para adoptar a nova ortografia em conjunto com países que já aprovaram o acordo (no caso, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste). (...)" (continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado na secção "Lusofonia" do , de hoje

07 fevereiro 2010

O Mataco, a Bunda ou Quimbunda, a Peida ou o Sim-Senhor e outras vernáculas frutas da Lusofonia


Se há algo consensualmente do mais dinâmico, aglutinador ou exportador isso acontece com a Língua de um Povo, de uma Cultura ou de uma indistinta Comunidade.


E a Língua portuguesa é, talvez, das mais dinâmicas nesse estágio. Só assim que compreende que o occipital inferior que liga – ou deveria ligar – a parte erecta do ser Humano à parte mais flexível do mesmo tenha, consoante a cultura base diferentes expressões mas entendíveis por todos: como Mataco, em Angola, como Bunda, no Brasil, ou como Peida ou Sim-Senhor, em Portugal.


E ninguém questiona se está bem dito ou não e muito menos o seu significado. Como ninguém se atreve a dizer que pelo Acordo – ou desacordo – Ortográfico estas expressões devem ser automaticamente alteradas só porque se diferem na forma, na síntese, mas não no conteúdo. Sabe-se que o Acordo Ortográfico entrou oficialmente em vigor em três – quatro – Países lusófonos e que dois ainda mantêm uma discreta tendência de deixar andar o barco porque é sua opinião que como dinâmica que é, a Língua acabará por se harmonizar não só na escrita – o que está mais em causa – como na maneira de falar. Portugal, também adoptou a partir de 1 de Janeiro deste ano, tal como o Brasil, Cabo verde e São Tomé e Príncipe, os princípios dos Acordo Ortográfico, acordado por académicos e políticos que se juntaram numa escura câmara conclaviana onde adoptaram as novas formas de escrita. Desde o início, e ao contrário de dois bons amigos, os jornalistas Orlando Castro (de origem angolana) e Aly Silva (Bissau-guineense), que considerei oportuna uma harmonização da escrita toldada, reconheça-se, pelos portugueses no princípio da década 10 do século passado quando alteraram uma série infindável de palavras sem consultar os seus irmãos do Brasil. A Língua, qualquer Língua viva, é um ser vivo dinâmico, aglutinador e exportador por natureza. Quantas palavras ou termos há no léxico do Português, importadas do Brasil, de Angola, de Moçambique, da Guiné-Bissau, ou dos crioulos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe e Timor-Leste? Ou de outras raízes que não Lusófonas? Ninguém duvida disso nem o questiona. Algumas entraram no vocabulário português mais depressa que as de origem Lusófona. E com isso recordo deliciosos termos frutícolas da anatomia humana como o “Airbag frontal” para definir, Mamas, Tetas, Chucas ou Abono de Vida; já para não falar das “Bolas” também reconhecido, por Tomates, que caracterizam, o Pai da Humanidade, o Pau, o Zezinho, ou o Sempre-em-Pé! E tudo porque a agência portuguesa Lusa decidiu, apesar da derrogação que Portugal impôs de levar a alteração ortográfica em deslize até finais de 2014, de adoptar já a nova terminologia. Se isso está a acontecer, reconheço que ainda não me apercebi. Talvez porque muitos dos termos escritos já nos soavam de acordo com a nova forma escrita – Vi(c)tor, Ba(p)tista, a(c)cão, fa(c)to e fato, etc. – que nem reparamos. Ou, então, o retrogradismo que quem retranscreve os textos da Lusa, ainda não alteraram a correcção automática do Word e reescreve com a antiga terminologia Tuga! Meus caros leitores, não façamos da Língua, e aproveitando a época, uma questão Carnavalística. E se me permitem, gozem os três dias de Carnaval que se aproxima abanando folionicamente o Mataco, siracotiando a Bunda, ou mexendo o Sim-Senhor. Cá por mim, e porque a vida são só dois dias e o organismo não me deixa, nesta altura, fazer mais e se o tempo o deixar, vou sentar o Mataco, num qualquer areal à beira-mar aspirando o delicioso ar africano que me vem do Sul, lendo um Bom Livro. É que qualquer que seja o tipo de obra, espectacular ou péssima, é sempre com agrado que registarei bem registrado o seu conteúdo. O que para mim pode ser meio desagradável pode para outros ser uma refrescante e simpática leitura de fim-de-tarde ou pré-almoço. Daí que uma leitura acabe sempre por ser boa! Vamos deixar de ser utópicos e compreender, de vez, que já há muito alterámos a escrita e a fonia portuguesa, uma das que une mais Povos, Culturas e Usos e Fusos diversos e diferenciados. Parafraseando um poeta lusófono, acrescentando algo da minha lavra, se a Minha Nação é Angola, a Minha Pátria é a Língua Portuguesa. E onde a ouvir estarei sempre em Casa!


Não sei se repararam, caros leitores que o texto acima, excepto na parte evidenciada, está escrito de forma corrida num único parágrafo. É que o mesmo foi-o feito – escrito, digitado, – em formato SMS, como num Telemóvel e enviado via Celular depois de tocado a tecla “Enviar” do meu Móvel! Três palavras, o mesmo sentido e compreendido por todos!

Texto inicialmente publicado no , de hoje, podendo aceder por aqui, onde poderão deixar os Vossos pertinentes comentários.

26 março 2009

De Guiné-Bissau as novas parecem velhas...

"Não sei se é verdade, mas o autor das asserções seguintes é considerado como bem colocado na vida política, social e jornalística (principalmente esta que aquelas por ser um reconhecido jornalista Bissau-guineense) e, portanto, deveremos tomá-las como válidas e ponderadas.

Segundo o jornalista António Aly Silva o advogado do Almirante Bubo na Tchuto, antigo Chefe de Estado-Maior da Armada refugiado n’ A Gâmbia, Pedro Infanda, terá sido detido às ordens dos militares comandados pelo actual – falta saber se constitucionalmente legitimado – Chefe de Estado-Maior das Forças Armada, comandante Zamora Induta.

Como não transpirou as razões da tal suposta detenção, presume-se, a bem da justiça e da verdade, que a mesma, a ser efectiva, terá subjacente razões que desconhecemos mas que, por certo, será do conhecimento do Procurador-geral da República Bissau-guineense.

Presume-se, naturalmente que assim é; já que, supostamente, ninguém deterá um causídico só por representar alguém que está a ser investigado em processos ainda a decorrer na alçada da Justiça, seja militar ou civil. Se assim fosse, nem o chamado “monstro austríaco” teria direito à defesa o que é impensável numa sociedade justa e respeitadora da justiça. (…)
" (continue a ler aqui ou aqui)
Publicado no , secção “Lusofonia

30 dezembro 2008

2009 molda a língua e traz novo país lusófono…

"O ano de 2009 parece que vai trazer muitas alterações ao espaço lusófono, quer a nível linguístico – aí está o Acordo –, quer a nível político-administrativo (leia-se, novo Estado lusófono com a independência dos Açores… ou será Azores).

A nível linguístico começa logo no dia 1 de Janeiro com a entrada em vigor da nova grafia da língua portuguesa, o Brasil, ao contrário dos restantes signatários do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, vai ser o primeiro país do espaço lusófono a implementar uma Acordo com 18 anos – esperou pela maioridade – enquanto a maioria vai implementar aos poucos ou quando politicamente for conveniente.

Esquecem-se que em 2013 todos deverão ter de o aplicar conforme está disposto no Acordo de 1990, mesmo que isso provoque alguns embaraços linguísticos quer na juventude lusófona – que ainda não sabe quando deve utilizar em paralelo as duas formas gráficas –, quer nos académicos - que por natureza são contrários a mudanças que não passem por eles primeiro e que venham dos políticos –, quer a nível de editoras que têm de rever os seus textos sob pena de os olharem com arcaicos, quer, e principalmente, a nível dos leitores e dos ouvintes que mesmo sem acordos celebrados ouvem cada alteração na língua produzida por locutores televisivos que assustam. (...)
" (Pode continar a ler aqui ou aqui)
Publicado na rubrica "Lusofonia" do

24 outubro 2008

Lusofonia sem fronteiras

(imagem daqui)

"Aqui está uma matéria para reflexão, análise e debate entre os povos que têm no Português a sua forma de comunicação e fazem, alguns, da máxima de Fernando Pessoa, a sua identidade pátrio: a Língua.

A matéria que a seguir se reproduz uma parte foi retirada do blogue
Alto Hama, de Orlando Castro, um bom colega e amigo das lides e deste portal e teve por base um blogue de debate lusófono da Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira (APCAF), “LSF – Lusofonia sem Fronteiras”.

Por certo que alguma da matéria ali tratada será alvo, e ainda bem que o seja, porque será sinal de debate, de contestação e, nem sempre, pela forma mais cortês. Mas como local de debate que parece querer ser, deverá ser visto sempre nesse prisma.

Segundo Orlando Castro, a “Plataforma «Lusofonia Sem Fronteiras» nasce da necessidade de reestruturar o diálogo acerca da lusofonia, forçando o poder político a agir de acordo com um princípio que é enunciado mas não é colocado em prática.

A lusofonia é muito mais do que as estratégias comerciais e políticas dos países da CPLP, e tem uma dimensão cultural maior do que a velha exportação portuguesa para os países de língua portuguesa. Há hoje o caldo social e cultural necessário para se falar de uma nova identidade lusófona, feita de contactos culturais e humanos, em condições diversas, inconsciente mas profundamente dinâmica. (...)
" (pode continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado na rubrica "Lusofonia" do , de hoje

29 setembro 2008

Brasil promulga e Wikipédia disponibiliza

(Machado de Assis; uma tela ximunada aqui)

"Antes de entrar propriamente no artigo um pequeno esclarecimento aos leitores que se impõe. Estas semanas de mutismo se deveram, única e exclusivamente, a razões de ordem académica e nada mais. Um doutoramento a “despachar” e uma participação num júri de mestrado a isso o impôs. Dados estes necessários esclarecimentos vamos ao que interessa.

Comemora-se hoje o centenário da morte do grande escritor e académico brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis.

Por isso, nada melhor que esta data para o presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva promulgar Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Dezembro de 1990.

Depois de, e pela primeira vez, as Nações Unidas terem disponibilizado a tradução simultânea do português para as restantes línguas oficiais, depois dos presidentes português e brasileiro terem reafirmado da necessidade tornar a língua portuguesa, uma língua oficial nos diferentes areópagos internacionais, esta assinatura será o marco que a língua portuguesa e a Lusofonia precisavam para melhor a credibilizar no Sistema Internacional.

Provavelmente, e uma vez mais, os puristas dos dois países irão vociferar contra esta promulgação, esquecendo-se, ou talvez não, que a língua deve ser vista como um ser vivo, ou seja, com algo mutável e, simultaneamente, acolhedor às novas terminologias e aos neologismos recebidos a partir dos países onde o português se implantou e, ou venha a implantar.

O português é uma língua viva, evolutiva e tendencialmente exploradora. É altura dos puristas reconhecerem este facto e deixarem de bloquear, politicamente, a evolução natural da língua, falada e escrita. Essa é uma das razões porque só em 2015 o Acordo estará totalmente implantado em Portugal.

E porque o Acordo pretende visar a unificação e simplificação a forma de escrever nos oito países onde a língua portuguesa é oficial, o portal Wikipédia (http://pt.wikipedia.org) vai acompanhar esse processo introduzindo o novo Acordo Ortográfico no portal em duas fases: (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Lusofonia"

21 agosto 2008

Quando os maus políticos e os péssimos governantes se põem em bicos de pés!

"Sempre que há eventos desportivos de cariz mundial ou olímpico é ver os políticos e alguns comentadores a debitarem as suas opiniões, não porque saibam de desporto. mas porque necessitam de ver os seus nomes nos escaparates da Comunicação social.

E esse não é uma característica do país XYZ ou do país ABC. Em todos se encontrar estas espécies sempre prontas à descarregar as suas intempéries vocais.

E se os desportistas que eles só conhecem de nome, da TV e dos jornais, mas que consideram como produtos seus, não apresentam vitórias então é bom que fujam porque são, no mínimo, uns falhados que nem respeitam quem lhes paga.

Viu-se isso com a delegação portuguesa aos Jogos Olímpicos.

Partiu com o “compromisso” de obter um número X de medalhas – davam-nas logo como garantidas – esquecendo-se que os atletas não competiam sozinhos e que, salvo algumas excepções que foram para aprender e mais tarde aplicar, também outros se prepararam para estas provas com vontade de ganhar.

Mas como o decorrer das provas mostrou que, efectivamente, eles não eram os únicos atletas em competição viu-se que o resultado foi, até este momento que escrevo, saldado por duas únicas medalhas olímpicas e uma meia dúzia de diplomas (ou seja, de atletas que se qualificaram até ao 8º lugar).

Como alguns fazedores de opinião, ou que se julgam assim por causa dos elevados montantes que auferem para falar em algumas televisões, verberaram a campanha portuguesa – provavelmente também eles julgavam que os atletas portugueses eram os únicos – o Governo português fez sair uma informação que mostra, no mínimo, como sabe se comportar como Pilatos. (...)
" (continue a ler aqui ou aqui)

Publicado no , hoje, sob o título acima.

25 julho 2008

A Cimeira da Língua e onde está o fim dos vistos?

Este será o período da defesa, promoção e expansão da Língua Portuguesa, segundo o presidente em exercício, o primeiro-ministro português José Sócrates, na passagem de testemunho da Guiné-Bissau para Portugal adiantando que já disponibilizou um fundo de vários milhões de euros para o Instituto Camões, em vez de…

Mas não é a CPLP a organização criada por excelência, há 12 anos, para a defesa e promoção da Língua Portuguesa? E não é, também, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa o organismo mais habilitado, ou pelo menos deveria de o ser, para isso?

Porquê agora aparece o senhor Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, a vir a terreiro dizer que a prioridade do seu Governo é defender, promover e expandir a Língua Portuguesa quando o que se constata é, precisamente, um recuo da Língua Portuguesa – que não a Lusofonia, estranhamente – numa parte significativa de alguns dos países membros da CPLP em detrimento de uma qualquer língua nacional ou do crioulo?

Também, senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, os nacionais dos países-membros da CPLP não querem, nem se preocupam com a livre circulação dentro dos países da CPLP, até porque para aqueles onde a “irmandade” já existe, subsiste essa livre circulação.

O que os nacionais da CPLP querem é o fim de visto para entrar, nomeadamente, em Portugal, mais que “corredores de acesso” nos aeroportos; mas sabem que Portugal continua a manter um receio substancial do que a União Europeia (UE) possa dizer. Portugal continua a ser o “bom aluno” da UE no que toca às medidas que possam colocar “livre circulação” entre antigos países colonizadores e ex-colónias excepto, se esse Estado-membro se chamar Reino Unido ou França.

Mas quando a UE criou aquela coisa abjecta contra a imigração que o ministro francês da imigração, Brice Hortefeux, diz não ser “um pacto contra África” mas “com África”, mostrando que não sabe o que é África, salvo aquilo que lê no Afrique-Asie ou no Le Point, e complementa a sua ignorância ao reafirmar que o pacto “é equilibrado, coerente e justo” então tudo está dito.

Porque a UE em vez de procurar evitar que populações indefesas e carentes sejam utilizadas como instrumentos económicos para encher os bolsos dos balseiros e angariadores – a grande maioria não serão, certamente, africanos – tenta evitar que os africanos sejam impedidos de entrar ilegal e irregularmente na Fortaleza Europeia.

Mas como a UE manda e Portugal obedece, vamos continuar a ver angolanos, bissau-guineenses, moçambicanos e santomenses a ficarem nos corredores por períodos intensos ou ouvirem uma sacro-pergunta estúpida e desnecessária por parte de alguns membros do SEF “porque não se naturaliza?”…

Felizmente que brasileiros e cabo-verdianos já têm algumas prerrogativas na entrada em Portugal. Mas até quando?
Igualmente publicado na rubrica "Lusofonia" do ,

17 julho 2008

Quem deve regular e promover a Língua Portuguesa?

"Durante muitos anos a Língua Portuguesa esteve dependente – e será que alguma vez esteve mesmo? – do Instituto Camões (IC), organismo criado pela República Portuguesa sem que os seus parceiros linguísticos dela tivessem qualquer benefício real e consistente.

Em 1989, numa reunião havida em São Luís do Maranhão, Brasil, o presidente brasileiro José Sarney propôs a criação de um Instituto que servisse de base à criação de uma comunidade agregadora dos falantes de Língua Portuguesa.

Só 10 anos depois, durante a VI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que entretanto se havia formado, reunião essa que realizada em São Tomé e Príncipe é que o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) foi criado, tendo sido decidido que a sede seria em Cabo Verde.

Dado que a Língua Portuguesa não é um bem privado mas um enorme ventura pública e o união entre 8 países da Europa à Oceania passando pela América Latina e África, e o elo de união de enormes mosaicos culturais que formam alguns dos países africanos, compreende-se e saúda-se que os políticos tenham tido a visão estratégica de criarem a IIPL.

Todavia, e desde o início que Portugal, apesar de ser um dos 3 países que mantém a quota em dia no IIPL (os dois restantes são Angola e Brasil) sempre se preocupou mais em fazer valer o seu Instituto Camões, sem que, na prática, essa vantagem fosse realmente alicerçada onde estava, salvo o celebrado Prémio Camões, em detrimento de uma maior ajuda à afirmação do IIPL junto dos 8 países da CPLP e junto daqueles países que sempre tiveram ou mantêm significativas colónias migrantes de falantes de Português ou estiveram, em tempos históricos, ligados a Portugal e desejam manter o português como segunda língua ou língua de trabalho.

Também por isso, e porque as disputas entre portugueses e brasileiros pela defesa da “legitimidade” da sua forma de falar, a Língua Portuguesa nunca se consegui impor nos diferentes círculos areópagos internacionais, salvo na OUA por força da capacidade negocial de Angola. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , de hoje, na rubrica "Lusofonia"

01 julho 2008

O Acordo Ortográfico na análise de um pedagogo brasileiro

"Como se recordam já aqui foi deixada a minha posição sobre o Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa.

Porque as visões não são, nem têm de ser, incongruente entre si, nem podem estar sempre nos antípodas, há dias deixei um repto a um futuro pedagogo (como ele se considera) brasileiro sobre a sua (e da sua turma) visão do Acordo Ortográfico.

Rildo Ferreira dos Santos, assim se chama o meu interlocutor, aceitou o desafio, como ele diz, e discorreu um longo artigo no seu blogue (Pedagogos do Futuro) que merece uma reflexão e leitura atentas.

Dada a sua extensão proponho-vos uma ida ao seu apontamento (leia-se, ensaio), sob o título acima, deixando-vos aqui um pequeno cheirinho

Estou abrindo este diálogo a pedido do meu amigo Almeida (Eugénio Costa), angolano apaixonado por sua terra e por sua cultura. O jornalista e blogueiro reclamou da minha ausência temporal e pediu que eu dissertasse sobre o assunto. Este desafio eu aceitei pois o que me estimula são os desafios. Mas eu nada sabia do acordo e pedi um tempo a ele para me informar sobre o tema. (...)" (continuar a ler aqui este texto ou aqui o texto de Rildo Santos)
Publicado no , hoje, na rubrica "Lusofonia"

15 junho 2008

São estes os representantes diplomáticos de Portugal?

(Um Palácio onde há Necessidades de alterar alguma coisa...)

"Anda a circular na Internet – e não só na blogosfera – uma nota que dá conta de uma estranha atitude do mais alto representante diplomático português em Bissau, por alturas da comemoração do Dia de Portugal, das Comunidades e de Camões – e daquilo que o mais alto magistrado português pronunciou e que tantas azias criou em certos sectores políticos lusitanos.

Segundo essa nota que circula no meio internauta e que pode ser lido
aqui e, ou, aqui, o citado representante diplomático português – a ser verdade o que circula, e pelo que escreve Carlos Schwarz, parece que sim, mesmo que eu soubesse o seu nome recusar-me-ia a pronunciá-lo, quanto mais escrevê-lo – terá expulso uma cidadã portuguesa por, pasme-se – será mesmo verdade ou ficção, a nota de Carlos Schwarz parece indicar que é mesmo verdade, só que difícil de engolir – a dita “não ter cumprimentado S. Exa” quando chegou à embaixada lusitana em Bissau. (…)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , na rubrica “Lusofonia”, a 13 de Junho de 2008

03 junho 2008

Algarve ou Allgarve? em que ficamos?...

"Como é uma questão de lusofonia, ou seja, de linguagem de matriz lusófona, aqui fica uma reflexão para um eventual debate.

O deputado social-democrata Mendes Bota
questionou o Governo português sobre o que este está a fazer quanto à utilização indevida, segundo o deputado, da palavra Algarve por parte dos espanhóis.

Segundo o deputado português, eleito pelo círculo eleitoral da província mais austral de Portugal, uma empresa – ou entidade – de Ayamonte está a publicitar (ou propagandear – antigamente em técnica de vendas, chamava-se, propaganda e não publicidade –, agora…) um campo de Golfe com o estando inserido no Algarve espanhol.

Ora o deputado português considera uma apropriação inaudita, ou utilização abusiva, esta atitude espanhola e, embora considere os dois países ibéricos irmãos – ele lá sabe porquê – quer manter a actual linha fronteiriça " por mais algumas centenas de anos".

Para o deputado português não faz sentido que os promotores chamem de Algarve Espanhol como nunca faria sentido que se propalasse uma Andaluzia Portuguesa. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado na rubrica "Lusofonia" do , de hoje, sob o título "Algarve ou Allgarve?"

28 maio 2008

Os desconfortos da Lusofonia...

"O Secretário-executivo da CPLP, o embaixador Luís Fonseca, admitiu há dias que a expressão “Lusofonia” ainda provoca algum certo desconforto junto de alguns sectores intelectuais e de dirigentes, nomeadamente, nos países onde as memórias de crises coloniais mais se fizeram sentir.

Segundo o Secretário-executivo, sobretudo “nos países africanos, registam-se dúvidas sistemáticas sobre a validade do conceito da Lusofonia enquanto factor de identidade supranacional”. Para eles a Lusofonia “é, por vezes, entendida como uma forma de tentativa de hegemonia da língua portuguesa sobre as línguas nacionais, da cultura portuguesa sobre as restantes”.

Não poderia estar mais correcto o Secretário-executivo da CPLP excepto, talvez, pelo facto de ele se ter circunscrito aos países africanos e esquecendo-se do Brasil e de Timor-Leste.

É certo que, nomeadamente em Angola e Moçambique que a expressão “Lusofonia” é acolhida com certo esgar e não menos estranheza, apesar desta palavra representar muito mais que uma mera expressão linguística, como se provou no recente encontro entre jovens da CPLP, ocorrido recentemente em Moçambique. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na rubrica "Lusofonia" do sob o título "Quando a Lusofonia provoca desconforto"

07 maio 2008

O Dia da Língua Portuguesa

(DDR, algures da net)

"Passou no passado dia 5 de Maio mais um Dia da Língua Portuguesa.
Passou, e para não variar com o estrondo habitual: mudos e quedos para não fazerem ondas…
Preocupam-se, uns quantos em fazer circular uma petição anti-Acordo Ortográfico, com a legitimidade que se lhes reconhece mas com a oportunidade pouco aceitável, – não esquecer que este Acordo é um complemento (leia-se reforço) ao de 199x assinado e aceite por alguns dos principais signatários da actual Petição anti-Acordo – e pouco ou nada se preocuparam – pelo menos nada lhes ouvi e nada lhes li (talvez que o meu computador e os jornais lidos tivesse bloqueado o meu acesso… – com o estudo que a Língua portuguesa merece ou deveria merecer mais.
Dirão os leitores. Se estás tão preocupado com a Língua e o seu Dia porque nada escreveste na altura.
Pelas razões acima meio descritas. Esperar para ver reacções e eventuais comentários, deixando espaço temporal para uma meditação e análise do escrito.
Só que limito-me a meditar porque nada pude – consegui – ler.
E o facto que me mereceu mais impacto, e no “ciberespaço”, foi o que aconteceu na UNESCO onde o Dia da Língua Portuguesa foi comemorado com um debate, uma exposição fotográfica e música… em 2007! (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no /"Lusofonia" de hoje

23 abril 2008

Enquanto uns falam, outros fazem!

"Segundo um artigo hoje originado na Lusa, e citada no portal Sapo, o Brasil, considerando que a língua portuguesa é, segundo o Celso Amorim, MNE brasileiro em visita a Bissau, "algo de muito importante, porque é um instrumento de cultura, de conhecimento, de comunicação e de ciência" decidiu criar uma universidade, no Nordeste brasileiro - por uma questão de integração (é! uns falam, outros fazem) - que se chamará de Universidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)!

De acordo com o Ministro a universidade vai ter metade dos alunos brasileiros, por uma questão de integração (há quem pense nela e saiba o que fazer), e a outra metade será de alunos provenientes da CPLP, sobretudo africanos e de Timor-Leste.

Entretanto, e visando um maior incremento da língua portuguesa na Guiné-Bissau, o Ministro brasileiro - enquanto uns vão falando e temendo acusações de neocolonialismo, outros têm uma visão do longo prazo - informou que irá ser reforçado o ensino da mesma, nomeadamente com a abertura do Instituto de Estudos Brasileiros, na cidade de Bissau.

Depois critiquem as reformas ortográficas e digam que a pureza da língua portuguesa - qual? - é mais importante. (...)" (continuem a ler aqui ou aqui).
Publicado, hoje, no portal , na minha rubrica/debate "Lusofonia"

18 abril 2008

Acordo Ortográfico no "Café Luso"

Uma das rubricas do “Portugal em Linha” é a do “Café Luso” onde as pessoas – leitores e participantes – são convidadas a se sentarem e tomarem xícara de um bom e maravilhoso café (como relembrava o saudoso Sebastião Coelho no velhinho "Café da Noite", e se for o de Angola ou o de Timor, não tenho a mínima dúvida) e lerem o que os convidados de cada um dos temas propostos pelo “administrador” escrevem.
Por norma são sempre duas sensibilidades diferentes que apresentam as suas teses antagónicas; embora por vezes mais complementares que antagónicas.
A última proposta prende-se com a Acordo Ortográfico e o facto (ou fato) de uma comissão do Ministério da Educação do Brasil avançar que o Acordo começará a ser implementado neste país a partir de 1 de Janeiro de 2009, quando, juridicamente, o mesmo já deveria estar em vigor porque foi já assinado por três países membros da CPLP: Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe como prevê o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Julho de 2004 (Ah! não esquecer que o protocolo original, de 1990, já tinha sido ratificado também por países, entre eles, Portugal, além do Brasil e Cabo Verde).
Ao “confronto” foram convidados dois distintos jornalistas angolanos com a particularidade de um, Orlando Castro (OC), viver e trabalhar em Portugal e, por esse facto, sentir mais o impacto do “português euro-imperial” e o segundo, Jorge Eurico (JE), exercer a sua profissão em Moçambique, embora vagueie por Angola e Cabo Verde, sempre que necessário, e, por essas razão sentir o impacto do “português africano”.
Um pelo Não, outro pelo Sim, mas próximo do nim!
Deixo-vos aqui um cheirinho do que escreveram, podendo ler as suas crónicas, na íntegra, acedendo aqui.

JE: O Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que tem como escopo a unidade do idioma escrito, é indubitavelmente uma retumbante vitória cultural, sociológica, académica e, por que não, política do Brasil sobre Portugal e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), facto que, quanto a mim, significa uma oportunidade de “ressurreição” da quinta língua mais falada à face da terra e a terceira mais falada no mundo Ocidental numa altura em que é (era) considerada pelos cientistas sociais como sendo uma língua morta e (bem) enterrada.
Brasília pode, finalmente, embandeirar em arco e lançar foguetes por ter convencido Lisboa, Luanda, Praia, Maputo, Príncipe, Bissau e Dili — e por arrasto a antiga Índia portuguesa (Goa, Damão, Diu, Dadrá e Naga-Aveli), Macau, Guine-Equatorial – a adoptarem uma só grafia com o nobre e oportuno propósito de unir a língua (portuguesa) escrita.
(…)O linguista Malaca Casteleiro, defensor do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, defende ser necessário “um período de adaptação que não deve ser inferior a quatro anos para permitir as alterações em dicionários, manuais escolares e para a aprendizagem das alterações ortográficas”.
Subscrevo literalmente a opinião de Malaca Casteleiro. É preciso que se dê tempo ao tempo e aos Estados que têm o português como Língua Veicular para que se adaptem às modificações ora «impostas» pelo Brasil ao mundo lusófono.
Aliás, deverá ser por esta razão que o presidente moçambicano Armando Guebuza afirmou que o seu Executivo está a analisar o Novo Acordo Ortográfico e depois de o analisar irá ratificar. E como eles há muitos que assim pensam e assim procederão.

OC: “Não” ao Acordo Ortográfico. Considero, sobretudo dada a disparidade das forças em confronto, que a minha luta pelo português de Portugal está condenada à derrota. Apesar disso, continuo a entender que só é derrotado quem desiste de lutar. Ora desistir é algo que me recuso a fazer, mesmo sabendo que do outro lado está uma força monumentalmente maior em todos os aspectos, sobretudo no número de falantes.
Sou, portanto, contra o Acordo Ortográfico. Admito, quando muito, que se deixe que sejam o tempo e os protagonistas a transformar a língua, a dar-lhe eventualmente diferente grafia, tal como acontece com a introdução de novos termos.
(…)Não cabe aos que defendem o português, contudo, abdicar a atirar a toalha ao tapete quando podemos ser poucos, mas podemos ser bons (sem querer dizer que os outros são maus). (…).
Por isso, esta é para mim, uma questão de identidade e de honra que deve continuar a ter as suas próprias características, respeitando a dos outros e convivendo em sã harmonia com as diferenças.
Aliás, quando me falam de harmonização (seja do que for) cheira-me logo a algo hitleraiano. Por isso, custe o que custar, não serei eu a render-me a um acordo ortográfico contra-natura e violador das diferenças que são, aliás, a grande força da Lusofonia.

Deixo-vos este pitéu para ler, meditar e deixarem os vossos naturais e, por certo, perspicazes comentários no sítio certo. Ou seja, no Café Luso enquanto bebericam e recebem um cálido e delicioso aroma cafeeiro, de preferência das cálidas e húmidas zonas da Gabela (desculpem fugir-me para o nacionalismo…).
Publicado no , "Lusofonia" em 18/Abr/2008, após reformulação

08 abril 2008

A quem amedronta o Acordo Ortográfico?

"Sinceramente não entendo esta sanha anti-Acordo quando este já tem uns velhinhos de 18 anos.

Era para ter entrado em vigor em 1 de Janeiro de 1994 mas, até a essa altura só tinha ratificado 3 países: Brasil, Cabo Verde e… Portugal (exacto o país que agora mais problemas está a dar quanto à sua nova ratificação).

Não se entende qual o motivo que alguns intelectuais lusos – leia-se de Portugal, não vá haver confusão com a fonia – estão contra um Acordo que, ao contrário do que querem fazer crer não é tão exigente quanto ao português não-brasileiro como o é para o português do Brasil. Primeiro aceitaram-no, e agora com a modificação de Julho de 2004 andam a mordê-lo e sem razões aparentes?

E não se entende estes gritinhos de virgens atacadas quando foi Portugal, em 1911 e sem o acordo prévio ou sustentado do Brasil, decidiu alterar muitas das suas formas evoluindo semanticamente quanto à sua forma e escrita.

Relembremos como o português “arcaico” escreveu durante séculos “pharmácia”, “philosofia” – ou seja, alterou a fonética “efe” de “ph” para “F” – ou quando depois de 1973 deixou cair os acentos graves nos advérbios de modo terminados em “mente” como “sòmente” ou “filosòficamente”, etc.

E alguém, ou algum purista linguístico português criticou estas alterações. Não vejo onde ou como. E há quem ainda hoje escreva os advérbios de modo acentuados e alguns correctores deixam passar. (...)
" (pode continuar a ler aqui e, mais tarde, aqui).

Publicado hoje na rubrica "Lusofonia" do ,

03 abril 2008

Lusofonia ou Língua portuguesa (Portugalofonia?)

"O espaço que ora inicio no “Portugal em Linha” é para permitir um debate franco e directo com os leitores sem que com isso as pessoas deixem de objectivar as suas ideias ou as suas concepções.

Poderei – e provavelmente, algumas vezes sê-lo-ei, – ser obrigado a apresentar razões com que pessoalmente não reconheça como minhas mas que são genéricas a um grupo e com isso obrigar ao debate.

Razão porque vou iniciar o tema logo com esta questão melindrosa, nomeadamente para brasileiros e angolanos.

Porquê dizer que somos Lusófonos e não uma outra coisa qualquer, dado que estamos a restringir-nos à nossa qualidade de falantes de Português?

Está tacitamente aceite entre os países e regiões falantes do português reconhecer como pertencermos à Lusofonia (Luso, de lusitano; relativo ao espaço Lusófono, ou Lusitânia). Desde logo aqui se levanta uma questão.

Porquê espaço Lusófono e não espaço Portugalófono ou espaço Ibérico?

E só – SÓ – um País tem o Português como língua única oficial. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Primeiro Artigo/Debate sobre a Lusofonia, publicado no , o portal da Lusofonia.