20 maio 2014
Peça de teatro cancelada em Luanda, mas…
17 dezembro 2012
Será que há mesmo censura no Facebook?
13 novembro 2012
24 janeiro 2012
Censura escamoteada?

A fazer fé na notícia do Público, de hoje, e reflectida na imagem acima, tudo parece indicar que a cessação do programa, visando toda uma equipa e sob a desculpa que o mesmo estava em final de contrato, parece mais uma evasiva e uma fuga para a frente a que, antigamente, chamariam de “censura”.
Ora como o artigo de opinião, em questão, que terá motivado este calafrio na equipa dirigente da rádio portuguesa, que por acaso pertence ao grupo RTP – Rádio e Televisão Portuguesa (ou de Portugal, não sei e nem me interessa ir ver o portal), e que por acaso transmitiu o “Reencontro” que parece ter provocado vários desencontros, é natural que nada mais teriam de fazer que impedir que alguma bitacaia vesperal provocasse também algum calafrio em terceiros.
E em terceiros que parecem estar a pagar, também eles, algumas das viagens de alguns dos políticos lusos-arrendais.
Compreende-se!...
17 setembro 2011
Um acto de censura nunca dignifica a Democracia!

A fazer fé nas notícias do Club-K – e parece que são veras e credíveis, porque cita um comunicado de imprensa da “Independente Universal Produções” – o músico “Brigadeiro 10 pacotes” terá visto um seu disco, “A ditadura da pedra”, ser proibido – leia-se, impedido de sair – de se vender pelo Ministério da Cultura por “alegadamente conter criticas ao Presidente José Eduardo dos Santos e ao MPLA”.
Ora, num qualquer tipo de regime, chama-se a isto “Censura”!
Não está em causa a censura ao disco mas o acto de Censura que numa Democracia é sempre questionável e inqualificável.
Não é um qualquer Ministério, mesmo que de Cultura que pode, ou deve, impedir uma qualquer venda fonográfica ou de qualquer outro tipo de cultura.
Se, no caso, o disco – ou a canção – contem palavras pouco dignas para quem quer que seja, existem Tribunais para os visados se ressarcirem e castigarem os prevaricadores.
E serão – ou deveriam de o ser, numa Democracia de pleno direito – os Tribunais a decidirem qual o acto de Justiça a praticar.
Mesmo que isso, é só os Tribunais o poderão e deverão fazê-lo, implique a cassação do disco ou de um livro, ou de uma outra obra de arte…
06 março 2011
Angola: Comunicação Social “embaraçada”?

15 novembro 2009
Angola, Prémio Nacional de Cultura ou um Muro de silêncio?...
Será que o jornalista e escritor João de Melo vai aceitar o Prémio Nacional de Cultura e Artes outorgado – leia-se, imposto – pela Ministério da Cultura angolano em clara discordância ao que os membros do júri propuseram, ou seja, Viriato da Cruz?
Ou será que a reconhecida consciência política, cultural e social de João Melo o fará se inclinar pela declinação desta concessão política – apesar da ANGOP mostrar fotos em contrário – só porque no MPLA ainda se sente que não estão saradas certas feridas antigas e há nomes vetados?
Ainda hoje num programa “Debate Africano”, da RDP-África, que passa ao fim da manhã de Domingo, havia quem questionasse se a não entrega do Prémio a Viriato Cruz seria porque o mesmo talvez não prevesse a entregue a título póstumo. Recorde-se que já depois de 2000, ano em que foi criado o Prémio, os artistas plásticos, Victor Teixeira “Viteix”, pintor, e Rui de Matos, escultor, foram premiados a título póstumo.
Faz, de certa forma, lembrar o caso de Luandino Vieira quando foi laureado, em 1965, pela Sociedade Portuguesa de Escritores com o Grande Prémio da Literatura Novelística com o seu livro «Luuanda», naquele que seria o seu segundo grande Prémio já que aquela mesma Sociedade já tentara conceder-lhe, pela mesma obra, o Prémio Camilo Castelo Branco.
Recorde-se que também nessa altura o poder instituído vetou a concessão do Prémio exigindo que o mesmo fosse dado a outrem o que foi negado pelos membros do júri e pela SPE faço que levou ao então Poder demitir todos os órgãos da Sociedade e extinguir o organismo que teve a ousadia de laurear um escritor “maldito” ligado aos “Estudantes do Império” e às questões relacionadas com o movimento independentista das colónias, nomeadamente ao “Processo dos 50”, a suspender o Jornal que, então, teve a ousadia de publicar a notícia, o Jornal do Fundão.
Quase 50 anos depois e 20 após o derrube do “Muro” outros há que se mantêm para desgosto da Cultura!
25 fevereiro 2009
Será que a Internacional Socialista aceita a censura como natural?
Quanto ao fascismo basta dar uma passeata pelo duplo hemisfério que compõe a nossa Mãe Terra para vermos que é o que não falta: uns chamam-lhe “democracia musculada”, outros, mais subtis, “uma ditadura”, outros menos prosaicos denominam-na como “isto é meu e só saio quando Deus quiser”.
Já quanto á censura, parece que começa a ser um meio muito querido em países cujos Governos são membros da Internacional Socialista (IS).
Umas vezes, mandam calar quem os matacanham os ouvidos; outros apreendem só pela simples denúncia de quem quer ser mais papista que o Papa e por nada, engaveta-se a “coisa” denunciada.
Dois casos concretos aconteceram, recentemente, em Angola e Portugal.
Em Angola, perante as denúncias, avisos, ou alertas da Human Rights Watch (HRW) sobre as eleições presidenciais que se perspectivam em data a oportunamente a anunciar com cada vez mais razão no “dia de são nunca pela tardinha”, um dirigente do MPLA, partido que, até há pouco e não me recordo de ler o contrário, era membro da IS, veio em pleno éter exigir que a HRW deixasse de falar e se intrometer nos assuntos internos de Angola (como se as eleições angolanas fossem um assunto meramente interno e não um “case study” da SADC e da comunidade internacional). Para Rui Falcão, do Departamento de Informação do MPLA, o relatórrio da HRW é “uma afronta à democraticidade” de Angola.
Mais recentemente, outro dirigente do mesmo partido – com dirigentes assim, surpreende-me, ou talvez não e o seu aparecimento se deva a isso mesmo, que existam militantes a criarem uma corrente de opinião não-seguidista dentro do MPLA –, no caso Julião Paulo “Dino Matross”, criticou a Rádio Ecclésia-Emissora Católica de Angola (ECA) exigindo que esta emissora deixe de falar política – como canta a canção – e só se debruce em assuntos de cariz religioso e social (será que o dirigente não saberá que o que é social é, por norma e invariavelmente, político? – sobre esta matéria ler o artigo de Vicente P. Andrade no Angolense e aqui citada); segundo Matross, ao contrário do que pensa Norberto dos Santos, a ECA fere constantemente a "sensibilidade do MPLA". E depois perguntamos porque é que não consegue a ECA se expandir pelo País e, não poucas vezes, fica sem pio na Internet.
Já e Portugal, e em pouco mais de uma semana dois casos inequívocos de censura. Um aconteceu com o Carnaval de Torres Vedras, localidade próxima de Lisboa, porque num portátil “Magalhães” – desculpem a publicidade – foi colada uma prancha com imagens de mulheres, algumas nuas, tal como aparecem quando “buscadas” no Google. Uma pessoa achou que era pornográfico, denunciou, e o Ministério Público sem verificar primeiro mandou retirar a dita prancha, por essa razão (e não porque as imagens pudessem humilhar a “mulher”). Posteriormente, constatou que de pornografia nada tinha e lá seguiu o portátil com a referida prancha.
Neste último fim-de-semana, uma obra literária de título “Pornocracia” foi apreendida pelas autoridades, uma vez mais devido a denúncia “por pornografia” de uma qualquer pessoa mais púdica, porque na capa além do título que mereceu no “Auto de Apreensão”, conforme mostraram na televisão portuguesa “Pornografia” – desde quando a pornografia, pelo menos em literatura, passou a ser um delito em Portugal é que eu não sei – teria (tinha) uma imagem de uma tela “L'origine du monde” (1866), da autoria de Gustave Courbet – uma parte de nu feminino (a zona pélvica) –, que está exposta no museu d’Orsay, creio que, em França.
Além destes factores visíveis e não pouco caricatos que dizer das pressões que jornalistas (daqueles que tem o "J" maiúsculo e que querem fazer jornalismo e não fabricar conteúdos conforme as vontades político-económicas do momento) sofrem em Portugal e noutros puntos do Mundo ao ponto de haver despedimentos colectivos, no primeiro caso, ou jornalistas que não sabem dizer sempre “sim” serem empratelados, no segundo caso.
Será que dentro da IS começa a haver uma corrente pela censura? Ou o que se passa são resquícios de personalidades que viveram sempre sobre a protecção das ditaduras e nunca souberam transitar para a plena democracia.
É que há ainda quem pense que se passa da ditadura para a democracia só pelo efeito de um acto legislativo ou como quem muda de um casaco no cacimbo para uma t-shirt no calor. Esquecem-se do principal: há qe primeiro moldar as mentalidades e reeducar sobre as teias de aranhas anteriores…
20 maio 2008
STP, Governo cai?
O que realmente querem os santomenses, ao aprovarem a moção de censura ao Governo e provocarem eventual derrube 3 meses após a sua posse?Até parece que não gostam de elogios...
Querem que algum chefe militar – e no Governo está um que já deu bastas provas de que gosta de se mostrar… – ou outra entidade, aproveitando a não presença do presidente – Fradique de Menezes está em visita oficial a Taiwan e ao Japão – provoque um Golpe de Estado?
E com isso, querem a intervenção armada – ou pressionante – de algum dos Estados que mais giram – leia-se, mais querem dominar – em torno de São Tomé e Príncipe?
Para bom entendedor meio-termo é suficiente para saber de onde virão as pressões quer a Norte, quer a Sul!
E desta vez não me parece que algum eventual putsch fique só pela ameaça.
E nessa altura não pensem os deputados e dirigentes santomenses que irão ser Governo a breve trecho ou que haverá eleições que os salvaguardem.
Acreditem que quando o poder chama não há Cartas da União Africana que valham aos povos. Já viram o Darfur, a Somália, o Chade ou o Zimbabué? Como estão?
Parece que há quem queira tornar as ilhas maravilhosas em dois rincões turísticos mas sob a protecção de terceiros…
Da fama já não se livram; e, por este andar, poderão ser mesmo a 19ª província… (até porque já ensinaram terceiros como actuar...)
25 agosto 2007
Uma lei da rolha pouco subtil
Se havia dúvidas que em Portugal falar, mesmo que com razão, é sinónimo de maçadorias e de candidatura a levar com uma “rolha” o que se passou com o autor do blogue “Do Portugal profundo”, com a maneira como certo jornalismo é tratado e, ou, é subserviente ao poder instituído, e “last, but not least” o que agora se passa com o Professor José Adelino Maltez, sujeito a um inquérito com eventuais consequências disciplinares, no ISCSP, é prova inequívoca que a censura em Portugal é muito (pouco) subtil, mas certa e evidente.Antes eram os clubes de futebol que impunham a “lei da rolha” aos seus jogadores e funcionários.
Agora, é a sociedade civil e política que o faz aos cidadãos…
E viva a censura republicana, laica e socialista; ou será republicana, progressista e cristã; talvez, mais, república(na), liberal e anacrónica.
Por certo, que será culturalmente política e subserviente!
E viva a delapidação da cultura. Que ninguém se atreva a contestá-la!...
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Adenda: e para que a cultura portuguesa - e Lusófona, porque num caso e no outro é, era, globalmente lusófona - fique ainda mais pobre, acabei de saber que faleceu um Homem da Cultura portuguesa, o professor e ensaísta Eduardo Prado Coelho.
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NOTA: Tal como tinha desaparecido da web, assim ele voltou a aparecer. Já se acede, de novo, ao portal da CEPP e no endereço original: http://www.iscsp.utl.pt/cepp.
Houve quem não gostasse que se estrebuchasse mas, parece ter sido a única solução.
27 dezembro 2006
Devemos calar as nossas opiniões?
A ser verdade o que recebi via e-mail, e que Orlando Castro já muito bem escreveu no seu Alto Hama, há indivíduos que, provavelmente sem conhecimento superior – quero acreditar que sim –, utilizam meios pouco convencionais para tentarem calar jornalista e fazedores de opinião.
Mesmo que para isso tenham de atingir familiares directos!
Já o disse, e reafirmo, que não quero acreditar que os dirigentes máximos visados tenham conhecimento do que uma qualquer arraia-miúda ande a propalar, em nome de um qualquer ideal, o que espero não ser o que querem para Angola.
Porque não acredito, acho, e espero, que as autoridades do meu país deveriam verificar o que se passa. É grave e atentatório ao bom-nome da Liberdade em Angola.
Já o disse, e reafirmo, quero continuar a acreditar que nem a Cidade Alta nem os dirigentes máximos do partido a que dizem pertencer terão conhecimento que indivíduos em nome desse determinado partido, para calarem os incómodos, andem a fazer ameaças por via de terceiros ou, em alternativa, ofereçam umas belíssimas férias pagas em Luanda.
Porque não acredito, acho, e espero, que as autoridades do meu país deveriam verificar o que se passa. É grave e atentatório ao bom-nome da Liberdade em Angola.
Chamem-me ingénuo ou inocente!
O que querem? quero continuar a acreditar que em Angola todos seremos iguais e todos teremos uma palavra a dizer em prole do seu engrandecimento. Uns pela via braçal, outros pela via intelectual; todos sobre a bandeira da Justiça, da Liberdade, da Compreensão e do Respeito Mútuo pelas diferenças de cada um!
15 julho 2005
A caminho do “Triunfo dos Porcos”
Num país como Portugal, por exemplo, que há mais telemóveis que pessoas, vai ser bué de “nice”
Pelo menos na TV já há.
Agora vamos a tê-las nas nossas ruas, nos computadores, e… sabe-se lá aonde mais.

