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01 janeiro 2013

Acabou mal o dia de S. Silvestre em Luanda…

(Só o logótipo em fogo do cartaz quase que dizia a que iam...; foto recolhida no blogue Universal)

Dois apontamentos ontem e hoje colocados na minha página do Facebook sobre o hipotético acto de fé que deveria ter ocorrido ontem no Estádio da Cidadela e que resultou em vítimas mortais e inúmeros feridos.


Ontem ao cair do ano…
Lamentável que o final do ano termine tão mal em Luanda, mais concretamente no Estádio da Cidadela- Segundo Coque Mukuta e citado no blogue Universal terá ocorrido uma tragédia no Estádio da Cidadela. Esta notícia recebi-a, primeiro, a partir de Berlim:

"Mais de 12 fiéis maioritariamente crianças morrem por asfixia na vigília da igreja universal na cidadela. A propaganda daqueles dirigentes religiosos era “o fim dos seus problemas”, afinal os problemas só acabam mesmo com o fim da vida? O recinto está lotado e o pessoal vai caindo. São encaminhados para o Américo Boavida e muitos deles acabam por morrer. Fala-se já em 12 mortos"

Lamentável como se usa o dogmatismo religiosos para fins pouco admissíveis ou sem se cuidar, devidamente, da segurança de fieis e, principalmente, do das crianças!

Hoje, no novo ano e após ler sobre esta notícia no SAPO.ao:
A TPA no noticiário da hora de almoço já avançava com 13 vítimas mortais, sendo que 12 parecem ter dado entrada no Américo Boavida.

Como é possível que os nossos concidadãos ainda vão na onda de uma igreja - com "i" muito pequeno - que mais não demonstra ser que um receptáculo de dinheiro e pouca religião.

Quem faz uma propaganda de "Fim" e anuncia o fim dos problemas não é uma igreja nem um visionário; é um charlatão.

Para isso há os psicólogos clínicos que, mesmo eles, não acabam com os problemas, ajudam a lidar com estes!

Aos familiares das vítimas o meu lamento e os meus sentimentos. Ao Governo e às autoridades que da próxima vez que autorizarem estas "manifestações" obriguem ao acompanhamento de apoios médicos, bombeiros e autoridades!

14 agosto 2012

A Política e as Igrejas...


(foto que circula nos mails e cuja a autoria desconheço)

Também Maquiavel afirmava que os Príncipes eram escolhidos e ungidos por Deus.

E, isso, veio a confirmar-se como uma péssima notícia não só para os escolhidos – historicamente gastavam-se menos bem – como para os Estados…

Este caso não surpreende porque já lemos vários apontamentos e artigos onde personalidades da Igreja, até Católica, vieram a terreiro fazer a sua apologia de voto individualizado o que contraria as habituais normas eclesiásticas e vaticanas de absterem-se de intervirem na política activa.

Mas, quando há quem dependa de fundos e favores públicos…

Nota: Há uma outra foto que mostra prelados de diferentes Igrejas a apoiarem, claramente, com gestos e guarda-chuvas, o partido do Poder. Abstenho-me de a colocar porque vislumbrei uma pessoa vestida de prelado que é muito parecido com alguém que habita a Cidade Alta e, segundo consta, aos fins-de-semana, uma casa amarela, ali para os lados do Miramar.

E como não quero ser acusado de pactuar com maledicências, fico-me por aqui…

23 dezembro 2009

O que se passa na Diocese de Cabinda?

(Igreja Matriz de Cabinda, Cabinda, foto da Internet)


Periodicamente chegam aos nossos endereços electrónicos vozes e factos que parecem desacreditar a Igreja Católica, nomeadamente, na Igreja sedeada na província mais setentrional de Angola, Cabinda.

Desde a tomada de posse do actual Bispo de Cabinda, D. Filomeno Vieira Dias, que as críticas à actuação administrativa deste Prelado têm sido muito contundentes.

Não sei, porque não estou em Cabinda, se são reais ou meramente virtuais. Reconheço que quando lá estive em Maio ouvi críticas e aplausos à actuação do Bispo de Cabinda.

Ainda assim, e pelo menos no éter netiano, são mais as vozes que o criticam que as que o aplaudem.

A última prende-se com a suspensão do padre Raul Tati, em grande parte, segundo se constas devido à sua cruzada pela defesa do clero de origem Cabinda e pelo facto de ter, várias vezes, feito sentir ao Bispo, proveniente de Luanda, de provocar uma clara e necessária reconciliação com os fiéis e sacerdotes locais, condição vista como fundamental para que D. Filomeno Vieira Dias pudesse executar em plenitude a sua função pastoral e sacerdotal.

Se recordarmos que o padre Raul Tati é visto como uma respeitada figura moral do enclave e que chegou a ocupar a função de Secretário Geral da Conferência Episcopal da Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST) aliado ao facto de ter sido Vigário da diocese e ter ocupado o cargo de Reitor do Seminário Maior de Filosofia, bem assim ser um defensor de maior credibilidade cultural dos cabindenses e o actual Bispo de Cabinda ser próximo de algumas figuras gradas do poder em Luanda e da “Cidade Alta”, talvez que não surpreenda estas situações.

Mas, parece-me, que a Igreja Católica deve evitar pregar como Frei Tomás: “faz o que eu digo não o que ele faz…” ou seja, não basta reclamar pelos Direitos Humanos nuns sítios e fechar os olhos ou abster-se de criticar em outros.

Talvez que uma conversa franca na Igreja de Cabinda entre os que defendem a autonomia e aqueles que consideram que Cabinda é parte integrante e indissolúvel de Angola não fosse má ideia. Às vezes uma simples e franca palavra vale mais que muitos actos de rebeldia ou de repressão.

01 fevereiro 2008

Igreja Maná suspensa em Angola

(reunião da Igreja Maná em Angola; foto ©angonotícias)
De acordo com um decreto-lei emitido pelo governo angolano, o decreto-lei 14/92 publicado no DR nº15, 1ª série, de 25 de Janeiro, a Igreja Maná viu as suas actividades suspensas por “violações sistemáticas da lei angolana e da ordem pública”, nomeadamente desvio de fundos doados por uma empresa pública, no caso a Sonangol, para construção de escolas e que se preparavam para viajar para Portugal, como parece que era habitual.
Até aqui nada a apontar mesmo considerando que a Igreja Maná, em Angola desde 1984, tinha registados cerca de 600 mil fiéis que enchiam as mais de 500 casas e templos abertos em nove províncias do País (Benguela, Huíla, Huambo, Namibe, Moxico, Malange, Lunda-Sul, Cabinda, Bengo, Cunene e Luanda).
Agora o que consta em Luanda é que a igreja foi suspensa porque se recusou a apoiar abertamente um determinado sector político do País, ou seja, autorizar a propaganda política de um partido no seu seio.
E se isso é verdade, mal vai a Democracia no País.
Por isso não é de estranhar que a Human Rights Watch (HRW) denuncie que Angola está entre os países onde se verificam mais violações dos Direitos Humanos – mesmo que estes sejam deturpados por Igrejas que visam mais o lucro fácil que acalmar os espíritos dos crentes – ou cerceiem a Liberdade de imprensa.
Mas diga-se, em abono da verdade, que além de Angola, também o Brasil e Timor-Leste, no mundo Lusófono, estão “bem” mal-classificados e pela primeira vez a HRW decidiu pôr a “boca no trombone” e denunciar o “fechar de olhos” que as chamadas democracias ocidentais fazem perante os abusos sistemáticos de ditaduras e autocracias tudo em nome de, na maior parte das vezes, obscuros interesses comerciais. Entre os regimes autoritários ou autocratas visados estão a China, Rússia, Quénia, Somália, Paquistão, Bahrein, Jordânia, Nigéria ou Tailândia.
No caso da China, os Jogos Olímpicos estão a servir para “branquear” o regime perante o descanso das democracias.

15 novembro 2005

A corrupção, o pior legado…

… da independência.
Quem falou assim não foi, não é, gago. Bem pelo contrário.
Assim foi a adjectivou de D. Zacarias Kamwenho, bispo do Lubando, na homilia proferida durante as comemorações da independência angolana, ocorridas em Mbanza-Congo, a antiga capital do Reino do Congo (e a sede da primeira diocese da África sub-saariana, instaurada em 1596).
Mas o bispo do Lubando não ficou por estas palavras. Criticou o ango-pessimismo em contraponto ao excesso de optimismo narcisista, ou o oportunismo barroco de uns quantos em detrimento de muitos é aludido por aquele prelado quando afirmou: “a insensibilidade dos novos-ricos que açambarcam fazendas dos antigos colonos, deixando a população dos irmãos na miséria”.
A igreja angolana volta a dar um passo à frente na harmonização a favor da consolidação da Paz ao fazer a analogia do desenvolvimento como o novo nome da paz.

05 agosto 2005

Padre cabinda detido

O padre Congo, polémico e nacionalista padre cabinda, foi detido na fronteira com o Congo-Brazza quando se dirigia para este país para um eventual tratamento médico.
Sabendo que é um dos mais polémicos defensores da retirada angolana do enclave, detê-lo durante algumas horas e depois libertá-lo sem qualquer justificação só acirra os ódios na região, principalmente depois do núncio apostólico ter sido agredido em Cabinda e da contestação da nomeação de um bispo não Cabinda para a Diocese local.
Angola não precisa, não pode, nem deve, de praticar estes actos. Há que dar forma à democracia respeitando a vontade política de cada um mesmo que esta contrarie a vontade oficial ou de uma maioria.
É no confronto das ideias que se forma uma grande Nação.

14 setembro 2004

Angola: Comissão Diocesana de Justiça e Paz

Na apresentação de hoje dos relatórios anuais, destacaram-se os problemas surgidos com (i) os reassentamento das populações regressadas e deslocadas, tendo sido dado com exemplos os casos dos Bosquímanos refugiados na Namíbia que quando regressarem não poderão recuperar a sua principal actividade recolectora dado o seu principal meio de subsistência - a caça - ter desaparecido com a guerra-civil, e os problemas ocorridos no Kuando-Kubango devido aos "kits de sobrevivência" geradores de tensões entre os regressados e as populações locais mais pobres; (ii) as deficientes ou inexistentes emissões da Rádio Ecclésia (Emissora Católica) que, apesar de tudo e pelo facto de Luanda retransmitir trabalhos radiofónicos de correspondentes locais, têm provocados tensões entre responsáveis diocesanos e administradores locais; (iii) por fim a sobrelotação da maioria das cadeias angolanas devido ao excesso de prisão preventiva (parece ser um mal lusófono).
Os restantes dias serão para debater as Eleições, a Transparência Governativa e o Desarmamento da População Civil. Nestes painéis participarão membros governamentais e responsáveis da polícia nacional que debaterão com entidades não-governamentais convidadas pela Organização do evento.
Ficaremos a aguardar mais desenvolvimentos bem assim as eventuais conclusões que os debates, por certo, gerarão. O assunto interessa a todos, em particular aos angolanos.