23 março 2019
O mútuo direito à indignação
17 junho 2015
O caso Kalupeteka e as suas consequências internacionais – Comentário
Texto hoje (18.Jun.2015) transcrito no Africa Monitor; igualmente transcrito no semanário Folha 8, edição, de 20/Jun./2105, páginas 21 e 22.
23 novembro 2013
Sobre a manif de 23 Novembro...
Sendo uma manifestação pacífica, para verberar os desaparecimentos dos jovens Kassule e Kamulingue, nada justifica, nem as proibições anunciadas, alguns actos ou posições que têm sido assumidas!Sobre o que se passa em Angola e a manifestação "proibida" (está entre aspas porque constitucionalmente um Ministério não pode proibir manifestações, só os Governos Provinciais e dentro de um prazo limite após a informação da mesma) podem aceder aos portais no facebook de Ana Margoso ou Julius Consules Gil Gonçalves (por acaso politicamente opostos) que vão acompanhando o que se passa no País!
Vê-se nas fotos que ambos colocam que há muitos jovens a manifestarem-se, mesmo e apesar da citada proibição...
Podem também acompanhar as emissões, via Internet, da Rádio Despertar: http://
Segundo esta rádio o repórter da RTP terá visto parte do seu material ser detido pela Polícia. Não sei se é verdade ou não mas vamos esperar pelos noticiários da RTP...
24 fevereiro 2013
Assim não há cara que fique lavada…
Transcrito no portal Angola24Horas.com (http://angola24horas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=7620:assim-nao-ha-cara-se-fique-lavada&catid=14:opiniao&Itemid=24)
25 janeiro 2013
Solidariedade, qual e porquê?
08 janeiro 2013
Haja Justiça…
01 janeiro 2013
Acabou mal o dia de S. Silvestre em Luanda…
(Só o logótipo em fogo do cartaz quase que dizia a que iam...; foto recolhida no blogue Universal)Dois apontamentos ontem e hoje colocados na minha página do Facebook sobre o hipotético acto de fé que deveria ter ocorrido ontem no Estádio da Cidadela e que resultou em vítimas mortais e inúmeros feridos.
25 outubro 2012
Se isto é internacionalismo…
02 setembro 2012
Como a campanha eleitoral e as eleições foram vistas por brasileiros…
Será
que os brasileiros vêem mais do que nós, ou será porque foram eles que criaram
a imagem político-marqueteira do MPLA e do seu líder e recandidato ao seu
próprio lugar – melhor dizendo, candidato à legitimidade do seu antigo lugar –, sabem
o que a “casa” gasta e nos explicam o que está mal?E porque os Juizes de ANGOLA NÃO SE PRONUNCIARAM quando MPLA ultrapassava os horarios de propagandas? Gostam das novelas do Brasil, Mas não copiam a justiça do Brasil. Os vossos governantes vêem aqui sempre no Brasil, Mas não aprendem e levam as coisas boas. As cidades no Brasil estão todas asfaltadas, e os bairros de Luanda todos podres. Vocês fingem que tem um ótimo governo e o governo fingem que esta governar bem. A vossa policias maltratadas os vendedores, os taxistas não tem lugares certos para embarcar e desembarcar os passageiros mas pagam taxa anual de circulação. Vosso governo é de faz de conta. A TPA passou o tempo todo falando do MPLA e o CNE não os puniu, Incrível so se prende gente da oposição e nunca gente do MPLA, Os dois jovens que sumiram ate hoje ninguém da sinal. OS Vossos ministros tem bens e mansões fora de Angola e o povo esta ai perecendo. Não tem vergonha de dizerem que as ELEIÇÕES foram justas?? Vosso presidente esta colocando a familia dele no poder. O vice presidente é sobrinho dele, e os ANGOLANOS ACEITARIM, Isso? O brasileiros que estavam ai ajudando a campanha de vocês certificaram que MPLA não iria ganhar de jeito nenhum se Fossa justas sem fraude. Quer saber, tem ate pessoas do próprio governo que não votou no MPLA e sim na oposição. Essas eleições é a pior do Mundo. Contagem de votos se fazem dentro do predio do CNE ou na casa Civil? Os resultados das atas, não são os mesmo que o CNE publicou, ond esta o erro? E as urnas que foram levadas pra casa? eu vi um video onde as urnas estavam sendo levaas a mão. Não tinha Energia. Se decretou feriado NACIONAL e o governo ainda desliga a Energia? é pouca vergonha. Tanto dinheiro que tem, melhor que adotem Urnas ELETRONICAS. Vocês do CNE não sabem o que fazem. Deus perdoe vocês. A oposição, sozinha o que faria mais, se voces prendem quem se manifetsa. Se a oposição pensa em fazer MANIFESTAÇAO o mpla TAMBÉM SE MOBILIZA PRA FAZER CONTRA a manifestação. Nunca vi isso. Se alguém esta s emanifestando é porque esta demoestrando sua indgnação, como pode o MPLA se manifetsar contra o indignado que esta se manifetsando. As ideias que MPLA apresentou ai, são todas copiadas do Brasil. e diziam que a Oposição não tem ideias!! Se voces tivessem ideias que o vosso lider fosse para o debate televisivo, porque não foi? ABREM A mente. Para vir aqui e dizer que as eleições correram bem, tem que ser mesmo um débil mental. Sorry.
De Tiago Furlan (Brasileiro)
(Citado no portal ponto-final.net - http://ponto-final.net/index.php?component=Frontend&action=text&text=987§ion=opiniao)
16 julho 2012
Não será altura de “mandarem calar” quem fala demais?
11 maio 2012
A vantagem das eleições...
O presidente José Eduardo dos Santos inaugurou um centro escolar e três hospitais
municipais (Cacuaco, Viana e Cazenga, Luanda) e o Executivo por ele liderado coloca mais um em andamento (na Barra do Kwanza, ao sul de Luanda).29 fevereiro 2012
Excesso de medidas de segurança ou receios conspirativos?
O secretário-geral (SG) da ONU, senhor Ban Ki-Moon, esteve em Luanda em visita oficial de cerca de dois dias.
Esteve em Luanda e contactou a comunidade e sociedade civil luandense. Mas, segundo o SG não conseguiu contactar com a Oposição e com a sociedade civil foi o que se segue…
Mas, o problema é que o excesso de segurança levou a que as autoridades angolanas impedissem as pessoas que foram para o debate de entrarem com quaisquer “produtos” como denuncia a APJD (Associação Justiça, Paz e Democracia) num comunicado que enviou para a sociedade Civil.
Excesso de protecção ou demasiados receios conspirativos? Em qualquer dos casos foi posta em causa a civilidade e democraticidade do nosso Povo, no que, naturalmente, se reflectirá nos rankings internacionais de Angola.
Vejamos o que a AJPD nos diz e o comunicado presidente, o jurista António Ventura:
“AJPD tinha preparado para apresentar na reunião da sociedade civil com o Secretário Geral das Nações Unidas, mas que não foi possível ler porque os serviços de segurança angolano no local proibiram os participantes de entrarem para a sala com papel, esferográficas, livros, Pen Drive, CD’s, máquinas fotográficas, gravadoras, telemóveis, pastas de documentos, etc. Ninguém podia entrar para a sala de reuniões com nenhum objecto incluindo dinheiro.” (o itálico é meu)
Comunicado.
«Excelência,
A Paz constituiu uma marca indelével na mudança de vida das populações em Angola. E tem mudado a maneira de viver dos angolanos. No entanto, o processo de Reconstrução Nacional e o merecido crescimento económico ainda não se traduziram em desenvolvimento das pessoas e, muitas vezes, é acompanhado de violações dos Direitos Humanos, concretamente os direitos à terra e ao meio ambiente saudável, sem que as vítimas sejam devidamente indemnizadas e assistidas, conforme impõem as leis nacionais e internacionais aprovadas pelas Nações Unidas.
Como é do conhecimento geral, Angola como país membro das Nações Unidas, ratificou vários tratados de protecção dos Direitos Humanos. Esta realidade também está vertida na Constituição da República de Angola, e nas demais leis, bem como nos Tratados e Convenções Regionais ratificadas por Angola. No entanto, a observância e o respeito pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos são, muitas vezes, violados pelos Agentes do Estado. Por exemplo:
- Liberdades Fundamentais: Os direitos de reunião, manifestação, associação são constantemente restringidos pelas forças policiais e militarizadas e pela Administração do Estado;
- O direito à informação e liberdade de Imprensa: a Imprensa Pública tem vindo a ser, cada vez mais, parcial, controlada pelo Executivo – há constantes censuras de informações de carácter público e manipulação da informação, é usada frequentemente para intimidação de pessoas singulares, organizações e instituições privadas que não sufragam as posições e as ideias de quem está no exercício do poder político; a imprensa pública é um meio de propaganda das acções do Executivo, não promove o pluralismo de conteúdos de ideias ou de opiniões e o exercício contraditório, por fim, é recorrentemente, utilizada como meio de desinformação dos cidadãos, em detrimento do interesse público e para ultrajar membros da oposição política.
- Boa Governação, Transparência Justiça Económica: Constata-se em Angola um processo de acumulação de riqueza por parte das elites políticas por meio de actos de corrupção e tráfico de influência, consubstanciado na prática da elite política usar os meios do Estado (fundos do petróleo, diamante, etc) para enriquecer os seus familiares mais chegados – filhos, primos, tios e também amigos, em manifesto nepotismo, contrariamente ao que dispõe as Convenções das Nações Unidas e da União Africana sobre a corrupção de que Angola é parte. O acesso à informação sobre a gestão das contas públicas, sobre as contratações públicas não é fácil.
- Eleições, democracia e Estado de Direito: O processo de preparação das próximas eleições tem sido feito de acordos com as condições existentes no país, mas com muitos atropelos às leis que regulam o processo eleitoral em Angola e contra as Normas e Princípios da SADC sobre as eleições, sem que os órgãos de gestão eleitoral competentes tomem medida; o sistema judicial funciona com deficiência e manifesta frequentemente dependência funcional do Executivo. A democracia participativa é incipiente e quase não é aceite.
A Sociedade Civil tem estado a colaborar através de actos de educação cívica, desenvolvimento de programas e projectos de Educação para o respeito pelos Direitos Humanos, monitoria das Políticas Públicas no domínio da educação, saúde – com maior pertinência no combate ao VIH/Sida e Malária; programas de promoção do género e participação da mulher na vida pública.
Assim, recomendamos ao senhor Secretário Geral das Nações Unidas:
- Que as Agências das Nações Unidas representadas em Angola e não só, continuem a dar o seu apoio ao processo de reconstrução e reconciliação nacionais; ao combate ao VIH/Sida e grandes Endemias; ao processo eleitoral, ao processo de fortalecimento da sociedade civil através da formação dos seus membros, de apoio financeiro aos seus projectos de impacto social.
Muito obrigado!
Pela Associação Justiça, Paz e Democracia
António Ventura
(Presidente)»
28 abril 2009
Reflexões sobre o Lobito II…
1. No próximo dia 30 de Abril, pelas 18,30 horas, na Casa de Angola, em
Lisboa, a editora Guerra e Paz vai levar a efeito o lançamento oficial do livro “Lobito”, de António Mateus e que terá a apresentação de Luís Magalhães.O autor, embora nascido em Tortosendo, na província portuguesa da Beira Baixa, foi com 5 anos viver para o Lobito onde permaneceu até 1975 quando zarpou para o Brasil onde trabalhou numa multinacional.
Este primeiro romance de António Mateus, o “Lobito”, é, segundo a editora, um hino a uma das cidades mais bonitas de Angola e às suas gentes, contado por quem nela viveu e a amou.
Vou ansiar por quinta-feira para degustar uma obra sobre a minha Cidade que, infelizmente e como por vezes acontece em todas as que pecam pelo excesso desenvolvimento desenfreado e pouco ordenado, parece que nem tudo corre sobre rodas.
Há dia, num excelente programa da TPA (transmitido às sextas-feiras na TPA internacional),”Janela Aberta”, sobre os belos Parques Nacionais angolanos, um dos apresentadores lamentava-se pela cidade ter perdido um dos seus ex-líbris, os flamingos. Segundo ele, e confirmado pela outra apresentadora que diz nunca ter tido a oportunidade de os ver nos mangais do Lobito, por causa da poluição e do barulho os flamingos deixaram de ter a Cidade por abrigo e emigraram para outras paragens, a maioria mais para sul. Talvez, quem sabe, alguém consiga falar com eles e dizer-lhes que a Casa deles estará, um dia e em breve, espero, pronta e restaurada para os receber de volta. Um sonho…
2. Mas que a fazer fé num e-mail que a Comissão instaladora da
nova FpD e o projecto Associação OMUNGA (Quintas de Debate) divulgou algo não vai bem entre os antigos “meninos da rua” do Lobito.Segundo uma carta que estes fizeram chegar a um representante da União Europeia de visita à Cidade, as promessas, eventualmente feitas pelo Administrador do Lobito, o senhor Amaro Ricardo Segunda, quando os retirou de uma certa zona e os assentou no B.º da Lixeira, no centro 16 de Junho, há cerca de um ano, continuam por ser cumpridas.
Entre as referidas promessas contavam-se: Construção de casas para todos dentro de seis meses; Arranjar emprego para todos nas seguintes empresas (CFB, Refinaria, Odebrestch e Secil Lobito); Dinheiro para as mulheres fazerem negócios; Dar formação profissional a todos; Dar máquina de fabricar blocos; Dar sempre comida e água; Meter todos a estudar nas escolas públicas; e Registar todos.
Parece que passado um ano os “meninos da rua” continuam a viver no referido Bairro em 15 tendas – inicialmente eram 200 jovens e 19 tendas – e promessas nem vê-las.
Mais grave a acusação de que fizeram uma formação, em Agosto passado, e aguardam que os respectivos certificados entregues ao Dr. Carlos Pacatolo sejam devidamente devolvidos não havendo novas nem de Pacatolo nem do Administrador.
Realmente estranho esta eventual atitude de Pacatolo. Se for quem eu penso que é e conheço não é normal nele refugiar-se em escusas e omissões. Todavia também reconheço que aguardo por uma resposta a um e-mail que lhe enviei há tempos e não recebi a dita nem, tão-pouco, embora saiba porque já o disse a razão, o seu blogue seja actualizado.
Quero crer que Pacatolo estará fora da Cidade em serviço da entidade onde estagiou quando do fim do seu Curso.
Ora, lá porque uma pessoa não esteja, não é razões para que tudo pare. Por isso é altura da Administração Municipal do Lobito se recordar que, apear das eleições já terem ocorrido, as populações e, principalmente, os futuros gestores da Cidade e criadores e fomentadores do desenvolvimento da região são, precisamente, os jovens, aqueles, que segundo eles, andam um pouco esquecidos pelas autoridades municipais.
O Lobito precisa de notícias como aquelas que indicam desenvolvimento sustentado e não as deste jaez.
Tenho a certeza que, e não será porque o assunto chegou às mãos da União Europeia, ou, muito menos passe a imodéstia, por estar aqui reflectido no Pululu, tenho a certeza, dizia, que este assunto irá ser rapidamente resolvido e quem sabe, alguém consiga, também, arranjar um “apito” e chamar, de volta, os nossos flamingos!
26 abril 2009
Amizade não é palavra vã!
(Amizade pode ser isto quando mais dela precisamos; imagem Google)"Há momento da vida que tomamos posições, principalmente quando políticas, que, não poucas vezes, acabam por ferir pessoas próximas.
São feridas que custam a sarar. E custam mais quando, prevenida ou incompreensivelmente, mesmo que sem ser intencional, colocamos sal nas mesmas em vez de um qualquer bálsamo.
E isto foi – e, infelizmente, ainda é – válido em qualquer sociedade. Seja na Europa, na América, na Ásia ou em, e principalmente, no nosso martirizado Continente.
Foi-o, ainda mais, no período pós-colonial, com particular destaque para Moçambique e Angola onde razões políticas, económicas, sociais e antropológicas falaram mais alto e dividiram amigos, famílias e povos.
Ainda, recentemente, António Trabulo que viveu, desde quase os primeiros meses de idade até ao momento de entrar na Faculdade de Medicina, na cidade do Lubango, em Angola, no seu último romance, “Retornados, o adeus a África” – edição da Editorial Cristo Negro, apresentado, em Lisboa, na Casa de Angola – discorria sobre essa divisão entre familiares que adoptaram cores políticas diferentes e como se tornaram “inimigos” dividindo famílias e povos.
A Paz angolana sobrevinda, mas não imprevista, trouxe à memória esconsa essas amizades e os laços familiares perdidos ou divididos.
O movimento político que o multipartidarismo trouxe aos nossos países também não ficou apartado dessa vontade de reaproximação entre os diferentes pontos de vista políticos e sociais. As diferenças inter-pares eram agora aproveitadas a favor do desenvolvimento e não para fomentar os ódios ou questiúnculas mesquinhas e ignaras. (..)" (continuar a ler aqui)

